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LABORATÓRIO

  • ÁCIDO FENILGLIOXÍLICO
ÁCIDO FENILGLIOXÍLICO

Material: urina do final da jornada de trabalho

Método: Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: coletar a amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada para o envio ao laboratório. Amostras mantidas a temperatura ambiente são estáveis por até uma semana. Amostras refrigeradas entre 2-5°C são estáveis por até quinze dias. Amostras congeladas são estáveis por até 2 meses. Evitar ciclos de congelamento e descongelamento.

Código CBHPM: 40313034

Interpretação: indicador biológico de exposição ao estireno.

O estireno é um composto líquido, incolor e viscoso, altamente reativo, e de grande poder de polimerização e oxidação, muito utilizado em indústrias que utilizem polímeros, especialmente indústrias de produção de plásticos, resinas e embalagens. Sua absorção pelo organismo ocorre por via respiratória, dérmica ou por ingestão. Sua distribuição ocorre no fígado, rins, pulmões, cérebro, baço e tecidos adiposos. Sua excreção é realizada pelos rins, na forma de ácido mandélico e ácido fenilglioxílico. Casos de toxidez aguda são associados a implicações no sistema nervoso central, com cefaléia, vertigem e astenia, além de irritação de mucosas, especialmente oculares e respiratórias. A exposição crônica pode provocar ação depressiva nervosa, tanto central como periférica, além de distúrbios gastrointestinais, hepáticos e renais e processos irritativos mucosos, além de potencial risco ao feto, no caso de exposição a gestantes. Os níveis de exposição ao estireno podem ser indiretamente acessados pela determinação urinária de ácido fenilglioxílico e ácido mandélico.

Referência:

IBMP*: até 240,0 mg/g de creatinina

*Índice Biológico Máximo Permitido (NR-7).

Metodologia desenvolvida e validada pelo laborató rio de acordo com a RDC 302 de 13/10/2005, Art.5.5.5.1.

  • ACANTÓCITOS – PESQUISA
  • ÁCIDO 2-ETOXIACÉTICO
  • ÁCIDO 5 HIDROXI INDOL ACÉTICO
  • ÁCIDO BUTOXIACÉTICO
  • ACIDO CÍTRICO – ESPERMA
  • ÁCIDO CÍTRICO (CITRATO) – SORO
  • ÁCIDO DELTA AMINO LEVULÍNICO
  • ANTI CCP (CYCLIC CITRULLINATED PEPTIDE)
  • ANFETAMINA
  • ANDROSTENEDIONA – CURVA
  • ANDROSTENEDIONA
  • ANATOMO PATOLOGICO COM COLORACAO GIEMSA
  • ANÁLISE MOLECULAR DA SENSIBILIDADE A VARFARINA
  • ANÁLISE CITOMORFOLÓGICA DE SANGUE PERIFÉRICO
  • AMP-CICLICO (AMPC)
  • AMITRIPTILINA
  • FENILCETONÚRIA – PESQUISA
  • FATOR V DA COAGULAÇÃO
  • FENILALANINA PLASMÁTICA
  • FIBRINOGÊNIO
  • ÁCIDO FÓLICO
  • FERRO URINÁRIO
  • FÓSFORO URINÁRIO – 24H
  • FRAGILIDADE OSMÓTICA
  • FRUTOSE
  • FTA – ABS – ANTICORPOS IGG
  • ÁCIDO FÓRMICO
  • ÁCIDO HIPÚRICO
  • FTA – ABS – ANTICORPOS IGM
  • HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE – FSH
  • ÁCIDO HIPÚRICO PRÉ JORNADA
  • ÁCIDO HOMOGENTÍSICO – PESQUISA
  • ÁCIDO HOMOVANÍLICO
  • ÁCIDO LÁTICO
  • ÁCIDO LÁTICO – CURVA
  • ÁCIDO LÁTICO – LCR
  • ÁCIDO MANDÉLICO
  • ÁCIDO MANDÉLICO PRÉ JORNADA
  • ÁCIDO METIL HIPÚRICO
  • ÁCIDO METIL HIPÚRICO PRÉ JORNADA
  • ÁCIDO N-METILIMIDAZOLACÉTICO
  • ÁCIDO SALICÍLICO (ASPIRINA)
  • ÁCIDO TRANS, TRANS-MUCONICO
  • ÁCIDO TRANS, TRANS-MUCONICO PRÉ JORNADA
  • ÁCIDO TRICLORO ACÉTICO
  • ÁCIDO ÚRICO
  • ÁCIDO ÚRICO URINÁRIO
  • ÁCIDO ÚRICO URINÁRIO – 24H
  • ÁCIDO VALPROICO
  • ÁCIDO VANIL MANDÉLICO
  • ÁCIDOS BILIARES TOTAIS
  • ÁCIDOS GRAXOS (GORDURA FECAL) – PESQUISA
  • ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA MUITO LONGA (VLCFA)
  • ÁCIDOS GRAXOS LIVRES
  • ACONDROPLASIA (MUTAÇÃO G1138A – GENE FGFR3)
  • ACTH – HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO
  • ACTH – HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO – CURVA
  • ADAMTS-13 ANTICORPOS INIBIDORES FATOR V. WILLEBRAND
  • ADAMTS-13 ANTÍGENO DA PROTEASE DE RUPTURA FATOR V.WILLEBRAND
  • ADAMTS-13 ATIVIDADE DA PROTEASE DE RUPTURA FATOR V.WILLEBRAND
  • ADENOSINA DEAMINASE – ADA
  • ADENOVÍRUS – FEZES
  • ADENOVÍRUS – SORO
  • ADIPONECTINA
  • ALT – ALANINA AMINOTRANSFERASE
  • ALBUMINA – LÍQUOR
  • ALBUMINA – SORO
  • ALCAPTONÚRIA
  • ALDOLASE
  • ALDOSTERONA
  • ALDOSTERONA – CURVA
  • ALDOSTERONA URINÁRIA – 24H
  • ALFA 1 ANTITRIPSINA
  • ALFA 1 ANTITRIPSINA – FEZES
  • ALFA 1 GLICOPROTEÍNA ÁCIDA
  • ALFA 2 – MACROGLOBULINA
  • ALFA 2 – MACROGLOBULINA
  • ALFA FETOPROTEÍNA
  • ALFA FETOPROTEÍNA – LÍQUOR
  • ALFA-GALACTOSIDASE A – PLASMA
  • ALFA-IDURONIDASE – PLASMA
  • ALUMÍNIO PÓS DESFERAL
  • ALUMÍNIO SÉRICO
  • ALUMÍNIO URINÁRIO
  • ALUMÍNIO URINÁRIO PRÉ JORNADA
  • AMICACINA – DOSAGEM
  • AMILASE PANCREÁTICA
  • AMILASE TOTAL
  • AMILASE URINÁRIA – 24H
  • AMINOÁCIDOS – CROMATOGRAFIA (SCREENING)
  • AMINOÁCIDOS – DETERMINAÇÃO QUANTITATIVA – URINA
  • AMIODARONA (TRANGOREX)
  • ANÁLISE CITOMORFOLÓGICA DE SANGUE PERIFÉRICO
  • ANÁLISE MOLECULAR DA SENSIBILIDADE A VARFARINA
  • ANTI – DNA (DUPLA HÉLICE) OU NATIVO
  • ANTI – ENDOMISIO
  • ANTI – ESPERMATOZÓIDE
  • ANTI – GLIADINA – IGA
  • ANTI – GLIADINA – IGG
  • ANTI – JO1
  • ANTI – LKM 1
  • ANTI – MITOCÔNDRIA
  • ANTI – MÚSCULO ESTRIADO
  • ANTI – MÚSCULO LISO
  • ANTI – RETICULINA – ANTICORPOS IGG
  • ANTI – RNP
  • ANTI – SACCHAROMYCES CEREVISIAE (IGA E IGG)
  • ANTI – SCL – 70
  • ANTI – SM
  • ANTI – SS-A (RO)
  • ANTI – SS-B (LA)
  • ANTI – TIREOGLOBULINA
  • ANTI – TIREÓIDE
  • ANTI – TRANSGLUTAMINASE – IGA
  • ANTI – TRANSGLUTAMINASE – IGG
  • ANTI – TROMBINA III
  • ANTI – XA, ATIVIDADE
  • ANTI -TPO – ANTICORPOS
  • ANTI DNASE B
  • ANTI-FILAGRINA E PROFILAGRINA, AUTO-ANTICORPOS
  • ANTI-NUCLEOSSOMO (ANTI-CROMATINA)
  • ANTICOAGULANTE LÚPICO
  • ANTICORPOS ANTI – ACTINA
  • ANTICORPOS ANTI – CÉLULAS ENDOTELIAIS
  • ANTICORPOS ANTI – CÉLULAS PARIETAIS
  • ANTICORPOS ANTI – CENTRÔMERO
  • ANTICORPOS ANTI – FATOR INTRINSECO
  • ANTICORPOS ANTI – GAD
  • ANTICORPOS ANTI – ILHOTA
  • ANTICORPOS ANTI – INSULINA
  • ANTICORPOS ANTI – MEMBRANA BASAL GLOMERULAR
  • ANTICORPOS ANTI – RNASE (RNA POLIMERASE III)
  • ANTICORPOS ANTI 21-HIDROXILASE ALFA
  • ANTICORPOS ANTI ANIDRASE CARBÔNICA
  • ANTICORPOS ANTI CANAIS DE CALCIO
  • ANTICORPOS ANTI DNP (DESOXIRIBONUCLEOPROTEINA)
  • ANTICORPOS ANTI EPIDERME IGG
  • ANTICORPOS ANTI-EPITÉLIO
  • ANTICORPOS ANTI-HIALURONIDASE
  • ANTICORPOS ANTI-TIROSINA FOSFATASE
  • ANTICORPOS ANTIAQUAPORINA-4
  • ANTICORPOS GLÂNDULA SUPRA RENAL
  • ANTICORPOS IGA ANTI BETA 2 GLICOPROTEINA 1 (B2GP1)
  • ANTICORPOS IGA ANTI CHLAMYDIA PNEUMONIAE
  • ANTICORPOS IGE ESPECIFICO (C217) – AC ACETILSALICÍLICO
  • ANTICORPOS IGM ANTI GLIADINA
  • ANTICORPOS IGM ANTI PLASMODIUM FALCIPARUM (MALÁRIA)
  • ANTICORPOS IRREGULARES – ANTI – ERITRÓCITOS
  • ANTIESTREPTOLISINA O
  • ANTÍGENO DO CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS (SCC)
  • APOLIPOPROTEÍNA A-1
  • APOLIPOPROTEÍNA B
  • ARSÊNICO, SANGUE TOTAL
  • AST – ASPARTATO AMINOTRANSFERASE
  • ASPERGILLUS – ANTICORPOS
  • ATIVADOR DO PLASMINOGÊNIO TECIDUAL
  • AUTOANTICORPOS ANTI-PROTEÍNA P RIBOSSOMAL
  • CITOMEGALOVÍRUS – ANTICORPOS IGG
  • B-HCG – GONADOTROFINA BETA CORIÔNICA URINÁRIA
  • BAAR – CULTURA
  • BAAR – PESQUISA NO LCR
  • BAAR- PESQUISA
  • BACILO DIFTÉRICO METACROMÁTICO
  • BACTERIOSCÓPICO – CONTEÚDO VAGINAL
  • BANDA OLIGOCLONAL , LCR
  • BARBITURATO
  • BARREIRA HEMATO – ENCEFÁLICA
  • BENZODIAZEPÍNICOS
  • BETA – CAROTENO
  • BETA 2 MICROGLOBULINA
  • BETA 2 MICROGLOBULINA – URINÁRIA
  • BETA-GALACTOSIDASE, EM LEUCÓCITOS
  • BETA-GLICURONIDASE, PLASMA
  • BICARBONATO, URINA
  • BILIRRUBINAS
  • BIOTINIDASE, PLASMA
  • BISMUTO
  • BISMUTO, URINA
  • BLASTOMICOSE – ANTICORPOS (PARACOCCIDIOIDOMICOSE)
  • BNP – PEPTÍDEO NATRIURÉTICO
  • BRUCELOSE
  • BRUCELOSE – ANTICORPOS IGG
  • BRUCELOSE – ANTICORPOS IGM
  • FATOR NEUROTRÓFICO DERIVADO DO CÉREBRO (BDNF)
  • BIOTINA, VITAMINA B8
  • CA 15-3
  • 4-CLOROCATECOL
  • ÁCIDO CÍTRICO (CITRATO) – SORO
  • CA 125 II
  • CA 72-4
  • CÁDMIO
  • CÁDMIO SANGUINEO
  • CALCIO
  • CÁLCIO IONIZADO
  • CALCIO URINÁRIO
  • CALCITONINA
  • CALPROTECTINA
  • CAMPYLOBACTER – PESQUISA
  • CÁLCULO URINÁRIO – ANÁLISE
  • CANDIDA – ANTICORPOS IGG
  • CANDIDA – ANTICORPOS IGM
  • CAPACIDADE DE LIGAÇÃO DO FERRO
  • CAPACIDADE LATENTE DE LIGAÇÃO DO FERRO
  • CARBAMAZEPINA
  • CARBOXIHEMOGLOBINA
  • CARDIOLIPINA – ANTICORPOS IGA
  • CARDIOLIPINA – ANTICORPOS IGG
  • CARDIOLIPINA – ANTICORPOS IGM
  • CARGA VIRAL DE EPSTEIN BARR
  • CARGA VIRAL DE HEPATITE D (HDV)
  • CARGA VIRAL DE CITOMEGALOVÍRUS
  • CARGA VIRAL DE HBV
  • CARGA VIRAL DE HIV
  • CARGA VIRAL E GENOTIPAGEM DE HCV
  • CARIÓTIPO – PAREAMENTO CROMOSSÔMICO – DOENÇAS HEMATOLÓGICAS
  • CARIÓTIPO BANDA G
  • CAROTENO
  • CATECOLAMINAS
  • CATECOLAMINAS PLASMÁTICAS
  • CAXUMBA – ANTICORPOS IGG E IGM
  • CEA – ANTÍGENO CARCINOEMBRIOGÊNICO
  • CEFTRIAXONA
  • CÉLULAS NATURAL KILLER – CD56+
  • CERULOPLASMINA
  • CETONEMIA
  • CETONÚRIA
  • CHAGAS – ANTICORPOS IGG (IF)
  • CHAGAS – ANTICORPOS IGM (IF)
  • CHLAMYDIA PNEUMONIAE – ANTICORPOS IGG E IGM
  • CHLAMYDIA TRACHOMATIS (IF) – PESQUISA
  • CHLAMYDIA TRACHOMATIS- ANTICORPOS IGA E IGG (ELISA)
  • CHUMBO SANGUINEO
  • CHUMBO URINÁRIO
  • CICLOHEXANOL, URINA
  • CICLOSPORINA
  • CISTATINA C
  • CISTICERCOSE – ANTICORPOS IGG
  • CISTINA – SORO
  • CISTINA QUANTITATIVA – URINA 24H
  • CITOLOGIA DE ESCARRO
  • CITOLOGIA EM MEIO LIQUIDO
  • CITOMEGALOVÍRUS – ANTICORPOS IGG
  • CITOMEGALOVÍRUS – ANTICORPOS IGM
  • CITRATO
  • CLEARANCE DE CREATININA
  • CLORO
  • CLORO URINÁRIO
  • COAGULOGRAMA
  • COBALTO
  • COBRE
  • COBRE URINÁRIO
  • COLESTEROL – HDL
  • COLESTEROL – LDL
  • COLESTEROL – VLDL
  • COLESTEROL TOTAL
  • COLINESTERASE
  • COMPLEMENTO C2 – FRAÇÃO
  • COMPLEMENTO C3
  • COMPLEMENTO C4
  • COMPLEMENTO C1Q
  • COOMBS DIRETO
  • COOMBS INDIRETO
  • CORTISOL
  • CORTISOL SALIVAR
  • CORTISOL URINÁRIO
  • COTININA (METABÓLITO DA NICOTINA)
  • CREATINA FOSFOQUINASE – CPK
  • CREATINA QUINASE – MB (MASSA)
  • CREATINA URINÁRIA
  • CREATINA – SORO
  • CREATININA
  • CREATININA URINÁRIA – 24H
  • CRIOAGLUTININAS – PESQUISA
  • CRIOGLOBULINAS – PESQUISA
  • CROMO SÉRICO
  • CROMO URINÁRIO
  • CROMOGRANINA A
  • CRYPTOSPORIDIUM – PESQUISA
  • CRYPTOCOCCUS – QUANTITATIVO
  • COPROCULTURA
  • CURVA DE GLICOSE E INSULINA APÓS GLICOSE
  • CURVA DE HGH APÓS GLICOSE
  • CURVA GLICÊMICA
  • CURVA GLICÊMICA GESTANTE: TESTE DE TOLERÂNCIA A GLICOSE
  • D-DÍMERO
  • DEFICIÊNCIA HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GENE GH1)
  • DEHIDROEPIANDROSTERONA – DHEA
  • DEHIDROEPIANDROSTERONA – DHEA – CURVA
  • DENGUE – ANTICORPOS IGG
  • DENGUE – ANTICORPOS IGM
  • DENGUE – NS1
  • DETECÇÃO DO VÍRUS DA INFLUENZA A (H1N1)
  • FATOR VII
  • FATOR VIII
  • ANTI – ENDOMISIO – ANTICORPOS (IGA)
  • ANTI – ENDOMISIO – ANTICORPOS (IGG)
  • ELASTASE PANCREÁTICA – FEZES
  • ELETROFORESE DE HEMOGLOBINAS
  • ELETROFORESE DE LIPOPROTEÍNAS
  • ELETROFORESE DE PROTEÍNAS
  • ELETROFORESE DE PROTEÍNAS – URINA
  • ELETROFORESE DE PROTEÍNAS – URINA 24H
  • ENSAIOS ENZIMÁTICOS PARA ERROS INATOS – PLASMA
  • ENTAMOEBA HISTOLYTICA – ANTÍGENOS
  • ENTEROBIUS VERMICULARES – PESQUISA
  • ENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSINA
  • ERITROPOIETINA
  • ERROS INATOS DE METABOLISMO
  • ESTANHO URINÁRIO
  • ESTRADIOL – E2
  • ESTRIOL – E3
  • ESTRIOL – SALIVA
  • ESTRONA – E1
  • ESTUDO MOLECULAR ALFA-TALASSEMIA
  • ETANOL
  • ETANOL URINÁRIO
  • FATOR ANTI-NUCLEAR (FAN)
  • FATOR DE NECROSE TUMORAL ALFA (TNF-ALFA)
  • FATOR DE VON WILLEBRAND
  • FATOR NEUROTRÓFICO DERIVADO DO CÉREBRO (BDNF)
  • FATOR REUMATÓIDE
  • FENOBARBITAL
  • FENOL URINÁRIO
  • FERRITINA
  • FERRO SÉRICO
  • FIBRONECTINA
  • FIBROSE CÍSTICA – MUTAÇÃO DELTA F508
  • FILARIOSE – SOROLOGIA
  • FLUORETOS
  • FOLATO ERITROCITÁRIO
  • FOSFATASE ÁCIDA PROSTÁTICA
  • FOSFATASE ÁCIDA RESISTENTE AO TARTARATO (TRAP)
  • FOSFATASE ÁCIDA TOTAL
  • FOSFATASE ALCALINA
  • FOSFATASE ALCALINA – FRAÇÃO ÓSSEA
  • FOSFATASE ALCALINA – ISOENZIMAS
  • FOSFOLIPÍDIOS
  • FÓSFORO
  • FRUTOSAMINA
  • GENE GH1- DEFICIÊNCIA HORMÔNIO DO CRESCIMENTO
  • GALACTOCEREBROSIDASE, LEUCÓCITOS (DOENÇA DE KRABBE)
  • GAMA GLUTAMIL TRANSFERASE
  • GASTRINA
  • GENOTIPAGEM DE HBV
  • GENOTIPAGEM DE HCV
  • GENOTIPAGEM DE HIV
  • GENTAMICINA
  • GIARDIA – PESQUISA
  • GLICOSE
  • GLICOSE URINÁRIA – 24H
  • GLOBULINA LIGADORA DE HORMONIOS SEXUAIS
  • GLOBULINA LIGADORA DE TIROXINA
  • GLUCAGON
  • GRUPO SANGÜÍNEO E FATOR RH
  • HCG – GONADOTROFINA CORIÔNICA FRAÇÃO BETA LIVRE
  • GENE DA APOLIPOPROTEÍNA E
  • HAPTOGLOBINA
  • HBC IGG, ANTI
  • HBC IGM, ANTI
  • HBE, ANTI (HEPATITE VIRAL B)
  • HBEAG
  • HBS, ANTI
  • HBSAG – ANTÍGENO DE SUPERFÍCIE DO VÍRUS DA HEPATITE B
  • HCG BETA (GONADOTROFINA CORIÔNICA – FRAÇÃO BETA)
  • HCV, PCR QUALITATIVO PARA VÍRUS DA HEPATITE C
  • HCV, PCR QUANTITATIVO PARA VÍRUS DA HEPATITE C
  • HELICOBACTER PYLORI – IGG
  • HELICOBACTER PYLORI – IGM
  • HEMATÓCRITO
  • HEMÁCEAS, CONTAGEM DE
  • HEMOCROMATOSE PLUS, ESTUDO GENÉTICO DA, C282Y, H63D E S65C
  • HEMOCULTURA
  • HEMOGLOBINA FETAL
  • HEMOGLOBINA GLICADA (HBA1C)
  • HEMOGRAMA
  • HEMOSSIDERINA
  • HEPATITE A – HAV IGG, ANTI
  • HEPATITE A – HAV IGM, ANTI
  • HEPATITE A – HAV TOTAL – ANTI
  • HERPES SIMPLES VÍRUS 1 E 2, PCR E GENOTIPAGEM
  • HERPESVÍRUS SIMPLES I E II – IGG
  • HERPESVÍRUS SIMPLES I E II – IGM
  • HIALUNORIDASE, ANTICORPOS ANTI
  • HISTAMINA – DOSAGEM DE
  • HISTONA, ANTICORPOS ANTI
  • HISTOPLASMOSE, SOROLOGIA PARA
  • HIV 1 E 2, SOROLOGIA
  • HIV, PESQUISA DE (WESTERN BLOT)
  • HIV, PCR QUANTITATIVO
  • HOMOCISTEÍNA TOTAL
  • HORMÔNIO DE CRESCIMENO – GH
  • HOMA (AVALIAÇÃO DE MODELO HOMEOSTÁTICO)
  • HPV, DETECÇÃO E GENOTIPAGEM
  • HTLV I E II, ANTICORPOS
  • IGA, IMUNOGLOBULINA – A
  • IGE TOTAL, IMUNOGLOBULINA E
  • IGG, IMUNOGLOBULINA – G
  • IGM, IMUNOGLOBULINA – M
  • ILHOTA DE LANGERHAS, ANTICORPOS ANTI
  • INDICE DE SATURAÇÃO DE TRANSFERRINA
  • INSULINA
  • INSULINA PÓS – GLICOSE
  • ITL ÍNDICE DE TIROXINA LIVRE
  • KPTT (TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO)
  • LACTOSE, TESTE DE TOLERÂNCIA (ABSORÇÃO)
  • LDH – DEHIDROGENASE LÁCTICA
  • LDL-OXIDADA, ANTICORPOS
  • LEISHMANIOSE, IGG E IGM
  • LEPTINA
  • LEUCOGRAMA
  • LH – HORMÔNIO LUTEINIZANTE
  • LICOPENO
  • LINFÓCITOS T E B
  • LIPASE
  • LIPIDOGRAMA
  • LIPOPROTEÍNA A – LPA
  • LÍTIO
  • MAGNÉSIO
  • MAGNÉSIO SÉRICO
  • MALÁRIA, ANTICORPOS IGM E IGG
  • MANGANÊS
  • MERCÚRIO
  • METAHEMOGLOBINA
  • METANEFRINAS
  • METANEFRINAS URINÁRIAS
  • METANOL
  • METILETILCETONA (QUANTITATIVO)
  • MICOPLASMA PNEUMONIAE – (IGG), SOROLOGIA
  • MICOLPLASMA PNEMONIAE – (IGM), SOROLOGIA
  • MICROALBUMINÚRIA
  • MIOGLOBINA SÉRICA – DOSAGEM
  • MONONUCLEOSE – SOROLOGIA
  • MUCOPROTEÍNAS (ORSOMUCÓIDE)
  • MUTAÇÃO DO GENE DA HOMOCISTEÍNA (A1298C)
  • MUTAÇÃO DO GENE DA PROTROMBINA (G20210A)
  • MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS – SOROLOGIA
  • N-METILFORMAMIDA
  • NEISSERIA GONORRHOEAE, PCR
  • NÍQUEL
  • NT-PROBNP – PEPTÍDEO NATRIURÉTICO CEREBRAL
  • NIACINA -VITAMINA B3
  • OLIGOSSACARÍDEOS – QUALITATIVO
  • OSMOLALIDADE
  • OSTEOCALCINA
  • OXIÚRIUS – PESQUISA DE (ANAL SWAB)
  • PARACOCCIDIOIDOMICOSE -SOROLOGIA (BLASTOMICOSE SUL-AMERICANA)
  • PARASITOLÓGICO DE FEZES
  • PARATORMÔNIO INTACTO (MOLÉCULA INTEIRA) – PTH
  • PARVOVÍRUS B19 (IGG) – SOROLOGIA
  • PARVOVÍRUS B19 (IGM) – SOROLOGIA
  • PARVOVÍRUS B19, PCR QUALITATIVO
  • PEPTÍDEO C
  • PEPTÍDEO C – TESTE DE ESTÍMULO COM GLICOSE
  • PEPTÍDEO NATRIURÉTICO ATRIAL
  • PESQUISA DE CÉLULAS LE
  • PESQUISA DE SANGUE HUMANO OCULTO
  • PLAQUETAS – CONTAGEM
  • PLASMINOGÊNIO
  • PLASMODIUM – PESQUISA
  • POTÁSSIO
  • PPD-2 UT REAÇÃO INTRADÉRMICA
  • PROGESTERONA
  • PROLACTINA
  • PROTEINÚRIA
  • PROTEÍNA C FUNCIONAL (TOTAL)
  • RESISTÊNCIA À PROTEÍNA C
  • PROTEÍNA C REATIVO QUANTITATIVA
  • PROTEÍNA S (LIVRE)
  • PROTEÍNA S TOTAL (FUNCIONAL)
  • PROTEÍNAS DE BENCE JONES – PESQUISA
  • PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES
  • PROTOPORFIRINA LIVRE ERITROCITÁRIA
  • PRÓ-INSULINA
  • QUERATINA, ANTICORPOS ANTI
  • RENINA (ATIVIDADE PLASMÁTICA)
  • RETICULÓCITOS – CONTAGEM
  • RETRAÇÃO DO COÁGULO
  • ROTAVÍRUS – PESQUISA
  • RUBÉOLA IGG, ANTICORPOS ANTI
  • RUBÉOLA IGM, ANTICORPOS ANTI
  • SACCHAROMYCES CEREVISIAE – ANTICORPOS
  • SARAMPO IGG – SOROLOGIA
  • SARAMPO IGM – SOROLOGIA
  • SELÊNIO
  • SEROTONINA TOTAL
  • SÓDIO
  • SULFATO DEHIDROEPIANDROSTERONA – SDHEA
  • T3 LIVRE
  • T3 TOTAL
  • T4 LIVRE
  • T4 TOTAL
  • TAXA DE FILTAÇÃO GLOMERULAR
  • TEMPO DE ATIVIDADE DE PROTROMBINA – TAP
  • TEMPO DE COAGULAÇÃO – TC
  • TEMPO DE TROMBOPLASTINA ATIVADA – KPTT
  • TESTE ALERGOLÓGICO PARA ALIMENTOS
  • TESTE ALÉRGICO INALANTES
  • TESTE DE CONTATO POR FOTOSSENSIBILIZAÇÃO
  • TESTE DE SEXAGEM FETAL
  • TESTOSTERONA LIVRE
  • TESTOSTERONA TOTAL
  • TIREOGLOBULINA
  • TIREOGLOBULINA, ANTICORPOS ANTI
  • TIROSINA -DOSAGEM
  • TOXOCARÍASE – TOXOCARA – IGG
  • TOXOCARÍASE – TOXOCARA – IGM
  • TOXOPLASMOSE – TESTE DE AVIDEZ IGG
  • TOXOPLASMOSE IGA
  • TOXOPLASMOSE IGG, ANTICORPOS
  • TOXOPLASMOSE IGM, ANTICORPOS
  • TPO – MICROSSOMAL, ANTICORPOS ANTI
  • TRANSAMINASE OXALACÉTICA – TGO (AST)
  • TRANSAMINASE PIRÚVICA – TGP (ALT)
  • TRANSFERRINA
  • TRANSGLUTAMINASE TECIDUAL – ANTICORPOS IGG (TTG)
  • TRANSGLUTAMINASE TECIDUAL – ANTICORPOS IGA (TTG)
  • TREPONEMA PALLIDUM – PESQUISA
  • TRICHOMONAS VAGINALIS – PESQUISA
  • TRIGLICÉRIDES
  • TROPONINA
  • TRYPANOSOMA CRUZI IGG, DOENÇA DE CHAGAS (IMUNOFLUORESCÊNCIA)
  • TRYPANOSOMA CRUZI IGG, SOROLOGIA – DOENÇA DE CHAGAS
  • TRYPANOSOMA CRUZI IGM, SOROLOGIA – DOENÇA DE CHAGAS
  • URÉIA
  • URINA 1 – PARCIAL DE URINA
  • UROBILINOGÊNIO – PESQUISA
  • UROCULTURA
  • VANCOMICINA
  • VARICELLA ZOSTER IGG, ANTI
  • VARICELLA ZOSTER IGM, ANTI
  • VASOPRESSINA
  • VDRL, REAÇÃO DE (LUES)
  • VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO – VHS
  • VITAMINA A
  • VITAMINA B1 (TIAMINA)
  • VITAMINA B12 (COBALAMINA)
  • VITAMINA B2 (RIBOFLAVINA)
  • VITAMINA B6 (PIRIDOXINA)
  • VITAMINA C
  • VITAMINA D 1,25 DIHIDROXI
  • VITAMINA D-25 OH (D3)
  • VITAMINA E
  • WAALER ROSE
  • WIDAL, REAÇÃO DE
  • ZINCO
  • ZINCO PROTOPORFIRINA
ACANTÓCITOS – PESQUISA

Material: sangue total com EDTA + 3 lâminas (esfregaço) sem anticoagulante

Método: Microscopia – Coloração Giemsa.

Coleta: Incluir 3 esfregaços em lâmina.

Interpretação: acantócitos são hemáceas (eritrócitos) espiculadas irregulares, encontradas em pacientes contendo uma deficiência congênita de beta-lipo-proteínas. Estes pacientes também apresentam graves perturbações neurológicas. Células semelhantes podem ser observadas em pacientes com grave disfunção hepato-celular.

Referência: Negativa

ÁCIDO 2-ETOXIACÉTICO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método:
Cromatografia de Gases

Coleta: Coletar
urina no final da jornada de trabalho.

Referência:

IBMP*: 100 mg/g
creatinina

* IBMP: Índice
Biológico Máximo Permitido

Interpretação:

Uso : Nível de intoxicação
através da exposição ao Dissulfeto de carbono.

Referência:

IBMP: até 5,0 mg/g
creatinina

 

ÁCIDO 5 HIDROXI INDOL ACÉTICO

Material: Urina 24
h acidificada

Sinônimo: 5-HIAA,
Metabólito de serotonina

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: Devido ao
fato do ácido 5-hidroxi indol acético ser instável, em pH fortemente ácido a
amostra deve ser coletada em frasco limpo contendo 10mL de uma solução de HCl à
50% ou 6N para cada litro urina.

Amostras coletadas
com ácido, mantidas PROTEGIDAS DA LUZ e REFRIGERADAS a 2-8°C, são estáveis por
até 3 dias. Amostras coletadas com ácido e MANTIDAS CONGELADAS a -20°C são
estáveis por até 1 mês. Todas as amostras com solicitações para esses exames
terão seu pH conferido pelo laboratório. Caso o pH da amostra seja superior a 4
ou inferior a 2, a amostra será analisada sob restrição devido a possível
ausência do conservante ou degradação da amostra. Uma observação será colocada
no laudo. Três dias antes da coleta, suspender o uso de medicamentos e se
possível dispensá-los. Caso os medicamentos não possam ser suspensos, conversar
com o Laboratório ou com seu médico. Os medicamentos que mais interferem são:
acetaminofeno, salicilatos, fenacetina, xaropes para tosse, naproxeno,
mefenesina, metocarbamol, imipramina, isoniazida, inibidores da MAO,
metenamina, metildopa, fenotiazina. No dia anterior à coleta, evitar a ingestão
dos medicamentos acima, e dos seguintes alimentos: banana, abacate, chocolates,
berinjela, tomates, amendoim, kiwi, abacaxi, ameixa, nozes e bebidas
alcoólicas. Observações: Manter o frasco com a urina de 24h sob refrigeração.
Coletar todo o volume de urina emitido em 24h.

ÁCIDO BUTOXIACÉTICO

Material: urina

Método:
Cromatografia de Gases

Coleta: Coletar urina
no final da jornada de trabalho.

Interpretação: O
metabolito de éteres de glicol de etileno é semelhante ao ácido methoxyacetic
com menor toxicidade. O seu efeito mutagênico e carcinogênico é particularmente
bem demonstrado em animais.

Referência: Inferior
200,0 mg/g de creatinina

*Indice de não
exposto: Inf. 65 mg/g de creatinina

 

ACIDO CÍTRICO – ESPERMA

Material: esperma

Sinônimo: Ácido
cítrico no esperma (sêmen)

Método:
Colorimétrico

Coleta: Não é necessária
abstinência sexual. O material deve ser encaminhado imediatamente após a coleta
para o setor de realização do exame.

Código CBHPM:
40311015

Interpretação:
avaliação da infertilidade masculina; avaliação da função espermática.

A frutose e o
ácido cítrico são compostos metabólicos essenciais para a função espermática.
Suas dosagens avaliam a função da próstata e da vesícula seminal. A frutose é
uma substância dependente de andrógenos, produzida nas vesículas seminais, e
níveis diminuídos no esperma podem indicar ausência ou obstrução dos vasos deferentes
ou vesículas seminais. O ácido cítrico é secretado pela próstata, e está ligado
à capacidade de coagulação e liquefação seminal, além de potencializar
atividade de enzimas como a hialuronidase. Níveis diminuídos podem estar
associados a prostatites em geral.

Referência: 260,0
a 700,0 mg/dL

ÁCIDO CÍTRICO (CITRATO) – SORO

Material: Soro ref

Sinônimo: Citrato

Método:
Espectrofotometria

Código CBHPM:
40311015

Referência: 1,2 a
2,6 mg/dL

ÁCIDO DELTA AMINO LEVULÍNICO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método:
Espectrofotometria UV-VIS

Coleta: Coletar a
amostra em coletor limpo e sem aditivo.

Código CBHPM:
40313018

Interpretação:
diagnóstico de porfirias; diagnóstico de intoxicação por chumbo ou mercúrio;
auxilio no diagnóstico de desordens hepáticas.

Valores
aumentados: intoxicação por chumbo ou mercúrio, porfiria aguda (porfiria aguda
intermitente, coproporfiria hereditária, porfiria variegata), porfiria cutânea
tardia, câncer hepático, hepatite.

Interferentes:
barbituratos +, griseofulvina +, vitamina E +.

Referência: VR*:
até 4,5 mg/g de creatinina

IBMP**: até 10,0
mg/g de creatinina

*Valor de
Referência para pacientes não expostos.

**Índice Biológico
Máximo Permitido (NR-7).

Metodologia
desenvolvida e validada pelo laboratório de acordo com a RDC 302 de 13/10/2005,
Art.5.5.5.1.

ANTI CCP (CYCLIC CITRULLINATED PEPTIDE)

Material: soro

Sinônimo: anticorpos antipeptídeo citrulinado cíclico

Método: Fluorimetria

Coleta: Jejum não obrigatório. Não colher próximo as refeições.
Lipemia e hemólise podem atuar como interferentes.

Interpretação: Diagnóstico precoce e prognóstico da Artrite Reumatóide

O fator reumatóide (FR) tem sido usado como marcador de Artrite
reumatóide há mais de meio século, entretanto tem uma especificidade muito
baixa (59 a 65%), pois pode ser encontrado em diversas outras doenças
reumáticas auto-imunes, doenças infecciosas, neoplásicas e mesmo em uma
considerável fração de indivíduos sadios(1,3). Ademais, o FR é detectado em
somente 33% dos pacientes que se encontram na fase inicial da doença.Recentemente
foi descoberto os anticorpos anti CCP que possuem melhor utilidade na
discriminação de pacientes com AR. A sensibilidade é comparável ao FR , porém
com uma especificidade de 96%. Em literatura recente, aproximadamente 70% dos
pacientes com AR são positivos para anti CCP(2).Uma análise global de diversos
estudos com pacientes europeus e norte-americanos evidenciou sensibilidade de
78% e especificidade de 96% para os anticorpos anti-CCP contra sensibilidade de
74% e especificidade de 65% para o FR IgM. Ademais, vários estudos têm
demonstrado que os anticorpos anti-CCP ocorrem precocemente no curso da doença,
podendo até mesmo preceder a eclosão clínica da mesma(4,5,6).A associação dos
dois testes , FR + Anti CCP aumenta a sensibilidade e a especificidade no
diagnóstico da AR.

 Referência: Negativo : Inferior a 7 U/mL

Indeterminado : Entre 7 até 10 U/mL

Positivo : Superior a 10 U/mL

Interpretação:Um resultado positivo indica presença de anticorpos IgG
Anti-CCP e sugere a possibilidade de Artrite Reumatóide.

ANFETAMINA

Material: Urina DA

Método: Imunoenzimático Colorimétrico

Coleta: Conforme orientação médica.

Código CBHPM: 40316238

Interpretação: Monitoramento do uso de Anfetamina e Metanfetamina.

Controle de alguns medicamentos utilizados para regime de
emagrecimento possuem anfetaminas em quantidade suficiente para positivar o
teste.

A detecção do uso da droga depende de vários fatores:

Usuário (pesado/crônico ou ocasional/agudo)

Tipo de droga e dose utilizada

Fatores fisiológicos individuais: condições físicas, idade,
alimentação e quantidade de líquido ingerido

Referência: Negativo

ANDROSTENEDIONA – CURVA

Material: Soro Congelado

Sinônimo: Delta 4

Método: Radioimunoensaio

Coleta: Jejum de 4 horas. Após a coleta centrifugar e separar o soro.
Congelar imediatamente. Enviar o soro congelado. Anotar uso de medicamentos.

Código CBHPM: 4.03.16.07-6

Interpretação: avaliação da produção de hormônios androgênios em
mulheres hirsutas; avaliação de outros aspectos da virilização.

A androstenediona é o principal precursor na biossíntese de andrógenos
e estrógenos, servindo como pró-hormônio para testosterona e estrona
(particularmente em mulheres na menopausa). Funciona como andrógeno de potência
fraca, podendo ser produzida pelas glândulas adrenais e ovários. Os andrógenos
predominantes na mulher normal são a androstenediona e a
deidroepiandrostenediona. A conversão periférica de androstenediona para
estrogênio se dá no tecido adiposo, principalmente em mulheres obesas, o que
pode levar a hiperplasia do endométrio.

Valores aumentados: hiperplasia adrenal congênita por deficiência da
21-hidroxilase [os níveis alterados são suprimidos por terapia com
corticosteróides (níveis suprimidos são indicadores de controle terapêutico)],
síndrome do ovário policístico, tumores virilizantes (valores extremamente
aumentados), síndrome de Stein-Leventhal, hiperplasia ovariana estromal,
síndrome de Cushing, tumores ectópicos produtores de ACTH. Cerca de 60% dos
casos de hirsutismo feminino apresentam elevações nos níveis séricos de
androstenediona.

Limitações: os níveis séricos de androstenediona não se correlacionam
com severidade do processo patológico.

Interferentes: uso de corticóides, uso de substâncias radioativas
(contrastes radiológicos).

Referência: Crianças: 0,1 – 0,9 ng/mL

Homens: 0,5 – 4,8 ng/mL

Mulheres:Fase folicular: 0,9 – 3,0 ng/mL

Fase ovulatória: 1,9 – 4,7 ng/mL

Fase lútea: 1,1 – 4,2 ng/mL

Pós-menopausa: 0,3 – 3,7 ng/mL

Síndrome do ovário policístico: 2,2 – 6,5 ng/mL

ANDROSTENEDIONA

Material: Soro Congelado

Sinônimo: Delta 4

Método: Radioimunoensaio

Coleta: Jejum de 4 horas. Após a coleta centrifugar e separar o soro.
Congelar imediatamente. Enviar o soro congelado.

Código CBHPM: 40316076

Interpretação: avaliação da produção de hormônios androgênios em
mulheres hirsutas; avaliação de outros aspectos da virilização.

A androstenediona é o principal precursor na biossíntese de andrógenos
e estrógenos, servindo como pró-hormônio para testosterona e estrona
(particularmente em mulheres na menopausa). Funciona como andrógeno de potência
fraca, podendo ser produzida pelas glândulas adrenais e ovários. Os andrógenos
predominantes na mulher normal são a androstenediona e a
deidroepiandrostenediona. A conversão periférica de androstenediona para
estrogênio se dá no tecido adiposo, principalmente em mulheres obesas, o que
pode levar a hiperplasia do endométrio.

Valores aumentados: hiperplasia adrenal congênita por deficiência da
21-hidroxilase [os níveis alterados são suprimidos por terapia com
corticosteróides (níveis suprimidos são indicadores de controle terapêutico)],
síndrome do ovário policístico, tumores virilizantes (valores extremamente
aumentados), síndrome de Stein-Leventhal, hiperplasia ovariana estromal,
síndrome de Cushing, tumores ectópicos produtores de ACTH. Cerca de 60% dos
casos de hirsutismo feminino apresentam elevações nos níveis séricos de
androstenediona.

Limitações: os níveis séricos de androstenediona não se correlacionam
com severidade do processo patológico.

Interferentes: uso de corticóides, uso de substâncias radioativas
(contrastes radiológicos).

Referência: Crianças: 0,1 – 0,9 ng/mL

Homens: 0,5 – 4,8 ng/mL

Mulheres: Fase folicular: 0,9 – 3,0 ng/mL

Fase ovulatória: 1,9 – 4,7 ng/mL

Fase lútea: 1,1 – 4,2 ng/mL

Pós-menopausa: 0,3 – 3,7 ng/mL

Síndrome do ovário policístico: 2,2 – 6,5 ng/mL

ANATOMO PATOLOGICO COM COLORACAO GIEMSA

Material: Anatomo Patológico

Sinônimo: Histopatológico

Método: Coloração por Hematoxilina e Eosina

Coleta: Por procedimentos cirúrgicos. Para a histopatologia
convencional ,o fixador mais comum é a solução aquosa de formalina (formol 40%
diluído em água numa concentração de 1:10) a 10%. O volume ideal corresponde a
cerca de 20 vezes o volume da peça a ser fixada. Após 24h em amostras menores
que 3 cm e 48h em amostras maiores que 3 cm, o fixador pode ser escorrido para
envio do material sem risco de derrama de líquido. Os frascos devem estar
rotulados com a correta identificação do paciente. Para casos de revisão de
casos ou de imunohistoquímica, enviar blocos de parafina com material
histológico ou fragmentos de tecido previamente fixados acompanhados de um
relatório ou solicitação médica e da cópia do laudo anterior

Interpretação: As alterações observadas (alterações inflamatórias,
reparativas, degenerativas, infecciosas ou neoplásicas), serão relatadas na
conclusão.

ANÁLISE MOLECULAR DA SENSIBILIDADE A VARFARINA

Material: Sangue total com EDTA

Sinônimo: Teste de sensibilidade a varfarina

Método: PCR em Tempo Real – Sistema FRET

Coleta: Enviar 1 tubo de sangue total com EDTA.

Interpretação: A análise molecular da sensibilidade a varfarina avalia
os genes VKORC1 e CYP2C9, no intuito de auxiliar na determinação da dose
terapêutica de maneira individualizada, permitindo o direcionamento de um
tratamento adequado, cujo risco de sangramento ou anti-coagulação excessiva
esteja minimizado. Além disto, a identificação de fatores genéticos que
predisponham a ocorrência destas complicações são úteis também para se
determinar a frequência da monitoração terapêutica. Este estudo molecular é
recomendado para pacientes que serão anti-coagulados com varfarina para a
prevenção de doenças cardíacas e vasculares, como infarto no miocárdio,
tromboses venosas e arteriais e tromboembolismo.

Referência:

Genótipo G/G

Genótipo C/C

Genótipo *1/*1 – Ausência dos alelos *2 e *3

VKORC1 – Interpretação: A presença do alelo A no polimorfismo G-1639A
e do alelo T no polimorfismo C1173T está relacionado à baixa atividade
enzimática, com possibilidade de maior risco de desenvolver hemorragias quando
tra tados com varfarina, enquanto que os genótipos G/G e C/C nos polimorfismos
G-1639A e C1173T respecti vamente, estão relacionados a maiores doses de
varfarina para atingir a anticoagulação esperada.

1. A enzima vitamina K epóxido redutase (VKORC) converte a vitamina K
em sua forma ativa (vitamina K hidroquinona),auxiliando a coagulação através
dos fatores K-dependentes (II, VII, IX e X). A varfarina inibe a ação da VKORC.
Mutações no gene VKORC1, que codifica a VKORC, estão relacionadas à baixa
atividade da enzima, portanto maior sensibilidade a varfarina.

2. Estudos demostram que os polimorfismos G-1639A e C1173T apresentam
forte ligação de desequilíbrio

3. Outras mutações no gene VKORC1 não são detectadas por esse método
CYP2C9

ANÁLISE CITOMORFOLÓGICA DE SANGUE PERIFÉRICO

Material: sangue total com EDTA + 3 lâminas (esfregaço) sem anticoagulante

Sinônimo: Hematológico

Método: Focagem hidrodinâmica, Citometria de Fluxo e SLS-Hemoglobina
(laurilsulfato de sódio). Microscopia – Giemsa.

Coleta: Jejum não obrigatório.

Interpretação: avaliação clínica geral; avaliação e diagnóstico de
anemias, policitemias, aplasias medulares, processos infecciosos,
leucemias/leucoses, trombocitose e trombocitopenia.

O hemograma é uma das análises mais utilizadas na prática médica, pois
seus dados gerais permitem uma avaliação extensa da condição clínica do
paciente. Embora não seja um teste extremamente sensível e específico para determinadas
patologias, pode ser encarado como um sinal e/ou sintoma, integrante da
avaliação inicial do paciente. No hemograma são avaliadas as três séries
celulares componentes do sangue: eritrócitos, leucócitos e plaquetas, compondo
o eritrograma, leucograma e plaquetograma.

No eritrograma, são contados os eritrócitos, são medidas as
concentrações de hemoglobina e hematócrito, são determinados os índices
hematimétricos (volume celular médio, concentração de hemoglobina corpuscular
média, hemoglobina corpuscular média), além da determinação do RDW, que indica
a variação do tamanho dos eritrócitos.

No leucograma, os leucócitos são contados em termos gerais, sendo
classificados em uma contagem relativa em diferentes populações (neutrófilos,
basófilos, eosinófilos, linfócitos, monócitos), segundo suas características
citológicas.

No plaquetograma, as plaquetas são contadas e seu tamanho médio e
variações de volume são determinados (MPV e PDW).

Todas estas análises são seguidas por microscopia após coloração para
avaliação das características e/ou alterações morfológicas de cada série. Estes
dados em conjunto permitem indicativos diagnósticos que, quando cruzados com
outros dados e/ou resultados, são de extrema importância clínica.

AMP-CICLICO (AMPC)

Material: Urina 24 horas ref

Sinônimo: Adenosina Monofosfato Ciclico

Método: Radioimunoensaio

Coleta: Coleta de urina 24 h. Misturar as amostras e anotar volume
final. Enviar alíquota de no mínimo 20,0 mL.

Código CBHPM: 40305163

Interpretação: É usado no diagnóstico diferencial do
hiperparatireoidismo, quando há aumento do cAMP sérico. O nível de cAMP na
urina está aumentado no pseudohipoparatireoidismo tipo I, porém está normal no
tipo II. O cAMP urinário é um marcador da função do hormônio paratireóide
(PTH). A fração nefrogênica do cAMP tem sido usado na monitorização da ingesta
de cálcio nos casos de osteoporose.

Referência: 1,0 a 11,5 umol/24h

AMITRIPTILINA

Material: soro

Método: Cromatografia Liquida de Alta Performance – HPLC

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, separar o soro, congelar e
enviar.

Referência: Niveis terapêuticos : 95,0 a 250,0 ng/mL

Níveis tóxicos: > 500,0 ng/m

FENILCETONÚRIA – PESQUISA

Material: urina

Sinônimo:
Fenilalanina urinária

Método: Cloreto
Férrico Aquoso

Coleta: Colher
preferencialmente a 1ª urina da manhã ou com intervalo de 4 horas entre as
micções. Fazer higiene da genitalia com água e sabão, secar, desprezar o 1º jato de urina e coletar o jato médio.

Código CBHPM:
40311317

Interpretação:
diagnóstico da fenilcetonúria.

A fenilcetonúria
(PKU) é uma doença genética autossômica recessiva que decorre da deficiência ou
ausência da enzima fenilalanina hidroxilase, que atua sobre a fenilalanina,
causando o acúmulo deste aminoácido no sangue das pessoas afetadas. A doença,
se não diagnosticada de imediato, pode acarretar grave retardamento mental nos
indivíduos portadores.

Referência:
Negativa

 

FATOR V DA COAGULAÇÃO

Material: plasma
citratado

Método:
Coagulométrico.

Coleta: Jejum de 4
horas

Código CBHPM:
40304175

Interpretação:
diagnóstico específico de deficiência congênita de fator V da coagulação.

O fator V é uma
glicoproteína vitamina-K dependente sintetizada no fígado. É parte do complexo
conversor de protrombina, atuando na via extrínseca da coagulação.
Especificamente este é um fator que acelera a conversão de protrombina para
trombina. A deficiência de fator V é uma condição herdada, autossômica
recessiva que ocorre com igual freqüência em homens e mulheres. Os sintomas
podem ser leves a severos e incluem arroxeamento fácil, freqüente epistaxe,
menorragia, e sangramento prolongado após episódios traumáticos, incluindo
procedimentos cirúrgicos e odontológicos.

Valores
aumentados: sem significado clínico.

Valores
diminuídos: deficiência de alfa-globulina, coagulação intravascular
disseminada, deficiência de fator V, inibidores circulantes do fator V,
fibrinogenólise, doença hepática, deficiência de fator lábil, leucemia (aguda),
parahemofilia, estados pós-operatórios, deficiência de pró-acelerina, terapia
radioativa.

Interferentes:
medicamentos (ansindiona, bis-hidroxicumarina, dicumarínicos, warfarina
sódica).

Referência: 70 a
130%

 

FENILALANINA PLASMÁTICA

Material: plasma
com EDTA

Método:
Cromatografia Líquida de Alta Resolução (HPLC)

Coleta: Jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40301818

Interpretação:
diagnóstico da fenilcetonúria.

A fenilcetonúria
(PKU) é uma doença genética autossômica recessiva que decorre da deficiência ou
ausência da enzima fenilalanina hidroxilase, que atua sobre a fenilalanina,
causando o acúmulo deste aminoácido no sangue das pessoas afetadas. A doença,
se não diagnosticada de imediato, pode acarretar grave retardamento mental nos
indivíduos portadores.

Referência:
Crianças: 26 a 91 umol/L

Adultos: 34 a 120
umol/L

FIBRINOGÊNIO

Material: plasma
citratado

Sinônimo: Dosagem
do fator I

Método:
Coagulométrico.

Coleta: Jejum
obrigatório de no mínimo 4 horas.

Código CBHPM:
40304264

Interpretação:
diagnóstico de hipofibrinogenemias ou afibrinogenemias primárias ou
secundárias; diagnóstico de coagulação intravascular disseminada; marcador de
fibrinólise.

O fibrinogênio é
uma das proteínas predominantes do plasma. Trata-se de uma glicoproteína
sintetizada no fígado, possui 341kD, sendo a proteína precursora do coágulo de
fibrina. Na eletroforese, o fibrinogênio se apresenta como uma banda situada
entre as globulinas beta e gama. Forma o coágulo de fibrina quando ativado pela
trombina. Neste caso, é praticamente removido no processo de coagulação e não é
visto no soro (apenas no plasma com anticoagulantes).

Além destas
propriedades, o fibrinogênio é uma das proteínas de fase aguda, encontrando-se
marcadamente elevado durante a fase aguda de processos inflamatórios (é um dos
componentes que mais afetam o VHS).

Valores
aumentados: uso de contraceptivos orais, uso de anticoagulantes, stress,
trauma, infecção, inflamação, neoplasias, gravidez e períodos pós-operatórios.

Valores
diminuídos: afibrinogenemia/hipofibrinogenemia hereditária, coagulação
intravascular, fibrinólises, doença hepática, uso de terapia fibrinolítica com
uroquinase ou estreptoquinase. É possível o encontro de níveis diminuídos por
artefato de coleta (especialmente em coletas difíceis), por coagulação
indevida.

Referência: 1,8 a
3,5 g/L

ÁCIDO FÓLICO

Material: soro

Sinônimo: Folato

Método:
Eletroquimioluminescência (ECLIA)

Coleta: Para todas
as idades jejum mínimo necessário de 4 horas.

Código CBHPM:
40301087

Interpretação:
detecção de deficiência de folato (condição inibitória da síntese de DNA
desencadeadora de anemia megaloblástica) em gestantes, usuários de medicamentos
inibidores do folato e pacientes com síndromes mal absortivas (doença celíaca,
doença de Crohn, outras); monitoramento de terapia com folato.

Os folatos atuam
como cofatores em reações de transferência. Geralmente absorvidos no trato
gastrointestinal, provenientes diretamente da dieta ou a partir de folato
sintetizado por bactérias intraintestinais, sua deficiência causa um quadro
hematológico quase indistinguível do causado pela deficiência de vitamina B12,
estando associada à diminuição da capacidade de síntese protéica e divisão
celular. A principal manifestação clínica da deficiência de folato é anemia
megaloblástica.

Valores
aumentados: dieta vegetariana, deficiência de vitamina B12, neoplasias.

Valores
diminuídos: deficiência primária de folato dietético, hipertireoidismo, anemia
perniciosa, alcoolismo, má nutrição, doenças hepáticas, deficiência de vitamina
B12, hemodiálise crônica, doença celíaca adulta, anemia hemolítica, carcinomas,
mielofibroses, gravidez.

Interferentes:
hemólise, lipemia, exposição à luz, anticonvulsivantes, metotrexato,
colchicina, estrogênios, contraceptivos orais, álcool, ácido aminosalicílico,
ampicilina, cloranfenicol, eritromicina, lincomicina, penicilina,
tetraciclinas.

Referência:

2,0 – 19,7 ng/mL

Sensibilidade:
0,64 ng/mL

Linearidade: 20
ng/mL

ATENÇÃO: Nova
metodologia a partir de 10/04/2014.

Método antigo:
Quimioluminescência (CLIA)

 

FERRO URINÁRIO

Material: Urina 24
horas ref

Método:
Espectrofotometria

Coleta: Coleta de
urina 24 h

Código CBHPM:
40301842

Interpretação:
diagnóstico diferencial de anemias; diagnóstico de hemocromatose e
hemosiderose.

O ferro é um
elemento essencial na manutenção da homeostase orgânica. A maioria do ferro
corporal está ligada à porção heme da hemoglobina, bem como mioglobina, algumas
enzimas que contém heme e outras proteínas que contém ferro. Uma porção
importante do ferro está contida na ferritina e hemossiderina (principalmente
na medula óssea, baço e fígado).

Sua manutenção no
organismo depende de etapas diversas de absorção, transporte, metabolismo e perda,
em um complexo mecanismo de equilíbrio. Suas principais funções estão
relacionadas à ligação com o oxigênio na hemoglobina, e outros heme-pigmentos.
Outras funções estão associadas à condição de cofator enzimático e processos
oxidativos. Sua avaliação é mais bem realizada em conjunto com dados clínicos e
outras determinações laboratoriais como TIBC, ferritina, IST e outras.

Referência: Até
600,0 ug/24 horas

 

FÓSFORO URINÁRIO – 24H

Material: urina 24
horas

Sinônimo:
Fosfatúria

Método:
Colorimétrico

Código CBHPM:
40301931

Interpretação:
avaliação do metabolismo excretor do fósforo.

O metabolismo do
fósforo depende de um balanço entre ingestão, troca celular/extracelular/óssea
e excreção/reabsorção renal, de modo balanceado e multifatorial (ver Fósforo).

Valores
aumentados: hiperparatireoidismo, deficiência de vitamina K, acidose tubular
renal, uso de diuréticos, síndrome de Fanconi, osteomalacia.

Valores
diminuídos: hipoparatireoidismo, pseudohipoparatireoidismo, intoxicação por
vitamina K.

Referência: 0,40 a
1,3 g/24 h

 

FRAGILIDADE OSMÓTICA

Material: sangue
total c/ Heparina

Sinônimo:
Resistência osmótica eritrocitária;

Método:
Colorimétrico (De Dacie)

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM:
40304850

Interpretação:
diagnóstico de anemias hemolíticas e esferocitose hereditária.

Neste teste os
eritrócitos do paciente são incubados em soluções salinas de diferentes
tonicidades, para avaliar sua resistência ou fragilidade osmótica.

Valores
aumentados: esferocitose hereditária, anemias hemolíticas hereditárias não
esferocíticas, anemias hemolíticas adquiridas (neoplasias, infecções,
leucemias, gravidez, etc), doença hemolítica do recém-nato e queimaduras.

Valores
diminuídos: anemias ferroprivas, recém-natos normais, talassemias, anemia
falciforme, HbC, pós-esplenectomia, doença hepática e anemias megaloblásticas
nutricionais.

Referência:

0,10: 100%

0,20: 99 a 100%

0,30: 90 a 100%

0,40: 50 a 90%

0,50: 00 a 6%

0,60: 00%

0,70: 00%

0,80: 00%

0,90: 00%

FRUTOSE

Material: esperma

Método:
Colorimétrico

Coleta: O material
deverá ser analisado até 4h após coleta. Não é necessário abstinência sexual.

Código CBHPM: 40301966

Interpretação:
avaliação da infertilidade masculina; avaliação da função espermática.

A frutose e o
ácido cítrico são compostos metabólicos essenciais para a função espermática.
Suas dosagens avaliam a função da próstata e da vesícula seminal. A frutose é
uma substância dependente de andrógenos, produzida nas vesículas seminais, e
níveis diminuídos no esperma podem indicar ausência ou obstrução dos vasos
deferentes ou vesículas seminais. O ácido cítrico é secretado pela próstata, e
está ligado à capacidade de coagulação e liquefação seminal, além de
potencializar atividade de enzimas como a hialuronidase. Níveis diminuídos
podem estar associados a prostatites em geral.

Referência: 2,0 a
4,6 mg/mL

 

FTA – ABS – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Método:
Imunofluorescência Indireta e 

Quimioluminescência

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40307735

Interpretação:
confirmação de resultados reagentes em testes não-treponêmicos no diagnóstico
da sífilis; diagnóstico de sífilis tardia (mesmo com testes não-treponêmicos
não reagentes).

O uso de testes
treponêmicos deve trazer mais especificidade à rotina diagnóstica; sua
sensibilidade situa-se em torno de 80-90% em sífilis primária, >95% em
sífilis secundária e terciária e 90-95% em sífilis tardia. Na maioria dos
casos, a positividade permanece por toda a vida, embora alguns pacientes
tornem-se não-reagentes com o passar dos anos.

Este teste não é
indicado para o seguimento terapêutico, uma vez que a variação em seus títulos
não se correlaciona com a melhora clínica do paciente. O teste utilizando
reagentes para a evidenciação de IgM pode ser útil no diagnóstico mais precoce
de sífilis congênita. Os títulos IgG tendem a desaparecer em até 8 meses após o
nascimento (a persistência nos títulos após este período pode ser interpretada
como sífilis congênita). Em alguns casos de uveíte sifilítica, é possível o
encontro de FTA-Abs reagentes com VDRL não reagentes. É possível a presença de
falso-positivos, especialmente em quadros de doença do colágeno. Se a terapia é
instituída em tempo anterior a soroconversão (no tempo da lesão inicial do
cancro), estes pacientes resultarão não reagentes.

Referência: Não
reagente

 

ÁCIDO FÓRMICO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método:
Cromatografia de Gases

Coleta: Coletar
urina no final da jornada de trabalho.

Referência: Não
expostos: Inferior a 15 mg/g creatinina

IBMP*: Inferior a
80 mg/g creatinina

* IBMP: Índice
Biológico Máximo Permitido

 

ÁCIDO HIPÚRICO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Sinônimo: Tolueno

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: Coletar a
amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada
para o envio ao laboratório. Amostras mantidas a temperatura ambiente são
estáveis por até uma semana. Amostras refrigeradas entre 2-5°C são estáveis por
até quinze dias. Amostras congeladas são estáveis por até 2 meses. Evitar
ciclos de congelamento e descongelamento.

Código CBHPM:
40313042

Interpretação:
Indicador biológico de exposição ao tolueno.

Interpretação: O
ácido hipúrico e o ácido metil hipúrico são os principais metabólitos do
tolueno e xileno, respectivamente. Processos de exposição ocupacional a estes
solventes orgânicos podem ser monitorados pelo seguimento da excreção destes
compostos na urina. Embora o ácido hipúrico seja marcador de exposição ao
tolueno, outros compostos como o estireno, o etilbenzeno e mesmo alguns
conservantes alimentares podem estar associados ao aumento de seus níveis
urinários. Como é prontamente excretado na urina, os níveis séricos de ácido
hipúrico podem ser utilizados como bons marcadores de função renal. A dosagem
de ácido hipúrico e metil hipúrico é realizada por cromatografia líquida de
alta pressão (HPLC), em amostra urinária de fim de turno de trabalho após, pelo
menos, dois dias de trabalho consecutivos, conservada em refrigerador e enviada
ao laboratório para análise. O tolueno e/ou o xileno podem ser encontrados na
maioria dos solventes utilizados na indústria, especialmente em colas e
combustíveis. Trabalhadores expostos a estas substâncias podem desenvolver
sinais e sintomas compatíveis com intoxicação. Sua absorção pode ocorrer por
inalação, ingestão ou absorção dérmica. Normalmente os sintomas desaparecem em
alguns dias após o afastamento do indivíduo da fonte contaminante,
especialmente nos casos de toxicidade aguda.

O diagnóstico é
realizado juntando dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, com o uso
dos marcadores urinários e eventualmente séricos.

Referência: VR:
Até 1,5 g/g creatinina

IBMP*: Até 2,5 g/g
creatinina

*IBMP: Indíce
Biológico Máximo Permitido (NR-7).

**Limite de
detecção do teste: 0,02 g/g creatinina

 

FTA – ABS – ANTICORPOS IGM

Material: soro

Método:
Imunofluorescência Indireta 
– e Quimioluminescência

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40307743

Interpretação: Ver
FTA – ABS – Anticorpos IgG.

 

 

HORMÔNIO FOLÍCULO ESTIMULANTE – FSH

Material: soro

Sinônimo: FSH,
Gonadotrofina hipofisária

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Acima de 3
anos de idade jejum mínimo necessário de 3 horas.

Código CBHPM:
40316289

Interpretação:
diagnóstico de distúrbios da função gonadal; diagnóstico de tumores
pituitários; diagnóstico e acompanhamento de quadros de infertilidade.

O hormônio
folículo estimulante (FSH ou folitropina), é uma glicoproteína produzida pela
glândula pituitária anterior. Sua produção é regulada pelo GnRH (hormônio
hipotalâmico liberador de gonadotropina).

Nas mulheres, o
FSH estimula o crescimento folicular, prepara os folículos ovarianos para a
ação do LH e aumenta a liberação LH-induzida de estrogênio. Nos homens, o FSH
estimula o desenvolvimento testicular e dos túbulos seminíferos, além de estar
envolvido nos estágios iniciais da espermatogênese. Em mulheres após a
menopausa, a secreção diminuída de estradiol resulta em aumento nos níveis de
FSH e LH. A insuficiência primária testicular também resulta em aumento dos
níveis de FSH e LH. A secreção de FSH e LH ocorre de forma intermitente, em
resposta ao GnRH. Em mulheres, sua concentração varia no curso do ciclo
menstrual, atingindo picos no período ovulatório. Assim, a interpretação de uma
única determinação pode ser dificultada.

Valores
aumentados: menopausa, hipogonadismo primário, tumores secretores de
gonadotropinas pituitárias, aplasia de células germinais, alcoolismo,
castração, síndrome de Turner, síndrome de Klinefelter, puberdade precoce.

Valores
diminuídos: hipogonadismo secundário ou terciário, anorexia nervosa,
hemocromatose, doença pituitária ou hipotalâmica, hiperprolactinemia,
hiperplasia adrenal congênita, uso de estrogênios e androgênios.

Referência:
Feminino

Pré Púberes: até
2,2 mUI/mL

Fase Folicular:
2,5 a 10,2 mUI/mL

Pico Ovulatório:
3,4 a 33,4 mUI/mL

Fase Lútea: 1,5 a
9,1 mUI/mL

Pós menopausa:
23,0 a 116,3 mUI/mL

Masculino: Pré
Púberes: até 0,9 mUI/mL

Adultos: 1,4 a
18,1 mUI/mL

*Limite de
detecção: 0,3 mUI/mL

 

ÁCIDO HIPÚRICO PRÉ JORNADA

Material: Urina
pré-jornada de trabalho

Sinônimo: Tolueno

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: Coletar
urina de pré jornada de trabalho em frasco de coleta de urina limpo e sem
aditivo. Manter a amostra refrigerada para o envio ao laboratório. Amostras
mantidas a temperatura ambiente são estáveis por até uma semana. Amostras
refrigeradas entre 2-5°C são estáveis por até quinze dias. Amostras congeladas
são estáveis por até 2 meses. Evitar ciclos de congelamento e descongelamento.

Código CBHPM:
40313042

Uso: Indicador
biológico de exposição ao tolueno.

Interpretação: O
ácido hipúrico e o ácido metil hipúrico são os principais metabólitos do
tolueno e xileno, respectivamente. Processos de exposição ocupacional a estes
solventes orgânicos podem ser monitorados pelo seguimento da excreção destes
compostos na urina. Embora o ácido hipúrico seja marcador de exposição ao
tolueno, outros compostos como o estireno, o etilbenzeno e mesmo alguns
conservantes alimentares podem estar associados ao aumento de seus níveis
urinários. Como é prontamente excretado na urina, os níveis séricos de ácido
hipúrico podem ser utilizados como bons marcadores de função renal. A dosagem
de ácido hipúrico e metil hipúrico é realizada por cromatografia líquida de
alta pressão (HPLC), em amostra urinária de fim de turno de trabalho após, pelo
menos, dois dias de trabalho consecutivos, conservada em refrigerador e enviada
ao laboratório para análise. O tolueno e/ou o xileno podem ser encontrados na
maioria dos solventes utilizados na indústria, especialmente em colas e
combustíveis. Trabalhadores expostos a estas substâncias podem desenvolver
sinais e sintomas compatíveis com intoxicação. Sua absorção pode ocorrer por
inalação, ingestão ou absorção dérmica. Normalmente os sintomas desaparecem em
alguns dias após o afastamento do indivíduo da fonte contaminante, especialmente
nos casos de toxicidade aguda.

O diagnóstico é
realizado juntando dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, com o uso
dos marcadores urinários e eventualmente séricos.

Referência: VR:
Até 1,5 g/g Creatinina

IBMP*: Até 2,5 g/g
Creatinina

*IBMP: Indíce
Biológico Máximo Permitido (NR-7).

 

ÁCIDO HOMOGENTÍSICO – PESQUISA

Material: urina
jato médio

Método: Prova de
hidróxido de sódio

Coleta: Primeira
urina da manhã.

Código CBHPM:
40311023

Interpretação: O
teste é útil no diagnóstico da alcaptonúria. Esta doença (ocasionada devido à
deficiência da enzima ácido homogentísico-oxidase) caracteriza-se pelo acúmulo
de ácido homogentísico no sangue, urina e outros tecidos conjuntivos. Em idade
adulta, pode ocorrer artrite, distúrbios hepáticos e cardíacos.

Interferentes:
ácido aminosalicílico +, levodopa +, fenotiazinas +, salicilatos +, ácido
ascórbico +, L-dopa +.

Não submeter-se a
contraste radiológico 24 horas antes do exame.

Referência:
Negativa

 

ÁCIDO HOMOVANÍLICO

Material: Urina 24h acidificada

Sinônimo: HVA

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: Para a
determinação de ácido homovanílico, a amostra deve ser coletada em frasco limpo
contendo 10 mL de uma solução de HCl à 50% ou 6N para cada litro urina. É
importante, além de um rótulo com aviso de que o frasco contém ácido
clorídrico, colocar um aviso em letras grandes CUIDADO . A coleta deverá ser
feita em um frasco intermediário antes de depositar no frasco com conservante.


Preferencialmente não realizar no período menstrual. Em casos excepcionais e
nos de urgência, pode ser realizada a coleta de urina menstruada utilizando-se
um tampão vaginal.

– Três (3) dias
antes do início da coleta e no quarto dia, quando a coleta da urina será
iniciada, o paciente deverá abster-se de qualquer substância que contenha:
Café, Chá, Chocolate, Amendoim, Vanilina, Vitaminas, Refrigerantes, Nozes,
Baunilha, Abacate, Banana, Ameixa, Berinjela, Tomate, Kiwi, Abacaxi, Sorvete,
Manga.             

– Os pacientes
devem, também, abster-se de fumo, refrigerantes com cola e bebidas alcoólicas
nestes 4 dias. Durante estes quatro (4) dias o paciente deverá alimentar-se de:
Pão, Manteiga, Ovos, Açúcar, Leite integral, Arroz, Carne, Água a vontade.

– Algumas
medicações podem alterar o resultado do exame. Evite o uso de medicamentos
durante o período de dieta e coleta de material. Medicamentos prescritos só
devem ser suspensos a critério do médico assistente.

Código CBHPM:
40305120

Interpretação:
diagnóstico e monitoramento de tumores produtores de catecolaminas.

O ácido
homovanílico (HVA) é o principal metabólito da dopamina. Sua excreção
encontra-se aumentada nos casos em que a dopamina é fabricada em excesso, como
nos tumores produtores de catecolaminas (neuroblastomas, ganglioneuroblastomas
e feocromocitomas) e distúrbios esquizóides do comportamento. Em todos os
casos, a liberação de dopamina e o conseqüente aumento de excreção de HVA pode
ser intermitente. De modo geral, os neuroblastomas são diagnosticados em
crianças e alguns casos com diagnóstico precoce podem ser tratáveis. Estas
patologias, assim como os feocromocitomas, são associadas à liberação de
catecolaminas, em especial a epinefrina e seus precursores. O diagnóstico
destas patologias é mais bem realizado utilizando-se diferentes marcadores como
HVA, ácido vanil mandélico (VMA) e catecolaminas urinárias, uma vez que em
alguns casos é possível o encontro de apenas um destes marcadores alterado.

Interferentes:
álcool, café, chá, tabaco, exercícios intensos no período anterior e durante a
coleta.

Referência: Idade
3 a 6 anos: 1,4 a 4,3 mg/ 24hrs

6 a 10 anos: 2,1 a
4,7 mg/ 24hrs

10 a 16 anos: 2,4
a 8,7 mg/ 24hrs

adultos: até 6,9
mg/ 24hrs

 

ÁCIDO LÁTICO

Material: Plasma
fluoretado – Ácido lático

Sinônimo: Lactato
sang
uíneo

Método: Enzimático

Coleta: Jejum não
obrigatório. Coletar sangue total com Fluoreto. Separar o plasma no prazo
mínimo de 15 minutos e enviar congelado para o Laboratório. Na coleta não
utilizar garrote.

Código CBHPM:
40301109

Interpretação:
avaliação de acidose láctica; indicador de hipoperfusão tecidual localizada ou
difusa; miopatias; fator prognóstico em avaliação de choque; diagnóstico de
metabolismo defeituoso da biotina.

Valores
aumentados: ingestão de etanol, sepse, choque, doença hepática, cetoacidose
diabética, exercício muscular intenso, hipóxia, hipoperfusão tecidual regional,
doença de estoque do colágeno tipo I, deficiência de frutose 1, 6 difosfatase,
deficiência de piruvato desidrogenase, defeito no metabolismo da biotina,
estados inflamatórios, doença cardíaca congestiva, desidratação.

Referência: Plasma
: 0,4 a 2,0 mmol/L

 

ÁCIDO LÁTICO – CURVA

Material: Plasma
fluoretado – Ácido lático

Sinônimo: Lactato
sanguíneo, lacticmia

Método: Enzimático

Coleta: Jejum não
obrigatório. Coletar sangue total com Fluoreto. Separar o plasma e enviar
congelado para o Laboratório. Na coleta não utilizar garrote.

Código CBHPM:
40301109

Interpretação:
avaliação de acidose láctica; indicador de hipoperfusão tecidual localizada ou
difusa; miopatias; fator prognóstico em avaliação de choque; diagnóstico de
metabolismo defeituoso da biotina.

Valores
aumentados: ingestão de etanol, sepse, choque, doença hepática, cetoacidose
diabética, exercício muscular intenso, hipóxia, hipoperfusão tecidual regional,
doença de estoque do colágeno tipo I, deficiência de frutose 1, 6 difosfatase,
deficiência de piruvato desidrogenase, defeito no metabolismo da biotina,
estados inflamatórios, doença cardíaca congestiva, desidratação.

Referência: Plasma
: 0,4 a 2,0 mmol/L

LCR : 1,2 a 2,1
mmol/L

 

ÁCIDO LÁTICO – LCR

Material: L.C.R. –
Líquor

Sinônimo: Lactato

Método: Enzimático

Coleta: Médico
neurologista (clínica ou hospital).

O envio de amostra
de líquor para este exame poderá ser feito em tubo de transporte, exceto quando
cadastrado juntamente com exames de microbiologia, que obrigatoriamente deverá
ser enviado no frasco original.

Código CBHPM:
40301109

Interpretação:
marcador diferencial para diagnóstico de meningites bacterianas.

Valores
aumentados: meningites bacterianas, micobacterianas, acidente vascular
cerebral, epilepsia.

Interferentes: ver
ÁCIDO LATICO.

Referência: 1,2 a
2,1 mmol/L

 

ÁCIDO MANDÉLICO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Sinônimo: Estireno

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: coletar a
amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada
para o envio ao laboratório. Amostras mantidas a temperatura ambiente são
estáveis por até uma semana. Amostras refrigeradas entre 2-5°C são estáveis por
até quinze dias. Amostras congeladas são estáveis por até 2 meses. Evitar
ciclos de congelamento e descongelamento.

Código CBHPM:
4031305-0

Interpretação: indicador
biológico de exposição/intoxicação ao estireno.

Valores
aumentados: intoxicação ao estireno.

Referência:
Exposição ao Estireno:

IBMP*: até 0,8 g/g
de creatinina

Exposição ao
Etil-benzeno:

IBMP*: até 1,5 g/g
de creatinina

*Índice Biológico
Máximo Permitido (NR-7).

 

ÁCIDO MANDÉLICO PRÉ JORNADA

Material: Urina
pré-jornada de trabalho

Sinônimo: Estireno

Método:
Cromatografia Liquida de Alta Performance – HPLC

Coleta: Coletar
urina de pré- jornada de trabalho em frasco de coleta de urina limpo e sem
aditivo

Manter a amostra
refrigerada para o envio ao laboratório. Amostras mantidas a temperatura
ambiente são estáveis por até uma semana. Amostras refrigeradas entre 2-5°C são
estáveis por até quinze dias. Amostras congeladas são estáveis por até 2 meses.
Evitar ciclos descongelamento e descongelamento.

Código CBHPM:
40313050

Interpretação:
indicador biológico de exposição/intoxicação ao estireno.

Valores
aumentados: intoxicação ao estireno.

Referência:
Exposição ao Estireno:

IBMP*: até 0,8 g/g
de creatinina

Exposição ao
Etil-benzeno:

IBMP*: até 1,5 g/g
de creatinina

*Índice Biológico
Máximo Permitido (NR-7).

 

ÁCIDO METIL HIPÚRICO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Sinônimo: Xileno

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: coletar a
amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada
para o envio ao laboratório. Amostras mantidas a temperatura ambiente são
estáveis por até uma semana. Amostras refrigeradas entre 2-5°C são estáveis por
até quinze dias. Amostras congeladas são estáveis por até 2 meses. Evitar
ciclos de congelamento e descongelamento.

Código CBHPM:
40313069

Interpretação:
Indicador biológico de exposição ao xileno. O ácido hipúrico e o ácido metil
hipúrico são os principais metabólitos do tolueno e xileno, respectivamente.
Processos de exposição ocupacional a estes solventes orgânicos podem ser
monitorados pelo seguimento da excreção destes compostos na urina. Embora o
ácido hipúrico seja marcador de exposição ao tolueno, outros compostos como o
estireno, o etilbenzeno e mesmo alguns conservantes alimentares podem estar
associados ao aumento de seus níveis urinários. Como é prontamente excretado na
urina, os níveis séricos de ácido hipúrico podem ser utilizados como bons
marcadores de função renal. A dosagem de ácido hipúrico e metil hipúrico é
realizada por cromatografia líquida de alta pressão (HPLC), em amostra urinária
de fim de turno de trabalho após, pelo menos, dois dias de trabalho
consecutivos, conservada em refrigerador e enviada ao laboratório para análise.
O tolueno e/ou o xileno podem ser encontrados na maioria dos solventes
utilizados na indústria, especialmente em colas e combustíveis. Trabalhadores
expostos a estas substâncias podem desenvolver sinais e sintomas compatíveis
com intoxicação. Sua absorção pode ocorrer por inalação, ingestão ou absorção
dérmica. Normalmente os sintomas desaparecem em alguns dias após o afastamento
do indivíduo da fonte contaminante, especialmente nos casos de toxicidade
aguda.

O diagnóstico é
realizado juntando dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, com o uso
dos marcadores urinários e eventualmente séricos.

Referência: IBMP*:
até 1,5 g/g de creatinina

*Indice Biológico
Máximo Permitido (NR-7).

 

ÁCIDO METIL HIPÚRICO PRÉ JORNADA

Material: Urina
pré-jornada de trabalho

Sinônimo: Xileno

Método:
Cromatografia liquida de alto desempenho

Coleta: coletar a
amostra em coletor de urina limpo e sem aditivo. Manter a amostra refrigerada
para o envio ao laboratório. Amostras mantidas a temperatura ambiente são
estáveis por até uma semana. Amostras refrigeradas entre 2-5°C são estáveis por
até quinze dias. Amostras congeladas são estáveis por até 2 meses. Evitar
ciclos de congelamento e descongelamento.

Código CBHPM:
40313069

Interpretação: O
ácido hipúrico e o ácido metil hipúrico são os principais metabólitos do
tolueno e xileno, respectivamente. Processos de exposição ocupacional a estes
solventes orgânicos podem ser monitorados pelo seguimento da excreção destes
compostos na urina. Embora o ácido hipúrico seja marcador de exposição ao
tolueno, outros compostos como o estireno, o etilbenzeno e mesmo alguns
conservantes alimentares podem estar associados ao aumento de seus níveis
urinários. Como é prontamente excretado na urina, os níveis séricos de ácido
hipúrico podem ser utilizados como bons marcadores de função renal. A dosagem
de ácido hipúrico e metil hipúrico é realizada por cromatografia líquida de
alta pressão (HPLC), em amostra urinária de fim de turno de trabalho após, pelo
menos, dois dias de trabalho consecutivos, conservada em refrigerador e enviada
ao laboratório para análise. O tolueno e/ou o xileno podem ser encontrados na
maioria dos solventes utilizados na indústria, especialmente em colas e
combustíveis. Trabalhadores expostos a estas substâncias podem desenvolver
sinais e sintomas compatíveis com intoxicação. Sua absorção pode ocorrer por
inalação, ingestão ou absorção dérmica. Normalmente os sintomas desaparecem em
alguns dias após o afastamento do indivíduo da fonte contaminante,
especialmente nos casos de toxicidade aguda.

O diagnóstico é
realizado juntando dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, com o uso
dos marcadores urinários e eventualmente séricos.

Referência: IBMP*:
até 1,5 g/g de creatinina

*Indice Biológico
Máximo Permitido (NR-7).

ÁCIDO N-METILIMIDAZOLACÉTICO

Material: Urina 24
horas ref

Método:
Espectrometria-Cromatografia Gases/Massa (GC/MS)

Coleta: Coleta de
urina 24 h. Misturar as amostras e anotar volume final. Enviar alíquota de no
mínimo 20,0 mL.

Referência: Até
4,5 mg/24h

ÁCIDO SALICÍLICO (ASPIRINA)

Material: Soro
Congelado

Método:
Enzimaimunoensaio

Interpretação: Os
salicilatos são ainda bastante utilizados, principalmente em crianças, como
analgésicos e antipiréticos. O ácido acetilsalicílico (AAS) é encontrado no
mercado comumente associado a anti-histamínicos, descongestionantes nasais
sistêmicos, cafeína e outros fármacos. A intoxicação aguda por salicilatos é
mais freqüente em crianças por ingestão acidental; em adultos, ocorrem por
tentativas de suicídio.

Os salicilatos
agem no centro termo-regulador do hipotálamo, exercendo ação antipirética em
pacientes febris, mas não têm ação hipotérmica na temperatura corpórea normal.
São eficazes na artralgia por exercem ação analgésica e diminuem a
permeabilidade dos tecidos inflamados.

Salicilatos em
doses tóxicas estimulam o sistema nervoso central diretamente, causando
hiperpnéia e um distúrbio metabólico com acúmulo ácido orgnânicos.

Referência:

Nível Terapêutico:

Anestésico/analgésico:
20 a 100 ug/mL

Anti-inflamatório:
100 a 250 ug/mL

Nível Tóxico:
Superior a 300 ug/mL

 

ÁCIDO TRANS, TRANS-MUCONICO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Sinônimo: Benzeno

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

 

ÁCIDO TRANS, TRANS-MUCONICO PRÉ JORNADA

Material: Urina
pré-jornada de trabalho

Volume: 50,0 mL

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: Coletar
urina de pré jornada de trabalho em frasco de coleta de urina limpo e sem
aditivo

Manter a amostra
refrigerada para o envio ao laboratório. Amostras mantidas a temperatura
ambiente são estáveis por até uma semana. Amostras refrigeradas entre 2-5°C são
estáveis por até quinze dias. Amostras congeladas são estáveis por até 2 meses.
Evitar ciclos descongelamento e descongelamento.

Interpretação:
Indicador biológico de exposição ao Benzeno, em substituição ao Fenol
urinário.

Referência:
Normal: até 0,50 mg/g creatinina

IBMP*: até 1,6
mg/g de creatinina (não contemplado na NR-7, ver portaria 34 de 20/12/2001)

O valor de 1,6
mg/g de creatinina correlaciona-se com uma exposição ocupacional de 1 ppm de
benzeno.

 

ÁCIDO TRICLORO ACÉTICO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Sinônimo:
Tetracloreto de Etileno

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: Coletar
urina no final do último dia de jornada de trabalho.

Interpretação: Nível
de intoxicação através da exposição ao Tetracloroetileno.

Referência: IBMP*:
3,5 mg/L na exposição ao Tetracloroetileno.

*IBMP: Indíce
Biológico Máximo Permitido (NR-7).

Metodologia
desenvolvida e validada pelo laboratório de acordo com a RDC 302 de 13/10/2005,
Art.5.5.5.1.

ÁCIDO ÚRICO

Material: soro

Sinônimo: Uricemia

Método:
Enzimático/automatizado

Coleta: Jejum
obrigatório de 8 horas.

Código CBHPM:
40301150

Interpretação:  diagnóstico de gota, destruição celular
excessiva, falha renal, uremia pré-renal, alguns defeitos metabólicos.

Valores
aumentados: em processos de aumento de síntese de nucleoproteínas, catabolismo,
ou diminuição na excreção do ácido úrico renal; gota, insuficiência renal,
doenças mieloproliferativas (leucemias, linfomas, mielomas, policitemia),
psoríase, síndrome de Lesch-Nyhan, nefropatia por chumbo, doença de estoque do
colágeno tipo I, infecções, hipotireoidismo, hipoparatireoidismo,
hiperparatireoidismo, diabetes insipidus nefrogênica, acidose láctica e
diabética, toxemia da gravidez, aumento de risco cardiovascular, risco de
litíase renal.

Valores
diminuídos: síndrome da secreção inapropriada do hormônio diurético,
deficiência da enzima xantina oxidase, síndrome de Fanconi, doença de Wilson,
doenças neoplásicas causadoras de aumento de excreção renal, doença hepática
severa, porfiria intermitente, diabetes idiopática e familiar.

Interferentes:
agentes quimioterapêuticos +, diuréticos +, etanol +, ácido nicotínico +,
salicilatos (baixa dose +, alta dose -), teofilina +, purinas na dieta (rica +,
pobre-), alopurinol -, alguns grupos étnicos possuem níveis mais altos (p. ex.,
filipinos +), sexo, idade, função renal, ácido ascórbico -, azatioprina,
corticosteróides, furosemida, indometacina, levodopa, mercuriais, metotrexato,
metildopa, fenitoína, prednisona, probenecid, vincristina, desnutrição +,
stress +.

Referência: Homens
: 3,6 a 7,7 mg/dL

Mulheres: 2,5 a
6,8 mg/dL

ÁCIDO ÚRICO URINÁRIO

Material: urina –
amostra isolada

Sinônimo:
Uricosúria amostra isolada

Método:
Enzimático/automatizado

Coleta: Usar
Bicarbonato de sódio 5g/L de urina.

Código CBHPM:
40301150

Interpretação:
diagnóstico da uricosúria, principalmente em casos de litíase renal de
repetição por uratos; identificação de pacientes com risco de formação de
cálculos e defeitos genéticos.

Valores
aumentados: dietas ricas em purinas (nem sempre acompanhado de hiperuricemia).

Valores
diminuídos: insuficiência renal crônica ou aguda.

Interferentes: ver
Ácido Úrico.

Referência: 15,0 a
99,0 mg/dL

ÁCIDO ÚRICO URINÁRIO – 24H

Material: urina 24
horas

Sinônimo:
Uricosúria

Método:
Enzimático/automatizado

Coleta: Usar
Bicarbonato de sódio 5g/L de urina. Anotar volume total. Separar alíquota.

Código CBHPM:
40301150

Interpretação:
diagnóstico da uricosúria, principalmente em casos de litíase renal de
repetição por uratos; identificação de pacientes com risco de formação de
cálculos e defeitos genéticos.

Valores
aumentados: dietas ricas em purinas (nem sempre acompanhado de hiperuricemia).

Valores
diminuídos: insuficiência renal crônica ou aguda.

Interferentes: ver
Ácido Úrico.

Referência: 150,0
a 990,0 mg/24h

 

ÁCIDO VALPROICO

Material: SORO TOX
CSC

Sinônimo:
Valproato de sódio, Depakene, divalproato de sódio

Método: Enzimático
colorimétrico

Coleta: Deve ser
realizada antes da próxima dose do medicamento. A dose de medicamento deve ser
estável por pelo menos dois dias e não deve ter havido falha na tomada do
mesmo.Em suspeita de intoxicação, pelo menos seis horas após a última dose.

Código CBHPM:
40301168

Interpretação:
monitoramento de níveis terapêuticos de ácido valpróico (valproato), utilizado
no tratamento de epilepsias.

Os níveis séricos
de ácido valpróico devem ser mantidos na faixa de referência indicada.
Concentrações superiores às concentrações tóxicas podem causar toxicidade
direta ou indireta em vários órgãos, notadamente fígado, medula óssea e tecido
cerebral.

Interferentes:
recomenda-se tomada do medicamento e coleta da amostra realizadas de modo
constante, dada à característica circadiana das concentrações de ácido
valpróico. A exposição a qualquer agente metabolizado do álcool ou hepatotóxico
pode interferir nos níveis séricos da droga, especialmente álcool. Processos
patológicos que envolvam o fígado também podem interferir nos valores.

Referência:
Concentração terapêutica: 50,0 a 100,0 ug/mL

 

ÁCIDO VANIL MANDÉLICO

Material: Urina 24
h acidificada

Sinônimo: VMA,

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: Para a
determinação de ácido vanil mandélico, a amostra deve ser coletada em frasco
limpo contendo 10 mL de uma solução de HCl à 50% ou 6N para cada litro urina. A
coleta deverá ser feita em um frasco intermediário antes de depositar no frasco
com conservante.


Preferencialmente não realizar no período menstrual. Em casos excepcionais e
nos de urgência, pode ser realizada a coleta de urina menstruada utilizando-se
um tampão vaginal.

– Três (3) dias
antes do início da coleta e no quarto dia, quando a coleta da urina será
iniciada, o paciente deverá abster-se de qualquer substância que contenha:
Café, Chá, Chocolate, Amendoim, Vanilina, Vitaminas, Refrigerantes, Nozes,
Baunilha, Abacate, Banana, Ameixa, Berinjela, Tomate, Kiwi, Abacaxi, Sorvete,
Manga.             

– Os pacientes
devem, também, abster-se de fumo, refrigerantes com cola e bebidas alcoólicas
nestes 4 dias. Durante estes quatro (4) dias o paciente deverá alimentar-se de:
Pão, Manteiga, Ovos, Açúcar, Leite integral, Arroz, Carne, Água a vontade.

– Algumas
medicações podem alterar o resultado do exame. Evite o uso de medicamentos
durante o período de dieta e coleta de material. Medicamentos prescritos só
devem ser suspensos a critério do médico assistente.

Código CBHPM:
40316033

Interpretação:  diagnóstico de feocromocitoma; avaliação de
quadros hipertensivos; seguimento de neuroblastomas e ganglioneuroblastomas.

O ácido vanil
mandélico (VMA) é o metabólito final da epinefrina e norepinefrina.

Valores
aumentados: feocromocitoma, neuroblastoma, ganglioneuroma, ganglioblastoma.

Interferentes:
café +, chá +, chocolates +, baunilha +, algumas frutas e vegetais +, drogas
vasopressoras +, drogas antihipertensivas +, metildopa +, inibidores MAO -,
aspirina, imipramina, ácido nalidíxico, penicilina e sulfas.

A coleta de urina
24 horas deve ser realizada após a observância de dieta de três dias
padronizada para VMA, com coleta total e correta do volume de 24 horas.

Referência: Novos
valores de referência a partir 23/05/12.

Urina 24 horas:
3,3 a 6,5 mg/24h

Urina amostra
isolada:

Até 6 meses – 5,5
a 26,0 mg/g creatinina.

7 a 11 meses – 6,1
a 20,0 mg/g creat
inina.

1 a 2 anos – 2,5 a
21,0 mg/g creat
inina.

3 a 8 anos – 1,5 a
12,0 mg/g creat
inina.

9 a 12 anos – 2,0
a 9,0 mg/g creat
inina.

Adultos – 1,1 a 4,1
mg/g creat
inina.

Valores de
referência antigos:

Urina 24 horas

2,0 a 14,0 mg/24h

Amostra isolada:

0-2 anos: 0-27
mg/g creatinina

3-5 anos: 0-13
mg/g creatinina

6-17 anos: 0-9
mg/g creatinina

18 anos e maiores:
0-6 mg/g creatinina

ÁCIDOS BILIARES TOTAIS

Material: Soro
congelado ref

Sinônimo: Sais
Biliares

Método:
Espectrofotometria

Interpretação: A
dosagem de ácidos biliares totais no sangue pode ser utilizada como um teste de
depuração hepática endógena, mas as informações obtidas por este exame devem
ser confirmadas por outras provas de função do fígado. O aumento na
concentração dos ácidos biliares totais no sangue sugere limitação hepática nas
capacidades de depuração e/ou secreção ou, ainda, a existência de um shunt
porto-sistêmico.

Referência: Igual
ou inferior a 10,0 umol/L

ÁCIDOS GRAXOS (GORDURA FECAL) – PESQUISA

Material: fezes

Sinônimo: Teste do
Sudan III

Método: Sudam III

Coleta: Coletar
fezes, vedar o frasco.

Código CBHPM:
40303055

Interpretação:
avaliação diagnóstica de esteatorréia.

Processos de má
digestão e malabsorção podem causar esteatorréia. Pacientes com má digestão
excretam triglicérides, enquanto pacientes com malabsorção excretam ácidos
graxos em excesso. Esta análise permite esta distinção. Em casos de
insuficiência exócrina pancreática, contudo, a liberação de triglicérides pode
ser normal. A pesquisa de ácidos graxos encontra-se alterada em casos de
insuficiência exócrina pancreática ou condições mal absortivas de intestino
delgado.

Interferentes:
metamucil, bário, bismuto, enzimas pancreáticas.

Referência: A
presença de até 100 gotículas por campo.

(450 x aum.) é
considerada normal.

 

ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA MUITO LONGA (VLCFA)

Material: Soro
congelado ref

Sinônimo: Painel
peroxissomal, ácidos graxos C22-C26, VLCFA

Método: Cromatografia
Líquida de Alta Performance (HPLC) e Espectrometria de Massa

Coleta: – O
paciente deve evitar ingerir bebida alcoólica nas 24 horas anteriores à coleta.

– Colher do
paciente em jejum de 12 horas.

– Colher sangue em
2 tubos de 3 mL sem gel separador e sem anticoagulante.

– Aguardar por 30
minutos;

– Centrifugar a
2200 g por 10 minutos a 18 ºC;

– Aliquotar 2 mL
de soro em frasco plástico estéril.

– Enviar
congelado.

Interpretação:  A determinação dos níveis plasmáticos de
ácidos graxos de cadeia muito longa e dos ácidos pristânico e fitânico é útil
para o diagnóstico de doenças em que há defeito na função do peroxissomo. Essas
doenças são geneticamente determinadas e tão heterogêneas quanto sua expressão
clínica. Entre elas, temos:

Defeitos da biogênese
do peroxissomo – que incluem a doença de Zellweger, a adrenoleucodistrofia
neonatal e a doença de Refsum neonatal – de herança autossômica recessiva, que
se caracterizam por múltiplas falhas da função peroxissomal e se manifestam
precocemente com hipotonia, retardo grave do desenvolvimento neuropsicomotor,
dismorfismo facial, perda auditiva e visual e alteração da função hepática e
renal;

Adrenoleucodistrofia
(ALD) e sua variante, a adrenomieloneuropatia, que tem herança recessiva ligada
ao cromossomo X, é a mais freqüente das doenças peroxissomais e decorre de
deficiência em proteína da membrana peroxissomal envolvida em transporte de
ácidos graxos. A ALD caracteriza-se por graus variáveis de insuficiência
adrenal associados à desmielinização do SNC, de instalação na infância e
caráter progressivo. Já a adrenomieloneuropatia cursa com mais lentidão e
começa mais tardiamente, causando neuropatia periférica e paraparesia
espástica;

Doença de Refsum,
de herança autossômica recessiva, caracterizada por ataxia, ictiose e retinite
pigmentar. A afecção se apresenta com níveis elevados de ácido fitânico e é
passível de ser tratada com restrição dietética dessa substância.

Referência: 0 a 5
anos: Valores de referência não estabelecidos para esta faixa etária.

5 a 17 anos:

Ácido Fitânico:
0,37 a 3,46 umol/L

Ácido Pristânico:
Inferior ou igual a 0,28 umol/L

Ácido Docosanóico
(C22): 32,04 a 84,33 umol/L

Ácido
Tetracosanóico (C24): 25,27 a 64,05 umol/L

Ácidos
Hexacosanóico (C26): Inferior ou igual a

0,68 umol/L

Relação C24/C22:
0,67 a 0,87

Relação C26/C22:
0,002 a 0,010

Relação
Pristânico/Fitânico: 0,02 a 0,015

adultos:

Ácido Fitânico:
0,48 a 3,13 umol/L

Ácido Pristânico:
Inferior ou igual a 0,35 umol/L

Ácido Docosanóico
(C22): 39,18 a 99,20 umol/L

Ácido Tetracosanóico
(C24): 31,26 a 84,11 umol/L

Ácidos
Hexacosanóico (C26): Inferior ou igual a

0,94 umol/L

Relação C24/C22:
0,64 a 0,99

Relação C26/C22:
0,002 a 0,010

Relação
Pristânico/Fitânico: 0,01 a 0,16

 

ÁCIDOS GRAXOS LIVRES

Material: Soro
congelado ref

Método: Espectrofotometria

Coleta: – < 1
ano: jejum de 3 horas;

– 1 ate 5 anos:
jejum de 6 horas;

– > de 5 anos:
jejum de 12 horas

– Colher sangue em
tubo sem anticoagulante, aguardar 30 minutos, centrifugar.

– Enviar aliquota
de 3 mL de soro em tubo plástico.

Interferentes:

– Lipemia e
hemolise.

– Não ingerir
bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem o exame.

Código CBHPM:
400118-4

Interpretação:
avaliação do perfil lipídico do paciente.

Os ácidos graxos
são os principais constituintes dos triglicérides e fosfolípides. Podem ser de
cadeia curta, média ou longa, e geralmente são compostos de cadeias carbônicas
em série e com números pares de carbono. Dependendo do número de ligações
duplas, podem ser divididos em saturados (sem duplas ligações), monoinsaturados
e poliinsaturados. Acredita-se que dietas mais ricas em poliinsaturados são
mais saudáveis e menos associadas a hiperlipidemias. Qualquer distúrbio
causador de liberação excessiva de hormônios lipoativos (adrenalina,
noradrenalina, ACTH, tirotropina, HGH e glucagon, por exemplo) pode induzir
mudanças nos níveis séricos de ácidos graxos livres. A deficiência insulínica
que ocorre nos diabéticos, jejum prolongado e outras condições cetóticas também
pode estar associada ao aumento dos ácidos graxos no plasma. A presença de
altas concentrações de ácido ascórbico na amostra pode interferir negativamente
na metodologia empregada.

Referência: 100,00
– 600,00 umol/L

 

ACONDROPLASIA (MUTAÇÃO G1138A – GENE FGFR3)

Material: Sangue
total com EDTA

Volume: 5,0 mL

Método: Técnica
Sequenciamento

Coleta: Enviar 1
tubo de sangue total com EDTA.

Interpretação: A
acondroplasia é um transtorno genético que se apresenta em 1 em cada 25.000
crianças nascidas vivas. Trata-se de um transtorno do crescimento ósseo; sem
crescimento normal da cartilagem. É o tipo mais frequente de nanismo que
existe, caracterizado por um encurtamento dos ossos longos e manutenção do
comprimento da coluna vertebral, o que dá um aspecto um tanto desarmônico:
macrocefalia, pernas e braços curtos e um tamanho normal de tronco, entre
outras irregularidades fenotípicas. A doença é autossômica dominante, embora
uns 90% dos pacientes afetados são filhos de pais não afetados. Estes casos se
devem a novas mutações, por exemplo, acidentes genéticos no gene FGFR que
codifica um receptor fibroblástico do hormônio do crescimento, que se expressa
na cartilagem provisional. A mutação implica um só gene e pode ser detectada
por meio de análise molecular. O diagnóstico pré-natal está disponível. Mais de
99% dos indivíduos com acondroplasia têm uma das duas mutações em FGFR3 comuns.
Duas substituições diferentes no nucleotídeo 1138 resultam na mudança de
aminoácidos p.Gly380Arg. Foram descritas poucas exceções com mutações em outros
nucleotídeos.

 

ACTH – HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO

Material: plasma
com EDTA

Sinônimo: Hormônio
adrenocorticotrófico, corticotrofina

Método:
Quimioluminescência

Coleta: A coleta
deve ser feita preferencialmente até duas horas após o horário habitual de o
cliente acordar. Até 2 anos de idade jejum mínimo necessário de 3 horas.

– Acima de 2 anos
de idade jejum mínimo necessário de 8 horas. Após a coleta em tubos com EDTA,
centrifugar imediatamente (centrífuga refrigerada), separar o plasma e
transferir para tubo plástico. Congelar imediatamente. Enviar o plasma
congelado.

Código CBHPM:
40316041

Interpretação:
diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing, síndrome do ACTH ectópico (ex.
carcinoma de pulmão, tumor de ilhotas pancreáticas, tumores carcinóides,
carcinoma medular de tireóide), doença de Addison, hipopituitarismo e tumores
pituitários produtores de ACTH (ex. síndrome de Nelson); avaliação de função
adrenal.

Valores
aumentados: doença de Addison, tumores produtores de ACT, stress, síndrome de
Cushing hipofisária.

Valores diminuídos:
adenoma de glândulas supra-renais, carcinoma de células supra renais.

Interferentes:
corticosteróides, estrogênios, espironolactona, anfetaminas, álcool, lítio,
gravidez, fase do ciclo menstrual, atividade física.

Referência: Até
46,0 pg/mL

Limite de detecção
: 5,0 pg/mL

Linearidade: 5 a
1250 pg/mL

 

ACTH – HORMÔNIO ADRENOCORTICOTRÓFICO – CURVA

Material: plasma
com EDTA

Sinônimo: Hormônio
adrenocorticotrófico, corticotrofina

Método:
Quimioluminescência

Coleta: A coleta
deve ser feita preferencialmente até duas horas após o horário habitual de o
cliente acordar. Até 2 anos de idade jejum mínimo necessário de 3 horas.

– Acima de 2 anos
de idade jejum mínimo necessário de 8 horas. Após a coleta em tubos com EDTA,
centrifugar imediatamente (centrífuga refrigerada), separar o plasma e
transferir para tubo plástico. Congelar imediatamente. Enviar o plasma
congelado.

Código CBHPM:
40316041

Interpretação:
diagnóstico diferencial da síndrome de Cushing, síndrome do ACTH ectópico (ex.
carcinoma de pulmão, tumor de ilhotas pancreáticas, tumores carcinóides,
carcinoma medular de tireóide), doença de Addison, hipopituitarismo e tumores
pituitários produtores de ACTH (ex. síndrome de Nelson); avaliação de função adrenal.

Valores
aumentados: doença de Addison, tumores produtores de ACT, stress, síndrome de
Cushing hipofisária.

Valores
diminuídos: adenoma de glândulas supra-renais, carcinoma de células supra
renais.

Interferentes:
corticosteróides, estrogênios, espironolactona, anfetaminas, álcool, lítio,
gravidez, fase do ciclo menstrual, atividade física.

Referência: Basal
: Até 46,0 pg/mL

Limite de
Detecção: 5 pg/mL

Linearidade: 5 a
1250 pg/mL

 

ADAMTS-13 ANTICORPOS INIBIDORES FATOR V. WILLEBRAND

Material: plasma
citratado

Sinônimo: Ac
inibidores anti-protease de ruptura de Fator

Método:
Enzimaimunoensaio

Interpretação: Os
pacientes com Síndrome Hemolítico-Urêmico apresentam uma atividade normal ou
ligeiramente menor da atividade da protease de ruptura do Fator Von Willebrand
(ADAMTS-13).

Os pacientes com
TTP – Purpura Trombocitopênica Trombótica familiar apresentam um déficit
completo da atividade de ADAMTS-13 e ausência de anticorpos anti-ADAMTS-13.

Os pacientes com
TTP – Purpura Trombocitopênica Trombótica não familiar apresentam um déficit na
atividade de ADAMTS-13 e presença de anticorpos anti- ADAMTS-13.

Referência:
Negativo

* Os pacientes com
TTP – Purpura Trombocitopênica Trombótica familiar apresentam um déficit
completo da atividade de ADAMTS-13 e ausência de anticorpos anti-ADAMTS-13.

* Os pacientes com
TTP – Purpura Trombocitopênica Trombótica não familiar apresentam um déficit
completo da atividade de ADAMTS-13 e presença de anticorpos anti-ADAMTS-13.

ADAMTS-13 ANTÍGENO DA PROTEASE DE RUPTURA FATOR V.WILLEBRAND

Material: plasma
citratado

Sinônimo: Antígeno
da protease de ruptura Fator V.Willebrand

Método:
Enzimaimunoensaio

Referência: 400 a
1500 ng/mL

ADAMTS-13 ATIVIDADE DA PROTEASE DE RUPTURA FATOR V.WILLEBRAND

Material: plasma
citratado

Sinônimo:
Atividade da protease de ruptura Fator V.Willebran

Método:
Eletroforese

Interpretação: Os
pacientes com TTP – Purpura Trombocitopénica Trombótica familiar apresentam um
déficit completo da atividade de ADAMTS-13 e ausência de anticorpos
anti-ADAMTS-13.

Os pacientes com
TTP – Purpura Trombocitopénica Trombótica não familiar apresentam um déficit na
atividade de ADAMTS-13 e presença de anticorpos anti- ADAMTS-13.

Referência: 6 a
100%

* Os pacientes com
Síndrome Hemolítica-Urêmica apresentam uma atividade normal ou ligeiramente
menor da atividade da protease de ruptura do Fator Von Willebrand (ADAMTS-13).

 

ADENOSINA DEAMINASE – ADA

Material: Diversos

Sinônimo: ADA

Método:
Colorimétrico (Giusti & Galanti)

Coleta: Jejum não
necessário. Manter a amostra refrigerada.

A dosagem de
adenosina pode ser realizada além do soro em : urina de 24 horas; Liquor,
líquido pleural, líquido pericárdico e líquido ascítico (líquidos cavitários).

Caso não seja
possível o envio do material no dia da coleta, o mesmo poderá ser recebido em
até 72 horas, refrigerado.

O envio de amostra
de liquor para este exame poderá ser feito em tubo de transporte, exceto quando
cadastrado juntamente com exames de microbiologia, que obrigatoriamente deverá
ser enviado no frasco original.

Código CBHPM:
40309010

Interpretação:
diferenciação diagnóstica da atividade celular imune em líquidos.

Basicamente, o
teste tem capacidade de responder se a resposta ocorrente é de natureza
linfóide (valores aumentados) ou mielóide (valores diminuídos).

Valores
aumentados: soro (tuberculose, febre tifóide, mononucleose infecciosa, outras
viroses sistêmicas, colagenoses, neoplasias hematológicas, SIDA); líquidos
cavitários (líquor, líquido pleural, pericárdico, ascítico) (tuberculose,
processos virais).

Valores normais:
líquidos cavitários (infecções bacterianas).

Interferentes:
vacinação recente.

Referência: Soro:
Até 40,0 U/L

LCR :4,6 a 18,0
U/L

Soro e Liquido
pleural : Até 40,0 U/L

Líquido
Peritoneal: Até 33 U/L

Líq. pleural,
ascítico e pericárdio : Até 40,0 U/L

ADENOVÍRUS – FEZES

Material: fezes

Método:
Imunocromatografia

Coleta: Coletar
fezes.

Enviar a amostra
no máximo 6 horas após a coleta. Quando conservadas sob refrigeração ( 2 – 8º
C) a estabilidade é de 72 h, para prazos superiores a esse, as amostras deverão
ser congeladas.

Código CBHPM:
40306011

Interpretação:  diagnóstico nas fezes de infecção por
Adenovírus.

Pelo menos 12
tipos têm sido associados a diferentes síndromes clínicas. Infecções
assintomáticas podem dificultar a interpretação.

Títulos
aumentados: contato prévio com Adenovírus (sintomático ou não).

Títulos
diminuídos: imunodeficiências severas, contato muito recente.

Referência: Não
reagente

ADENOVÍRUS – SORO

Material: soro

Sinônimo:
Anticorpos anti-adenovírus

Método: Enzimaimunoensaio

Coleta: Coletar em
tubo sem anticoagulante, separar o soro, refrigerar e enviar.

Código CBHPM:
40306011

Interpretação:
diagnóstico de infecção por Adenovírus.

Pelo menos 12
tipos têm sido associados a diferentes síndromes clínicas. Infecções assintomáticas
podem dificultar a interpretação.

Títulos
aumentados: contato prévio com Adenovírus (sintomático ou não).

Títulos
diminuídos: imunodeficiências severas, contato muito recente.

Referência:
Anticorpos IgG e IgM

Negativo : índice
< 0,90

Inconclusivo :
índice 0,91 a 1,09

Positivo : índice
> ou = 1,10

Obs: a
soroconversão é observada com o aumento de 2 a 3 vezes o título de anticorpos
em um 
intervalo de 2 a 3
semanas.

 

ADIPONECTINA

Material: Soro
congelado ref

Volume: 2,0 mL

Método: Enzimaimunoensaio

Referência:

 HOMENS
: 1,23 a 21,0 µg/mL

MULHERES: 2,0 a
25,0 µg/mL

ALT – ALANINA AMINOTRANSFERASE

Material: soro

Sinônimo: ALT,
transaminase pirúvica

Método:
Enzimático/ automatizado

Coleta: Jejum 4
horas.

Código CBHPM:
40302512

Interpretação:
determinação de dano celular do parênquima hepático; avaliação das
hepatopatias.

A ALT/TGP é encontrada
predominantemente no fígado e em menores quantidades no rim, coração e músculo
esquelético, sendo menos sensível que a AST/TGO para a avaliação de hepatopatia
alcoólica.

Valores
aumentados: necrose celular hepática de qualquer causa, choque severo,
insuficiência cardíaca, anóxia aguda (ex: estado asmático), trauma extenso,
hepatite infecciosa e tóxica, icterícia obstrutiva, obstrução biliar, cirrose,
carcinoma hepático, miosite, miocardite, distrofia muscular, doenças
hemolíticas, trauma muscular moderado, abuso crônico do álcool, filariose,
queimaduras severas, pancreatite severa.

Valores
diminuídos: azotemia, diálise renal crônica, estados de deficiência de
piridoxal fosfato.

Interferentes:
stress muscular +, salicilatos +, tetraciclinas +, isoniazida +, lipemia +,
hemólise +, andrógenos +, etanol +, metotrexato +, esteróides anabolizantes +,
fenobarbital +, quinidina +, ácido valpróico +, metildopa -, dopamina -.

Referência: 

Homens
: Até 41,0 U/L

Mulheres : Até
31,0 U/L

 

ALBUMINA – LÍQUOR

Material: líquor

Método:
Nefelometria

Coleta: Líquor
coletado pelo médico assistente.

O envio de amostra
de líquor para este exame poderá ser feito em tubo de transporte, exceto quando
cadastrado juntamente com exames de microbiologia, que obrigatoriamente deverá
ser enviado no frasco original.

Código CBHPM:
40301222

Interpretação: A
dosagem dos níveis de albumina no LCR são usados principalmente para avaliar a
integridade da barreira hematoencefálica. O grau de permeabilidade pode ser
avaliado dosando a albumina no LCR e soro ao mesmo tempo

Referência: Até
35,0 mg/dL

 

ALBUMINA – SORO

Material: soro

Volume: 1.0 mL

Método:
Nefelometria

Coleta: Jejum de 4
horas.

Código CBHPM:
40301222

Interpretação:
marcador de desordens do metabolismo protéico (nutricional, síntese reduzida,
perda aumentada); avaliação de status nutricional; pressão oncótica sanguínea;
doença renal com proteinúria; outras doenças crônicas.

A determinação de
albumina nos líquidos cavitários oferece vantagens sobre a determinação da
proteína total no diagnóstico diferencial entre transudatos e exsudatos.

Valores
aumentados: desidratação (verificar aumento do hematócrito).

Valores
diminuídos: ingestão inadequada (desnutrição ou diarréias crônicas); absorção
entérica diminuída (síndromes mal absortivas); aumento da demanda corpórea
(hipertireoidismo, gravidez); síntese prejudicada [cirrose, outras doenças
hepáticas (ex. alcoolismo), processo inflamatório crônico, analbuminemia
hereditária]; aumento de catabolismo (neoplasias, infecções, traumas,
inflamações); perda [edema, ascites, queimaduras, nefroses, síndrome nefrótica,
enteropatias com perda protéica (ex. doença de Crohn, colite ulcerativa, úlcera
péptica)]; diluição (uso de líquidos IV sem albumina, SIADH, hidratação rápida;
diabetes psicogênica); deficiência congênita. A hipoalbuminemia está associada
a maiores períodos de internação.

Interferentes:
infusão albumina IV +, infusão fluidos sem albumina -, contraceptivos orais -,
garroteamento excessivo +, diferença postural.

Limitações:
especialmente em populações de hemodialisados e pacientes com insuficiência
renal crônica, os valores obtidos por diferentes métodos não são
correlacionados.

Referência: 3,4 a
5,20 g/dL

 

ALCAPTONÚRIA

Material: urina

Método: Diversos

Coleta: Urina :
Coletar 30,0 mL, congelar e enviar em frasco estéril.

Referência:
Negativo

ALDOLASE

Material: soro

Método: Enzimático

Coleta: Jejum de 4
horas. Suspensão de qualquer medicamento injetável via IM 24 h antes da coleta
. Evitar contato com inseticidas organofosforados antes do exame.

Código CBHPM:
40301230

Interpretação:  avaliação dos processos de depleção muscular.

Valores
aumentados: distrofia muscular de Duchenne, dermatomiosites, polimiosites,
triquinoses, rabdomiólise, hepatites agudas e outras doenças hepáticas agudas,
infarto do miocárdio, câncer de próstata, pancreatite hemorrágica. A aldolase é
proporcional à redução da massa muscular, mas sua elevação no soro não é
específica de doença muscular.

Valores normais:
atrofias musculares neurogênicas.

Valores
diminuídos: perda de massa muscular.

Interferentes:
injeções intramusculares +, inseticidas organofosforados +, hemólise +,
fenotiazidas -.

Referência: 1,0 a
7,6 U/L

ALDOSTERONA

Material: soro

Sinônimo:
Mineralocorticóide

Método:
Radioimunoensaio

Coleta: Jejum de 8
horas. Suspensão de qualquer medicamento a base de metoclopramida, captopril ou
diurético.

Coletar
preferencialmente até as 10 horas da manhã, ou conforme a orientação médica;

O paciente deverá
permanecer por 2 horas em pé (parado ou andando) antes da coleta, ou conforme
orientação médica;

Caso seja
solicitada Aldosterona em repouso, o paciente deverá permanecer por cerca de 30
minutos deitado. Manter a amostra refrigerada.

Código CBHPM:
40316050

Interpretação:
avaliação de quadros hipertensivos onde se suspeita de hiperaldosteronismo;
documentação do hiperaldosteronismo na investigação de hipertensão
renovascular; diagnóstico de hiperplasia adrenal, hipoaldosteronismo e síndrome
de perda salina.

Valores
aumentados: hipertensão, hiperaldosteronismo primário, câncer do córtex
adrenal, hiperatividade de glândulas adrenais, insuficiência cardíaca congestiva,
cirrose, terceiro trimestre de gravidez, hiperaldosteronismo secundário a
renina aumentada (ex. terapia diurética, estenose arterial renal).

Valores
diminuídos: hipoaldosteronismo, doença de Addison, toxemia da gravidez, perda
salina.

Interferentes:
diuréticos, anti-hipertensivos, corticóides, preparação inadequada para a
coleta.

Referência:
Adultos: Deitado – 1,0 a 10,5 ng/dL

Em pé – 3,4 a 27,3
ng/dL

Crianças: No
nascimento – 30,0 a 190,0 ng/dL

De 1 mês a 2 anos
– 2,0 a 110,0 ng/dL

De 3 a 16 anos –
1,2 a 34,0 ng/dL

 

ALDOSTERONA – CURVA

Material: soro

Sinônimo:
Mineralocorticóide

Método:
Radioimunoensaio

Coleta: Jejum de 8
horas. Suspensão de qualquer medicamento a base de metoclopramida, captopril ou
diurético.

Coletar
preferencialmente até as 10 horas da manhã, ou conforme a orientação médica;

O paciente deverá
permanecer por 2 horas em pé (parado ou andando) antes da coleta, ou conforme
orientação médica;

Caso seja
solicitada Aldosterona em repouso, o paciente deverá permanecer por cerca de 30
minutos sentado. Manter as amostras refrigeradas.

Código CBHPM:
40316050

Interpretação:
avaliação de quadros hipertensivos onde se suspeita de hiperaldosteronismo;
documentação do hiperaldosteronismo na investigação de hipertensão renovascular;
diagnóstico de hiperplasia adrenal, hipoaldosteronismo e síndrome de perda
salina.

Valores
aumentados: hipertensão, hiperaldosteronismo primário, câncer do córtex
adrenal, hiperatividade de glândulas adrenais, insuficiência cardíaca
congestiva, cirrose, terceiro trimestre de gravidez, hiperaldosteronismo
secundário a renina aumentada (ex. terapia diurética, estenose arterial renal).

Valores
diminuídos: hipoaldosteronismo, doença de Addison, toxemia da gravidez, perda
salina.

Interferentes:
diuréticos, anti-hipertensivos, corticóides, preparação inadequada para a
coleta.

Referência:
Adultos: Deitado – 1,0 a 10,5 ng/dL

Em pé – 3,4 a 27,3
ng/dL

Crianças: No
nascimento – 30,0 a 190,0 ng/dL

De 1 mês a 2 anos
– 2,0 a 110,0 ng/dL

De 3 a 16 anos –
1,2 a 34,0 ng/dL

ALDOSTERONA URINÁRIA – 24H

Material: urina 24
horas

Sinônimo:
Mineralocorticóide

Método:
Radioimunoensaio

Coleta: Colher
todo volume em 24 horas. Manter as amostras refrigeradas.

Código CBHPM:
40316050

Interpretação:
diagnóstico diferencial de hiperaldosteronismo.

A aldosterona do
córtex adrenal é um dos principais componentes reguladores da excreção de sódio
e potássio. Sua produção é modulada pelo sistema renina-angiotensina em
resposta a mudanças no balanço de sódio e fluxo sanguíneo renal.

Valores
aumentados: hiperaldosteronismo primário (com renina sérica baixa) e secundário
(com renina sérica elevada), hiperplasia adrenal congênita, deficiência de
aldosterona síntetase, hiperplasia adrenal, dieta hipersódica.

Valores diminuídos:
síndrome de Addison, hipoaldosteronismo hiporeninêmico por distúrbios renais,
dieta hipossódica, síndrome de Barter (alcalose hipocalêmica congênita).

Referência: Dieta
normossódica: 2,1 a 18 ug/24h

 

ALFA 1 ANTITRIPSINA

Material: soro

Método: Nefelometria

Coleta: Jejum de 4
horas.

Código CBHPM:
40301249

Interpretação:  detecção de deficiências hereditárias na
produção de alfa 1 antitripsina (A1AT), possíveis fatores para doença pulmonar
obstrutiva crônica (DPOC) e doença hepática; diagnóstico de cirrose hepática e
hepatite crônica ativa; investigação de enfisema, hepatite neonatal, cirrose
juvenil, paniculite; marcador de fase aguda.

Valores
aumentados: gravidez normal, doenças pulmonares crônicas, edema angioneurótico
hereditário, doenças gástricas, doenças hepáticas, doenças reumáticas, como
marcador de fase aguda em processos inflamatórios inespecíficos com injúria
tecidual, necrose, inflamação ou infecção.

Valores
diminuídos: perda protéica severa, deficiência de A1AT (um dos mais freqüentes
erros inatos do metabolismo, levando a desenvolvimento de enfisema de juvenil),
hepatopatia colestática em bebês, cirrose familiar infantil, enfisema familiar,
DPOC, cirrose hepática, hepatoma.

Interferentes:
contraceptivos orais.

Referência: 103,0
a 202,0 mg/dL

 

ALFA 1 ANTITRIPSINA – FEZES

Material: fezes

Método:
Nefelometria

Coleta: Coleta das
fezes sem laxantes. Coletar em frascos que não contenha conservante. Refrigerar
a amostra. A amostra não pode ser contaminada com urina. Evitar o uso de medicamentos
até 3 dias antes da coleta do material , principalmente constrates
radiológicos.

Amostras com mais
de 72 horas , mesmo sendo refrigeradas não é apropriada para o teste.

Código CBHPM:
40303012

Interpretação:
Marcador da presença de proteínas plasmáticas no trato gastrointestinal

Útil no
diagnóstico de perda protéica intestinal , estando elevada na doença
inflamatória intestinal, doença celíaca, Síndrome de Menetrier, linfomas do
tubo digestivo, linfangectasia intestinal. Na presença de lesão da mucosa
intestinal com perda de proteínas plasmáticas, a alfa 1 antitripsina fecal se
eleva.

Referência: Até
0,30 mg/g fezes

ALFA 1 GLICOPROTEÍNA ÁCIDA

Material: soro

Sinônimo: ALFAGLIC
soromucóide, mucoproteína

Método:
Imunoturbidimetria

Coleta: Jejum de 4
horas.

Código CBHPM:
40301257

Interpretação:  monitoramento de processos inflamatórios em
geral.

A alfa 1
glicoproteína ácida é um marcador de fase aguda, sendo também o principal
componente da mucoproteína de Winzler. Embora o fígado seja apontado como local
exclusivo de síntese, alguns tumores podem produzir esta proteína. Esta dosagem
tem sido solicitada em substituição à dosagem de mucoproteínas por apresentar
melhor correlação clínica e constituir marcador de maior fidelidade e reprodutibilidade.

Valores
aumentados: atividade inflamatória de origem infecciosa, autoimune, neoplásica.

Valores
diminuídos: desnutrição, hepatopatias graves, gravidez, enteropatia com perda
protéica.

Referência: 41,0 a
121,0 mg/dL

ALFA 2 – MACROGLOBULINA

Material: soro

Volume: 2.0 mL

Método:
Nefelometria

 

ALFA 2 – MACROGLOBULINA

Material: soro

Volume: 2.0 mL

Método:
Nefelometria

 

ALFA FETOPROTEÍNA

Material: soro

Método: Eletroquimioluminescência

Coleta: Para todas as idades
jejum mínimo necessário de 3 horas.

Código CBHPM: 40316068

Interpretação: diagnóstico e
monitoramento de carcinoma hepatocelular e tumores de células germinais;
avaliação de risco para defeitos no tubo neural e outros defeitos no útero;
distinção entre hepatite neonatal e atresia biliar neonatal.
Valores aumentados: carcinoma hepatocelular (concentrações iniciais muito altas
sugerem pior prognóstico, falha em diminuição de níveis após cirurgia indica
metástase ou má ressecção, mudanças podem ocorrer com o resultado de
quimioterapia), ataxia, teleangiectasia, tumores de células germinais,
tirosinemia hereditária, persistência hereditária de AFP, metástases hepáticas
de carcinoma de estômago e pâncreas, hepatite neonatal, carcinoma embrional,
teratocarcinoma, coriocarcinoma, outras doenças hepáticas (em menores
concentrações), defeitos do tubo neural em gestações.
Valores normais: atresia biliar neonatal.
Valores diminuídos: gravidez com trissomia de 21.

Referência:
Inferior a 13,7 ng/mL
Gestantes (ng/mL) valor médio:
Até 15a sem.: 32,4 Até 16a sem. : 36,3
Até 17a sem.: 42,3 Até 18a sem. : 48,5
Até 19a sem.: 56,1 Até 20a sem. : 64,8

Valores de referência em recém-nascidos não estão parametrizados, entretanto concentrações ao redor
100.000 ng/mL tem sido detectadas em recém-nascido normais, e esses valores decrescem rapidamente nos primeiros 6 meses de vida, atingindo níveis normais dos adultos por volta dos 10 a 12 meses.

ALFA FETOPROTEÍNA – LÍQUOR

Material: líquor

Método: Eletroquimioluminescência

Coleta: O
envio de amostra de liquor para este exame poderá ser feito em tubo de
transporte, exceto quando cadastrado juntamente com exames de microbiologia,
que obrigatoriamente deverá ser enviado no frasco original.

Código CBHPM: 40316068

Interpretação: útil
na investigação da presença de tumores produtores de alfa-fetoproteinas no
sistema nervoso central

Referência: Esta
dosagem não é citada para o referido material de acordo com recomendações do
fabricante. Valores de referência não são fornecidos ficando a avaliação do
resultado a critério médico.

ALFA-GALACTOSIDASE A – PLASMA

Material: Plasma heparinizado

Sinônimo: Doença de Fabry, alfagalactosidase

Volume: 3,0 mL

Método: Ensaio Enzimático

Volume Lab.: 3,0 mL

Rotina: Diária

Resultado: 40 dia(s)

Temperatura: Congelado

Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue com Heparina, separar o plasma e
congelar.

Exame útil no diagnóstico da doença de Fabry. A alfagalactosidase é uma enzima
presente nos lisossomos, que atua no catabolismo de glicoesfingolípides. A
deficiência desta enzima causa a doença de Fabry, que se carcteriza por
deposição de globotriasilceramida no lisossomo de células endoteliais. É uma
doença geneticamente determinada, de herança recessiva ligada ao X, o que faz
com que indivíduos do sexo masculino sejam mais gravemente acometidos. Do ponto
de vista clínico, a doença de Fabry se manifesta na infância e adolescência com
intensas dores espontâneas em extremidades, ectasias vasculares
(angioqueratomas) na pele e mucosas, hipoidrose e opacificação de córnea e
cristalino. Anteriormente, surgem sinais de comprometimento da função renal
(hipoestenúria e proteinúria), com evolução para hipertensão arterial e
insuficiência renal. Recentemente, foi introduzido tratamento da doença de
Fabry por meio de reposição enzimática.

Referência:
ALFA-GALACTOSIDASE A:
4,0 a 22,0 nmol/h/mL
Beta-glicuronidase*:
30 a 300 nmol/h/mL
* Enzima de referência: a medida da atividade da enzima Beta-glicuronidase foi realizada para avaliação da integridade da amostra do paciente.

 

ALFA-IDURONIDASE – PLASMA

Material: Plasma heparinizado

Sinônimo: Mucopolissacaridose tipo I, Mucolipidose

Método: Ensaio Enzimático

Coleta: Coletar 5,0 mL de sangue com Heparina, separar o plasma e
congelar.

Interpretação: A determinação da atividade da alfa-L-iduronidase é útil para se
confirmar o diagnóstico das doenças de Hurler (MPS I H) e Scheie (MPS I S), nas
quais se observa acúmulo dos glicosaminoglicanos (mucopolissacárides) heparan e
dermatan-sulfato, no tecido conjuntivo e no cérebro. Há também aumento da
excreção de dermatan e heparan sulfato. Estas doenças, assim como todas as
demais mucopolissacaridoses, são geneticamente determinadas. As manifestações
clínicas principais são deformidades ósseas, limitação da movimentação de
articulações, involução neuropsíquica, opacificação de córnea e alteração das
características faciais. A forma mais grave e de início precoce da deficiência
de alfa-L-iduronato é conhecida como doença de Hurler e a mais leve como doença
de Scheie. Recentemente, foi introduzido um tratamento de reposição enzimática
que tem contribuído para redução dos sintomas na doença de Hurler.

Referência: 6,8 a 14,0 nmol/h/ml

ALUMÍNIO PÓS DESFERAL

Material: soro – tubo trace

Sinônimo: Alumínio sanguíneo apos desferal

Método: Espectrometria de Absorção Atômica com Corretor Zeeman

Coleta: Coletar a amostra em tubo do tipo Trace sem aditivo e sem
ativador de coágulo. NUNCA COLETAR EM OUTRO TIPO DE TUBO OU EM SERINGA.
Centrifugar a amostra , separar o soro e transferir para outro tubo TRACE. Caso
sejam solicitados outros exames para o mesmo paciente coletar um tubo
específico para alumínio pós desferal
e outros tubos para os demais exames.

Código CBHPM: 40301273

Interpretação: monitoramento de toxicidade do alumínio em pacientes sob risco.
O alumínio é um dos elementos de maior prevalência na crosta terrestre. As
formas de contaminação mais importantes são a ingestão e a entrada via
parenteral. Níveis mínimos apresentam pouca associação com morbidade.
Os grupos de indivíduos mais expostos a risco de contaminação com alumínio são:
crianças usuárias de alimentação parenteral; pacientes queimados que recebem
administração de albumina intravenosa, especialmente com insuficiência renal
concomitante; pacientes adultos e pediátricos com insuficiência renal crônica,
que acumulam alumínio de medicamentos; pacientes dialisados; indivíduos com
exposição industrial. A população de dialisados parece ser a mais associada aos
riscos tóxicos do elemento, com comprometimentos ósseos e neurológicos.
Os pacientes renais crônicos em hemodiálise podem desenvolver encefalopatias e
osteodistrofias por presença de níveis séricos elevados de alumínio. A presença
de níveis de alumínio acima de 10 ng/mL no líquido de diálise está relacionada a
depósito desta substância nos tecidos.

Referência:
Inferior a 10,0 ug/L
Metodologia desenvolvida e validada pelo laboratório de acordo com RDC 302 de 13/10/2005, Art. 5.5.5.1.

ALUMÍNIO SÉRICO

Material: soro – tubo trace

Sinônimo: Alumínio sanguíneo

Método: Espectrofotometria de Absorção Atômica com Corretor Zeeman

Coleta: Coletar a amostra em tubo do tipo Trace sem aditivo e sem
ativador de coágulo. NUNCA COLETAR EM OUTRO TIPO DE TUBO OU EM SERINGA.
Centrifugar a amostra , separar o soro e transferir para outro tubo TRACE. Caso
sejam solicitados outros exames para o mesmo paciente coletar um tubo
específico para alumínio e outros tubos para os demais exames.

Código CBHPM: 40301273

Interpretação: monitoramento de toxicidade do alumínio em pacientes sob risco. O
alumínio é um dos elementos de maior prevalência na crosta terrestre. As formas
de contaminação mais importantes são a ingestão e a entrada via parenteral.
Níveis mínimos apresentam pouca associação com morbidade.  Os grupos de indivíduos mais expostos a risco
de contaminação com alumínio são: crianças usuárias de alimentação parenteral;
pacientes queimados que recebem administração de albumina intravenosa,
especialmente com insuficiência renal concomitante; pacientes adultos e
pediátricos com insuficiência renal crônica, que acumulam alumínio de
medicamentos; pacientes dialisados; indivíduos com exposição industrial. A
população de dialisados parece ser a mais associada aos riscos tóxicos do
elemento, com comprometimentos ósseos e neurológicos.  Os pacientes renais
crônicos em hemodiálise podem desenvolver encefalopatias e osteodistrofias por
presença de níveis séricos elevados de alumínio. A presença de níveis de
alumínio acima de 10 ng/mL no líquido de diálise está relacionada a depósito
desta substância nos tecidos.

Referência:
Até 10,0 ug/L para pacientes normais.
Para pacientes submetidos a tratamento hemodialítico o Sub Anexo C da Portaria
n° 82, de
03 de janeiro de 2000, determina que:
1. A concentração sérica de alumínio deve ser determinada a cada ano, por meio
de espectrometria
de absorção atômica com forno de grafite.
2. Se o valor de alumínio sérico for menor que 30 ug/L manter a determinação
dos níveis séricos a
cada ano.
3. se o valor do alumínio for igual ou maior que 30 ug/L realizar o Teste da
Desferroxamina, realizando a dosagem de alumínio sérico a cada dois meses.
4. Se a diferença entre as duas dosagens for menor que 50 ug/L, manter as
determinações de alumínio a cada ano.
5. se a diferença entre as duas determinações de alumínio for maior que 50 ug/L
deve ser feita a
biópsia óssea seguida por tratamento por desferroxamina na dosagem de 10 mg/kg
de peso por
semana.
Metodologia desenvolvida e validada pelo laboratório de acordo com a RDC 302 de
13/10/2005, Art.

ALUMÍNIO URINÁRIO

Material: urina do final da jornada de trabalho

Volume: 50 mL

Método: Espectrofotometria de Absorção Atômica com Corretor Zeeman

Coleta: Coletar 50 mL de urina no final da jornada de trabalho.

Código CBHPM: 40301273

Interpretação:  monitoramento de toxicidade do alumínio em pacientes sob risco.
O alumínio é um dos elementos de maior prevalência na crosta terrestre. As
formas de contaminação mais importantes são a ingestão e a entrada via
parenteral. Níveis mínimos apresentam pouca associação com morbidade. Os grupos
de indivíduos mais expostos a risco de contaminação com alumínio são: crianças
usuárias de alimentação parenteral; pacientes queimados que recebem
administração de albumina intravenosa, especialmente com insuficiência renal
concomitante; pacientes adultos e pediátricos com insuficiência renal crônica,
que acumulam alumínio de medicamentos; pacientes dialisados; indivíduos com
exposição industrial. A população de dialisados parece ser a mais associada aos
riscos tóxicos do elemento, com comprometimentos ósseos e neurológicos.  Os
pacientes renais crônicos em hemodiálise podem desenvolver encefalopatias e
osteodistrofias por presença de níveis séricos elevados de alumínio. A presença
de níveis de alumínio acima de 10 ng/mL no líquido de diálise está relacionada
a depósito desta substância nos tecidos.

Referência: Até
30,0 ug/L

ALUMÍNIO URINÁRIO PRÉ JORNADA

Material: Urina pré-jornada de trabalho

Método: Espectrofotometria de Absorção Atômica com Corretor Zeeman

Coleta: Coletar urina de pré jornada de trabalho em frasco de coleta de
urina limpo e sem aditivo.

Código CBHPM: 40301273

Interpretação: monitoramento de toxicidade do alumínio em pacientes sob risco. O
alumínio é um dos elementos de maior prevalência na crosta terrestre. As formas
de contaminação mais importantes são a ingestão e a entrada via parenteral.
Níveis mínimos apresentam pouca associação com morbidade. Os grupos de
indivíduos mais expostos a risco de contaminação com alumínio são: crianças
usuárias de alimentação parenteral; pacientes queimados que recebem
administração de albumina intravenosa, especialmente com insuficiência renal
concomitante; pacientes adultos e pediátricos com insuficiência renal crônica,
que acumulam alumínio de medicamentos; pacientes dialisados; indivíduos com
exposição industrial. A população de dialisados parece ser a mais associada aos
riscos tóxicos do elemento, com comprometimentos ósseos e neurológicos.  Os
pacientes renais crônicos em hemodiálise podem desenvolver encefalopatias e
osteodistrofias por presença de níveis séricos elevados de alumínio. A presença
de níveis de alumínio acima de 10 ng/mL no líquido de diálise está relacionada
a depósito desta substância nos tecidos.

Referência: Até 30,0 ug/L

AMICACINA – DOSAGEM

Material: Soro ref

Método: Imunoanálise

Referência:
Nível terapêutico:
Pico (60 min): 20 a 30 mg/L
Vale (antes da próxima dose): 1 a 4 mg/L

AMILASE PANCREÁTICA

Material: soro

Método: Cinético colorimétrico

Coleta: Jejum não obrigatório. Soro

Código CBHPM: 40301281

Interpretação: diagnóstico de pancreatites.

Valores aumentados: pancreatites agudas (início 3-6 horas, pico 20-30
horas, duração 48-96 horas), obstrução pancreática, trauma pancreático, câncer
pancreático, obstrução biliar, infarto do miocárdio, perfuração intestinal,
peritonite, gravidez ectópica, cetoacidose diabética, alguns tumores pulmonares
ou ovarianos, queimaduras, insuficiência renal (por falha no clearence).

Valores diminuídos: pancreatite crônica, cirrose, câncer pancreático
em estágio avançado, cirrose e toxemia da gravidez.

Valores normais: parotidites, embora a amilase total esteja elevada.

Interferentes: ácido aminosalicílico +, asparaginase +, azatioprina +,
colinérgicos +, opiáceos +, corticosteróides +, furosemida +, contraceptivos
orais +, rifampicina +, tiazídicos +, álcool +, recentes cirurgias próximas ao
pâncreas +, úlcera perfurada +, macroamilasemia +, barbituratos -, arsênico -.

Referência: 8,0 a 53,0 U/L

AMILASE TOTAL

Material: soro

Sinônimo: Amilasemia

Método: Enzimático/ automatizado

Coleta: Jejum não obrigatório

Código CBHPM: 40301281

Interpretação: diagnóstico de pancreatites, parotidites e
macroamilasemia.

Valores aumentados: pancreatites agudas (início 3-6 horas, pico 20-30
horas, duração 48-96 horas), obstrução pancreática, trauma pancreático, câncer
pancreático, obstrução biliar, infarto do miocárdio, perfuração intestinal,
peritonite, gravidez ectópica, cetoacidose diabética, alguns tumores pulmonares
ou ovarianos, queimaduras, insuficiência renal (por falha no clearence),
parotidites infecciosas e não infecciosas, obstrução de glândulas salivares,
calculose salivar.

Valores diminuídos: pancreatite crônica, cirrose, câncer pancreático
em estágio avançado, cirrose e toxemia da gravidez.

Interferentes: ácido aminosalicílico +, asparaginase +, azatioprina +,
colinérgicos +, opiáceos +, corticosteróides +, furosemida +, contraceptivos
orais +, rifampicina +, tiazídicos +, álcool +, recentes cirurgias próximas ao
pâncreas +, úlcera perfurada +, macroamilasemia +, barbituratos -, arsênico -,
procedimento odontológico recente, contaminação da amostra com fomitos bucais
do coletador, paciente ou técnico.

Referência: Até 115,0 U/L

AMILASE URINÁRIA – 24H

Material: urina 24 horas

Sinônimo: Clearance de amilase

Método: Enzimática

Coleta: Urina de 24 horas. Manter em refrigerador.

Código CBHPM: 40301281

Interpretação: diagnóstico de macroamilasemia e pancreatites agudas e
crônicas.

Valores aumentados: sempre que houver hiperamilasemia, a amilase urinária
estará aumentada, exceto em quadros de insuficiência renal e macroamilasemia.

Interferentes: sangue na urina, menstruação, contaminação da urina, má
conservação da amostra. Ver Amilase Total para mais interferentes.

Referência: 59,0 a 401,0 U/24h

AMINOÁCIDOS – CROMATOGRAFIA (SCREENING)

Material: papel filtro – sangue

Sinônimo: Ácidos aminados

Método: MS/MS

Coleta: Jejum não obrigatório. Após secar a gota de sangue, envolver o
papel filtro em papel de alumínio.

Código CBHPM: 40301672

Interpretação: Doença na qual o organismo não consegue digerir um
aminoácido específico. O tratamento consiste em dietas específicas para cada
tipo de aminoácido.

Referência: Normal

AMINOÁCIDOS – DETERMINAÇÃO QUANTITATIVA – URINA

Material: urina – amostra isolada

Método: Cromatografia Líquida de Alta Resolução (HPLC)

Código CBHPM: 40301290

Interpretação: diagnóstico de defeitos na metabolização ou transporte
de aminoácidos, além de defeitos do ciclo da uréia.

Valores aumentados: diabetes mellitus com cetose, malabsorção,
síndrome de Reye, falha renal aguda e crônica, eclampsia, aminoacidemias
específicas, choque.

Valores diminuídos: hiperfunção adrenocortical, Coréia de Huntington,
síndrome nefrótica, artrite reumatóide, pancreatite aguda, glomerulonefrite,
doença de Hartnup.

Referência:

(umol/g Creat) Crianças Adultos

Ác. aspártico : até 150 10 a 165

Ác. glutâmico : até 110 até 200

Serina : 211 a 1624 167 a 445

Glicina : 575 a 3328 517 a 1345

Treonina: 150 a 758 113 a 319

Asparagina : 150 a 1550 80 a 525

Alanina : 246 a 1567 168 a 420

Tirosina : 210 a 558 99 a 185

Triptofano : até 147 até 147

Metionina : 65 a 266 20 a 60

Valina : 51 a 202 26 a 52

Fenilalanina : 58 a 268 39 a 81

Isoleucina : 59 a 157 40 a 135

Leucina : 51 a 145 24 a 42

Ornitina : até 80 até 60

Lisina : 283 a 1047 234 a 586

Arginina: até 104 10 a 60

Glutamina+Histidina:566 a 4173 750 a 2505

AMIODARONA (TRANGOREX)

Material: Soro ref

Método: Cromatografia Líquida de Alta Resolução (HPLC)

Coleta: Colher antes da próxima dose.

(*) Não coletar em tubos com gel separador.

Interpretação: O teste é útil na monitorização terapêutica Amiodarona é um recurso terapêutico em arritmias cardíacas. Devido ao potencial de
toxicidade os níveis desta droga são monitorados. O uso desta droga é restrito
devido a diversos efeitos colaterais, incluindo fibrose pulmonar, disfunção
tiroideana e interação com outras drogas.

Bibliografia : Vrobel TR, Miller PE, Mostow ND, et al, A General
Overview of Amiodarone Toxicity: Its Prevention, Detection, and Management,\’
Prog Cardiovasc Dis, 1989, 31(6):393-426

Referência: Níveis terapêuticos: 1,0 – 2,5 ug/mL

Níveis tóxicos: > 2,5 ug/mL

ANÁLISE CITOMORFOLÓGICA DE SANGUE PERIFÉRICO

Material: sangue total com EDTA
+ 3 lâminas (esfregaço) sem anticoagul

Sinônimo: Hematológico

Método: Focagem hidrodinâmica,
Citometria de Fluxo e SLS-Hemoglobina (laurilsulfato de sódio). Microscopia –
Giemsa.

Interpretação: avaliação
clínica geral; avaliação e diagnóstico de anemias, policitemias, aplasias
medulares, processos infecciosos, leucemias/leucoses, trombocitose e
trombocitopenia.

O hemograma é uma das análises
mais utilizadas na prática médica, pois seus dados gerais permitem uma
avaliação extensa da condição clínica do paciente. Embora não seja um teste
extremamente sensível e específico para determinadas patologias, pode ser
encarado como um sinal e/ou sintoma, integrante da avaliação inicial do
paciente. No hemograma são avaliadas as três séries celulares componentes do
sangue: eritrócitos, leucócitos e plaquetas, compondo o eritrograma, leucograma
e plaquetograma.

No eritrograma, são contados os
eritrócitos, são medidas as concentrações de hemoglobina e hematócrito, são
determinados os índices hematimétricos (volume celular médio, concentração de
hemoglobina corpuscular média, hemoglobina corpuscular média), além da
determinação do RDW, que indica a variação do tamanho dos eritrócitos.

No leucograma, os leucócitos
são contados em termos gerais, sendo classificados em uma contagem relativa em
diferentes populações (neutrófilos, basófilos, eosinófilos, linfócitos,
monócitos), segundo suas características citológicas.

No plaquetograma, as plaquetas
são contadas e seu tamanho médio e variações de volume são determinados (MPV e
PDW).

Todas estas análises são
seguidas por microscopia após coloração para avaliação das características e/ou
alterações morfológicas de cada série. Estes dados em conjunto permitem
indicativos diagnósticos que, quando cruzados com outros dados e/ou resultados,
são de extrema importância clínica.

[ recomendações ]

Coleta: Jejum não obrigatório.

ANÁLISE MOLECULAR DA SENSIBILIDADE A VARFARINA

Material: Sangue total com EDTA

Sinônimo: Teste de
sensibilidade a varfarina

Método: PCR em Tempo Real –
Sistema FRET

Interpretação: A análise
molecular da sensibilidade a varfarina avalia os genes VKORC1 e CYP2C9, no
intuito de auxiliar na determinação da dose terapêutica de maneira
individualizada, permitindo o direcionamento de um tratamento adequado, cujo
risco de sangramento ou anticoagulação excessiva esteja minimizado. Além disto,
a identificação de fatores genéticos que predisponham a ocorrência destas
complicações são úteis também para se determinar a frequência da monitoração
terapêutica. Este estudo molecular é recomendado para pacientes que serão
anticoagulados com varfarina para a prevenção de doenças cardíacas e
vasculares, como infarto no miocardio, tromboses venosas e arteriais e
tromboembolismo.

Referência:

Genótipo G/G

Genótipo C/C

Genótipo *1/*1 – Ausência dos
alelos *2 e *3

VKORC1 – Interpretação: A
presença do alelo A no polimorfismo G-1639A e do alelo T no polimorfismo C1173T
está relacionado à baixa atividade enzimática, com possibilidade de maior risco
de desenvolver hemorragias quando tra tados com varfarina, enquanto que os
genótipos G/G e C/C nos polimorfismos G-1639A e C1173T respecti vamente, estão
relacionados a maiores doses de varfarina para atingir a anticoagulação
esperada.

1. A enzima vitamina K epóxido
redutase (VKORC) converte a vitamina K em sua forma ativa (vitamina K
hidroquinona),auxiliando a coagulação através dos fatores K-dependentes (II,
VII, IX e X). A varfarina inibe a ação da VKORC. Mutações no gene VKORC1, que
codifica a VKORC, estão relacionadas à baixa atividade da enzima, portanto
maior sensibilidade a varfarina.

2. Estudos demostram que os
polimorfismos G-1639A e C1173T apresentam forte ligação de desequilíbrio

3. Outras mutações no gene
VKORC1 não são detectadas por esse método CYP2C9

[ recomendações ]

Coleta: Enviar 1 tubo de sangue total com EDTA.
ANTI – DNA (DUPLA HÉLICE) OU NATIVO

Material: soro

Sinônimo: Anticorpo contra DNA dupla hélice, dnDNA, n-DNA,

Método: Imunofluorescência Indireta – Crithidia luciliae (substrato)

Coleta: Jejum não necessário. Se o exame não for realizado no mesmo
dia, congelar a amostra.

Código CBHPM: 40306062

Interpretação: teste confirmatório para diagnóstico de Lúpus
Eritematoso Sistêmico; monitoramento terapêutico.

Pessoas normais geralmente apresentam-se não reagentes ou mesmo
fracamente reagentes para anti-DNA. Anticorpos anti-dsDNA (DNA de dupla fita)
são encontrados de forma característica em pacientes com LES, e raramente
encontrados em pacientes com outras doenças do tecido conjuntivo. Os anticorpos
anti-DNA (nativo ou simples hélice) são encontrados primariamente em pacientes
com LES, portanto são ferramentas importantes para o diagnóstico desta
condição. Anticorpos IgG anti-dsDNA são encontrados em cerca de 60% dos casos
de LES ativa. Outras condições patológicas podem estar associadas à
positividade para anti-DNA, como outras doenças reumáticas, hepatites crônicas
ativas, mononucleose infecciosa e cirrose biliar primária. Para o diagnóstico
de LES, pode-se utilizar anti-Sm, de menor incidência, ou mesmo anti-SS-A/Ro e
anti-SS-B/La (principalmente em casos não reagentes para anticorpos
antinucleares). O acompanhamento dos títulos de anti-DNA pode ser auxiliar na
avaliação da resposta terapêutica, em conjunto com o quadro clínico e títulos
de complemento (C2), por exemplo. Pacientes que evoluem para quadros de nefrite
lúpica apresentam-se com alterações ao exame de urina, títulos de anti-DNA
persistentemente altos, e/ou complemento diminuído.

Interferentes: são registrados resultados falso-positivos devido a
anticorpos contra histonas e anti-sDNA (fita simples), causados pelo uso de
procainamida, hidralazina, ou outros fatores.

A reação quando positiva, é considerada como um marcador para o
diagnóstico do LES, estando presente em torno de 40% dos pacientes não
tratados. O seguimento dos títulos de anticorpos anti-DNA pode ser útil na
avaliação da resposta terapêutica. Anticorpos anti-DNA nativo normalmente são
detectados nas outras doenças reumáticas. Se encontrados, pode-se suspeitar de
uma síndrome de superposição, ou de reatividade cruzada com determinados
antígenos: histona, fator reumatóide, etc.

Referência: Não Reagente : Ausência de anticorpos

Reagente : Presença de anticorpos

ANTI – ENDOMISIO

Material: Soro ref

Método: Imunofluorescência Indireta

Código CBHPM: 40306.259

Interpretação: diagnóstico de doença celíaca.

Doença celíaca e dermatites herpetiformes são doenças caracterizadas
como enteropatias glúten-sensíveis. Aproximadamente 70% dos pacientes com
dermatites herpetiformes e mais do que 95% dos pacientes com doença celíaca
ativa demonstram a presença de anticorpos IgA+IgG. Nestes pacientes, após dieta
livre de glúten, os anticorpos decrescem ou desaparecem.

A pesquisa de anticorpos anti endomísio IgA+IgG e anticorpos anti
gliadina detecta 100% dos casos de doença celíaca.

Referência:

Não Reagente:Inferior a 1/10

ANTI – ESPERMATOZÓIDE

Material: esperma e soro

Sinônimo: Anticorpos antiesperma, Anticorpos anti-sêmen

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Enviar com a máxima urgência ao laboratório. Abstinência de 2
a 5 dias quando o material for esperma. Para o soro jejum não obrigatório ou
conforme orientação médica. Pode ser realizado no soro do marido ou da esposa, ou
em ambos, conforme orientação médica.

Código CBHPM: 40309304

Interpretação: avaliação de infertilidade; pós-varicocele; doença
testicular; anespermatogênese autoimune; trauma testicular; orquite viral;
infecções bacterianas do trato gênito-urinário.

A presença de anticorpos é avaliada em termos de classe e títulos
presentes, líquido encontrado e sítio de conexão dos anticorpos ao esperma. A
interpretação é enriquecida com os dados do teste de penetração no muco.

Limitações: os títulos podem ser flutuantes; a utilização de
diferentes técnicas produz diferentes resultados.

Referência: Não reagente

ANTI – GLIADINA – IGA

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos anti glúten

Método: FEIA

Coleta: Jejum não obrigatório. Não colher próximo as refeições.
Lipemia e hemólise podem atuar como interferentes.

Código CBHPM: 40306305

Interpretação: diagnóstico de doença celíaca.

È um teste confiável para avaliação da doença celíaca assintomática em
crianças pré-púberes com pequena estatura.

A doença celíaca resulta da intolerância ao glúten, evidenciada pela
atrofia da vilosidade do intestino, subseqüente a uma absorção ruim e uma
nutrição deficiente. Os sintomas clássicos incluem: diarréia, perda de peso,
dor e distensão abdominal, fadiga, ulceração oral, pequena estatura, puberdade
tardia, artrites.Em doença celíaca, anticorpos IgG são mais sensíveis que os
anticorpos IgA, mas este último (IgA) é mais específico que IgG. Os níveis de
anticorpos IgA decrescem com a dieta livre de glúten.

Referência: Positivo : > 10,00 U/mL

Inconclusivo : 7,00 a 10,00 U/mL

Negativo : < 7,00 U/mL

ANTI – GLIADINA – IGG

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos anti glúten

Método: FEIA

Coleta: Jejum não obrigatório. Não colher próximo as refeições.
Lipemia e hemólise podem atuar como interferentes.

Código CBHPM: 40306313

Interpretação: diagnóstico de doença celíaca.

É um teste confiável para avaliação da doença celíaca assintomática em
crianças pré-púberes com pequena estatura.

A doença celíaca resulta da intolerância ao glúten, evidenciada pela
atrofia da vilosidade do intestino, subseqüente a uma absorção ruim e uma
nutrição deficiente. Os sintomas clássicos incluem: diarréia, perda de peso,
dor e distensão abdominal, fadiga, ulceração oral, pequena estatura, puberdade
tardia, artrites.Em doença celíaca, anticorpos IgG são mais sensíveis que os
anticorpos IgA, mas este último (IgA) é mais específico que IgG. Os níveis de
anticorpos IgA decrescem com a dieta livre de glúten.

Referência: Positivo : Superior a 10,00 U/mL

Inconclusivo : 7 ,00 a 10,00 U/mL

Negativo : Inferior a 7,00 U/mL

ANTI – JO1

Material: soro

Sinônimo: Histidil tRNA sintetase

Coleta: Jejum de 4 horas.

Código CBHPM: 40306070

Interpretação: marcador diagnóstico de miopatias inflamatórias
autoimunes.

O antígeno Jo-1 é um componente protéico extraível em salina,
associado a histidil-tRNA sintetase. Cerca de 30% dos pacientes com polimiosite
possuem reatividade com estes anticorpos, e sua demonstração é muito menos
freqüente nas dermatomiosites. A presença deste anticorpo parece estar
associada à maior incidência de sintomas extra musculares, como fibrose pulmonar
intersticial e poliartrite, e outras anormalidades imunológicas. A reação de
anticorpos antinucleares apresenta geralmente um padrão espiculado. A presença
destes anticorpos é usualmente associada a aumento na incidência de fibrose
pulmonar e doença intersticial pulmonar em pacientes com polimiosite. Marcador
de pior prognóstico.

Referência: Até 7,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 7,1 e 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Acima de 10,1 U/mL = REAGENTE

ANTI – LKM 1

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos antifração microssomal de fígado e rim

Método: Imunofluorescencia indireta

Coleta: Jejum não obrigatório.

Código CBHPM: 40306097

Interpretação: diagnóstico de hepatites crônicas autoimunes.

A hepatite autoimune é uma doença inflamatória crônica do fígado,
caracterizada pela presença de auto-anticorpos produzidos contra antígenos
intra-hepatocitários. A hepatite crônica autoimune, baseado na presença de
anticorpos, pode ser dividida em 3 grupos:

Tipo I: doença mais comum (60-70%), caracterizada pela presença de
anticorpos antinucleares e anti-músculo liso.

Tipo II: menos freqüente, com somente 10-20 casos/milhão.
Caracterizado pela presença de anticorpos específicos contra antígenos KLM e a
ausência de anticorpos antinucleares e anti-músculo liso.

Tipo III: caracterizado pela presença de anticorpos contra antígenos
hepáticos solúveis (SLA).

Referência: Não reagente : ausência de anticorpos

Reagente : presença de anticorpos

ANTI – MITOCÔNDRIA

Material: soro

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Jejum não necessário. Refrigerar a amostra.

Código CBHPM: 40306356

Interpretação: diagnóstico de cirrose biliar primária CBP).

A presença de anticorpos anti-mitocôndria (especialmente do tipo M2),
está associada à cirrose biliar primária (CBP). Cerca de 90% dos pacientes com
CBP e 25% dos que apresentam cirrose idiopática (de origem desconhecida) ou
hepatite crônica, tem reatividade para este anticorpo. Os títulos de anticorpos
não têm associação com prognóstico ou severidade da doença. Outras condições
podem estar associadas à presença destes anticorpos, como uso de cloropromazina
ou halotano, cirrose criptogênica e hepatite ativa crônica, além de, mais
raramente, em casos de obstrução biliar extra-hepática, hepatites por drogas ou
virais, e câncer hepático. Cerca de 1% da população em geral podem apresentar
reatividade para estes anticorpos. Dos pacientes com CBP que apresentam
anticorpos anti-mitocôndria negativos, observa-se importante parcela com altos
títulos de anticorpos antinucleares.

Referência: Não reagente: Ausência de anticorpos

ANTI – MÚSCULO ESTRIADO

Material: soro

Sinônimo: Anticorpo anti-músculo esquelético

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, separar o soro e
Refrigerar.

Código CBHPM: 40306380

Interpretação: Este exame funciona como auxiliar no diagnóstico da
miastenia gravis (MG).

Referência: Não reagente: Menor que 1/20

Reagente: Maior ou igual a 1/20

ANTI – MÚSCULO LISO

Material: soro

Sinônimo: Ac. p/ Hepatite crônica, anti-glomérulo e actina

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, separar o soro e
Refrigerar.

Código CBHPM: 40306399

Interpretação: diagnóstico diferencial da hepatite crônica ativa e
aguda.

Várias formas de doença crônica do fígado estão associadas com baixos
títulos de anticorpos anti – músculo liso (AML), com títulos < 1:160, exceto
hepatite crônica ativa, onde os níveis de anticorpos podem chegar a 1:1280. Na
maioria dos casos os níveis estão entre 1:80 – 1:320 e persistem por vários
anos. Nas hepatites virais os títulos geralmente estão abaixo de 1:80.

Os anticorpos antinucleares, anticorpos anti – músculo liso e
anticorpos anti – mitocondriais ocorrem em hepatites crônicas ativas, formando
a base para a distinção entre os diferentes grupos de hepatites autoimunes.

Referência: Não reagente : < 1/20

Reagente : = ou > 1/20

ANTI – RETICULINA – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Método: Imunofluorescencia Indireta

Coleta: Coletar, sangue sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar.

Interpretação: Os anticorpos anti-reticulina (AAR) começaram a ser
investigados na doença celíaca no início dos anos 70. A atividade
anti-reticulina embora ainda não bem definida, representa provavelmente a
formação de anticorpos contra componentes do tecido conjuntivo.

Estes anticorpos são detectados por imunofluorescência indireta,
usando o fígado e o rim de rato como substrato e podem ser tanto das classe IgA
ou IgG.

A reticulina não é uma entidade única, mas composta de colágeno,
fibronectina e pelo menos uma glicoproteína não-colagenosa adicional.
Demonstra-se que os AAR não reagem com o colágeno tipo III, componentes da
reticulina não-colagenosa ou fibronectina; parecem ser específicos a outros
componentes do tecido conjuntivo.

Os resultados de ensaios com os AAR apresentam uma baixa
sensibilidade, mas alta especificidade, quando comparados com os testes que
avaliam os AAG embora alguns estudos mostrem sensibilidade de 97% a 100% e
especificidade de 98% a 100% do anticorpo anti-reticulina (tipo R1) da classe
IgA. Os AAR-IgG apresentam um valor diagnóstico limitado para a doença celíaca.

Os AAR também são detectados na doença de Crohn e ocasionalmente em
outras doenças gastrointestinais.

Embora a significância destes anticorpos seja incerta, MAKI et al.
constataram a sua associação com a doença celíaca ativa e o seu desaparecimento
da circulação, na maioria dos casos, dentro de um ano após a dietoterapia.

Alguns autores apresentaram resultados em que os AAR-IgA tem
sensibilidade de 59,4% quando comparado com os anticorpos anti endomísio IgA
(100%)

Referência: Não Reagente títuto < 1/20

ANTI – RNP

Material: soro

Sinônimo: RNP

Método: Fluorimetria

Coleta: Jejum não obrigatório. Coletar em tubo sem anticoagulante,
separar o soro e Refrigerar.

Código CBHPM: 40306100

Interpretação: O RNP destina-se como meio auxiliar no diagnóstico
clínico do Lúpus Eritematoso Sistémico (SLE) e Doenças mistas do tecido
conectivo (DMTC).

Normalmente, os anticorpos U1-snRNP aparecem tanto no LES como nas
doenças mistas do tecido conectivo (DMTC, síndrome de Sharp). Nas DMTC, é
necessária a presença dos anticorpos U1-snRNP para o respectivo diagnóstico ao
passo que, nos doentes com LES, estes ocorrem apenas em 30% a 40%. Ainda que a
resposta imunitária anti-U1-snRNP inclua anticorpos contra todos os 3
componentes proteicos (70 kDa, A,

C), os anticorpos 70 kDa – sobretudo no caso de concentrações elevadas
– podem ser específicos das DMTC, na medida em que foi comunicada a sua
ocorrência menos frequente no LES (cerca de 12 %) do que os anticorpos con tra
as proteínas A ou C (cerca de 23 %). Diversos estudos realizados vieram
demonstrar que uma resposta anti-U1- snRNP, na ausência de anticorpos 70 kDa, está
fortemente associada ao LES.

Referência: Até 5,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 5,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Acima de 10,1 U/mL = REAGENTE

ANTI – SACCHAROMYCES CEREVISIAE (IGA E IGG)

Material: soro

Sinônimo: ASCA , Anticorpos anti Saccharomyces cerevisiae

Método: Enzimaimunoensaio

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, separar o soro, refrigerar
e enviar.

Interpretação: diagnóstico de doença de Croh e Colite Ulcerativa

Anticorpos anti Saccharomyces cerevisiae (ASCA) tem sido encontrado
com uma significativa prevalência em pacientes com doença de Crohn. Quando
presente os dois anticorpos IgG e IgA , a especificidade atinge 100%.

Especificidade = 95% ( se positivo para IgG ou IgA )

Especificidade = 100% ( se positivo para IgG e IgA )

Anticorpos anti citoplasma de neutrófilos (ANCA) mostrando padrão
perinuclear ( p-ANCA) são encontrados em 70% dos pacientes com Colite
Ulcerativa e somente em 20% dos pacientes com doença de Crohn.A combinação do
ASCA positivo e pANCA negativo demonstrou uma sensibilidade, especificidade e
valor preditivo positivo de 49%,97% e 96% respectivamente para a Doença de
Crohn.

Referência:

 Negativo: < 10 U/mL

Inconclusivo: 10 – 15 U/mL

Positivo: > 15 U/mL

ANTI – SCL – 70

Material: soro

Sinônimo: Anti-DNA topoisomerase I

Método: Fluorimetria

Coleta: Jejum de 4 horas

Código CBHPM: 40306291

Interpretação: anticorpo marcador da esclerodermia.

Anticorpo dirigido contra a enzima histidil-t-RNA sintetase. Presente
em 25% dos pacientes com miosite (polimiosite e dermatomiosite) e em 68% dos
pacientes com comprometimento pulmonar (alveolite ou fibrose intersticial).
Raramente em pacientes com outras doenças de colágeno. Os resultados de FAN
negativos não excluem sua presença. Seus níveis podem refletir o grau de atividade
da doença, útil para o diagnóstico da esclerose sistêmica progressiva, sua
presença é considerada como um marcador de doença (20 – 60%).

Referência:

Até 7,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 7,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Maior que 10,1 U/mL = REAGENTE

ANTI – SM

Material: soro

Sinônimo: SM

Método: Fluorimetria

Coleta: Jejum não obrigatório.

Código CBHPM: 40306127

Interpretação:

Uso: O Sm destina-se à como meio auxiliar no diagnóstico clínico do
Lúpus Eritematoso Sistémico (SLE).

Os anticorpos Sm são marcadores clínicos altamente específicos, mas
comparativamente pouco sensíveis, para o LES. Na realidade, a sua presença
constitui um dos critérios ACR revistos para o diagnóstico, ainda que a sua
prevalência global varie entre 20% a 30% no LES.

Referência:

Não Reagente: < 7,0 U/mL

Inconclusivo: 7,0 a 10,0 U/mL

Reagente: > 10,0 U/mL

ANTI – SS-A (RO)

Material: soro

Sinônimo: SSA

Método: Fluorimetria

Coleta: Jejum não obrigatório. Coletar soro.

Código CBHPM: 40306119

Interpretação: diagnóstico da síndrome de Sjögren e lupus eritematoso
sistêmico.

Os anticorpos anti-SSA (RO) são dirigidos contra antígenos extraíveis
nucleares (ENA), presentes com alta freqüência em soro de pacientes com
síndrome de Sjögren (superior a 85% dos casos) e lúpus eritematoso sistêmico
(cerca de 30-40% dos casos). Podem ser encontrados em soros de pacientes com
artrite reumatóide, miosite e esclerodermia. Seu achado nos soros de
recém-natos está associado a complicações cardíacas quando a mãe é anti-SSA
(RO) reagente, além de complicações dérmicas. Seu uso pode ser conveniente em
mães com abortos de repetição, por poderem estar associados à síndrome de
anti-fosfolipídeos. Pode ser o único marcador autoimune reagente em pacientes
lúpicos com anticorpos antinucleares não reagentes.

Referência:

Até 7,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 7,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Maior que 10,1 U/mL = REAGENTE

ANTI – SS-B (LA)

Material: soro

Sinônimo: ANTI LA

Método: Fluorimetria

Coleta: Jejum não obrigatório. Coletar soro.

Código CBHPM: 40306089

Interpretação: diagnóstico de Síndrome de Sjögren e outras doenças
autoimunes como Lupus Eritematoso Sistêmico.

O antígeno LA (SSB) é uma ribonucleoproteína utilizada na transcrição
protéica, associada ao RNA, podendo ser encontrada no citoplasma. Está presente
em 50 a 60% dos casos de Síndrome de Sjögren e em 10% dos casos de Lúpus
Eritematoso Sistêmico. Quando se utilizam células HEp-2 como substrato na
reação de imunofluorescência, para a pesquisa de anticorpos antinucleares (técnica
complementar), o padrão encontrado (positivo) é filamentoso, fino ou atípico. O
diagnóstico laboratorial definitivo é realizado por enzimaimunoensaio.

Referência:

Até 7,0 U/mL = NÃO REAGENTE

Entre 7,1 a 10,0 U/mL = INCONCLUSIVO

Maior que 10,1 U/mL = REAGENTE

ANTI – TIREOGLOBULINA

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos Anti-tireoideanos, Anti tireoglobulina

Método: Quimioluminescência

Coleta: Jejum de 8 horas. Anotar uso de medicamentos.

Código CBHPM: 40316106

Interpretação: diagnóstico da tireoidite de Hashimoto.

A medida dos níveis de anticorpos anti – tireoglobulina no soro pode
também ser usada para outras doenças da tireóide. Mais de 90% dos pacientes com
tireoidite de Hashimoto apresentam títulos elevados de anticorpos anti –
tireoglobulina.

Referência: Valor normal: Inferior a 40 UI/mL

Limite Mínimo de detecção 20,0 UI/mL

ANTI – TIREÓIDE

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos anti-tireoideanos

Método: Quimioluminescência

Coleta: Jejum de 8 horas. Anotar uso de medicamentos.

Código CBHPM: 40316106

Interpretação: diagnóstico da tireoidite de Hashimoto.

A medida dos níveis de anticorpos anti – tireoglobulina no soro pode
também ser usada para outras doenças da tireóide. Mais de 90% dos pacientes com
tireoidite de Hashimoto apresentam títulos elevados de anticorpos anti –
tireoglobulina.

Referência: Anti-Microssomal

Normal : < 35,0 UI/mL

Elevado : > 35,0 UI/mL

Anti-Tiroglobulina

Valor normal: Inferior a 40 UI/mL

Sensibilidade do método: 0,1 ng/mL.

ANTI – TRANSGLUTAMINASE – IGA

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos da classe IgA anti-transglutaminase

Método: Imunofluorimetria

Coleta: Coletar sangue sem anticoagulante, separar o soro refrigerar e
enviar.

Código CBHPM: 40308553

Interpretação: marcador sorológico da doença celíaca

Referência: Negativo : < 7,0 U/mL

Indeterminado: 7,0 a 10,0 U/mL

Positivo : > 10,0 U/mL

ANTI – TRANSGLUTAMINASE – IGG

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos da classe IgG anti-transglutaminase

Método: Imunofluorimetria

Coleta: Coletar sangue sem anticoagulante, separar o soro refrigerar e
enviar.

Código CBHPM: 40308553

Interpretação: marcador sorológico da doença celíaca

Referência: Negativo : < 7,0 U/mL

Indeterminado: 7,0 a 10,0 U/mL

Positivo : > 10,0 U/mL

ANTI – TROMBINA III

Material: plasma citratado

Método: Coagulométrico.

Coleta: Jejum de 04 horas. Coleta de sangue com Citrato . Separar
imediatamente o plasma e enviar congelado.

Código CBHPM: 40304060

Interpretação: investigação de tendência a tromboembolismo venoso;
detecção de estados de hipercoagulabilidade; monitoramento de resposta a
heparina.

A antitrombina III é um dos principais inibidores dos fatores de
coagulação ativados. Sua deficiência (herdada ou adquirida) quantitativa ou
funcional está associada com risco aumentado de tromboembolismo venoso.
Pacientes com níveis baixos de ATIII são geralmente resistentes ao uso de
heparina. A antitrombina III inativa a trombina e os fatores IXa, Xa, XIa,
XIIa. Sua atividade é amplificada pela heparina. A deficiência de ATIII ocorre
em cerca de 1/5000 pessoas. O risco de tromboses aumenta de 0,1% em pessoas
normais a 55-70% em pacientes com deficiência quantitativa ou qualitativa de
ATIII, herdada ou adquirida.

Valores aumentados: casos de inflamação aguda (ATIII é um marcador de
fase aguda), hiperglobulinemia, uso de anticoagulação com cumarínicos.

Valores diminuídos: deficiência familiar hereditária (autossômica
dominante, com valores em torno de 40-60% do normal), doença hepática crônica,
cirrose hepática, síndrome nefrótica, doenças com má nutrição protéica, terapia
com heparina após o terceiro dia, terapia com l-asparaginase, doença trombótica
ativa, coagulação intravascular disseminada, uso de contraceptivos orais,
gravidez, recém-natos, leucemia aguda, carcinomas, queimaduras, trauma
pós-cirúrgico, doença renal e sepse.

Referência: Normal : 75 a 125% de atividade

ANTI – XA, ATIVIDADE

Material: Plasma citrato ref

Método: Cromogênico

Rotina: Diária

Coleta: O cliente deve receber orientação do seu médico quanto ao
horário da coleta, caso não haja orientação coletar entre 3 horas e meia a 4
horas após a última dose do medicamento

– Informar o horário da última dose da heparina de baixo peso
molecular (e o horário da coleta na admissão do exame). – Centrifugar logo após
a coleta na velocidade minima de 2500 rpm, separar o plasma em tubo de
transporte (cuidado para não pipetar a camada de plaquetas) e congelar.

– Informar toda a medicação utilizada pelo paciente nos últimos 15
dias.

Interpretação: Teste utilizado para monitorização laboratorial das
heparinas de baixo peso molecular especialmente em pacientes com insuficiência
renal, gestantes, idosos, obesos e crianças.

Referência: Em caso de dose terapêutica aplicada de heparina de baixo
peso molecular o valor sugerido é de 0,41,1 UI/mL, em amostra colhida 4 horas
após a administração do medicamento.

ANTI -TPO – ANTICORPOS

Material: soro

Sinônimo: Anti microssomal

Método: Quimioluminescência

Coleta: Jejum de 8 horas. Anotar uso de medicamentos.

Código CBHPM: 40316157

Interpretação: diagnóstico de hipotireoidismo, tireoidite de Hashimoto
e mixedema primário.

Os anticorpos anti-microssomais foram substituídos pela dosagem de
anticorpos anti-TPO, tendo em vista que o antígeno microssomal é a própria
peroxidase tireoidiana.

Os anticorpos anti-microssomais (ou anti-tiroperoxidase) e
anti-tireoglobulina são detectáveis em grande parte nos indivíduos acometidos
por tireoidite de Hashimoto, tireoidite atrófica, tireoidite pós-parto e boa
parte dos acometidos por doença de Graves. A pesquisa de autoanticorpos contra
a tireóide pode apresentar melhores resultados quando realizados
simultaneamente anti-microssomais (anti-TPO) e anti-tireoglobulina, visto que
em algumas circunstâncias os pacientes podem apresentar resposta autoimune a
somente um antígeno tireoidiano. Geralmente, pacientes com mixedema, tireoidite
granulomatosa, e carcinoma não produzem anticorpos anti-tireoidianos. Ainda,
relata-se que até 10% de indivíduos normais (ou sem alteração clínica e
funcional) podem apresentar autoanticorpos contra antígenos da tireóide,
especialmente os idosos, e especialmente do sexo feminino. Indivíduos normais
com níveis elevados de TSH e tiroxina livre (T4l) em níveis normais, com
qualquer anticorpo anti-tireoidiano reagente apresentam risco aumentado para o
desenvolvimento de hipotireoidismo franco no futuro.

Interferentes: patologias autoimunes como lupus eritematoso sistêmico,
síndrome de Sjögren, artrite reumatóide, anemia perniciosa e outras podem estar
associadas à positividade para pesquisa de anticorpos anti-tireoidianos. Alguns
testes podem resultar negativos devido ao pequeno número ou confinamento dos
clones linfocitários B responsáveis pela produção destes anticorpos.

Referência:

Normal : < 35,0 UI/mL

Elevado : > 35,0 UI/mL

Limite de Detecção: 10,0 UI/mL

ANTI DNASE B

Material: soro

Sinônimo: AntiDesoxirribonuclease B (anti-DNase B),

Método: Nefelometria

ANTI-FILAGRINA E PROFILAGRINA, AUTO-ANTICORPOS

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos Anti-Profilagrina; Anti-queratina

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Coletar sangue total sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar.

Interpretação:  Anticorpos
antifilagrina ocorrem em cerca de 45% dos pacientes com artrite reumatóide e
têm especificidade próxima a 100% para esta enfermidade. Anticorpos
antiprofilagrina (APF), também chamados antifator perinuclear, ocorrem em cerca
de 75% dos pacientes com artrite reumatóide e têm especificidade de cerca de
85% para esta enfermidade. Títulos acima de 1/40 têm especificidade próxima a
100%. Podem ocorrer precocemente no curso da mesma, quando ainda não surgiram
fatores reumatóides. Os anticorpos antifilagrina e antiprofilagrina fazem parte
de um sistema de anticorpos dirigidos a resíduos citrulinados, que podem ser
detectados em três tipos de testes: antifilagrina, antiprofilagrina (APF) e
antipeptídeo citrulinado cíclico. A filagrina e a profilagrina são utilizadas
por serem ricas em resíduos citrulinados. Um mesmo soro não necessariamente irá
reagir nos três tipos de teste, porque cada um dos substratos utilizados
apresenta epítopos exclusivos, podendo os auto-anticorpos de um determinado
soro reconhecer epítopos peculiares a apenas um ou dois desses substratos.

Referência: Filagrina, Auto-anticorpos: Não Reagente diagnóstico de
artrite reumatóide.

ANTI-NUCLEOSSOMO (ANTI-CROMATINA)

Material: soro

Sinônimo: Anti-cromatina

Método: Imunoenzimático.

Coleta: Jejum não obrigatório. Coletar sangue total sem
anticoagulante, separar o soro e refrigerar

Interpretação: Diversos fatores, entre eles, a dificuldade de
padronização e a interpretação, fizeram com que a pesquisa de células LE fosse
abandonada como um teste para pesquisa de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES). A
pesquisa de anticorpos anti-nucleossomo ou anti-cromatina é um exame que hoje
tem sido usado com grande freqüência em substituição a pesquisa de células LE.
Alguns autores evidenciaram que os anticorpos anti-nucleossomo é um marcador
precoce de LES(1,3,4 ).

O nucleossomo é o principal antígeno na patofisiologia do LES, e os
anticorpos anti-nucleossomo estão associados a atividade do LES. Representa a
menor unidade da cromatina, sendo constituído por um trecho de DNA nativo
envolvendo um octâmero de moléculas de histonas(2,3). A investigação deste
anticorpo é realizada por ensaio imunoenzimático (ELISA), um método padronizado
e de excelente desempenho. Os anticorpos anti – nucleossomo são marcadores de
lúpus eritematoso sistêmico, com uma sensibilidade de 60% a 70% e
especificidade em torno de 95% a 100%(1).

Referência: Não Reagente: < 20 Unidades

Fracamente Reagente: De 20 a 40 Unidades

Moderadamente Reagente: de 41 a 100 Unidades

Fortemente Reagente: > 100 Unidades

ANTICOAGULANTE LÚPICO

Material: plasma citratado

Sinônimo: Anticorpo antifosfolipideo, LAC, APA, LAc

Método: Teste realizado em 2 etapas: 1ª Teste de triagem:dRVVT (teste
fosfolípide dependente utilizando reagente com baixa concentração de
fosfolípides). 2ª Teste confirmatório: RVVT confirmatório (confirmação da
presença do inbidor inespecífico – anticoagulante lúpico – utilizando reagente
com alta concentração de fosfolípides).

Coleta: Jejum de 4 horas. Sangue colhido com citrato. Suspender o uso
de anticoagulante oral 2 semanas antes da coleta do sangue , se heparina
suspender 2 dias antes da coleta.

Código CBHPM: 40304019

Interpretação: processos trombo-embólicos recorrentes, manifestações
trombóticas neurológicas, abortos espontâneos sucessivos e trombose venosa ou
arterial.

O anticoagulante lúpico (LAC) e os anticorpos anticardiolipina (ACA)
estão associados a doenças tramboembólicas, tais como tromboses venosas profundas,
tromboses arteriais, abortos espontâneos de repetição, acidentes vasculares
cerebrais e plaquetopenia. Estas doenças podem estar associadas à presença
somente dos ACA ou somente de LAC, mas, em geral, ocorrem positivamente para
ambos. O LAC ocorre na presença de doenças autoimunes (LES, anemia hemolítica
autoimune, artrite reumatóide), distúrbios neurológicos (epilepsia, coréia,
enxaqueca, esclerose múltipla e S. Guillain-Barré), após a utilização de
medicamentos (hidralazina, procainamida, clorpromazina, quinidina, fenitoína,
vários antibióticos).

– LACs e ACAs não são os mesmos anticorpos e podem ocorrer
independentemente. Na vigência de suspeita clínica, ambos devem ser
pesquisados.

– Estes anticorpos podem ocorrer em duas síndromes intimamente relacionadas,
porém, clínica, bioquímica e laboratorialmente distintas: a Síndrome
Antifosfolipídica Primária e a Síndrome Antifosfolipídica Secundária. Ambas
síndromes estão associadas a manifestações tromboembólicas (venosas, arteriais
e de microcirculação) em qualquer tecido ou órgão, e complicações da gestação
(abortos espontâneos de repetição, morte fetal, nascimento de prematuros).

Referência: Teste de Triagem: dRVVT menor que 1,15: ausência de
inibidor

Teste confirmatório: RVVT confirmatório menor que 1,21: ausência de
inibidor inespecífico (anticoagulante lúpico).

ANTICORPOS ANTI – ACTINA

Material: soro

Método: Imunofluorescência indireta

Volume Lab.: 2.0 mL

Coleta: Coletar sangue total sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar

Código CBHPM: 40306054

Interpretação:

Uso: Diagnóstico de Hepatite Auto-imune ( positivo em
80% das hepatites auto imune tipo I )

Anticorpo anti-actina é um subgrupo dos anticorpos anti-músculo liso,
dirigido contra a F-actina, uma proteína vital e abundante do citoesqueleto
celular. Anticorpo anti-músculo liso, com especificidade anti F-actina é
considerado marcador de HAI.

Referência: Não reagente

ANTICORPOS ANTI – CÉLULAS ENDOTELIAIS

Material: soro

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Coletar sangue total sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar.

Interpretação: para distinguir doença de Kawasaki precoce das
enfermidades febrís.

Anticorpos dirigidos contra componentes antigênicos presentes na
superfície de células endoteliais têm sido fortemente implicados na patogênese
das vasculites. Cerca de 60% dos pacientes com doença de Kawasaki, um tipo de
vasculite que afeta principalmente crianças, apresentam anticorpos circulantes
IgM contra células endoteliais. Estes anticorpos desencadeiam lise de células
endoteliais em cultura mediada por complemento somente após estímulo com IL-1
ou TNF, que são capazes de induzir a expressão de antígenos na superfície
celular. No entanto, ainda não foi comprovado se estes anticorpos constituem
apenas epifenômenos ou se são capazes de iniciar e perpetuar processos
inflamatórios vasculares.

Referência: Negativo: Título inferior a 1/20

ANTICORPOS ANTI – CÉLULAS PARIETAIS

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos anti-mucosa gástrica

Método: ELISA

Coleta: Coletar sangue total sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar.

Código CBHPM: 40306429

Interpretação: diagnóstico de anemia perniciosa.

Um teste positivo para anticorpos anti-células parietais na presença
de anemia megaloblástica faz o provável diagnóstico de anemia perniciosa (93%).
Estes anticorpos são encontrados em: diabetes mellitus, doença de Hashimoto,
síndrome de Sjögren, anemia ferropriva, doença de Addison, miastenia gravis, e
artrite reumatóide. Na população normal, os pacientes positivos variam de 2%
(menos de 20 anos de idade) até 16% (maiores de 60 anos).

Referência: Não reagente : < 10 U/mL

Reagente : > 10 U/mL

ANTICORPOS ANTI – CENTRÔMERO

Material: soro

Método: Imunofluorescência indireta

Coleta: Jejum não obrigatório. A hemólise atua como interferente.
Existem drogas que podem induzir formação de anticorpos anti-nucleares e síndrome
semelhante ao lúpus eritematoso, como procainamida, hidralazina,
anticonvulsivantes, alfa metil dopa e penicilinas. Coletar soro.

Código CBHPM: 40306160

Interpretação: auxiliar no diagnóstico de síndrome de CREST

70-80% dos pacientes com a síndrome de CREST tem padrão centromérico
positivo. Podendo também ser observado este mesmo padrão em algumas hepatites
auto-imunes.

Referência: Não reagente

Triagem a partir da diluição 1/80

ANTICORPOS ANTI – FATOR INTRINSECO

Material: soro

Sinônimo: anti fator intrínseco

Método: Enzimaimunoensaio

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, separar o soro, refrigerar
e enviar. Suspender o uso de vitamina B12 (a critério médico) e o paciente não
pode ter sido submetido a exames com radioisótopos nos últimos 7 dias.

Interpretação: O fator intrínseco é uma glicoproteína produzida pelas
células parietais gástricas.

Os anticorpos anti-fator intrínseco são usados na diferenciação de
anemia perniciosa das outras anemias megaloblásticas, sendo a freqüência do
anticorpo alta em crianças e jovens com anemia perniciosa. Os anticorpos são de
2 tipos:- Tipo I que impede a ligação do fator intrínseco com a vitamina B12,-
Tipo II que se liga tanto ao fator intrínseco livre quanto ao ligado à vitamina
B12. O teste pode ser especialmente útil para detectar a má absorção senil da
vitamina B12.

A carência congênita de fator intrínseco causa uma absorção inadequada
de vitamina B-12 que se inicia mais ou menos aos seis meses de idade, enquanto
que o tipo juvenil tende a se manifestar em idades superiores a 10 anos. Existe
um padrão de genética autossômica recessiva sugerida na forma congênita da
doença.

A anemia perniciosa é a causa mais comum de deficiência de vitamina
B12 em adultos. Esta patologia está associada com gastrite crônica atrófica.

Referência:

Negativo : < 6,0 U/mL

Positivo : > 6,0 U/mL

ANTICORPOS ANTI – GAD

Material: Soro

Sinônimo: Ac. Contra Descarboxilase do Ácido Glutâmico

Método: ELISA

Coleta: jejum não necessário.

Código CBHPM: 40305341

Interpretação: avaliação de resistência insulínica em pacientes
diabéticos.

Os quadros de diabetes insulino dependentes ou Tipo I são
caracterizados por secreção inadequada de insulina endógena. Este quadro é
gerado pela destruição (geralmente seletiva) das células beta das ilhotas
pancreáticas. A causa autoimune á cada vez mais confirmada por diferentes
pesquisadores, e diferentes marcadores sorológicos têm sido apontados como
marcadores da condição pré-diabética (estes marcadores não são considerados
causais e sim epifenômenos de um evento imunológico celular). Além dos
anticorpos anti-insulina, existem os anticorpos anti-ilhota, os GAD, e outros.
A presença destes anticorpos em indivíduos que nunca tomaram insulina injetável
(a insulina exógena) pode estar associada a maior risco relativo para o
desenvolvimento de diabetes mellitus. Por outro lado, a presença destes
anticorpos após o início de terapia insulínica pode estar associada à reação
imune com a insulina exógena, seja de fonte animal ou até recombinante. Estes
anticorpos podem em muitos casos estar associados à redução da atividade desta
insulina (endógena ou exógena), dependendo da região antigênica para qual os
anticorpos são dirigidos.

Entre os pacientes que desenvolvem diabetes, 98% apresentam um ou mais
destes anticorpos positivos( o anticorpo anti-insulina, anticorpo anti-GAD e o
anticorpo anti-ilhota . Parentes de primeiro grau com os 3 testes positivos têm
mais de 95% de chance de desenvolverem diabetes em 5 anos. Estes testes são
indicados nas seguintes eventualidades: 1) em parentes de primeiro grau de
diabéticos do tipo 1; 2) no diagnóstico do diabetes mellitus do tipo 1 de
início no adulto, ou de início tardio, mas que nunca utilizaram insulina; 3)
nos casos de hiperglicemia transitória da infância.

Anticorpos anti-insulina também podem estar presentes em pacientes
diabéticos que recebem insulina por um período longo, seja insulina humana,
porcina ou bovina. Da mesma forma, a detecção de anticorpos anti-insulina pode
ser útil no diagnóstico de hipoglicemia factícia decorrente da auto
administração de insulina realizada por pacientes não diabéticos .

Referência:

Não Reagente: Inferior a 10,0 IU/mL

Inconclusivo: 10,0 a 20,0 IU/mL

Reagente: Superior a 20,0 IU/mL

Valores de Referência alterados em 23/11/2010.

ANTICORPOS ANTI – ILHOTA

Material: soro

Sinônimo: anticorpo anti célula beta, ICA.

Método: ELISA

ANTICORPOS ANTI – INSULINA

 Material: Soro

Método: ELISA

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar.

Código CBHPM: 40316092

Interpretação: avaliação de resistência insulínica em pacientes.

Os quadros de diabetes insulino dependentes ou Tipo I são
caracterizados por secreção inadequada de insulina endógena. Este quadro é
gerado pela destruição (geralmente seletiva) das células beta das ilhotas
pancreáticas. A causa autoimune á cada vez mais confirmada por diferentes
pesquisadores, e diferentes marcadores sorológicos têm sido apontados como
marcadores da condição pré-diabética (estes marcadores não são considerados
causais e sim epifenômenos de um evento imunológico celular). Além dos anticorpos
anti-insulina, existem os anticorpos anti-ilhota, os GAD, e outros. A presença
destes anticorpos em indivíduos que nunca tomaram insulina injetável (a
insulina exógena) pode estar associada a maior risco relativo para o
desenvolvimento de diabetes mellitus. Por outro lado, a presença destes
anticorpos após o início de terapia insulínica pode estar associada à reação
imune com a insulina exógena, seja de fonte animal ou até recombinante. Estes
anticorpos podem em muitos casos estar associados à redução da atividade desta
insulina (endógena ou exógena), dependendo da região antigênica para qual os
anticorpos são dirigidos.

Referência:

Não Reagente : < 5,0 U/mL

Indeterminado : 5,0 a 10,0 U/mL

Reagente : > 10,0 U/mL

ANTICORPOS ANTI – MEMBRANA BASAL GLOMERULAR

Material: soro

Método: Imunofluorescência indireta

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar.

Código CBHPM: 40306330

Interpretação: diagnóstico de síndrome de GoodPasture; diagnóstico de
vasculites autoimunes; diagnóstico diferencial de glomerulonefrites.

São anticorpos dirigidos contra a porção não colagenosa do colágeno
tipo IV (proteínas de 28 e 48-50 kD), presentes na membrana de células
tubulares basais do glomérulo e em membranas basais capilares pulmonares. As
duas principais causas de glomerulonefrites são a ativação de complemento após
deposição de imunocomplexos e a presença de anticorpos específicos contra
células renais, como no caso da síndrome de GoodPasture. Estão presentes
tipicamente em pacientes com síndrome de GoodPasture, mas podem ser encontrados
em pacientes com hemosiderose pulmonar idiopática e raramente em outros casos.
Teste também utilizado no diagnóstico diferencial da doença de Wegener.

Referência:

Não reagente: ausência de anticorpos

Reagente superior ou igual a 1/20: presença de anticorpos.

ANTICORPOS ANTI – RNASE (RNA POLIMERASE III)

Material: Soro

Método: Enzimaimunoensaio

Coleta: Jejum de 8 horas.

Interpretação: A pesquisa de anticorpos anti RNA polimerase é usada em
conjunto com achados clínicos e outros testes laboratoriais como auxiliar no
diagnóstico da forma cutânea difusa da Esclerose Sistêmica , com aumento da
probabilidade do envolvimento da participação da pele e doença renal hipertensiva.
Os pacientes que são positivos para o RNA polimerase III não têm alguns dos
outros anticorpos encontrados tipicamente em pacientes com esclerose sistêmica
,como o anti-centrômero, o anti-Scl-70, ou anti Pm/Scl.

Assim, são um grupo sorologico separado.

Referência:

Negativo: inferior a 20,0 U/mL

Positivo fraco: 20,0 – 40,0 U/mL

Positivo moderado: 41,0 – 80,0 U/mL

Positivo forte: superior a 80,0 U/mL

ANTICORPOS ANTI 21-HIDROXILASE ALFA

Material: Soro congelado

Método: Radioimunoensaio

Referência: Inferior a 1,0 U/mL

ANTICORPOS ANTI ANIDRASE CARBÔNICA

Material: Soro

Método: Imunoblot

Referência: Negativo

ANTICORPOS ANTI CANAIS DE CALCIO

Material: soro

Sinônimo: Síndrome de Lambert-Eaton

Método: Análise Imunoradiométrico

ANTICORPOS ANTI DNP (DESOXIRIBONUCLEOPROTEINA)

Material: Soro

Método: Enzimaimunoensaio

Referência:

Negativo: Índice inferior a 1,00

Positivo Fraco: Índice 1,00 a 1,50

Positivo Médio: Índice 1,50 a 2,50

Positivo Forte: Índice superior a 2,50

ANTICORPOS ANTI EPIDERME IGG

Material: soro

Sinônimo: Penfigo anticorpos IgG

Método: Imunofluorescencia Indireta

Referência:

Negativo: Menor ou igual a 1/10

ANTICORPOS ANTI-EPITÉLIO

Material: Soro

Sinônimo: Pênfigo

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Coletar sangue total sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar. Coletar líquido sinovial ou líquido pleural em tubo estéril.

Interpretação: Diagnóstico das diferentes formas clínicas de pênfigo.
Na forma foliácea e na vulgar, a reação positiva se caracteriza pela presença
de auto-anticorpos contra o cimento intercelular das células epiteliais do
esôfago. Mais de 80% dos portadores de pênfigo foliáceo não tratados apresentam
esses marcadores sorológicos. Já no pênfigo bolhoso, o auto-anticorpo se dirige
contra a membrana basal das células epiteliais. Os títulos de anticorpos podem
decrescer durante a terapêutica ou mesmo se tornar indetectáveis.

Referência: Zona da Membrana Basal: Não Reagente

Substância do Cimento Intercelular: Não Reagente

Método desenvolvido e validado pela área de Análises Clínicas.

ANTICORPOS ANTI-HIALURONIDASE

Material: Soro

Método: Hemaglutinação

Referência:

Inferior a 300 U/mL

ANTICORPOS ANTI-TIROSINA FOSFATASE

Material: soro

Sinônimo: ANTITIROSINOFOSFATASE 512

Método: ELISA

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, jejum não obrigatório.

Interpretação: A diabetes tipo 1 comumente referida como
insulino-dependente é causada pela destruição das células beta do pâncreas.
Antes dos primeiros sintomas clínicos a doença é caracterizada pela presença de
auto-anticorpos contra uma variedade de antígenos, tais como :

Ácido glutâmico decarboxilase (ANTI GAD), tirosina fosfatase (IA2) e
insulina (ANTI INSULINA). A presença destes auto-anticorpos evidencia a
atividade da doença autoimune e sua medida pode ser útil na predição,
diagnóstico e acompanhamento dos pacientes com este tipo de diabetes. Estes
anticorpos são encontrados em 50 a 75% das diabetes tipo 1 e mais prevalentes
em pacientes jovens.

Referência: Negativo: Menor que 8 IU/mL

Inconclusivo: 8,0 a 10,0 IU/mL

Positivo: Maior ou igual a 10 IU/mL

ANTICORPOS ANTIAQUAPORINA-4

Material: Soro

Sinônimo: Neuromielite óptica; AQP4, Anticorpo IgG

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, separar o soro e
refrigerar.

Interpretação: A neuromielite óptica (NMO), ou Doença de Devic, é uma
síndrome inflamatória desmielinizante crônica do sistema nervoso central (SNC).
Caracteriza-se por neurite óptica e mielite aguda, que ocorrem de forma
simultânea ou seqüencial e seguem um curso monofásico ou recorrente. O
diagnóstico diferencial entre a NMO e a esclerose múltipla é muitas vezes
difícil nas fases iniciais da síndrome, justamente quando a terapia imunossupressora
apresenta melhores resultados. A detecção de anticorpos antiaquaporina 4
contribui muito para essa diferenciação, principalmente nos pacientes em fases
precoces, que tiveram um único ataque de mielite longitudinal extensa e que vão
evoluir para a NMO clássica. Em tais casos, os outros elementos importantes
para o diagnóstico, especialmente os achados de ressonância magnética, costumam
estar ausentes.

Referência: Não Reagente

ANTICORPOS GLÂNDULA SUPRA RENAL

Material: Soro

Sinônimo: Anti-Córtex Supra Renal; Anti-Adrenal

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: Coletar em tubo sem anticoagulante, jejum não obrigatório

Interpretação: Avaliação da insuficiência adrenal e doença de Addison.

Anticorpos anti córtex adrenal são normalmente visto em 60% dos
pacientes com doença de Addison idiopática. Em pacientes no início da doença de
Addison autoimune os anticorpos anti córtex adrenal estão presentes em mais de
90% dos casos.Também são vistos em 5 a 17% dos pacientes com tuberculose,
fungos ou destruição metastática da adrenal.

Anticorpos anti adrenal também estão presentes em hipotioroidismo (28%
dos casos) e em Hashimoto (7%).

Referência:

Negativo: Título inferior a 1/10

Positivo: Título superior a 1/10

ANTICORPOS IGA ANTI BETA 2 GLICOPROTEINA 1 (B2GP1)

Material: Soro

Método: Fluoroenzimoimunoanalise

Coleta: jejum não obrigatório

Referência: Negativo: Inferior a 7 U/mL

Indeterminado: 7 a 10 U/mL

Positivo: Superior a 10 U/mL

ANTICORPOS IGA ANTI CHLAMYDIA PNEUMONIAE

Material: Soro

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: jejum não obrigatório

Referência: Negativo: Título até 1/10

ANTICORPOS IGE ESPECIFICO (C217) – AC ACETILSALICÍLICO

Material: Soro

Sinônimo: Anti-inflamatório não esteróides (AINE)

Método: Radioimunoensaio (RIA)

Coleta: jejum não obrigatório

Interpretação: Detecção de possíveis respostas alérgicas a substâncias
sintéticas; diagnóstico diferencial de eczema atópico, alergias respiratórias e
asma. A imunoglobulina E é uma classe de anticorpos que medeia uma variedade de
reações de hipersensibilidade, por degranulação de basófilos e mastócitos. A
presença de IgE específica para determinado alérgeno, em quantidades superiores
ao referencial, pode estar associada a um aumento de risco relativo para o
desenvolvimento de sintomas de hipersensibilidade mediada por IgE,
principalmente em indivíduos atópicos. Os níveis de IgE específica nem sempre
estão associados à severidade dos quadros.

Referência: NEGATIVO

ANTICORPOS IGM ANTI GLIADINA

Material: soro

Sinônimo: Anticorpos anti-glúten

Método: Enzimaimunoensaio

Coleta: jejum não obrigatório

Código CBHPM: 40306305

Interpretação: diagnóstico de doença celíaca.

É um teste confiável para avaliação da doença celíaca assintomática em
crianças pré-púberes com pequena estatura.

A doença celíaca resulta da intolerância ao glúten, evidenciada pela
atrofia da vilosidade do intestino, subseqüente a uma absorção ruim e uma
nutrição deficiente. Os sintomas clássicos incluem: diarréia, perda de peso,
dor e distensão abdominal, fadiga, ulceração oral, pequena estatura, puberdade
tardia, artrites.Em doença celíaca, anticorpos IgG são mais sensíveis que os
anticorpos IgA, mas este último (IgA) é mais específico que IgG. Os níveis de
anticorpos IgA decrescem com a dieta livre de glúten.

Referência: Negativo

ANTICORPOS IGM ANTI PLASMODIUM FALCIPARUM (MALÁRIA)

Material: soro

Método: Imunofluorescência Indireta

Coleta: jejum não obrigatório

Código CBHPM: 40307492

Referência: IgM: Negativo: Título menor ou igual a 1/20

ANTICORPOS IRREGULARES – ANTI – ERITRÓCITOS

Material: soro

Sinônimo: AGLUTININAS IRREGULARES,AGLUTININAS ANTI RH

Método: Gel Centrifugação.

Código CBHPM: 40304043

Interpretação: Anticorpos irregulares – são todos os anticorpos
anti-eritrocitários encontrados no soro ou plasma, que não sejam os de
ocorrência natural (anti-A e anti-B). A imunização a antígenos (estranhos) pode
ser resultado de gravidez e/ou transfusão de sangue prévia. Eventualmente, a
causa da imunização pode não ser identificada.

Após a exposição a células estranhas via transfusão de sangue ou
gravidez, alguns indivíduos formam anticorpos capazes de destruir os
eritrócitos transfundidos ou os eritrócitos fetal intra útero.

Usado para pesquisar eritrócitos compatíveis para transfusão, na
avaliação pré-natal, na avaliação da Doença Hemolítica Peri-Natal (DHPN), na
avaliação de alguns processos patológicos, na resolução de problemas de reações
transfusionais e nos testes de triagem de doadores.

Obs: Recente administração de globulina Rh imune pode provocar a
presença de anti-D e aparecer resultados falsos positivos. Não é útil para
monitorar a eficácia da administração de globulina Rh.

Referência:

Não reagente.

ANTIESTREPTOLISINA O

Material: soro

Sinônimo: ASO, ASLO

Método: Imunoturbidimetria

Coleta: Jejum de 4 horas. Em crianças pequenas recomenda-se a coleta
antes da próxima alimentação. Hemólise e lipemia atuam como interferentes.

Código CBHPM: 40306445

Interpretação: diagnóstico e avaliação de processos infecciosos por
Streptococcus do grupo A (principalmente S. pyogenes); diagnóstico e avaliação
de febre reumática e glomerulonefrite aguda.

A estreptolisina O é uma proteína de capacidade hemolítica, produzida
pelos estreptococos do grupo A. Em indivíduos infectados por estes organismos,
esta proteína age como antígeno, elicitando resposta imune do paciente. Os
títulos iniciam sua ascensão em cerca de 7 dias, atingindo picos em cerca de
14-30 dias. Na ausência de complicações ou reinfecção, estes títulos decrescem
a níveis pré-infecção em cerca de 6-12 meses. É possível o encontro de
situações falso-positivas, mas, em geral, testes com títulos elevados estão
associados a processos infecciosos vigentes ou passados por estreptococos, ou
quadros de glomerulonefrites pós-estreptocócicas e febre reumática. Em casos
com suspeita clínica e títulos não reagentes ou diminuídos, é recomendável a
repetição do teste em períodos de duas a quatro semanas. Títulos
persistentemente elevados podem estar associados a estado de portador
estreptocócico sem patologia associada.

Referência:

CRIANÇAS IDADE PRÉ-ESCOLAR: <= 100 IU/mL

CRIANÇAS IDADE ESCOLAR: <= 250 IU/mL

ADULTOS: <= 200 IU/mL

ANTÍGENO DO CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS (SCC)

Material: Soro

Método: Enzimaimunoensaio

Coleta: jejum não obrigatótio

Referência: Até 1,2 ng/mL

APOLIPOPROTEÍNA A-1

Material: soro

Método: Imunoturbidimetria

Coleta: Jejum obrigatório. Suspensão de qualquer medicamento a base de
fenobarbital, carbamazepina, diuréticos. Fumo e dietas de carboidratos também
alteram resultado do exame.

Código CBHPM: 40301354

Interpretação: avaliação de risco para doença cardíaca coronariana;
diagnóstico diferencial de hiperlipidemias.

A apolipoproteína A é o principal componente do HDL-colesterol. Sua
dosagem está associada à determinação de risco cardíaco, e valores menores são
associados a maior risco de desenvolvimento de aterosclerose.

Valores aumentados: dislipidemia familiar, exercício crônico vigoroso,
uso moderado de álcool.

Valores diminuídos: hipoalfalipoproteinemia familiar, doença de
Tangier, hipertrigliceridemia e pancreatites.

Referência: Homem : 79,0 a 169,0 mg/dL

Mulher : 76,0 a 214,0 mg/dL

APOLIPOPROTEÍNA B

Material: soro

Método: Imunoturbidimetria

Coleta: Jejum obrigatório. Suspensão de qualquer medicamento a base de
andrógenos, diuréticos, corticosteróides, pois estes alteram o resultado do
exame.

Código CBHPM: 40301362

Interpretação: avaliação do metabolismo lipídico; avaliação de risco
cardíaco.

O termo apolipoproteína refere-se à fração exclusivamente protéica das
lipoproteínas (porção estrutural que permite a manutenção dos lipídeos em
solução durante a circulação na corrente sanguínea). A Apolipoproteína B
(Apo-B100) é um composto de 500 kD, sendo produzida majoritariamente no fígado,
funcionando como carreadora de colesterol às células. Mais de 90% das
LDL-colesterol são Apo-B, mas VLDL e IDL também a contém. Níveis elevados de
apo-B podem ocorrer em casos de hiperlipidemia familiar combinada e hiperlipidemia
adquirida (onde funciona como fator adicional de diagnóstico diferencial). De
modo geral a interpretação dos resultados de Apo-B é similar à interpretação
aplicada ao colesterol LDL.

Referência:

Homem : 40,0 a 174,0 mg/dL

Mulher : 46,0 a 142,0 mg/dL

 

ARSÊNICO, SANGUE TOTAL

Material: Sangue
total com EDTA

Método:
Espectrofotometria de Absorção Atômica

Referência:
Inferior a 10 ug/L

AST – ASPARTATO AMINOTRANSFERASE

Material: soro

Sinônimo: AST,
TGO, Transaminase oxalacética

Método: Enzimático/automatizado

Coleta: Jejum
obrigatório de 4 horas.

Código CBHPM:
40302504

Interpretação:
determinação de dano celular do parênquima hepático; marcador auxiliar de
infarto agudo do miocárdio e pericardite.

A AST/TGO é
principalmente originada a partir do coração, fígado, musculatura esquelética,
rins, pâncreas, baço, pulmão. Valores muito elevados sugerem hepatites ou
outras formas de necrose hepatocelular, podendo ser encontrados em tumores
necróticos grandes ou hipóxia, insuficiência congestiva e choque. Elevações de
AST não explicadas devem ser investigadas.

Valores
aumentados: doenças hepáticas [necrose ativa do parênquima (ex. viroses
hepatoespecíficas e não hepatoespecíficas com acometimento hepático), doença
biliar extrahepática, congestão, insuficiência cardíaca, cirrose, obstrução
biliar, neoplasia primária ou metastática, granulomas, isquemia hepática,
eclampsia, drogas hepatotóxicas], doenças músculo esqueléticas (injeções
intramusculares, mioglobinúria), infarto agudo do miocárdio, pancreatite aguda,
dano intestinal (ex. cirurgia, infarto), infarto pulmonar, infarto cerebral,
neoplasmas cerebrais, infarto renal, queimaduras, intoxicações, anemias
hemolíticas, distrofia muscular de Duchenne, trauma, choque, hipotireoidismo.

Valores
diminuídos: azotemia, diálise renal crônica, estados de deficiência de
piridoxal fosfato (ex. desnutrição, gravidez, doença hepática alcoólica).

Valores normais:
angina pectoris, insuficiência coronariana, pericardite.

Interferentes:
stress muscular +, heparina +, salicilatos +, opiáceos +, tetraciclinas +,
isoniazida +, lipemia +, hemólise +, oxacilina +, ampicilina +, uremia -,
metronidazol -, progesterona +, esteróides anabolizantes +.

Referência: Ate
40,0 U/L

ASPERGILLUS – ANTICORPOS

Material: Soro

Sinônimo:
Aspergilose

Método:
Contraimunoeletroforese

Coleta: jejum não obrigatótio.

Código CBHPM:
40306453

Interpretação:
diagnóstico da aspergilose.

O teste é positivo
em 90% dos pacientes com aspergiloma e em 70% dos pacientes com aspergilose
broncopulmonar, sendo menos freqüentemente encontrado em aspergiloses
invasivas. Para o diagnóstico, qualquer título é significativo e uma ascensão
de 4 vezes ou mais do título entre duas amostras pareadas colhidas com
intervalo de 2 semanas é confirmatória da infecção recente. Títulos de fixação
do complemento maiores que 1/64 são considerados significativos de infecção
recente. Em pacientes imunodeprimidos reações negativas não afastam a
possibilidade da doença.

Referência:
Aspergillus sp.: Não reagente

 

ATIVADOR DO PLASMINOGÊNIO TECIDUAL

Material: Plasma
citratado

Sinônimo: Antígeno
tPA; Ativador Tissular do Plasminogênio

Método:
Enzimaimunoensaio

Coleta: jejum não obrigatório

Código CBHPM:
40304078

Interpretação:  Ativador do plasminogênio tecidual (tPA) é uma
protease sérica secretada que converte a proenzima plasminogênio em plasmina,
que é uma enzima fibrinolítica. O papel clássico do tPA é no sistema de
coagulação.

O tPA é utilizado
em doenças que apresentam coágulos de sangue, tais como embolia pulmonar,
infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, em um tratamento médico
chamado trombólise.

Referência: 1 a 20
ng/mL

AUTOANTICORPOS ANTI-PROTEÍNA P RIBOSSOMAL

Material: soro

Sinônimo: Anti – P

Método: ELISA

Coleta: jejum não obrigatótio.

Interpretação: A
pesquisa de anticorpos antiproteína P ribossomal é um teste complementar na
investigação diagnóstica do lúpus eritematoso sistêmico. Está presente em 10 a
15% dos casos e é considerado um marcador específico dessa enfermidade. É
também útil na investigação de um quadro ou surto de psicose em pacientes com
lúpus, pois há evidência de associação da presença desse auto-anticorpo com a
atividade da doença e manifestações neuropsiquiátricas.

Referência: 

Não
reagente: Inferior a 10,0 U/mL

Reagente : Superior
a 10,0 U/mL

CITOMEGALOVÍRUS – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Sinônimo:
Anticorpos anticitomegalovírus-IgG

Método:
Eletroquimioluminescência – ECLIA

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40306666

Interpretação:
Sintomas: em indivíduos imunocompetentes pode ser assintomático ou discreto
mal-estar e febre baixa, até doenças graves que comprometem o aparelho
digestivo, sistema nervoso central e retina. Variam de uma pessoa para outra.

Transmissão:
através do contato íntimo com fluidos biológicos contaminados (urina, saliva,
leite materno,sémen, secreções cervicais, fezes), hemoderivados infectados e,
ocasionalmente, órgãos transplantados. A infecção primária pode ser adquirida
em diferentes períodos de vida (infecção congênita e pós-natal). O
citomegalovírus permanece em estado latente no organismo e qualquer baixa na
imunidade do hospedeiro pode reativar a infecção.

Anticorpos da
classe IgM: surgem algumas semanas após a infecção, aumentam e depois diminuem
lentamente no decorrer de quatro a seis meses.

É de importância
particular em: doentes imunocomprometidos, cujos sintomas podem ser graves e
até mesmo fatal, mulheres jovens em idade fértil ou grávidas, para evitar a
transmissão para o feto, receptores e dadores de órgãos e doadores de sangue.

Referência: 

Reagente: Superior a 1,0 U/mL

Inconclusivo:
Entre 0,5 até 1,0 U/mL*

Não Reagente:
Inferior a 0,5 U/mL

*Resultados
inconclusivos deverão ser analisados novamente através da coleta de uma nova
amostra após o período de duas semanas.

 

B-HCG – GONADOTROFINA BETA CORIÔNICA URINÁRIA

Material: Urina 24
horas ref

Método:
Radioimunoensaio

Coleta: Coleta de
urina 24 h.

Código CBHPM:
40305759

Referência:

 Homens: até 5 UI/24h

Mulheres: 

Pré-menopausa: até 5 UI/24h

Pós-menopausa: até
10 UI/24h

Gravidez 5
semanas: 60 a 7100 UI/24h

5-6 semanas: 110 a
16200 UI/24h

3° trimestre: 3360
a 43500 UI/24h

BAAR – CULTURA

Material: escarro

Sinônimo: Cultura
de bacilos de Koch, Bacilo Álcool ácido

Método: Semeadura
em meio Ogawa Kudoh

Coleta: Amostra
coletada em 3 dias consecutivos ou alternados. O material deve ser colhido em
frasco estéril de tampa rosqueável ou Amies (meio com carvão ativado). Urina:
1ª urina da manhã: colher todo o volume após desprezar o 1° jato urinário.

Código CBHPM: 40310159

Interpretação:
diagnóstico de processos infecciosos causados por micobactérias.

As infecções
causadas por micobactérias têm aumentado sua incidência devido ao aumento no
número de casos de imunodeficiência e ao desenvolvimento de resistência aos quimioterápicos
observado na atualidade. Processos patológicos causados por estes
microorganismos são de difícil diagnóstico, devido à característica crônica e
inespecífica do processo e à dificuldade de isolamento do germe nos locais
afetados. Micobactérias são microorganismos exigentes, e seu cultivo demanda
muitos cuidados, que oneram seu custo e condicionam a culturas geralmente muito
demoradas. Contudo, a cultura para BAAR oferece sensibilidade adicional à
abordagem diagnóstica, além de servir como subsídio epidemiológico.
Clinicamente, a opção de pesquisa de micobactérias por PCR melhorou a
capacidade do laboratório em responder com boa sensibilidade e maior rapidez à
necessidade diagnóstica. Os materiais empregados podem ser variados, desde
escarro, sangue, urina, biópsia, etc.

Referência:
Negativa

 

BAAR – PESQUISA NO LCR

Material: líquor

Sinônimo: Bacilos
álcool-ácido resistentes, Baciloscopia

Método:
Microscopia (Coloração de Ziehl-Neelsen)

Coleta: Médico
neurologista.

Código CBHPM:
40310051

Referência:
Negativa

BAAR- PESQUISA

Material: escarro

Sinônimo: Bacilos
álcool-ácido resistentes, Baciloscopia

Método:
Microscopia (Coloração de Ziehl Neelsen)

Coleta: Escarro,
lavado brônquico e urina.

Pode ser realizado
na linfa, devendo dessa forma ser coleta do lóbulo da orelha ou prega do
cotovelo e ser enviada as lâminas.

Código CBHPM:
40310051

Interpretação:
diagnóstico de processos infecciosos causados por micobactérias.

As infecções
causadas por micobactérias têm aumentado sua incidência devido ao aumento no
número de casos de imunodeficiência e ao desenvolvimento de resistência aos
quimioterápicos observado na atualidade. Processos patológicos causados por
estes microorganismos são de difícil diagnóstico, devido à característica
crônica e inespecífica do processo e à dificuldade de isolamento do germe nos
locais afetados. A opção de pesquisa de micobactérias por PCR melhorou a
capacidade do laboratório em responder com boa sensibilidade e maior rapidez à
necessidade diagnóstica. Os materiais empregados podem ser variados, desde
escarro, sangue, urina, biópsia, etc.

Referência:
Negativa

Positivo :
presença de B.A.A.R

A Pesquisa de
BAAR, compreende as pesquisas de Mycobacterium tubercolosis e Mycobacterim
leprae.

BACILO DIFTÉRICO METACROMÁTICO

Material: Secreção
Orofaringe

Método:
Microscopia (Coloração de Layborn)

Coleta: Coletar
secreção de faringe e laringe – 2 Lâminas.

Interpretação:
auxiliar no diagnóstico da difteria.                                                  

A difteria é uma
patologia causada pelo Corynebacterium diphteriae, caracterizando-se por
inflamação na faringe, febre, fadiga e formação de pseudomembrana típica, que
interfere com a via respiratória, coração, sistema nervoso e rins pela formação
de toxina diftérica. Seu diagnóstico é geralmente clínico, mas a pesquisa de
bacilos metacromáticos cuidadosamente coletados a partir da face anterior da
pseudomembrana pode ser um importante auxiliar diagnóstico. O cultivo de
corinebactérias é possível, mas seu uso clínico é bastante reduzido.

Referência:
Identificação presuntiva – Caracteres morfologicos

Bacilos com
Granulaçoes Metacromaticas – BGP

 

BACTERIOSCÓPICO – CONTEÚDO VAGINAL

Material: Secreção
Vaginal/Lâminas

Método:
Microscopia (Coloração de Gram)

Coleta: 1 – A
paciente não deve fazer a higiene genital antes da colheita do material. 2 –
Pode ser colhida no período da tarde, desde que a paciente não tenha feito a
higiene genital há pelo menos 2 horas.

Realizar a coleta,
preferencialmente com alça descartável, e colocar o material em lâmina.

Código CBHPM:
40310060

Interpretação:
diagnóstico das vaginites; pesquisa de Trichomonas, Gardnerella, Leptothrix,
diplococos Gram-Negativos, Streptococcus, Mobiluncus, Fusobacterium, fungos com
pseudo-filamentação e elementos isolados; informar a relação leucócitos
polimorfonucleares/células epiteliais.

Referência:
Bacterioscopia negativa

BANDA OLIGOCLONAL , LCR

Material: líquor

Sinônimo:
Proteinograma

Método:
Focalização Isoelétrica,Nefelometria, Imunoturbidimetria

Coleta: Médico neurologista
para coleta do LCR, enviar no minimo 5 mL.

O envio de amostra
de liquor para este exame poderá ser feito em tubo de transporte, exceto quando
cadastrado juntamente com exames de microbiologia, que obrigatoriamente deverá
ser enviado no frasco original.

Código CBHPM:
40309134

Interpretação:
auxílio ao diagnóstico dos processos inflamatórios do sistema nervoso central
(esclerose múltipla, panencefalite esclerosante, outras doenças degenerativas).

Referência: 

Proteinas totais : 8,0 – 32,0 mg/dL

Albumina no LCR :
0,0 – 35,0 mg/dL

IgG no LCR : 0,48
– 5,86 mg/dL

Bandas
Oligoclonais : ausente

 

BARBITURATO

Método:
Imunoenzimático

Coleta: Conforme
orientação médica.

Código CBHPM:
40301370

Referência:
Negativo

BARREIRA HEMATO – ENCEFÁLICA

Material: Soro e
Líquor

Método:
Nefelometria

Coleta: Líquor
coletado pelo médico assistente.

Interpretação: A
dosagem dos níveis de albumina no LCR são usados principalmente para avaliar a
integridade da barreira hematoencefálica. O grau de permeabilidade pode ser
avaliado dosando a albumina no LCR e soro ao mesmo tempo

Referência:
Albumina no líquor : até 35,0 mg/dL

Albumina no soro :
3,5 – 5,0 g/dL

IgG no líquor :
0,3 – 3,4 mg/dL

IgG no soro : 672
– 1440,0 mg/dL (adulto)

Índice de IgG :
até 0,8

Síntese de IgG :
até 3,3

 

BENZODIAZEPÍNICOS

Material: Urina DA

Método:
Imunoenzimático Colorimétrico

Coleta: Conforme
orientação médica.

Código CBHPM:
40301745

Interpretação:
detecção de drogas.

Referência:
Negativo

BETA – CAROTENO

Material: soro

Sinônimo: Caroteno

Método: HPLC

Coleta: jejum não obrigatório

Código CBHPM:
40301460

Interpretação: O
betacaroteno é um pigmento carotenóide, antioxidante natural (inibe radicais
livres, prevenindo o envelhecimento), beneficia a visão noturna, aumenta a
imunidade, dá elasticidade à pele, aumenta o brilho dos cabelos e o
fortalecimento das unhas, além de atuar no metabolismo de gorduras. É uma das
formas de se obter indiretamente a vitamina A.

Referência: 40,0 a
322,0 ng/mL

 

BETA 2 MICROGLOBULINA

Material: soro

Sinônimo: B 2M

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Jejum de 8
horas. Anotar uso de medicamentos.

Código CBHPM:
40306470

Interpretação: monitoramento
de função renal; marcador de rejeição de transplantes (especialmente renal);
avaliação e prognóstico de mielomas, leucemia linfocítica crônica e atividade
de SIDA. Sua dosagem urinária pode estar elevada em dano tubular.

Proteínas que
passam pela membrana basal glomerular no rim sofrem filtração diferenciada. A
permeabilidade é inversamente proporcional ao peso molecular. Apesar disto,
somente quantidades diminutas de proteína são detectáveis na urina, porque
grande parte das proteínas é reabsorvida nos túbulos.

A beta-2
microglobulina apresenta um PM de 12000 daltons, pertencendo à cadeia leve dos
antígenos HLA de membrana. Consiste de duas cadeias polipeptídicas: uma cadeia
pesada com estruturas antigênicas e uma cadeia leve. Sua determinação sérica
auxilia na avaliação clínica da atividade imune celular e como marcador tumoral
de linfócitos. Sua avaliação urinária permite observar distúrbios de filtração
renal. A proteína é sintetizada no sistema linfático.

Valores
aumentados: mieloma múltiplo, LLC, alguns linfomas não-Hodgkin malignos, outras
patologias que promovam ativação clonal de linfócitos, doença de Crohn,
hepatites, sarcoidose, vasculites, hipertireoidismo, infecções virais.

Valores
diminuídos: algumas patologias neoplásicas.                                                                                          

Referência: 609,0
a 2164,0 ng/mL

BETA 2 MICROGLOBULINA – URINÁRIA

Material: urina –
amostra isolada

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Instruções
Especiais:

Com a bexiga
vazia, beba um copo de água. 1 hora depois faça a colheita urinária.

Urina isolada.
Após a coleta ajustar o pH da amostra entre 6 e 8 com NaOH (hidróxido de sódio)
1,0 M.

Código CBHPM:
40306470

Interpretação:
monitoramento de função renal; marcador de rejeição de transplantes
(especialmente renal); avaliação e prognóstico de mielomas, leucemia
linfocítica crônica e atividade de SIDA. Sua dosagem urinária pode estar
elevada em dano tubular.

Proteínas que
passam pela membrana basal glomerular no rim sofrem filtração diferenciada. A
permeabilidade é inversamente proporcional ao peso molecular. Apesar disto,
somente quantidades diminutas de proteína são detectáveis na urina, porque
grande parte das proteínas é reabsorvida nos túbulos.

A beta-2
microglobulina apresenta um PM de 12000 daltons, pertencendo à cadeia leve dos
antígenos HLA de membrana. Consiste de duas cadeias polipeptídicas: uma cadeia
pesada com estruturas antigênicas e uma cadeia leve. Sua determinação sérica
auxilia na avaliação clínica da atividade imune celular e como marcador tumoral
de linfócitos. Sua avaliação urinária permite observar distúrbios de filtração
renal. A proteína é sintetizada no sistema linfático.

Valores
aumentados: mieloma múltiplo, LLC, alguns linfomas não-Hodgkin malignos, outras
patologias que promovam ativação clonal de linfócitos, doença de Crohn,
hepatites, sarcoidose, vasculites, hipertireoidismo, infecções virais.

Valores
diminuídos: algumas patologias neoplásicas.

Referência: Até
300,0 ng/mL

 

BETA-GALACTOSIDASE, EM LEUCÓCITOS

Material: sangue
total Heparinizado

Sinônimo:
Gangliosidose GM1,Galactosialidose,Mucopolis. IV B

Método:
Fluorimétrico de inativação pelo calor

Coleta: Jejum
necessário.

Interpretação:
avaliação diagnóstica de Gangliosidose GM1, Galactosialidose,
Mucopolissacaridose IV B

A Galactosialidose
e uma doenca de acumulo lisossomal devido a deficiencia de neuraminidase e
beta-galactosidase. O modo da heranca e autossomica recessiva e possui como
caracteristica o acumulo lisossomal de sialiloligossacarideos. Os pacientes
apresentam hepatoesplemonegalia, ascites, edema e dismorfia e manchas oculares
vermelho-cereja.

Referência: VR:
552 A 1662 nmol/h/mg prot.

VR % : 48% A 89%

BETA-GLICURONIDASE, PLASMA

Material: Plasma
heparinizado

Sinônimo:
Mucopolissacaridose tipo VII e Mucolipidose

Método: Ensaio
Enzimático

Coleta: Coletar
5,0 mL de sangue com Heparina, separar o plasma e congelar.

Código CBHPM:
40301389

Interpretação: A
Síndrome de Sly é também conhecida como Mucopolissacaridose do Tipo VII (MPS
VII). As Mucopolissacaridoses (MPS) são doenças do metabolismo e hereditárias
causadas por erros que levam a falta de funcionamento adequado de determinadas
enzimas. No lisossomo, existem mais de trezentas enzimas para fazer a digestão
de cada substância do organismo e quando existe uma enzima que não funciona
temos uma doença de depósito lisossomal, pois como a substância não é digerida
será acumulado dentro do lisossomo, deixando a célula grande.

Síndrome de Sly ou
mucopolissacaridose tipo VII é uma doença extremamente rara caracterizada por
uma deficiência da enzima lisossomal chamada beta-glucuronidase, acumulando
nesse caso dermatan e heparansulfatos.

Referência: 30,0 a
300,0 nmol/h/mL

 

BICARBONATO, URINA

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método: Eletrodo
Íon Seletivo

Código CBHPM:
40302407

Referência: 20 a
50 mEq/L

BILIRRUBINAS

Material: soro

Método:
Enzimático/automatizado

Coleta: Jejum não
obrigatório. Deve ser suspensos medicamentos a base de anfotericina B,
Levodopa, Nitrofurantoína e Piroxicam.

Código CBHPM:
40301397

Interpretação:
investigação e monitoramento de doenças e condições hepatobiliares e
hemolíticas. A bilirrubina total compreende a fração conjugada, não conjugada e
delta. A bilirrubina direta compreende a fração delta e conjugada, enquanto que
a bilirrubina indireta compreende a fração não conjugada. Altos níveis de
bilirrubina total e direta podem ser vistos em doença hepatocelular e biliar
(intra ou extra-hepática). Bilirrubina indireta elevada pode ocorrer em casos
onde a taxa de produção de bilirrubina excede a taxa de conjugação,
especialmente em casos de hemólise ou anemia megaloblástica, além de síndrome
de Gilbert. Neonatos exibem icterícia fisiológica com bilirrubina indireta.
Várias substâncias medicamentosas são associadas com aumento de bilirrubina, e
mais raramente, diminuição espúria. Pele amarelada (ictérica) com níveis
normais de bilirrubina pode estar associada a hipercarotenemia.

Referência: 

Crianças 0 a 1 dia : 

Bilirrubina Total : < 5,8 mg/dL

1 a 2 dias :
Bilirrubina Total : < 8,2 mg/dL

3 a 5 dias :
Bilirrubina Total : < 11,7 mg/dL

 

Adultos:
Bilirrubina Total : 0,2 à 1,0 mg/dL

Bilirrubina Direta
: 0,1 à 0,4 mg/dL

Bilirrubina
Indireta : 0,1 à 0,6 mg/dL

 

BIOTINIDASE, PLASMA

Material: Plasma
heparinizado

Sinônimo:
Deficiência de Biotinidase

Método: Ensaio
Enzimático

Coleta: jejum não obrigatório

Interpretação: A
biotinidase é uma importante enzima no nosso organismo. Pessoas com deficiência
da biotinidase não possuem atividade da biotinidase suficiente. Indivíduos com
deficiência da biotinidase possuem a atividade da enzima inferior a 10% do
normal e às vezes não têm nenhuma atividade. Estas pessoas com atividade da
biotinidase inferior a 10% da média normal têm deficiência profunda de
biotinidase. Os pais de crianças com deficiência da biotinidase têm
aproximadamente 50% da atividade normal da biotinidase, o que é suficiente para
prevenir problemas de saúde. As pessoas que possuem a atividade da biotinidase
entre 10 e 30% do normal possuem deficiência parcial de biotinidase. As duas
formas requerem tratamento. A figura abaixo ilustra os percentuais de
atividades da biotinidase no sangue e os compara com a atividade normal.

Referência: 5,1 a
10,0 nmol/min/mL

BISMUTO

Material: Sangue
total com EDTA

Método:
Espectrofotometria de Absorção Atômica

Referência:
Inferior a 10 µg/L

BISMUTO, URINA
,Material: urina 24
horas

Método:
Espectrofotometria de Absorção Atômica

Referência:
Inferior a 15 µg/g creatinina

BLASTOMICOSE – ANTICORPOS (PARACOCCIDIOIDOMICOSE)

Material: Soro

Sinônimo:
Paracoccidioidomicose Anticorpos

Método:
Imunodifusão radial

Coleta: jejum não obrigatório

Código CBHPM:
40306496

Interpretação:
diagnóstico de Paracoccidioidomicose.

A Blastomicose
Sul-Americana (Paracoccidioidomicose), causada pelo fungo dimórfico
Paracoccidioides brasiliensis, é uma doença crônica granulomatosa que
virtualmente pode atingir a todos os tegumentos, causando formas superficiais,
profundas e mucocutâneas. As formas pulmonares têm sido crescentemente
apontadas como complicadores de pacientes imunossuprimidos. Seu diagnóstico
baseia-se especialmente no isolamento e identificação do agente específico,
mas, em virtude do processo cultural ser demorado, do exame de pesquisa direta
apresentar baixa sensibilidade, e da forma clínica inespecífica que os casos
podem assumir, algumas vezes é necessária a utilização da sorologia. A pesquisa
de anticorpos anti-paracoccidioides torna-se importante quando se observam
títulos muito elevados de anticorpos, ou quando existe aumento significativo de
títulos entre duas coletas espaçadas. O uso desta sorologia para monitorar
tratamento não é muito indicado pelo fato do decréscimo de títulos ser
relativamente lento. O uso de classe IgM Específica não apresenta grande
utilidade pela característica crônica do processo infeccioso.

Referência: Não
reagente

 

BNP – PEPTÍDEO NATRIURÉTICO

Material: plasma com
EDTA

Método:
Quimioluminescência

Coleta: jejum não obrigatório

Código CBHPM:
40302776

Interpretação:
diagnóstico , prognóstico e tratamento da insuficiência cardíaca crônica (ICC).

O proBNP, composto
por 108 aminoácidos, é secretado principalmente pelo ventrículo, neste
processo, sofre uma clivagem em BNP (77-108) fisiologicamente ativo e no
fragmento N-terminal, NT-proBNP (1-76).

A insuficiência
cardíaca crônica é um síndrome clínico provocado pela limitação da função
cardíaca de bombeamento. A gravidade da insuficiência cardíaca é classificada
por fases, com base nos sintomas ( classificação de New York Association – NYHA
). Para o diagnóstico da insuficiência ventricular esquerda são utilizados
testes clínicos e meios complementares de diagnósticos, como a imagiologia. O
significado clínico dos peptídeos natriuréticos no controle da função do
aparelho cardiovascular foi demonstrado e estudos iniciais revelam que os
peptídeos natriuréticos podem ser utilizados para o diagnóstico de problemas
associados a insuficiência ventricular esquerda.

Nos indivíduos com
insuficiência ventricular esquerda, as concentrações séricas e plasmáticas do
BNP aumentam. As alterações registradas na concentração do NT-proBNP pode ser
utilizadas para avaliar o sucesso do tratamento em doentes com insuficiência
ventricular esquerda. Além desta aplicação pode ser útil para verificar se os
sintomas tem causas cardíacas ou não cardíacas.

Referência:
Inferior a 100 pg/mL

 

BRUCELOSE

Material: soro

Sinônimo: Rosa
Bengala

Método:
Aglutinação Bacteriana

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40306500

Interpretação:
diagnóstico e avaliação da brucelose.

A brucelose é uma
patologia febril aguda, causada por bactérias do gênero Brucella sp. Esta
zoonose pode afetar essencialmente qualquer órgão, e sua contaminação se dá
geralmente por ingestão de alimentos contaminados de origem animal. É associada
à contaminação ocupacional em veterinários, fazendeiros, açougueiros e
trabalhadores do campo. Os processos infecciosos podem ser subclínicos e
raramente são crônicos. Seu diagnóstico definitivo é realizado por hemocultura
específica, mas sua característica transitória faz com que a sorologia seja o
principal dado diagnóstico. Sua interpretação pode ser complicada pela presença
de infecções subclínicas e níveis persistentes de anticorpos. Títulos IgG
específicos crescentes na presença de títulos IgM específicos praticamente
estabelecem o diagnóstico. Contudo, devido ao fato de que a sorologia é
geralmente realizada tardiamente, é difícil a observação de títulos IgG
crescentes. De toda forma, títulos altos persistentes podem diagnosticar a
doença crônica, e aumento de títulos IgG pode estar associado à recidiva. Casos
de tularemia podem estar associados à presença de altos títulos de anticorpos
anti-Brucella.

Referência: Não
reagente

BRUCELOSE – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Método: ELISA

Coleta: jejum não obrigatório

Código CBHPM:
40306500

Interpretação:
diagnóstico e avaliação da brucelose.

A brucelose é uma
patologia febril aguda, causada por bactérias do gênero Brucella sp. Esta
zoonose pode afetar essencialmente qualquer órgão, e sua contaminação se dá
geralmente por ingestão de alimentos contaminados de origem animal. É associada
à contaminação ocupacional em veterinários, fazendeiros, açougueiros e
trabalhadores do campo. Os processos infecciosos podem ser subclínicos e
raramente são crônicos. Seu diagnóstico definitivo é realizado por hemocultura
específica, mas sua característica transitória faz com que a sorologia seja o
principal dado diagnóstico. Sua interpretação pode ser complicada pela presença
de infecções subclínicas e níveis persistentes de anticorpos. Títulos IgG
específicos crescentes na presença de títulos IgM específicos praticamente
estabelecem o diagnóstico. Contudo, devido ao fato de que a sorologia é
geralmente realizada tardiamente, é difícil a observação de títulos IgG
crescentes. De toda forma, títulos altos persistentes podem diagnosticar a
doença crônica, e aumento de títulos IgG pode estar associado à recidiva. Casos
de tularemia podem estar associados à presença de altos títulos de anticorpos
anti-Brucella.

Referência:

Índice
Interpretação

Inferior a 9,0 Não
Reagente

Entre 9,0 e 11,0
Inconclusivo

Superior a 11,0
Reagente

BRUCELOSE – ANTICORPOS IGM

Material: soro

Método:
Enzimaimunoensaio

Coleta: jejum não obrigatório

Código CBHPM:
40306518

Referência:

Índice
Interpretação

Inferior a 9,0 Não
Reagente

Entre 9,0 e 11,0
Inconclusivo

Superior a 11,0
Reagente

 

 

FATOR NEUROTRÓFICO DERIVADO DO CÉREBRO (BDNF)

Material: Soro
congelado

Método:
Enzimaimunoensaio

Coleta: jejum não
obrigatório

Referência: 6186 a
42580 pg/mL

BIOTINA, VITAMINA B8

Material: Soro

Sinônimo: Biotina,
Vitamina B8

Método:
Enzimaimunoensaio

Coleta: jejum não
obrigatório

Referência: 

Nível
baixo: Inferior a 100 ng/L

Nível normal: 100
a 250 ng/L

Nível ótimo:
Superior a 250 ng/L

CA 15-3

Material: soro

Sinônimo: Br 15-3,
cancêr de Mama

Método:
Eletroquimioluminescência (ECLIA)

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40316378

Interpretação:
monitoramento de recidiva sistêmica de carcinoma de mama após diagnóstico e
terapia inicial.

O CA 15-3 é uma
glicoproteína de alto peso molecular, presente no epitélio mamário, conhecida
como episialina. Sua determinação apresenta resultados elevados em pacientes
com câncer metastático em mama, pâncreas, pulmão, colo-retal e fígado. Cerca de
20-35% dos pacientes com carcinoma de mama estágios I e II apresentam CA 15-3
elevado, tornando-o a determinação mais útil em pacientes com a doença em estados
mais avançados. Seu uso apresenta limitações como teste de triagem para câncer
de mama, devido à baixa sensibilidade. Sua capacidade de monitoramento
terapêutico é também reduzida, porque níveis em declínio nem sempre são
associados à melhora clínica ou histopatológica. Contudo, apresenta maior
sensibilidade para a detecção de recidivas do que qualquer outro marcador.

Referência: 0,0 a
30,0 U/mL

 

4-CLOROCATECOL

Material: Urina 24
horas

Método:
Cromatografia de Gases

Referência:
Inferior a 150 mg/g de creatinina

ÁCIDO CÍTRICO (CITRATO) – SORO

Material: Soro

Método:
Espectrofotometria

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40311015

Referência: 1,2 a
2,6 mg/dL

CA 125 II

Material: soro

Sinônimo: CA-OV,
neoplasias de ovário e endométrio

Método:
Eletroquimioluminescência (ECLIA)

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40316378

Interpretação:
monitoramento de câncer ginecológico; avaliação de processos metastáticos de
origem desconhecida.

O CA 125 é um
antígeno oncofetal com alto PM, correspondendo a glicoproteínas produzidas
pelas células epiteliais ovarianas. Cerca de 1% da população geral e 6% dos
indivíduos com patologias benignas podem apresentar discretas elevações de CA
125. Por outro lado, cerca de 80% dos pacientes com carcinoma ovariano
apresentam elevações nos níveis séricos de CA 125, que parecem correlacionar
com a extensão do tumor e prognóstico da doença. Mais de 50% dos casos de
carcinoma ovariano são de origem epitelial. Seus níveis também podem se
encontrar elevados em neoplasias ginecológicas não-malignas, e metástases de
mama, cólon, pâncreas e pulmão. Seu principal uso se associa ao monitoramento
de resposta ao tratamento de carcinoma ovariano. Níveis que não normalizam são
indicativos de focos residuais. Aumento de níveis após tratamento ou cirurgia
quase sempre representam recidiva do tumor. Contudo, alguns casos de recidiva
ou presença de massa residual não elevam os níveis de CA 125. Adicionalmente,
níveis elevados de CA 125 em períodos pós-cirúrgicos podem ser associados a
sinal de menor prognóstico.

A concentração
sérica do CA 125 é superior a 35 U/mL em aproximadamente 80% das mulheres com
carcinoma do ovário, 26% das mulheres com tumores benignos de ovário e em 66%
de pacientes em condições não-neoplásicas, inclusive o primeiro trimestre da
gravidez, fase folicular do ciclo menstrual, endometrioses, miomas uterinos,
salpingites agudas, tuberculose pélvico-peritoneal, cirrose hepática,
pancreatites e inflamações do peritônio, do pericárdio e da pleura.

Referência: Até
32,0 U/mL

CA 72-4

Material: soro

Sinônimo: câncer
gástrico, mama, pulmões e ovários

Método:
Eletroquimioluminescência (ECLIA)

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40316378

Interpretação:
marcador sérico para câncer gástrico, mama, pulmões e ovários.

CA 72-4 ou TAG72 é
encontrado em concentrações elevadas nos pacientes com carcinoma gástrico ou
câncer de ovário tipo mucinoso.

Principal uso: monitorar o tratamento e predizer o retorno de malignidade
gastrointestinal.Para o câncer gástrico, este marcador é mais sensível que o
CEA ou CA 19-9 e tem uma especificidade maior para diferenciar circunstancias
malignas de benignas. Usado conjuntamente com CA 125 no carcinoma ovariano
mucinoso. Níveis elevados podem ser encontrados nos pacientes com carcinoma colo
retal e do pâncreas , mama e pulmão. Níveis elevados são raramente encontrados
em processos benignos e inflamatórios. Combinado com o CA 19-9 e ou CA 125 ,
aumenta muito a sensibilidade do teste .

Referência: 0,0 a
6,0 U/mL

CÁDMIO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método: ICP-MS

CÁDMIO SANGUINEO

Material: Sangue
Total c/ EDTA- Tubo Trace

Método: ICP-MS

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40313190

Interpretação:
monitoração biológica da exposição ao cádmio; diagnóstico de intoxicação por
cádmio.

O cádmio
acumula-se a nível tecidual, principalmente nos rins e fígado. No sangue, está
presente principalmente nos eritrócitos (>95%). Indivíduos fumantes possuem
níveis de cádmio mais elevados no sangue do que os não-fumantes.

A exposição aguda
pela inalação resulta em sintomas respiratórios agudos (edema pulmonar,
pneumonia intersticial proliferativa, colapso cardíaco). A ingestão crônica
resulta em osteomalacia grave e disfunção renal semelhante a Fanconi.

Referência: Não
fumantes: 0,3 a 1,2 ug/L

Fumantes: 0,6 a
3,9 ug/L

 

 

CALCIO

Material: soro

Sinônimo: Calcemia

Método:
Colorimétrico/automatizado

Coleta: Jejum de 4
horas. Diuréticos, antiácidos, vit. D, podem aumentar a calcemia.
Corticosteroides e insulina podem diminuir.

Código CBHPM:
40301400

Interpretação:
avaliação de coma; investigação de pancreatites e outros problemas
gastrointestinais; nefrolitíase; polidipsia; poliúria; azotemia; adenomatose
endócrina múltipla; doenças malignas ou granulomatosas.

O cálcio é o
quinto elemento mineral mais abundante do organismo. Mais de 99% do cálcio
corporal está contido na parte óssea. O restante está principalmente
distribuído nos espaços extracelulares do organismo (o que explica certos
mecanismos de bombeamento imediato de cálcio do espaço extra para o
intracelular).

Sua presença no
soro está fisiologicamente distribuída: cerca de 45% circula na forma iônica
livre, 40% ligado a proteínas (especialmente albumina), e 15% ligado a ânions
diversos (bicarbonato, citrato, fosfato e lactato). Em virtude da possibilidade
de alterações imediatas e significativas das concentrações destes ligantes, em
algumas situações é preferido o uso da dosagem de cálcio ionizado.

A regulação dos
níveis de cálcio corporal é regida pela ação simultânea de três hormônios: PTH,
vitamina D e calcitonina, agindo em equilíbrio osteoclástico/osteoblástico,
absorção e excreção do elemento.

Valores
aumentados: neoplasias malignas (com ou sem envolvimento ósseo),
hiperparatireoidismo primário e terciário, sarcoidose, intoxicação com vitamina
D, síndrome do leite-álcali, doença de Paget, tireotoxicose, acromegalia, e
necrose tubular renal (fase diurética). Acidoses aumentam a disponibilização de
formas ionizadas, com aumento dos efeitos do cálcio. Garroteamento prolongado
na coleta, bem como alguns medicamentos (como antiácidos alcalinos, diuréticos,
estrogênios e progesterona, entre outros), podem elevar as dosagens de cálcio.

Valores
diminuídos: hipoalbuminemia (associada ou não a hipoparatireoidismo),
rabdomiólise, pseudohipoparatireoidismo, deficiência de vitamina D,
insuficiência renal crônica, deficiência de magnésio, terapia anticonvulsivante
prolongada, pancreatite aguda, transfusão sanguínea, alcoolismo e uso de
medicamentos (diuréticos, estrogênios, fluoretos, glicose, insulina, laxantes,
sais de magnésio, metilcilina e fosfatos).

Referência: 8,5 a
10,5 mg/dL

CÁLCIO IONIZADO

Material: soro

Sinônimo: Cálcio
iônico, Ca ionizável

Método: Calculado

Coleta: Jejum de 4
horas .

Código CBHPM:
40301419

Interpretação:
dosagem do cálcio plasmático bioativo.

A dosagem do cálcio
ionizado representa a concentração do cálcio livre e biologicamente ativo no
soro. O cálcio circula em quantidades quase iguais na forma livre e ligada a
proteínas (a albumina conta com cerca de 70% das proteínas que ligam o cálcio
em condições normais). Uma porção de íons cálcio não ligados à proteína liga-se
a ânions como bicarbonato, fosfato e citrato. Na presença de concentrações de
albumina anormais, a dosagem de cálcio ionizado fornece dados mais adequados
sobre o status de cálcio, permitindo melhor avaliação de estados hipo e
hipercalcêmicos. Ver Cálcio.

Referência: 1,05 a
1,30 mmol/L

CALCIO URINÁRIO

Material: urina 24
horas

Sinônimo:
Calciúria

Método:
Colorimétrico/automatizado

Coleta: Coletar
urina de 24 horas

Código CBHPM:
40301400

Referência: 42,0 a
353,0 mg/24h

 

CALCITONINA

Material: Soro

Sinônimo: CT,
Tirocalcitonina

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM:
40316165

Interpretação:
diagnóstico e monitoramento de carcinoma medular de tireóide

A calcitonina é um
polipeptídio de 32 aminoácidos produzido pelas células C ou parafoliculares da
tireóide. A secreção de calcitonina é estimulada fisiologicamente pelo cálcio.
Seus efeitos são a redução da reabsorção óssea osteoclástica. Sua determinação
é indicada para o diagnóstico e acompanhamento de pacientes com carcinoma
medular da tireóide, patologia cuja maioria dos casos produz níveis muito
elevados de calcitonina. Assim, pacientes com nódulo em tireóide e com
antecedentes familiares são indicados para dosagens de calcitonina, de modo a
instituir tratamento precoce. Testes basais normais com forte suspeita clínica
ou de pacientes com familiares afetados pela doença devem ser testados com
estímulo de cálcio e/ou pentagastrina.

Referência: 

Homem
: Até 18,2 pg/mL

Mulher : Até 11,5
pg/mL

Limite Mínimo de
Detecção do método: 2,0 pg/mL

 

CALPROTECTINA

Material: fezes

Método: ELISA

Interpretação:
Calprotectina (CP) é uma proteína anti-microbiana liberada pelos neutrófilos
polimorfonucleares no intestino frente a uma exposição da muscosa à uma
inflamação. Quando ligada ao cálcio, pode resistir à degradação por enzimas
leucocitárias e bacterianas. Está presente nas fezes em concentração mais alta
comparada aos seus níveis de plasma (aproximadamente cerca de 6 vezes). Os
valores da calprotectina fecal têm correlação proporcional ao grau de
inflamação da mucosa intestinal, sendo este portanto, um marcador sensível e
específico para detectar inflamação intestinal. A associação dos dois
marcadores fecais não aumenta a possibilidade de detecção da atividade
inflamatória; portanto podem ser usados isoladamente.

Valores
aumentados: diversos processos inflamatórios intestinais localizados tanto no
intestino delgado quanto no cólon (infecções gastro-intestinais, cancêr de
colo-retal); pacientes tratados recentemente com anti-inflamatórios
não-esteróides embora apresentem uma colonoscopia normal; cirrose hepática.
Crianças saudáveis em seu primeiro ano de vida podem apresentar valores
elevados, sem uma explicação clara sobre o assunto.

Referência: 

Negativo: < 50,0 ug/g

Indeterminado:
50,1 – 150,0 ug/g *

Positivo: >
150,1 ug/g

 

 

CAMPYLOBACTER – PESQUISA

Material: fezes

Sinônimo: Pesquisa
de Campilobacter jejuni

Método:
Microscopia

Coleta: Fezes
recente ou esfregaço em lâmina.

Interpretação:
diagnóstico de enterocolite aguda

Ocorre em qualquer
faixa etária, principalmente no verão.

Referência:
Negativa

CÁLCULO URINÁRIO – ANÁLISE

Material: Cálculo
Renal

Sinônimo: Calculo
Renal, cálculo vesical

Método:
Colorimétrico

Coleta: Material
colhido através de procedimento cirúrgico ou expelido naturalmente.

Código CBHPM:
40311040

Interpretação:
diagnóstico diferencial de pacientes com litíase urinária.

A formação de cálculos
renais depende de uma série de fatores metabólicos, anatômicos, infecciosos,
etc. A passagem de cálculos pelo trato urinário pode ser acompanhada de cólicas
renais, existindo a possibilidade de comprometimento de função renal, nos casos
em que ocorre obstrução por longos períodos. A análise da natureza do cálculo
urinário permite ao clínico um ponto de partida na investigação da causa de
litíases. Os cálculos mais comumente encontrados são os de oxalato de cálcio,
fosfatos e ácido úrico, podendo haver casos de cálculos mistos.

Referência:
Ausente

 

CANDIDA – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Sinônimo:
Anticorpos anti-candida albicans

Método:
Imunoensaioenzimático

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40306046

Interpretação: No
diagnóstico da candidíase sistêmica ou visceral.

Referência: Não
Reagente : < 5 U/mL

Inconclusivo: 5 a
7 U/mL

Reagente : > 7
U/mL

CANDIDA – ANTICORPOS IGM

Material: soro

Sinônimo:
Anticorpos anti-candida albicans

Método:
Imunosensaioenzimatico

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40306046

Referência:

Não Reagente :
< 20 U/mL

Inconclusivo : 20
a 25 U/mL

Reagente : > 25
U/mL

CAPACIDADE DE LIGAÇÃO DO FERRO

Material: soro

Sinônimo: CTLF

Método:
Colorimétrico

Coleta: Jejum de 4
horas. Não usar plasma nem soro lipêmico.

Código CBHPM:
40301427

Interpretação: avaliação
e diagnóstico de anemias crônicas por deficiência de ferro.

Referência: 228,0
a 428,0 ug/dL

 

CAPACIDADE LATENTE DE LIGAÇÃO DO FERRO

Material: soro

Sinônimo: CLLF

Método: Goodwin
modificado

Coleta: Jejum de 4
horas. Não usar plasma nem soro lipêmico.

Código CBHPM:
4.03.01.42-7

Interpretação:
avaliação e diagnóstico de anemias crônicas por deficiência de ferro.

Referência: 110,0
a 370,0 ug/dL

CARBAMAZEPINA

Material: SORO TOX
CSC

Sinônimo: Tegretol

Método:
Imunoenzimático Colorimétrico

Coleta: Jejum não
obrigatório ou conforme orientação médica. Colher sangue antes da próxima dose
do medicamento.

Código CBHPM:
40301435

Interpretação:
monitoramento de adequação terapêutica, eficácia, possível toxicidade e acerto
de dose para uso de carbamazepina.

A carbamazepina é
um dos mais populares agentes antiepiléticos em uso na atualidade, sendo
utilizada em epilepsia, controle de dor neurogênica, neuralgia trigeminal e
neuropatia diabética, além de uso documentado em distúrbio bipolar e outras
doenças psiquiátricas e neurológicas. Em relação à toxicidade, existem sintomas
associados à sua concentração (distúrbios de visão, ataxia, cefaléia,
sonolência, zumbido, etc.). As concentrações plasmáticas atingem pico 6 horas
após a ingestão. A droga induz as enzimas que a metabolizam (auto-indução). Seu
metabolismo é hepático, e seu clearence aumenta com o tempo (de 25-40 horas no
início para 15-25 horas em torno de 4 semanas). Sua ingestão pode causar
leucopenia e discrasias medulares, além de hipersensibilidade, hiponatremia,
osteomalacia e efeitos cardíacos. O efeito indutivo da droga interfere com a
maioria das drogas de metabolismo hepático, fazendo com que deva haver
adequação de dose de outros medicamentos quando em uso de carbamazepina.

Valores
aumentados: uso concomitante de drogas que inibam o sistema citocromo p450,
como izoniazida, fluoxetina, propoxifeno, verapamil, danazol, cimetidina,
eritromicina, lítio e ácido valpróico, entre outras.

Valores
diminuídos: uso concomitante de outros medicamentos que induzam o sistema
citocromo p450, além da falta de cooperação do paciente em tomar, devido aos
efeitos colaterais. Normalmente não há carbamazepina detectável no soro de
pessoas que não fazem uso da droga.

Referência:
Concentração terapêutica: 4,0 a 12,0 ug/mL

CARBOXIHEMOGLOBINA

Material: Sangue
total com EDTA

Sinônimo: CARBOXI

Método:
Espectrofotométrico (Co-oxímetro)

Coleta: Coletar
preferencialmente a vácuo. Após a coleta manter a amostra refrigerada e
enviá-la imediatamente ao laboratório. A amostra tem estabilidade de 5 dias.

Código CBHPM:
40313093

Interpretação:
Uso: avaliação da possível exposição e/ou envenenamento pelo monóxido de
carbono; diagnóstico diferencial de cefaléia, náusea, vômito, vertigem, coma,
etc; avaliação da exposição ocupacional; avaliação da exposição ao monóxido de
carbono em acidentes (incêndios, por exemplo).

O monóxido de
carbono é uma substância tóxica derivada da combustão de materiais orgânicos,
entre outros. A exposição a este gás pode ocorrer de várias formas, como em
ambientes fechados com tabagistas, motores, trânsito, incêndios, etc. A
intoxicação por monóxido de carbono pode ser uma ameaça imediata à vida, e
algumas vezes é necessário excluir a aspiração de fumaça na marcha de
atendimento clínico a um doente grave.

Em uma situação de
envenenamento por monóxido de carbono, os níveis de carboxihemoglobina permitem
o estabelecimento de prognóstico clínico: entre 10-20%, cefaléia e dispnéia;
acima de 20%: confusão e irritabilidade; acima de 50%:inconsciência; acima de
70%: risco imediato de morte. Sua toxicidade se relaciona mais à inibição da
respiração mitocondrial do que à interferência com o transporte de oxigênio
sanguíneo.

Referência: VR*:
até 1,0 % para não fumantes.

até 10% para
fumantes

 

CARDIOLIPINA – ANTICORPOS IGA

Material: soro

Sinônimo:
Antifosfolipideos, ACL IgA

Método: ELISA

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40306135

Interpretação: investigação
de pacientes com achados clínicos de síndrome de anticorpo fosfolípide
(tromboses recorrentes, perda fetal, trombocitopenia) primária ou secundária a
lúpus eritematoso sistêmico; diagnóstico diferencial de tromboses recorrentes;
síndromes semelhantes a lúpus; VDRL ou RPR falso-positivos; hemorragias.

A presença de
anticorpos anticardiolipina IgG ou IgM em títulos elevados (>100 gpL ou mpL
para IgG ou IgM respectivamente) está fortemente associada a quadros de
síndrome de anticorpo fosfolípide. Os anticorpos podem ser encontrados em
títulos mais baixos (30-100 gpL ou mpL) em quadros pós-infecciosos virais ou
mesmo bacterianos, após imunizações ou uso de medicamentos (nestes casos é mais
freqüente o achado de IgM).

Na maior parte dos
casos, os títulos anti-cardiolipina correlacionam-se com positividade para
anticoagulante lúpicos (um teste funcional), embora isto não seja de observação
obrigatória. A positividade é relatada em até 60% dos casos de lúpus
eritematoso sistêmico, e em menor quantidade em outras entidades patológicas
autoimunes. A positividade é também relatada em casos de abortos de repetição.
Os títulos podem estar sujeitos a significativas flutuações com o tempo.

Interferentes:
medicamentos (cloropromazina, fenitoína, fansidar, quinidina, quinino, hidralazina,
procainamida, fenotiazinas, interferon, cocaína); sífilis, infecções agudas,
neoplasmas, SIDA, baixos títulos presentes em idosos a despeito de processos
patológicos. Os anticorpos anticardiolipina estão presentes em até 5% de
pessoas normais.

Referência: 

Negativo : < 11,0 U/mL

Inconclusivo :
11,1 a 12,9 U/mL

Positivo : >
13,0 U/mL

 

CARDIOLIPINA – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Sinônimo:
Antifosfolipideos,ACL IgG

Método: FEIA –
(Fluorometric Enzyme Immunoassay)

Coleta: Jejum não
obrigatório. Evitar hemólise e lipemia.

Código CBHPM:
40306143

Interpretação:  investigação de pacientes com achados
clínicos de síndrome de anticorpo fosfolípide (tromboses recorrentes, perda
fetal, trombocitopenia) primária ou secundária a lúpus eritematoso sistêmico;
diagnóstico diferencial de tromboses recorrentes; síndromes semelhantes a
lúpus; VDRL ou RPR falso-positivos; hemorragias.

A presença de
anticorpos anticardiolipina IgG ou IgM em títulos elevados (>100 gpL ou mpL
para IgG ou IgM respectivamente) está fortemente associada a quadros de
síndrome de anticorpo fosfolípide. Os anticorpos podem ser encontrados em
títulos mais baixos (30-100 gpL ou mpL) em quadros pós-infecciosos virais ou
mesmo bacterianos, após imunizações ou uso de medicamentos (nestes casos é mais
freqüente o achado de IgM).

Na maior parte dos
casos, os títulos anti-cardiolipina correlacionam-se com positividade para
anticoagulante lúpicos (um teste funcional), embora isto não seja de observação
obrigatória. A positividade é relatada em até 60% dos casos de lúpus
eritematoso sistêmico, e em menor quantidade em outras entidades patológicas
autoimunes. A positividade é também relatada em casos de abortos de repetição.
Os títulos podem estar sujeitos a significativas flutuações com o tempo.

Interferentes:
medicamentos (cloropromazina, fenitoína, fansidar, quinidina, quinino,
hidralazina, procainamida, fenotiazinas, interferon, cocaína); sífilis,
infecções agudas, neoplasmas, SIDA, baixos títulos presentes em idosos a
despeito de processos patológicos. Os anticorpos anticardiolipina estão
presentes em até 5% de pessoas normais.

Referência:

 Negativo : Inferior a 10,00 GPL-U/mL

Fracamente
Positivo : 10,00 a 40,00 GPL-U/mL

Positivo :
Superior a 40,00 GPL-U/mL

 

CARDIOLIPINA – ANTICORPOS IGM

Material: soro

Sinônimo:
Antifosfolipideos,ACL IgM

Método: FEIA –
(Fluorometric Enzyme Immunoassay)

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40306151

Interpretação:
investigação de pacientes com achados clínicos de síndrome de anticorpo
fosfolípide (tromboses recorrentes, perda fetal, trombocitopenia) primária ou
secundária a lúpus eritematoso sistêmico; diagnóstico diferencial de tromboses
recorrentes; síndromes semelhantes a lúpus; VDRL ou RPR falso-positivos;
hemorragias.

A presença de
anticorpos anticardiolipina IgG ou IgM em títulos elevados (>100 gpL ou mpL
para IgG ou IgM respectivamente) está fortemente associada a quadros de
síndrome de anticorpo fosfolípide. Os anticorpos podem ser encontrados em
títulos mais baixos (30-100 gpL ou mpL) em quadros pós-infecciosos virais ou
mesmo bacterianos, após imunizações ou uso de medicamentos (nestes casos é mais
freqüente o achado de IgM).

Na maior parte dos
casos, os títulos anti-cardiolipina correlacionam-se com positividade para
anticoagulante lúpicos (um teste funcional), embora isto não seja de observação
obrigatória. A positividade é relatada em até 60% dos casos de lúpus
eritematoso sistêmico, e em menor quantidade em outras entidades patológicas
autoimunes. A positividade é também relatada em casos de abortos de repetição.
Os títulos podem estar sujeitos a significativas flutuações com o tempo.

Interferentes:
medicamentos (cloropromazina, fenitoína, fansidar, quinidina, quinino,
hidralazina, procainamida, fenotiazinas, interferon, cocaína); sífilis,
infecções agudas, neoplasmas, SIDA, baixos títulos presentes em idosos a
despeito de processos patológicos. Os anticorpos anticardiolipina estão
presentes em até 5% de pessoas normais.

Referência: 

Negativo : Inferior a 10,00 MPL-U/mL

Fracamente
Positivo : 10,00 a 40,00 MPL-U/mL

Positivo :
Superior a 40,00 MPL-U/mL

 

CARGA VIRAL DE EPSTEIN BARR

Material: Plasma
com PPT BD

Sinônimo: EBV –
Quantitativo

Método: PCR em
Tempo Real artus®EBV – Qiagen

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação: O
vírus Epstein Barr (EBV) é um DNA-vírus pertencente à subfamília gama, gênero
Lymphocryptovirus do Herpes vírus. Ocorre de forma cosmopolita, e a maioria das
pessoas torna-se infectada pelo EBV por toda a vida (traço característico a
quase todos os herpesvírus). A técnica PCR é um dos métodos mais sensíveis e
específicos para a detecção desse agente infeccioso e está indicada em casos
suspeitos de síndrome de fadiga crônica e após transplantes. A avaliação da
carga viral EBV pela monitorização do DNA viral em análises clínicas
consecutivas fornece um indicador fiável da progressão da doença em pacientes
com doenças linfoproliferativas pós-transplante (PTLD). Este parâmetro pode ser
utilizado no diagnóstico precoce e monitoramento da terapia.

Referência: Não Detectado

 

CARGA VIRAL DE HEPATITE D (HDV)

Material: Soro
congelado ref

Sinônimo: Hepatite
D; delta

Método: PCR em
Tempo Real

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação:
Trata-se de um vírus RNA defectivo, sem envelope próprio, cuja principal
característica é utilizar o envelope do vírus da hepatite viral crônica B,
tornando viável a sua sobrevivência e replicação. O vírus se dissemina por via
parenteral e sexual, podendo ser transmitido ao mesmo tempo em que se transmite
o vírus da hepatite viral crônica B, ou ainda, comumente, superinfectar
portadores do VHB. A principal consequência clinica da infecção aguda pelo VHD
em portadores do VHB é a tendência a forma fulminante da doença, visto que o
individuo já pode ter algum comprometimento da reserva funcional hepática e,
quando superinfectado, descondensará a sua doença. O paciente cronicamente
infectado pelo VHD tenderá a evoluir mais gravemente, com desenvolvimento mais
acelerado de cirrose hepática. Recomenda-se que os pacientes portadores de
HBsAg em áreas endêmicas, assim como aqueles que tenham historia de viagens ou
residência prévia nestas regiões sejam rastreados para o anti-HDV IgG ou total.
Caso reagente, a confirmação pode ser feita pela reação em cadeia da polimerase
(PCR) que detecta o RNA do virus da hepatite D.

Referência: Não
detectado

 

CARGA VIRAL DE CITOMEGALOVÍRUS

Material: Aspirado
de Medula óssea

Sinônimo: CMV –
Quantitativo

Método: PCR em
Tempo Real

Coleta: Realizado
em: aspirado de medula óssea, líquor, lavados e urina.

Interpretação: A
infecção pelo citomegalovírus (CMV) é uma das infecções oportunistas mais
comuns depois de transplantes de órgãos e nos estágios finais da infecção pelo
HIV. Indivíduos sem replicação viral podem apresentar níveis de DNA de CMV
detectáveis mesmo não estando em vigência de um quadro de replicação viral. Em
geral nestes casos o valor de carga viral é baixo. Ainda não existe na
literatura um cut-off definido para identificar os indivíduos com replicação
ativa. Quanto maior a carga viral, maior a chance do individuo estar com a
infecção ativa. O aumento da carga viral sugere replicação ativa.

Referência: Não
detectado

CARGA VIRAL DE HBV

Material: Plasma
com PPT BD

Sinônimo: Hepatite
B, quantificação por PCR, quantitativo

Método: PCR em
Tempo Real – Abbott Real Time PCR

Coleta: jejum não
obrigatório.

Interpretação: A
presença do DNA do vírus da Hepatite B, avaliada pela técnica de PCR é o
indicador mais sensível da replicação viral. O exame auxilia na terapia
antiviral ou imunomoduladora, bem como no monitoramento terapêutico. A
quantificação da carga viral é importante no acompanhamento de pacientes
submetidos ao tratamento antiviral, permitindo avaliar precocemente sua
resposta. Previamente ao tratamento, a determinação da carga viral pode ser
utilizada como prognóstico de resposta ao tratamento. Pacientes submetidos a
tratamento com Lamivudina devem ter sua resposta monitorada pela pesquisa
quantitativa do DNA viral, pois nestes casos o uso do AgHBe é muito
questionável.

Referência: Não
Detectado

 

CARGA VIRAL DE HIV

Material: Plasma
com PPT BD

Sinônimo: HIV
PESQUISA CLINICA

Método: RT- PCR
(Abbott Real Time HIV-1)

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação: A
carga viral do HIV-1 representa o número de partículas virais em circulação e é
consequentemente uma medida do tamanho da população viral e de sua taxa de
replicação. A medida da carga viral é hoje a ferramenta mais poderosa para o
acompanhamento laboratorial de indivíduos infectados. Há estreita correlação
entre níveis de carga viral e prognóstico. Níveis muito reduzidos ou ausentes
estão associados a boa evolução e maior tempo para desenvolvimento de AIDS. A
medição quantitativa dos níveis de HIV em sangue periférico contribui
significativamente para a compreensão da patogênese da infecção pelo HIV sendo
um parâmetro essencial no prognóstico e tratamento de indivíduos infectados
pelo HIV. As decisões relativas ao início ou alterações na terapêutica
anti-retroviral são tomadas com base na monitorização dos níveis do RNA do HIV,
contagem plasmática de células TCD4 e do estado clínico do doente. O objetivo
da terapêutica antiretroviral é reduzir a presença do vírus HIV no plasma até
níveis que não sejam detectados pelos testes de carga viral.

Referência: Não
Detectado

 

CARGA VIRAL E GENOTIPAGEM DE HCV

Material: Plasma
com PPT BD

Sinônimo: Hepatite
C, quantificação, genótipo

Método: PCR em
Tempo Real – Abbott Real Time PCR

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação: A
hepatite C é causada pelo HCV que é o agente etiológico da maioria das
hepatites transfusionais, antigamente denominadas de Hepatites Não-A e Não-B. É
um vírus com envelope lipídio, que contém RNA em seu genoma e é constituído por
uma simples cadeia de leitura com duas regiões não codificantes. A
quantificação fornece informação prognóstica, pois indivíduos com carga viral
alta, têm menor chance de responder ao tratamento. Os genótipos estão
correlacionados a diferenças geográficas, à evolução clínica, ao prognóstico e
à resposta terapêutica ao Interferon nas infecções crônicas. Além dos vários
genótipos, o vírus C é muito mutante e existem poucas evidências de que a
infecção pelo HCV confira imunidade à reinfecção por cepas homólogas.

Referência: Não
Detectado

 

CARIÓTIPO – PAREAMENTO CROMOSSÔMICO – DOENÇAS HEMATOLÓGICAS

Material: Medula óssea

Sinônimo: Estudo
cromossômico

Método: cultura
celular de curta duração sem agente mitógeno

Coleta: COLETA
REALIZADA PELO MÉDICO ASSISTENTE -Medula óssea com heparina.

Previamente à
coleta deve-se descongelar o Meio de transporte para Cariótipo em temperatura
ambiente (20-25ºC).

Não é necessário
jejum. Coletar no mínimo 2,0 a 3,0 mL de Medula óssea total em tubo
heparinizado ou em seringa com 0,3 mL de heparina sódica, homogeneizar
gentilmente por inversão para evitar a coagulação.

Transferir 1,0 mL
da amostra para o meio de transporte, escorrendo lentamente pela parede do
frasco para evitar a lise celular. Homogeneizar lentamente. O restante da
medula deve permanecer na seringa, vedando-a com a tampa vedante para a
seringa.

Enviar
questionário preenchido. (disponível no site Alvaro na área de downloads) e
cópia do pedido médico com a hipótese diagnóstica.

Enviar as amostras
no mesmo dia da coleta no meio de transporte, em caixa refrigerada (2 – 8ºC),
protegendo as amostras do contato direto com o gelo. A coleta e o envio deverão
ser feitos entre segunda a quinta-feira.

Prazo de
recebimento: até 24 horas pós-coleta; >24 horas sob-restrição e somente em
caso de coleta em Meio de transporte para Cariótipo.

Código CBHPM:
40501043

Interpretação:
Diagnóstico, prognóstico, classificação, monitoração do tratamento ou detecção
de doença residual em neoplasias malignas do sistema hematopoiético.

 

CARIÓTIPO BANDA G

Material: sangue
total Heparinizado

Sinônimo: Estudo
cromossômico

Método: cultura
temporária de linfócitos

Coleta: jejum
não obrigatório

Código CBHPM:
40501051

Uso: anomalia
cromossômica conhecida ou suspeita; anomalias congênitas múltiplas
(malformações) e/ou retardo do crescimento mental; distúrbio da diferenciação
sexual (genitália ambígua externa ou interna, meninas com amenorréia primária,
meninos com desenvolvimento púbere retardado); retardo mental familiar nos
homens; abortos múltiplos; infertilidade.

O cariótipo é um
exame genético onde se realiza o estudo da constituição cromossômica das
células de um indivíduo. Nesta análise, os cromossomos são identificados de
acordo com determinadas características (tamanho, posição do centrômero,
características de coloração – banda G), permitindo a verificação numérica e
estrutural dos mesmos.

Valores de
referência: 46,XY (homem) e 46,XX (mulher).

 

CAROTENO

Material: soro

Sinônimo: Caroteno

Método:
Colorimétrico (Van Elkelen)

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40301460

Interpretação: São
pigmentos orgânicos pertencentes ao grupo dos carotenoides responsáveis pelas
cores amarela, vermelha, verde e alaranjada de vegetais, algas, fungos, da gema
do ovo e da manteiga. Trata-se de substâncias essenciais para a manutenção da
vida e impossível de serem sintetizadas por organismos vivos, sendo necessário,
então, adquiri-lo através da alimentação.

Referência: 

Adultos: 50,0 s 250,0 ug/dL

Crianças: 40,0 s
130,0 ug/dL

 

CATECOLAMINAS

Material: Urina 24
h acidificada

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)Coleta: – Preferencialmente não
realizar no período menstrual. Em casos excepcionais e nos de urgência, pode
ser realizada a coleta de urina menstruada utilizando-se um tampão vaginal.

– Três (3) dias
antes do início da coleta e no quarto dia, quando a coleta da urina será
iniciada, o paciente deverá abster-se de qualquer substância que contenha:
Café, Chá, Chocolate, Amendoim, Vanilina, Vitaminas, Refrigerantes, Nozes,
Baunilha, Abacate, Banana, Ameixa, Berinjela, Tomate, Kiwi, Abacaxi, Sorvete,
Manga.             

– Os pacientes
devem, também, abster-se de fumo, refrigerantes com cola e bebidas alcoólicas
nestes 4 dias. Durante estes quatro (4) dias o paciente deverá alimentar-se de:
Pão, Manteiga, Ovos, Açúcar, Leite integral, Arroz, Carne, Água a vontade.

– Algumas
medicações podem alterar o resultado do exame. Evite o uso de medicamentos
durante o período de dieta e coleta de material. Medicamentos prescritos só
devem ser suspensos a critério do médico assistente.

Conservação: Ác.
Clorídrico – 6N – 10mL/Litro

 

CATECOLAMINAS PLASMÁTICAS

Material: Plasma
Hepar

Sinônimo:
Epinefrina, Norepinefrina e dopamina plasmáticas

Método:
Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC)

Coleta: A amostra
de sangue com anticoagulante (Heparina Sódica) deve ser coletada através de
cânula tipo butterfly inserida no paciente de 20 a 30 minutos antes da coleta

1. É necessário
jejum de 4 horas.

2. Três (3) dias
antes do início da coleta e no terceiro dia, quando a coleta será realizada, o
paciente não deverá ingerir os alimentos abaixo relacionados: Café, Chá,
Chocolates, Refrigerantes, Sorvetes, Baunilha, Alimentos aromatizados com
vanilina, Sucos (naturais e artificiais), Frutas (especialmente manga, banana e
abacate).

3. Algumas
medicações podem alterar o resultado do exame. Suspender por 24 horas o uso de
L-dopa, propanolol, aldomet, efortil, inderal, atenol, atensina ,amplictil,
descongestionantes nasais e outros. No entanto, esses medicamentos só devem ser
suspensos a critério do médico assistente.

Código CBHPM:
40316173

Referência: 

Norepinefrina : até 420,0 pg/mL

Epinefrina : até
84,0 pg/mL

Dopamina : até
85,0 pg/mL

 

CAXUMBA – ANTICORPOS IGG E IGM

Material: soro

Sinônimo:
Anticorpos anti – vírus da Caxumba ou Parotidite

Método:
Imunofluorescência

Coleta: Jejum não
obrigatório. Caso não for realizado o exame no momento, congelar a amostra.
Lipemia e hemólise atuam como interferente.

Código CBHPM: 40306607

Interpretação:
diagnóstico de caxumba; avaliação de imunidade.

A caxumba é uma
patologia aguda, geralmente autolimitada, contagiosa, de curta duração. A
principal característica clínica é o desenvolvimento de parotidite uni ou
bilateral, sendo possível o envolvimento secundário de testículos, ovários,
sistema nervoso central, ouvido, pâncreas e outros órgãos. Seu período de
incubação é de cerca de 18-21 dias, e a disseminação se realiza por fômites
contaminados a partir do trato respiratório. Cerca de 25-50% das infecções são
subclínicas. A imunidade conferida após a infecção é duradoura pela vida toda,
contudo, reinfecções subclínicas podem ocorrer. A imunidade proveniente da
vacinação com vírus atenuado permite o desenvolvimento de títulos de anticorpos
em quantidade menor do que com a vacinação natural infecciosa. O teste de IgG é
mais bem utilizado no estabelecimento de imunidade à caxumba. A soroconversão
de IgG entre soros de fase aguda e convalescente pode ser um sinal fortemente
indicativo do diagnóstico de episódio de caxumba. O aparecimento de resposta
IgM ocorre cerca de 7-14 dias após o início da doença. Enquanto altos níveis de
IgM são fortemente sugestivos de infecção atual ou recente, baixos níveis de
IgM podem permanecer por mais de 12 meses após a infecção ou imunização.

Referência:

Não reagente :
Ausencia de Anticorpos

Não reagente :
Ausencia de anticorpos

Reagente:
Anticorpos IgG (Infecção pregressa)

Reagente:
Anticorpos IgM (Infecção aguda/recente)

 

CEA – ANTÍGENO CARCINOEMBRIOGÊNICO

Material: soro

Sinônimo: CEA

Método:
Eletroquimioluminescência (ECLIA)

Coleta: Jejum não
é necessário.

Fumo pode alterar
o resultado do exame, elevando-o.

Código CBHPM:
40316122

Interpretação:
monitoramento de tratamento e recidiva de carcinoma colorretal; monitoramento de
outros carcinomas de origem epitelial, como estômago, pâncreas e mama;
avaliação de prognóstico.

O CEA é uma
glicoproteína oncofetal presente em tecidos embrionários e em alguns processos
malignos de células epiteliais. Seus valores servem no monitoramento de
recidiva de carcinoma de cólon após tratamento ou cirurgia. Valores que não retornam
ao normal após cirurgia indicam ressecção incompleta. As concentrações séricas
na ocasião do diagnóstico podem ser inversamente proporcionais ao prognóstico.
Aumentos podem ser vistos em carcinoma de células gigantes da tireóide e em
neuroblastoma. Valores extremamente elevados podem estar associados à metástase
óssea e hepática. Doenças não malignas hepáticas podem induzir resultados
elevados de CEA, assim como tabagismo, doença pulmonar crônica, pancreatite e
insuficiência renal. O CEA não deve ser utilizado na qualidade de único teste
diagnóstico, devido à sua relativa falta de especificidade.

Referência: Até
9,0 ng/mL

CEFTRIAXONA

Material: Soro ref

Método:
Cromatografia Líquida de Alta Resolução (HPLC)

Referência: Conc.
Máxima Conc. Mínima

1 g/Kg: 120 – 180
mg/L 10 – 35 mg/L

2 g/Kg: 200 – 260
mg/L 15 – 30 mg/L

CÉLULAS NATURAL KILLER – CD56+

Material: sangue
EDTA p/ CD

Sinônimo: Natural
Killer, determinação do CD56+

Método:
Imunofenotipagem por Plataforma Única

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Interpretação:
Significado Clinico : Principal fenótipo expresso na maioria das células
Natural Killer. Células que participam da resposta imune das infecções entre
outros processos. Também associados a fenômenos de abortos de repetição.

Referência: CD56
(mm3) CD56 (%) 60 a 590 4,0 a 26,0

 

CERULOPLASMINA

Material: soro

Sinônimo:
Cobre-oxidase, ferro-oxidase

Método:
Nefelometria

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM:
40301478

Interpretação:
diagnóstico de doença de Wilson; avaliação da presença da síndrome de Menkes;
avaliação de hepatite crônica ativa, cirrose e outras doenças hepáticas.

A ceruloplasmina é
uma glicoproteína contendora de cobre, com atividades enzimáticas. Produzida no
fígado, contém cerca de 90% do cobre sérico total, apresentando comportamento
de proteína de fase aguda tardia.

A principal
aplicação do uso da ceruloplasmina é o diagnóstico da doença de Wilson
(degeneração hepatolenticular), uma doença autossômica recessiva, onde as
concentrações de ceruloplasmina plasmática são tipicamente reduzidas, e o cobre
não ligado e urinário estão aumentados. Embora a causa exata da doença de
Wilson não seja conhecida, especula-se a ausência de uma enzima ou proteína
carreadora capaz de incorporar o cobre nas proteínas. O cobre é, então, depositado
nos rins, fígado e cérebro. A menos que se institua tratamento quelante, a
doença é progressiva e fatal.

Valores
aumentados: doenças inflamatórias e neoplásicas (a ceruloplasmina é uma
proteína de fase aguda lenta), gravidez, uso de estrogênios e intoxicação com
cobre.

Valores
diminuídos: doença de Wilson, síndrome de Menkes, síndrome nefrótica, má
nutrição, estados malabsortivos, doença hepática avançada.

Referência:

Adultos : 21,0 a 53,0 mg/dL

Crianças de 1 a 9
anos : 30,0 a 70,0 mg/dL

 

CETONEMIA

Material: Soro

Método:
Colorimétrico

Coleta: jejum não
obrigatório

Referência:
Negativa

CETONÚRIA

Material: urina
jato médio

Sinônimo: Corpos
cetônicos na urina

Método: Tira
reagente – Químico

Coleta: Colher
primeira urina da manhã.

Código CBHPM:
40311082

Interpretação: detecção
de quadros de acidose metabólica e cetoacidoses.

Exame integrante
da avaliação dos erros inatos do metabolismo.

A cetonúria pode
ocorrer em crianças em quadros febris, estados tóxicos ou desidratação por
vômito ou diarréia. Algumas condições genéticas associadas a cetonúria incluem
a deficiência de propionil CoA carboxilase, doenças de estoque de glicogênio e
acidúria metilmalônica. Em adultos, o jejum de mais de 16-18 horas pode induzir
a cetonúria, sendo que indivíduos idosos estão mais sujeitos a esta condição. A
gravidez pode estar associada a cetonúria sem achados patológicos. Diabéticos
com presença de cetonúria são considerados em episódio de cetoacidose. Alguns
medicamentos podem causar reações positivas para cetonas urinárias, como ácido
ascórbico, levodopa, ácido valpróico, fenilcetonas, pyridium e
n-acetilcisteína, entre outros.

Referência:
Negativo : Inferior a 5,0 mg/dL

 

CHAGAS – ANTICORPOS IGG (IF)

Material: soro

Método:
Imunoensaio Quimioluminescente de Micropartículas – CMIA/Imunofluorescencia
Indireta

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40306615

Interpretação: A
doença de Chagas, ou tripanossomíase americana, é uma doença causada pelo
protozoário T. cruzi.

Transmissão:
transmitido aos hospedeiros vertebrados por dejetos infectados de insetos
hematófagos, ocorre por meio da transfusão de hemoderivados, transplante de
órgãos, infecções congênitas e por via oral, pela ingestão de alimentos mal
cozidos e contaminados com o parasita.

Sintomas: em
infecções agudas, a doença pode apresentar poucos sintomas ou ser
assintomática. Já em infecções crônicas, pode haver cardiomiopatia inflamatória
ou inflamação grave do esôfago ou do cólon.

Até 30% dos
infectados podem desenvolver os sintomas cardíacos e/ou a dilatação de vísceras
ocas que caracterizam a forma crônica da doença de Chagas.

Os anticorpos
contra T. cruzi surgem logo após a infecção, atingem níveis elevados e podem
persistir, juntamente com a infecção, durante muitos anos, embora o parasita
esteja localizado dentro das células do hospedeiro.

Até o presente
momento, não existe um teste que seja altamente específico e sensível para
confirmar o diagnóstico. Por esta razão, mais de um teste é recomendável e
valoriza-se, para fins diagnósticos, quando a pesquisa de anticorpos
específicos é positiva em todos os testes utilizados. Quando a reação é
positiva somente em um dos métodos, a valorização do resultado dependerá dos
antecedentes epidemiológicos, exame físico e exames complementares como
eletrocardiograma e RX. Em regiões endêmicas de leishmaniose, o resultado tem
que ser avaliado com cuidado, pois há ocorrência de reações cruzadas entre
antígenos dos dois parasitas.

Referência:

Triagem CMIA:

Não Reagente –
Ausência de anticorpos

Reagente –
Presença de anticorpos

Confirmatória
Imunofluorescência (IFI):

Não reagente –
Ausência de anticorpos

Reagente – > ou
= 1/40, indica a presença de anti-

corpos IgG,
significa uma infestação pregressa ou

atual, observar
IgM.

 

CHAGAS – ANTICORPOS IGM (IF)

Material: soro

Método:
Imunofluorescência indireta

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM: 40306623

Interpretação: no
diagnóstico da doença de Chagas (fase aguda).

Referência: Não
reagente

 

CHLAMYDIA PNEUMONIAE – ANTICORPOS IGG E IGM

Material: soro

Método: ELISA

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação:
diagnóstico de C. pneumoniae.

A Chlamydia
pneumoniae, agente etiológico de infecções do trato respiratório médio e
inferior, é considerada um microorganismo \”atípico\” porque provoca quadros
cuja apresentação clínica é, em geral, menos grave que as infecções pelo
Streptococcus pneumoniae ou o Haemophilus influenzae. Os estudos sugerem que a
C. pneumoniae é responsável por cerca de 6 a 10 por cento dos casos de
pneumonia que necessitam de internação, principalmente em pacientes
imuno-comprometidos.

Referência: 

Não
Reagente: < 0,9

Inconclusivo: 0,9
– 1,1

Reagente: > 1,1

 

CHLAMYDIA TRACHOMATIS (IF) – PESQUISA

Material: lâminas

Método:
Imunofluorescência direta

Coleta: AMOSTRAS
CERVICAIS

As amostras de
cervix feminina devem conter o máximo possível de células epiteliais colunares,
pois a C. trachomatis é um organismo intracelular que infecta este tipo de
células. Limpar o cervix com swab estéril antes de coletar a amostra. Inserir a
escova/espátula no canal cervical efetuando movimento rotativo na junção
escamo-colunar, retirar sem tocar nas superfícies vaginais.

AMOSTRAS URETRAIS

As amostras
provenientes da uretra masculina deverão conter células epiteliais intactas
para garantir a precisão do diagnóstico. O paciente não deve urinar uma hora
antes da coleta do material. Inserir o swab (específico para coleta uretral) de
2 a 4cm dentro da uretra, girar e retirar.

SECREÇÃO OCULAR

As amostras
deverão ser coletadas antes da aplicação de antibióticos, soluções, colírios ou
outros medicamentos. Deve-se desprezar a secreção purulenta superficial e, com
swab colher o material da parte interna da pálpebra inferior.

Código CBHPM:
40310051

Interpretação:
Detecção de infecção em conjuntiva, uretra, reto e endocervix.

Visualização
direta da Chlamydia por coloração com anticorpos marcados, usando estes
anticorpos o teste permite a sensibilidade de 80 a 90% com especificidade de 98
a 99%, quando comparado com a cultura.

Referência:

Negativo : ausência de corpos elementares de C.t.

Positivo :
presença de corpos elementares de C.t.

CHLAMYDIA TRACHOMATIS- ANTICORPOS IGA E IGG (ELISA)

Material: soro

Método: ELISA

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40306631

Interpretação: A
Chlamydia trachomatis é uma bactéria causadora de doença sexualmente
transmissível (DST) mais comum na Europa e nos Estados Unidos.

A doença acomete
principalmente as mulheres, mas também causa infecções nos homens,
recém-nascido e crianças. A maioria das pessoas afetadas é assintomática.

Anticorpos IgA
(ClamG): sua presença só ocorre enquanto existe o estímulo antigênico, ou seja,
é indicativo de infecção ativa.

Anticorpos
IgM(ClamM): sua presença indica infeção aguda

Anticorpos
IgG(Clam): sua presença indica exposição passada

É interessante
associar a sorologia a outros exames, como a pesquisa de Chlamydia Trachomatis
por biologia molecular, que apresenta boa sensibilidade e especificidade, e
também a pesquisa por imunofluorescência direta estão associados a uma boa
sensibilidade, porém sua especificidade é baixa.

Referência: 

Reagente : > ou = 1,10

Inconclusivo :
0,91 a 1,09

Não reagente :
< ou = 0,90

 

CHUMBO SANGUINEO

Material: Sangue
Total c/ EDTA- Tubo Trace

Sinônimo: Chumbo
inorgânico

Método: ICP-MS

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM: 40313107

Interpretação:
avaliação de exposição e toxicidade por chumbo.

O chumbo é um
contaminante ambiental. Pode ocorrer em uma série de produtos, embora seu uso
em tintas e combustíveis esteja diminuindo mundialmente. A exposição e a
absorção do chumbo podem ocorrer por qualquer rota, contudo a ingestão parece
ser a via mais importante. Adultos parecem ser mais tolerantes ao contato com
chumbo do que crianças. A absorção intestinal é variada e sua excreção se dá
primariamente por filtração renal.

Há dois
compartimentos principais onde o chumbo se deposita: o esqueleto e os tecidos
conjuntivos. A interação com o esqueleto é íntima e sua meia vida pode atingir
20 anos, enquanto que nos tecidos conjuntivos a meia vida é de 120 dias.
Considerando a taxa de clearence contra a taxa de absorção, pode-se admitir que
o chumbo se acumula durante a vida. Acúmulo significativo pode ocorrer nos
rins, medula óssea, eritrócitos e tecido nervoso periférico e central. A
toxicidade do chumbo pode ocorrer na forma de uma série de sinais e sintomas,
de modo inespecífico. A maioria das ações se dá a partir da ligação com
proteínas corpóreas, alterando sua estrutura e função. Alterações
comportamentais, gastrointestinais, nervosas, metabólicas, anêmicas, etc., são
documentadas. As amostras devem ser cuidadosamente manipuladas para evitar a
contaminação com chumbo. O uso de urina é também indicado, mas, devido aos
processos metabólicos descritos, é mais indicado para a validação de processos
de intoxicação aguda.

Referência: 

VR*:
até 40,00 ug/dL

IBMP**: até 60,00
ug/dL

CHUMBO URINÁRIO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Sinônimo: Chumbo
tetraetila; Chumbo orgânico

Método: ICP-MS

Coleta: Coletar
urina após jornada de trabalho.

Código CBHPM:
40313107

Interpretação: Ver
chumbo sangüíneo.

Referência: VR*: até 50,0 ug/g de creatinina

CICLOHEXANOL, URINA

Material: Urina
Congelada

Sinônimo:
Ciclohexanona, Ciclohexanodiol

Método:
Cromatografia de Gases

Coleta: Coletar
urina no final da jornada de trabalho.

Interpretação:
Indicador biológico de exposição a Ciclohexanona.

Referência:
Inferior a 8,0 mg/L (Final da Jornada de Trabalho)

 

CICLOSPORINA

Material: Sangue
total com EDTA

Método:
Imunoenzimático Colorimétrico

Coleta: Jejum não
obrigatório. Colher preferencialmente 12h após última dose oral. Anotar
medicamentos e dosagem em uso.

Código CBHPM:
40301486

Interpretação:
monitoramento do nível sanguíneo da droga imunossupressora.

A ciclosporina é
um agente imunossupressor, derivado de um fungo (Tolypocladium inflatum gams).
O mecanismo de ação do medicamento é desconhecido, parecendo relacionar-se com
a inibição de algumas citocinas (especialmente a IL-2 – estimulante de
populações linfocitárias). A ciclosporina é utilizada geralmente em conjunto
com corticosteróides, para a manutenção de imunossupressão pós-transplante
(tipicamente em casos de fígado, coração e rim). É possível a ocorrência de
hipertensão, nefrotoxicidade, hepatotoxicidade, sangramentos, entre outros,
quando os níveis excedem o indicado por muito tempo.

O monitoramento
dos níveis sanguíneos é necessário, porque a farmacocinética da ciclosporina é
complexa e os níveis podem variar no mesmo paciente sem uma causa aparente,
além do que existe uma faixa terapêutica estreita e níveis acima desta são
tóxicos.

Alguns
medicamentos podem aumentar o potencial tóxico da ciclosporina: antibióticos
aminoglicosídeos, cefalosporinas, sulfazotrim, anfotericina, aciclovir,
cetoconazol e furosemida. Outros medicamentos podem aumentar seus níveis como:
anfotericina, cimetidina, eritromicina, cetoconazol, andrógenos, contraceptivos
orais, verapamil e nicardipina. Podem interagir reduzindo os níveis de
ciclosporina sérica: fenobarbital, fenitoína, rifampicina, carbamazepina,
sulfazotrim intravenoso e primidona.

Referência:

Níveis
terapêuticos sugeridos como orientação:

Vale – Transplante
renal – 100 a 200 ng/mL

Transplante de
outros órgãos – 200 a 300 ng/mL

Pico – Transplante
Recente – 1500 a 1700 ng/mL

< 6 meses – 800
a 1000 ng/mL

6 a 12 meses – 600
a 800 ng/mL

> 1 ano – 300 a
600 ng/mL

 

CISTATINA C

Material: soro

Método:
Nefelometria

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação: A
Cistatina C é uma proteína não glicosilada, de baixo peso molecular (13 Kda)
produzida de forma contínua e estável por todas as células nucleadas. É
filtrada livremente pelo glomérulo renal, sendo, a seguir, reabsorvida e
catabolizada pelas células do túbulo proximal. Assim, sua concentração sérica
dependerá quase que exclusivamente da capacidade de filtração glomerular. Ao
contrário da uréia e creatinina, sua concentração independe da massa muscular,
do sexo ou da alimentação. Vários estudos clínicos atestam a maior
sensibilidade e especificidade da Cistatina C em comparação à creatinina
sérica.

Marcador ideal
para o monitoramento da Taxa de Filtração Glomerular em crianças e adultos.

Monitoramento em
transplantes renais.

Monitoramento de
drogas nefrotóxicas.

Doenças renais
agudas e crônicas.

Monitoramento de
nefropatia diabética.

Altamente sensível
para a avaliação da taxa de filtração glomerular:

Apenas uma amostra
de sangue é necessária (não há necessidade de urina como no Clearence de
Creatinina).

Não é influenciada
por: Massa muscular, superfície corporal e alimentação.

Não é secretada
pelos túbulos renais.

Não apresenta
interferências significativas com: cefalosporinas, aspirina, ciclosporina e
bilirrubinas.

Valores de
referência idênticos para adultos e crianças.

Não é necessária a
colheita de urina de 24 horas.

Referência: 0,62 a
1,12 mg/L

 

CISTICERCOSE – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Sinônimo:
Sorologia para cisticerco

Método: ELISA

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40306658

Interpretação: ver
Cisticercose – Anticorpos IgG no LCR.

Referência: 

Não
Reagente: < 0,9 (índice)

Inconclusivo: 0,9
– 1,1 (índice)

Reagente : > ou
igual a 1,2 (índice)

 

CISTINA – SORO

Material: Soro
congelado ref

Método:
Cromatografia Líquida de Alta Resolução (HPLC)

Referência:
Crianças: 2,4 a 8,0 mg/L

Adultos: 2,0 a
20,0 mg/L

 

CISTINA QUANTITATIVA – URINA 24H

Material: Urina 24
horas ref

Sinônimo:
Cistinúria quantitativa

Método:
Cromatografia Líquida de Alta Resolução (HPLC)

Coleta: Coleta de
urina 24 h.

Código CBHPM:
40311244

Interpretação:
diagnóstico de cistinúria.

A cistinúria e a
homocistinúria são aminoacidopatias decorrentes de defeitos no sistema de
transporte da cistina. Normalmente, os aminoácidos são livremente filtrados
pelos glomérulos e então ativamente reabsorvidos nos túbulos renais. Na cistinúria,
porém, há um aumento exagerado na concentração de cistina que desequilibra a
reabsorção, facilitando o desenvolvimento de cálculos, devido a pouca
solubilidade da cistina. Resultados falso positivos podem ocorrer com
homocistinúria, e falso negativos podem ocorrer com o uso de penicilamina.

Referência: 7 a 67
mg/24h

 

CITOLOGIA DE ESCARRO

Material: escarro

Sinônimo:
Citológico de escarro

Método:
Microscopia (Coloração May – Grünwald´s)

Coleta: 2 Lâminas
em frasco estéril.

Interpretação:
diagnóstico diferencial de patologias pulmonares (neoplásicas, infecciosas,
alérgicas, autoimunes).

A citologia do
escarro, embora não seja determinante diagnóstica única, é uma análise inicial
na investigação de processos pulmonares. Para melhores resultados, é importante
a obtenção de boa amostra, fresca, e não contaminada com saliva. Atualmente
tem-se preferido amostras por lavagem bronco-alveolar. Neste procedimento,
permite-se uma avaliação geral das células, em relação a alterações
populacionais, morfológicas, etc.

A presença de
leucócitos polimorfonucleares sugere processos inflamatórios (especialmente
infecciosos bacterianos), linfomononucleares sugerem processos inflamatórios de
modo geral crônicos, e eosinófilos podem estar associados a processos alérgicos
(e mais raramente parasitários). A presença de células com alterações
morfológicas nucleares pode sugerir processos infecciosos virais ou mesmo
neoplasias. Durante a microscopia, é possível o encontro de P. carinii ou mesmo
fungos dimórficos e parasitas, o que pode auxiliar no diagnóstico

CITOLOGIA EM MEIO LIQUIDO

Material: Diversos

Método:
Microscopia

CITOMEGALOVÍRUS – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Sinônimo:
Anticorpos anticitomegalovírus-IgG

Método:
Eletroquimioluminescência – ECLIA

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40306666

Interpretação:
Sintomas: em indivíduos imunocompetentes pode ser assintomático ou discreto
mal-estar e febre baixa, até doenças graves que comprometem o aparelho
digestivo, sistema nervoso central e retina. Variam de uma pessoa para outra.

Transmissão:
através do contato íntimo com fluidos biológicos contaminados (urina, saliva,
leite materno, sémen, secreções cervicais, fezes), hemoderivados infectados e,
ocasionalmente, órgãos transplantados.

A infecção
primária pode ser adquirida em diferentes períodos de vida (infecção congênita
e pós-natal). O citomegalovírus permanece em estado latente no organismo e
qualquer baixa na imunidade do hospedeiro pode reativar a infecção.

Anticorpos da
classe IgM: surgem algumas semanas após a infecção, aumentam e depois diminuem
lentamente no decorrer de quatro a seis meses.

É de importância
particular em: doentes imunocomprometidos, cujos sintomas podem ser graves e
até mesmo fatal, mulheres jovens em idade fértil ou grávidas, para evitar a
transmissão para o feto, receptores e dadores de órgãos e doadores de sangue.

Referência:

Reagente: Superior a 1,0 U/mL

Inconclusivo:
Entre 0,5 até 1,0 U/mL*

Não Reagente:
Inferior a 0,5 U/mL

 

CITOMEGALOVÍRUS – ANTICORPOS IGM

Material: soro

Sinônimo:
Anticorpos anticitomegalovírus – IgM

Método:
Eletroquimioluminescência – ECLIA

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40306674

Interpretação:
Sintomas: em indivíduos imunocompetentes pode ser assintomático ou discreto
mal-estar e febre baixa, até doenças graves que comprometem o aparelho
digestivo, sistema nervoso central e retina. Variam de uma pessoa para outra.

Transmissão:
através do contato íntimo com fluidos biológicos contaminados (urina, saliva,
leite materno, sémen, secreções cervicais, fezes), hemoderivados infectados e,
ocasionalmente, órgãos transplantados.

A infecção
primária pode ser adquirida em diferentes períodos de vida (infecção congênita
e pós-natal). O citomegalovírus permanece em estado latente no organismo e
qualquer baixa na imunidade do hospedeiro pode reativar a infecção.

Anticorpos da
classe IgM: surgem algumas semanas após a infecção, aumentam e depois diminuem
lentamente no decorrer de quatro a seis meses.

É de importância
particular em: doentes imunocomprometidos, cujos sintomas podem ser graves e
até mesmo fatal, mulheres jovens em idade fértil ou grávidas, para evitar a
transmissão para o feto, receptores e dadores de órgãos e doadores de sangue.

Referência: 

Não
Reagente: Inferior a 0,7 index

Inconclusivo:
Entre 0,7 até 1,0 index*

Reagente: Superior
a 1,0 index

 

CITRATO

Material: Urina 24
h acidificada

Sinônimo:
Citratúria, ácido cítrico

Método: enzimática
colorimétrica

Coleta: Usar como
conservante HCl 50% 20mL/L urina. Manter urina refrigerada durante a coleta se
24h.

Código CBHPM:
40311015

Interpretação: Litíase
urinária

O citrato urinário
inibe a formação de cristais, parecendo diminuir o potencial para a formação de
pedras renais compostas por cálcio, especialmente oxalato de cálcio. Seus
níveis podem ser diminuídos por várias razões, incluindo dieta rica em sódio, e
estão associados à formação de litíase e hiperoxalúria. O uso de reposição de
citrato tende a corrigir o problema.

Referência: 300 a
900 mg/24 horas

 

CLEARANCE DE CREATININA

Material: Sangue +
Urina 12 horas

Sangue (soro) +
Urina 24 horas

Descrição:
Avaliação da função renal.

Informações
importantes: peso e altura, sexo, idade, medicação atual e período de coleta.

Metodologia:  Espectrofotometria Automatizado

Interferentes:
Elevações: Furosemida, Metilprednisona, Carbenoxolona, Levodopa, Etanol.
Períodos prolongados de estocagem da urina, pois contaminações bacterianas
podem transformar a creatina em creatinina elevando falsamente os seus níveis.

Diminuições:
tiazídicos, efeitos transitórios do tetrahidrocanabinol (THC), Heroína, metais
pesado, analgésicos, alguns antibióticos e solventes orgânicos.

SANGUE:

Coletar pela manhã
em jejum mínimo de 4 horas, lactantes podem coletar antes da próxima mamada.
Tem que ser coletado na entrega do material de urina, se acaso o paciente
esquecer, tem ser coletado no mesmo dia.

COLETA DE URINA DE
24 HORAS – INSTRUÇÕES

Método de Coleta:

1.Coletar a urina
somente em frascos fornecidos pelo Laboratório.

2.ATENÇÃO: Alguns
exames exigem ácidos ou álcalis como conservantes, com características
corrosivas, por isso, ao utilizar os nossos frascos, não entrar em contato com
estas substâncias, direta ou indiretamente (contacto ou inalação).

3.Ao levantar,
pela manhã, desprezar toda urina, no vaso sanitário. Anotar a hora do final da
micção.

4.Guardar todas as
urinas colhidas no período de 24 horas, nos frascos do laboratório, inclusive a
1ª urina da manhã seguinte, que deverá ser coletada no mesmo horário marcado,
do dia anterior.

5.Todas as urinas
obtidas podem ser misturadas aos frascos fornecidos, e estes deverão estar
sempre muito bem tampados, e em todo o período, guardados em geladeira (2ºC a
8ºC).

6.Não encostar os
genitais nos frascos de coleta. Se for necessário,utilize um urinol bem limpo
para proceder às coletas, guardando as urinas imediatamente nos frascos
refrigerados

Obs.: Certos
exames exigem serem colhidos em determinadas fases do ciclo menstrual, por isso
não deixe de observar as orientações do(a) Médico(a)-Assistente.

NOTA1: Perdas
sanguíneas ou presença de corrimentos não podem se misturar à urina coletada,
portanto, e nestes casos, as mulheres devem utilizar absorventes internos (tipo
OB ou Tampax), proceder à higiene dos genitais, antes de cada micção, na
ocorrência destas secreções.

NOTA2: As mulheres,
em todas as micções,devem abrir bem os lábios vaginais,para que as micções
saiam em jato.

NOTA3: As coletas
masculinas deverão ser feitas com o prepúcio totalmente retraído.

ATENÇÃO: PERDAS
URINÁRIAS INVALIDAM O TESTE. AVISE O LABORATÓRIO DESTA OCORRÊNCIA.

1º Dia: Hora que
desprezou a 1ª Urina da manhã…:__________________ (Item 3)

2º Dia: Hora que
coletou a última urina de 24 horas:__________________(Item 4)

Nota importante:
Se por acidente o (a) paciente entrar em contacto com o conservante da urina,
lave abundantemente o local do contacto, com água corrente. Procure orientação
médica.

Sinonímias:
DEPURAÇÃO DA CREATININA

 

CLORO

Material: Soro p/
NACLK

Método: Eletrodo
seletivo/automatizado

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM:
40301559

Interpretação:
avaliação de eletrólitos, balanço ácido-base e balanço hídrico.

A hiponatremia e a
alcalose metabólica estão associadas a hipocloremia. A hipernatremia e a
acidose metabólica estão associadas a hipercloremia. O cálculo de ânion gap
aumentado indica um acúmulo de outro ânion não cloreto, o que ocorre
principalmente na acidose metabólica. Uma correta abordagem diagnóstica de
acidose metabólica hiperclorêmica inclui a dosagem de potássio plasmático e pH
urinário.

Valores
aumentados: administração de cloretos, acidose tubular renal e infusão salina
excessiva.

Valores
diminuídos: super-hidratação, insuficiência cardíaca congestiva, SIADH,
vômitos, acidose respiratória crônica, doença de Addison, queimaduras, nefrite
perdedora de sais, alcalose metabólica e uso de diuréticos.

Referência: 90,0 a
106,0 mEq/L

 

CLORO URINÁRIO

Material: urina 24
horas

Sinônimo: Cloretos

Método: Eletrodo
seletivo/automatizado

Coleta: Coletar
urina de 24h

Código CBHPM:
40301559

Interpretação:  avaliação da composição eletrolítica da urina
em estudos de balanço ácido-base; avaliação da possibilidade de resposta a
cloreto em casos de acidose metabólica; monitoramento do rigor de dieta
hipossódica.

Valores
aumentados: alcalose não responsiva ao cloro (neoplasmas produtores de ACTH ou
aldosterona, uso de corticosteróides).

Valores
diminuídos: alcalose responsiva ao cloro.

Referência: 170,0
a 250,0 mEq/L

 

COAGULOGRAMA

Material: Plasma
Citratado + Sangue Total com EDTA

Sinônimo: contagem
de plaquetas, TS, TC, TP e TTPA (KPTT)

Método:
Coagulométrico.

Coleta: Jejum de
no mínimo 04 horas.

Importante
informar:

* Se há histórico
de transfusão, sangramento ou trombose.

* Uso de
medicamentos; Anticoagulantes.

* Tempo de
Sangramento.

* Tempo de
Coagulação.

Código CBHPM:
40304922

Interpretação:
diagnóstico diferencial de discrasias sanguíneas; componente do exame
pré-operatório.

Esta prova de
triagem para coagulopatias inclui: contagem de plaquetas, tempo de sangramento,
tempo de coagulação, TAP e TTPA, sendo que a maioria dos desvios da coagulação
sanguínea pode ser rastreada por esta prova (ponto de partida para o
diagnóstico clínico de problemas da coagulação).

Valores alterados
geralmente são associados a defeitos pontuais no mecanismo normal de
coagulação. Testes normais não excluem a presença de patologias da coagulação,
primárias ou adquiridas.

Referência:

Tempo de Sangramento
: 1 a 5 minutos

Tempo de
Coagulação : 4 a 10 minutos

Tempo de
Protrombina : > 70%

RNI : 2,0 a 3,0
Anticoagulação convencional

Plaquetas :
100.000 a 424.000/mm3

RNI : 2,5 a 3,5
Coagulação intensiva

COBALTO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método: ICP-MS

Coleta: Coletar
urina após jornada de trabalho.

Código CBHPM:
40313190

Interpretação:
avaliação de toxicidade por cobalto.

O cobalto é um
elemento essencial. Do cobalto absorvido diariamente, cerca de 86% é excretado
na urina e 14% nas fezes. Sua absorção é regida por mecanismos similares aos do
ferro, com quem compete, inibindo sua absorção. Sua toxicidade é relativamente
baixa, podendo haver sintomas irritativos e alérgicos após sua inalação. Em
toxicidade crônica, podem ocorrer patologias pulmonares, alergias, irritações
gastrointestinais, náusea, miocardiopatia, insuficiência renal, displasias de
medula óssea e lesão tireóidea. Níveis alterados tendem a retornar a níveis
normais em torno de 7-10 dias após a exposição.

Referência: até
2,4 ug/L

 

COBRE

Material: Soro
Cobre

Sinônimo: Cupremia

Método:
Espectofotometria de Absorção Atômica

Coleta: Jejum de
no mínimo, 4 horas.

Código CBHPM:
40301567

Interpretação:
diagnóstico de doença de Wilson, síndrome de Menkes ou intoxicação por cobre.

O cobre é um
elemento essencial na nutrição humana, componente de várias metaloenzimas. O
cobre inorgânico é muito reativo e potente toxina celular. Sua absorção se dá
no intestino e sua excreção é primariamente realizada na bile. No soro,
encontra-se ligado à albumina, transcupreína, e principalmente ceruloplasmina,
entre outras proteínas.

A deficiência de
cobre é associada a prematuridade fetal, má nutrição, má absorção, diarréia
crônica, e hiperalimentação com alimentos deficientes de minerais, e é de
relativamente rara ocorrência. Clinicamente, pode estar associada a neutropenia
a anemia hipocrômica, além de problemas articulares, osteoporose,
despigmentação dérmica, e anormalidades neurológicas. Alguns estudos associam a
deficiência subclínica de cobre a maior risco de doença coronariana.

A síndrome de
Menkes é rara, herdada ligada ao X, tratando-se de uma deficiência de cobre
associada a cabelos quebradiços, despigmentação dérmica, hipotermia, problemas
neurológicos e alterações vasculares. Os pacientes apresentam baixos níveis de
cobre sérico, hepático e cerebral, e ceruloplasmina.

Os efeitos do
acúmulo de cobre incluem náuseas, vômitos, dor epigástrica, diarréia, hemólise,
necrose hepática, sangramentos gastrointestinais, hipotensão, taquicardia,
problemas neurológicos e até morte. A toxicidade aguda ocorre por ingestão.

Em pacientes com
doença de Wilson, o acúmulo é crônico com apresentação clínica entre 6-40 anos,
cujos efeitos incluem cirrose hepática, problemas neurológicos, alterações
escleróticas e hemólise. A excreção urinária de cobre é aumentada, enquanto que
a ceruloplasmina é diminuída, resultando em cobre sérico total diminuído.
Outras condições associadas ao cobre urinário elevado são doença hepática
colestática, proteinúria, alguns medicamentos, e amostras contaminadas.

Valores
aumentados: anemias (perniciosa, megaloblástica, ferropriva e aplástica);
neoplasias; processos infecciosos agudos ou crônicos; cirrose biliar, doenças
autoimunes, gravidez, uso de contraceptivos orais e outros medicamentos.

Valores
diminuídos: nefrose (perda de ceruloplasmina urinária), doença de Wilson,
leucemia aguda, algumas anemias ferroprivas e uso de medicamentos (ACTH e
corticosteróides entre outros).

Referência: 

Criança < 6 meses : 20,00 a 70,00 ug/dL

de 6 meses a 6
anos : 90,00 a 190,00 ug/dL

de 6 anos a 12
anos : 80,00 a 160,00 ug/dL

Homem : 70,00 a
140,00 ug/dL

Homem acima de 60
anos: 85 a 170 ug/dl

Mulher : 85,00 a
155,00 ug/dL

Mulher acima de 60
anos: 85 a 190 ug/dl

Grávidas: 118 a
302 ug/dL

 

COBRE URINÁRIO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método:
ICP-MS           

Coleta: Coletar 50
mL de urina, jato médio, no final de jornada de trabalho em frasco descartável.

Código CBHPM:
40301567

Referência: até 50
mg/g creat.

COLESTEROL – HDL

Material:
soro         

Método: Homogêneo
sem precipitação

Coleta: Jejum
obrigatório de 8 horas.

Código CBHPM:
40301583

Interpretação:
avaliação de risco cardíaco; diagnóstico e monitoramento de estados
dislipidêmicos.

Os HDL são as
menores lipoproteínas encontradas no organismo humano. São sintetizados pelo
fígado e intestino, sendo compostos por uma associação entre componentes
lipídicos, fosfolipídicos e proteínas. As principais apoproteínas (fração
protéica do HDL colesterol) são Apo-AI e Apo-AII, além de Apo-C e Apo-E. O HDL
carrega cerca de 20-35% do colesterol plasmático total, sendo o responsável
pelo transporte reverso do colesterol (dos tecidos ao fígado). Conhecido como
\”bom colesterol\”, é desejável que seus níveis sejam o mais elevados
possíveis.

Níveis reduzidos
de HDL estão relacionados a um maior risco de desenvolvimento de doença
cardíaca coronariana, como fator de risco independente, pois se associam
fisiologicamente a uma menor deposição de lipídeos em placa ateromatosa. Assim
valores de 55 mg/dL para homens e 45 mg/dL para mulheres são considerados ponto
de corte para risco cardíaco: abaixo deste ponto há um risco estatístico
crescente inversamente proporcional aos níveis, e acima, da mesma forma, há uma
condição \”protetiva\” para doença cardíaca.

Valores
aumentados: manutenção periódica de exercícios físicos, uso moderado de álcool
(em especial vinho e substâncias contendo antioxidantes), tratamento de
insulina, terapia de reposição hormonal em mulheres, dislipidemias
(hiperalfalipoproteinemia familiar, hipobetalipoproteinemia familiar), uso de
certos medicamentos (lovastatina, simvastatina, pravastatina, atorvastatina e
similares, etc).

Valores
diminuídos: stress, obesidade, sedentarismo, história familiar, tabagismo,
diabetes mellitus, hipo e hipertireoidismo, doença hepática, nefrose, uremia,
doenças crônicas e mieloproliferativas, dislipidemias (hipertrigliceridemia
familiar, hipoalfalipoproteinemia familiar), doença de Tangier homozigota,
deficiência familiar de LCAT, deficiência familiar de HDL e apolipoproteínas
associadas, uso de certos medicamentos (esteróides, diuréticos tiazídicos,
bloqueadores beta-adrenérgicos, probucol, neomicina, fenotiazinas, etc).

Referência: 

02 a
10 anos: > ou = a 40,0 mg/dL

10 a 19 anos: >
ou = a 35,0 mg/dL

> 19 anos :
> ou = a 40,0 mg/dL

COLESTEROL – LDL

Material: soro

Sinônimo: LDL –
Col

Método: Enzimático

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM:
40301591

Interpretação:
avaliação de dislipidemias; avaliação de risco para doença coronariana.

As lipoproteínas
de baixa densidade (LDL – low density lipoproteins) são sintetizadas no fígado,
sendo responsáveis pelo transporte do colesterol a partir do fígado para os
tecidos periféricos.

Valores
aumentados: risco de doença cardíaca coronariana, hipercolesterolemia familiar,
hiperlipidemia familiar combinada, diabetes mellitus, hipotireoidismo, síndrome
nefrótica, insuficiência renal crônica, dieta hiperlipídica, gravidez, mieloma
múltiplo, porfiria, anorexia nervosa, uso de medicamentos (esteróides anabolizantes,
beta-bloqueadores anti-hipertensivos, progestina, carbamazepina, entre outros).

Valores
diminuídos: doença crônica, abetalipoproteinemia, uso de estrogênios.

Referência: 2 a 19
anos

Desejável : <
110,0 mg/dL

Limítrofe : 110,0
a 129,0 mg/dL

Elevado : >
129,0 mg/dL

 

> 19 anos

Ótimo : < 100,0
mg/dL

Desejável : 100,0
a 129,0 mg/dL

Limítrofe : 130,0
a 159,0 mg/dL

Alto : 160,0 a
189,0 mg/dL

Muito alto : >
189,0 mg/dL

 

Seg.III Diretrizes
Brasileiras sobre dislipidemias 
(Sociedade
Brasileira de Cardiologia 2001)

 

COLESTEROL – VLDL

Material: soro

Método: Cálculo

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM:
40302695

Interpretação:
avaliação de risco cardíaco.

Extraído por
cálculo dos triglicérides. Ver Triglicérides.

Referência: 10,0 a
50,0 mg/dL

 

COLESTEROL TOTAL

Material: soro

Sinônimo:
Colesterolemia

Método:
Enzimático/automatizado

Coleta: Jejum
obrigatório de 8 horas.

Código CBHPM:
40301605

Interpretação:  Avaliação de risco de desenvolvimento de
doença cardíaca coronariana (DCC); diagnóstico e monitoramento de tratamento de
estados hiperlipidêmicos primários ou secundários; avaliação da função
hepática.

O colesterol é uma
espécie de álcool encontrado quase exclusivamente em animais. Quase todas as
células e tecidos contêm alguma quantidade de colesterol, que é utilizado na
fabricação e reparo de membranas celulares, síntese de moléculas vitais como
hormônios e vitaminas. No organismo pode ocorrer a partir de ingestão ou
metabolismo interno por transformação de outras moléculas. A regulação dos
estoques corpóreos depende de mecanismos metabólicos e ingestão. No corpo,
cerca de 70% do colesterol está imobilizado em pools teciduais na pele, tecido
adiposo e células musculares, entre outros, e o restante forma um contingente
móvel circulante no sangue, entre fígado e tecidos. Na circulação sanguínea,
normalmente cerca de dois terços do colesterol está esterificado, ligado a
lipoproteínas (HDL, LDL, IDL, VLDL), e um terço na forma livre.

Os níveis séricos
desejáveis de colesterol situam-se abaixo de 200 mg/dL. Níveis entre 200 e 239
mg/dL são considerados intermediários, e níveis acima de 240 mg/dL em mais de
uma ocasião são considerados hipercolesterolêmicos. Pacientes cujas dosagens de
colesterol resultam superiores a 200 mg/dL devem receber assistência no sentido
de tentar reduzir seus níveis, reduzindo o risco de doença cardíaca coronariana
futura. Contudo, é digno de nota que os níveis de colesterol, apesar de
representarem fator de risco independente para o desenvolvimento de DCC, não
são o único fator de risco descritos para a doença: sexo, idade, tabagismo,
história familiar, níveis baixos de colesterol HDL, obesidade e diabetes
mellitus são outros possíveis fatores de risco associados. Indivíduos com idade
mais avançada devem ser avaliados com critérios mais flexíveis.

Valores
aumentados: hipercolesterolemia idiopática, hiperlipoproteinemias, estados
obstrutivos biliares, doença de von Gierke, hipotireoidismo (fator importante,
especialmente em mulheres de meia idade em diante), nefrose, doença
pancreática, gravidez, uso de medicamentos (esteróides, hormônios, diuréticos,
etc), jejum muito prolongado que induza cetose.

Valores
diminuídos: dano hepático, hipertireoidismo, desnutrição, doenças
mieloproliferativas, anemias crônicas, terapia com cortisona ou ACTH,
hipobetalipoproteinemia, abetalipoproteinemia, doença de Tangier, processos
inflamatórios crônicos e medicamentos (alopurinol, tetraciclina, eritromicina,
isoniazida, inibidores da MAO, androgênios, cloropropramida, climifeno,
fenformin, clofibrato, azatioprina, kanamicina, neomicina, estrogênios orais,
colestiramina, agentes hipocolesterolemiantes como lovastatinas, sinvastatinas,
pravastatinas, atorvastatinas e similares).

Interferentes: o
uso de certos medicamentos e drogas, bem como a ingestão de bebidas alcoólicas
pode estar associado ao encontro de valores alterados de colesterol total
sérico. De modo ideal, a avaliação do colesterol total sérico deve ser
realizada após pelo menos uma semana com dieta habitual mantida, sem o uso de
bebidas alcoólicas ou exercícios. Em geral, recomenda-se que as coletas de
determinações periódicas (ou check-ups) não sejam realizadas nas segundas ou
terças-feiras.

Referência:

02 a 19 anos

Desejável : <
170,0 mg/dL

Limítrofe : 170,0
a 199,0 mgd/L

Elevado : >
199,0 mg/dL

 

> 19 anos

Desejável : <
200,0 mg/dL

Limítrofe : 200,0
a 239,0 mg/dL

Elevado : >
239,0 mg/dL

 

COLINESTERASE

Material: soro

Sinônimo:
Pseudocolinesterase

Método: Ensaio
Colorimétrico

Coleta: Jejum de 4
horas.

Código CBHPM:
40313115

Interpretação:
diagnóstico e monitoramento de exposição e intoxicação por compostos
organofosforados e carbamatos, utilizados em agricultura comercial; triagem
pré-operatória de pacientes com sensibilidade de succilcolina, genética ou
secundária a exposição a inseticidas; estudos familiares de anomalia molecular
das colinesterases.

Existem dois tipos
de colinesterase encontrados no sangue: a acetilcolinesterase (colinesterase
\”verdadeira\”, existente dentro dos eritrócitos) e a pseudocolinesterase
(encontrada no plasma, uma glicoproteína produzida pelo fígado). Embora a
constelação de sintomas relativos à intoxicação por organofosforados ou
carbamatos seja devido à inibição da colinesterase verdadeira (com posterior
acúmulo de acetilcolina, um neurotransmissor distribuído por quase todo o
organismo), a pseudocolinesterase, ou colinesterase sérica é inibida
paralelamente, constituindo um marcador de exposição.

Pacientes expostos
a estes inseticidas apresentam diminuições na colinesterase sérica, de modo que
reduções de cerca de 40% são associadas a sintomas iniciais ou leves, e
diminuições de cerca de 80% são associadas a efeitos neuromusculares. Devido à
faixa referencial relativamente grande, eventualmente são possíveis diminuições
de até 50% cujos valores ainda resultem normais, portanto é recomendável o
estabelecimento de valores basais nos trabalhadores possivelmente expostos, de
modo a fornecer dados referenciais quando necessário.

Valores
aumentados: carcinomatoses em tratamento quimioterápico, obesidade e diabetes.

Valores
diminuídos: variações genéticas (apesar de função normal, a atividade no vitro
encontra-se reduzida, dificultando a interpretação dos resultados), triquinose,
doenças hepáticas (especialmente hepatites e cirroses), desnutrição, gravidez,
cirurgia recente, anemia, uso de medicamentos (neostigmina, quinina, fluoretos,
cloreto de tetrametilamônio).

Referência: 5320,0
U/L a 12920,0 U/L

COMPLEMENTO C2 – FRAÇÃO

Material: Soro

Método:
Imunodifusão radial

Coleta: Jejum de 4
horas.

Código CBHPM:
40306690

Interpretação:
avaliação de deficiência congênita do complemento.

Referência: De
12,0 a 28,0 mg/L

COMPLEMENTO C3

Material: Soro

Sinônimo: C3,
Complemento beta 1 C3

Método:
Imunoturbidimetria

Coleta: Jejum de 4
horas.

Código CBHPM:
40306704

Interpretação:
detecção de deficiência congênita de C3; avaliação de patologias tipicamente
consumidoras (ativadoras) de complemento.

O C3 é sintetizado
no fígado, correspondendo a cerca de 70% da quantidade de proteína total do
sistema complemento. Seu papel é central no processo de ativação da parte comum
para as vias clássica e alternada. Seus níveis são diminuídos quando há
ativação por qualquer via.

Níveis diminuídos
de C3 acompanhados de níveis normais de C4 podem estar associados a
glomerulonefrite aguda, glomerulonefrite membranoproliferativa, doença de
complexos imunes, lúpus eritematoso sistêmico ativo e deficiência congênita de
C3.

Níveis diminuídos
de C3 acompanhados de níveis diminuídos de C4 podem estar associados a lúpus
eritematoso sistêmico ativo, doença do soro, hepatites autoimunes ou crônicas,
endocardite infecciosa e doença de imunocomplexos.

Níveis normais de
C3 acompanhados de níveis reduzidos de C4 podem estar associados à doença de imunocomplexos,
estados hipergamaglobulinêmicos, crioglobulinemia, angioedema hereditário e
deficiência congênita de C4.

O C4 é um
componente utilizado somente na via clássica, não havendo alterações em
ativação por via alternativa. Contudo, a maioria das patologias onde a dosagem
de complemento pode oferecer dados úteis para avaliação é baseada na via
clássica (ativação pela interação antígeno-anticorpo).

Referência:

Recém-Nascido : 58 a 108 mg/dL

3 meses : 67 a 124
mg/dL

4 à 6 meses : 74 a
124 mg/dL

7 à 9 meses : 78 a
144 mg/dL

10 à 12 meses : 80
a 150 mg/dL

1 a 10 anos : 80 a
150 mg/dL

11 a 19 anos : 85
a 160 mg/dL

20 anos : 82 a 160
mg/dL

30 anos : 84 a 160
mg/dL

40 à 70 anos : 90
a 170 mg/dL

 

COMPLEMENTO C4

Material: Soro

Sinônimo: C4

Método: Imunoturbidimetria

Coleta: Jejum de 4
horas.

Código CBHPM:
40306712

Interpretação: Ver
Complemento C3.

Referência: 12 a
36 mg/dL

COMPLEMENTO C1Q

Material: Soro
congelado ref

Método:
Nefelometria

Código CBHPM:
40306534

Interpretação:
detecção de deficiência ou consumo de C1q; avaliação da via clássica do
complemento.

Nos imunocomplexos
circulantes não são normalmente expressos no soro de indivíduos normais
saudáveis, mas sim nos pacientes com algumas doenças autoimunes como artrite
reumatóide (RA) e lupus eritematoso sistêmico (SLE). Estes imunocomplexos se
depositam em diversos órgãos, como rins e articulações, levando à lesão
tecidual crônica e são particularmente proeminentes durante a fase ativa da
doença.

Referência: 10,0 a
25,0 mg/dL

 

COOMBS DIRETO

Material: Sangue
total com EDTA

Sinônimo: Pesquisa
de sensibilização eritrocitária

Método: Gel
Centrifugação

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40304108

Interpretação: investigação
de processos hemolíticos; detecção de anticorpos e complemento em superfície
eritrocitária.

Neste teste, é
pesquisada a presença de anticorpos ou complemento aderidos à superfície de
hemácias. Este exame é extremamente útil na determinação da presença de
eritroblastose fetal em recém-natos de mães coombs indireto reagentes ou com
incompatibilidade ABO + Rh.

Seu resultado é
interpretado segundo a intensidade de aglutinação, representado por cruzes, que
o graduam em 1+, 2+, 3+ e 4+.

Referência: Não
reagente

COOMBS INDIRETO

Material:
soro         

Sinônimo: COI

Método: Gel Centrifugação

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40304884

Interpretação:
pesquisa de anticorpos contra proteínas de membrana de eritrócitos (em especial
D), em exames pré-transfusionais ou pré-natais.

Interpretação:
este teste, geralmente realizado com eritrócitos O positivos, é utilizado para
a detecção de anticorpos anti-D circulantes em mães Rh negativas sensibilizadas
ou em pacientes receptores de transfusão sanguínea, utilizando o sangue do
doador.

Referência: Não
reagente

 

CORTISOL

Material: soro

Sinônimo:
Hidrocortisona

Método:
Eletroquimioluminescência

Coleta: Esse exame
requer um jejum mínimo de oito horas para a coleta da manhã e de três horas
para a coleta da tarde.

Jejum:

Até 3 anos
de idade jejum mínimo necessário de 3 horas.

De 3 a 9 anos de
idade jejum mínimo necessário de 4 horas.

Acima de 9 anos de
idade jejum mínimo necessário de 8 horas.

Coleta manhã:
entre 7h e 10h

Coleta tarde:
entre 16h e 17h

Coleta manhã e
tarde: o teste compreende a coleta de uma amostra de sangue pela manhã, entre 7
e 10 horas (o ideal é que seja às 8 horas) e de outra após o almoço, entre 16 e
17 horas (o ideal é que seja às 16 horas). Essas coletas devem ser realizadas
no mesmo dia. É necessário informar os medicamentos em uso em especial os
glicocorticóides.

Código CBHPM:
40316190

Interpretação:
valiação da função adrenal. O cortisol é o principal hormônio glicocorticóide
produzido pela córtex adrenal humana. Representa aproximadamente 80% dos
17-hidroxicorticosteróides do sangue, tendo uma ampla variedade de ações como
efeitos antiinsulínicos no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas
(estimula o catabolismo de proteínas e gorduras, fornecendo substrato para a
produção hepática de glicose), efeitos na regulação do balanço
hidro-eletrolítico, estabilização das membranas lisossômicas e supressão das
reações inflamatórias e alérgicas. Os níveis de cortisol são regulados através
de um balanço com o ACTH e CRH da pituitária e hipotálamo, respectivamente.
Níveis elevados de ACTH estimulam a córtex adrenal a liberar cortisol que, ao
atingir determinados níveis, suprimem o ACTH num feedback negativo. Alguns
fatores fora deste eixo metabólico podem interferir no processo, como febre,
inflamações, dor, stress e hipoglicemia. O cortisol e o ACTH normalmente
apresentam variações circadianas com picos no período da manhã, sendo os
maiores níveis encontrados em torno de 08:00 da manhã e os menores mais tarde.
Assim, é aconselhável colher amostra às 08:00 para diagnóstico de insuficiência
adrenal e depois das 16:00 para diagnóstico de síndrome de Cushing.

Valores
aumentados: síndrome de Cushing, síndromes de hipersecreção ectópica de ACTH ou
CRH, carcinoma ou adenoma adrenal, displasia ou hiperplasia adrenal micro ou
macronodular, stress.

Valores diminuídos
podem ser encontrados em insuficiência adrenocortical (síndrome de Addison),
síndrome adrenogenital e hipopituitarismo.

Referência: 

Pela
manhã : 5,5 a 30,0 ug/dL

A tarde : 2,0 a
14,5 ug/dL

A noite : 2,0 a
14,5 ug/dL

 

CORTISOL SALIVAR

Material: Saliva

Sinônimo:
Hidrocortisona

Método:
Eletroquimioluminescência.

Preparação para coleta:

– A coleta deve
ser feita até duas horas após o horário habitual do cliente acordar ou conforme
solicitação médica.

– Não há
necessidade de jejum após dieta leve. Se, contudo, o exame for feito após as
principais refeições (almoço e jantar), deve haver um intervalo de três horas
entre a refeição e a coleta.

– O cliente não
pode fazer tratamento dentário nas 24 horas que antecedem ao exame.

– Antes da coleta,
é necessário ficar três horas sem escovar os dentes.

– É necessário
informar todos os medicamentos em uso.

Código CBHPM:
40316190

Interpretação:
avaliação da função adrenal.

O cortisol é o
principal hormônio glicocorticóide produzido pela córtex adrenal humana.
Representa aproximadamente 80% dos 17-hidroxicorticosteróides do sangue, tendo
uma ampla variedade de ações como efeitos antiinsulínicos no metabolismo de
carboidratos, gorduras e proteínas (estimula o catabolismo de proteínas e
gorduras, fornecendo substrato para a produção hepática de glicose), efeitos na
regulação do balanço hidro-eletrolítico, estabilização das membranas
lisossômicas e supressão das reações inflamatórias e alérgicas. Os níveis de
cortisol são regulados através de um balanço com o ACTH e CRH da pituitária e
hipotálamo, respectivamente. Níveis elevados de ACTH estimulam a córtex adrenal
a liberar cortisol que, ao atingir determinados níveis, suprimem o ACTH num
feedback negativo. Alguns fatores fora deste eixo metabólico podem interferir
no processo, como febre, inflamações, dor, stress e hipoglicemia. O cortisol e
o ACTH normalmente apresentam variações circadianas com picos no período da
manhã, sendo os maiores níveis encontrados em torno de 08:00 da manhã e os
menores mais tarde. Assim, é aconselhável colher amostra às 08:00 para
diagnóstico de insuficiência adrenal e depois das 16:00 para diagnóstico de
síndrome de Cushing.

Valores
aumentados: síndrome de Cushing, síndromes de hipersecreção ectópica de ACTH ou
CRH, carcinoma ou adenoma adrenal, displasia ou hiperplasia adrenal micro ou
macronodular, stress.

Valores diminuídos
podem ser encontrados em insuficiência adrenocortical (síndrome de Addison),
síndrome adrenogenital e hipopituitarismo.

Referência:

Entre 7 e 9 horas
: Inferior a 0,69 ug/dL

Entre 16 e 17
horas: Inferior a 0,43 ug/dL

Entre 23 e 24
horas: Inferior a 0,35 ug/dL

Limite mínimo de
detecção:Inferior a 0,018 ug/dL

 

CORTISOL URINÁRIO

Material: urina 24
horas

Sinônimo: Cortisol
livre

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Esse exame
é realizado em urina colhida durante 24 horas. Para mulheres, o ideal é não
fazer a coleta durante a menstruação.

Código CBHPM:
40305210

Interpretação:
diagnóstico de hiperfunção adrenal.

Avaliação das condições
de hipo e hiperfunção adrenal . Devido a alta sensibilidade e especificidade ,
o cortisol urinário tem sido usado como o primeiro teste na triagem para Síndrome
de Cushing.

O cortisol livre
urinário é um teste excelente para o diagnóstico do síndrome de Cushing  endógena e para avaliar respostas aos testes
da supressão da dexametazona. A excreção urinária de 24 horas de cortisol na
urina é o índice mais direto e confiável de secreção cortical. Recomenda-se que
o cortisol urinário deva ser dosado em 2 e (preferivelmente 3) amostras
consecutivas de urina de 24 horas, colhidas com o paciente fora de internação.

Referência: 28,5 a
213,7 ug/24 h

COTININA (METABÓLITO DA NICOTINA)

Material: urina

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Coletar
urina amostra isolada.

Referência: Não
fumantes: Inferior a 500 ng/mL

 

CREATINA FOSFOQUINASE – CPK

Material: soro

Sinônimo: CK,
Creatinofosfoquinase, CPK

Método: Cinético
enzimático

Coleta: Jejum não
obrigatório. O paciente deve permanecer em repouso no mínimo 30 minutos antes
da coleta.

Código CBHPM:
40301648

Interpretação:
marcador de lise celular para músculos cardíaco e esquelético.

A CPK é uma enzima
geralmente associada com a regeneração do ATP em sistemas contráteis ou de
transporte. Sua função predominante ocorre nas células musculares, onde está
envolvida no estoque de creatina fosfato (altamente energético). Cada ciclo de
contração muscular resulta em uso de creatina fosfato, com produção de ATP.
Isto resulta em níveis relativamente constantes de ATP muscular. A CPK é
amplamente distribuída nos tecidos, com maiores atividades encontradas na
musculatura esquelética, cardíaca e tecido cerebral. Outras fontes nas quais a
CK está presente incluem bexiga, placenta, trato gastrointestinal, tireóide,
útero, rins, pulmões, próstata, baço, fígado e pâncreas.

Valores
aumentados: infarto agudo do miocárdio, mixedema, distrofia muscular, stress
muscular, polimiosite, dermatomiosite, miocardite, epilepsia, rabdomiólise,
acidentes cérebro-vascular, injeções intramusculares, exercício extenuante,
parto, após incisões cirúrgicas, hipertermia maligna, uso de cocaína, choque
elétrico.

Valores
diminuídos: hipertireoidismo, neoplasia metastática, terapia com esteróides,
doença hepática alcoólica, velhice e má nutrição (por massa muscular reduzida),
artrite reumatóide, gravidez, uso de medicamentos (fenotiazina, prednisona,
etanol), exposição a toxinas.

Referência: 

Homens: 32,0 a 294,0 U/L

Mulheres: 33,0 a
211,0 U/L

CREATINA QUINASE – MB (MASSA)

Material: soro

Sinônimo: CKMB,
Creatinofosfoquinase MB Isoenzima,massa

Método:
Eletroquimioluminescência

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40301656

Interpretação:
diagnóstico de miocardiopatias, em especial o infarto agudo do miocárdio;
monitoramento terapêutico.

A CK é uma enzima
primariamente muscular e cerebral, que existe em três frações diméricas: CK-MM,
CK-BB e CK-MB. A isoenzima MB, com massa molecular de cerca de 87 kD, participa
com cerca de 5-50% da atividade total de CK no miocárdio. É um dos marcadores
de miocárdio mais importantes, com papel bem estabelecido na confirmação de
infarto agudo do miocárdio e no monitoramento de terapia trombolítica. Em casos
de infarto agudo do miocárdio, os valores séricos tipicamente sobem de 3-6 horas
após o início dos sintomas, com picos entre 12-24 horas, e retorno a valores
basais em carga de 24-48 horas. Embora antigamente se utilizasse a medição da
atividade da CKMB após a inibição das demais isoenzimas, atualmente se
determina a CKMB massa, por ensaio imunométrico. O uso de padrões seriados de
CKMB é mais informativo do que uma única tomada. O uso de valores absolutos na
interpretação pode ser fator de confusão para aqueles que utilizavam percentual
de CKMB em relação à CK total. Atualmente, utiliza-se um index relativo de CK
(IRCKMB=CKMB por unidades de CK *100). Valores superiores a 3.0 devem ser mais
bem avaliados.

Valores
aumentados: após lesão muscular e outras patologias cardíacas, além dos casos
de macro CK.

Referência: Ate
5,0 ng/mL

CREATINA URINÁRIA

Material: urina 24
horas

Método:
Espectrofotometria

Coleta: Coleta de
urina 24 h.

Código CBHPM:
40301621

Referência:
Inferior a 250 mg/24h

 

CREATINA – SORO

Material: soro

Método:
Colorimetria

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40301621

Referência: 76 a
124 µmol/L

 

CREATININA

Material: soro

Sinônimo:
Creatininemia

Método: –
Colorimétrico

Coleta: Jejum de 4
horas. Devem ser suspensos medicamentos a base de ácido ascórbico, cefoxitina,
cefalotina, frutose, glicose, levodopa, metildopa, nitrofurantoína e piruvato.

Código CBHPM:
40301630

Interpretação:avaliação
da função renal.

A creatinina é
produzida nas células a partir do catabolismo da creatina (componente de alto
conteúdo energético). O processo se dá em grande parte nas células musculares.
A creatinina é então liberada ao plasma para ser posteriormente filtrada nos
glomérulos e excretada na urina. Pequenas quantidades de creatinina são
secretadas no túbulo proximal, e quantidades mínimas são reabsorvidas nos túbulos
renais distais. O equilíbrio entre a produção de creatinina, a massa muscular
do indivíduo e a função renal, determina as concentrações plasmáticas da
creatinina sérica. Geralmente, a massa muscular e as produções de creatina e
creatinina tendem a ser mais estáveis, fazendo desta determinação um bom
indicador da função renal.

Valores
aumentados: diminuição da função renal (é necessária a perda da função renal em
pelo menos 50% para que ocorra elevação dos níveis de creatinina), obstrução do
trato urinário, diminuição do aporte sanguíneo renal, desidratação e choque,
intoxicação com metanol, doenças musculares (rabdomiólise, gigantismo,
acromegalia, etc.).

Valores
diminuídos: massa muscular diminuída, debilitação, gravidez.

Interferentes:
consumo de carne torrada em grandes quantidades, exercícios físicos intensos
não habituais, uso de medicamentos nefrotóxicos ou que alterem a excreção da
creatinina no nível glomerular (cefalosporinas, cimetidina, trimetropim,
digoxina, aminoglicosídeos, ácido ascórbico, hidantoína, etc.).

Referência:

Adulto : 0,60 a
1,30 mg/dL

Criança 0 a 1
semana: 0,60 a 1,30 mg/dL

Criança 1 a 6
meses : 0,40 a 0,60 mg/dL

Criança 1 a 18
anos : 0,40 a 0,90 mg/dL

 

CREATININA URINÁRIA – 24H

Material: urina 24
horas

Sinônimo:
Creatininúria

Método: Jaffé sem
desproteinização

Coleta: Coletar
amostra de urina de 24h. Separar uma alíquota e anotar o volume total. Devem
ser suspensos medicamentos a base de captopril, corticosteróides, ácido
ascórbico, cefoxitina, levodopa, metildopa e anabolizantes esteroidais.

Código CBHPM:
40301630

Interpretação:
marcador de qualidade em coleta de urina de 24 horas.

A determinação da
quantidade de creatinina urinária em 24 horas é útil como acompanhante na
determinação de outros analitos, no sentido de determinar a qualidade da coleta
de 24 horas. Assim, pode-se calcular valores em mg creatinina/kg paciente/24
horas.

Valores
aumentados: amostra coletada em tempo maior.

Valores
diminuídos: amostras coletadas em tempos menores do que o indicado.

Referência:

Crianças:

3 a 8 anos : 0,11
a 0,68 g/24h

9 a 12 anos : 0,17
a 1,41 g/24h

13 a 17 anos :
0,29 a 1,87 g/24h

Adultos 0,63 a
2,50 g/24h

 

CRIOAGLUTININAS – PESQUISA

Material: soro +
sague total EDTA

Sinônimo:
Criohemolisina, aglutinina fria

Método:
Aglutinação

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM:
40306763

Interpretação:
diagnóstico de pneumonia atípica primária.

A pneumonia
atípica primária é uma infecção das vias aéreas causada pelo Mycoplasma
pneumoniae. Crioaglutininas são usualmente autoanticorpos IgM dirigidos contra
o antígeno I da membrana eritrocitária. Estas aglutininas podem ser encontradas
em altos títulos em soro de pacientes com pneumonia atípica primária. Outros
casos que se associam à reatividade para crioaglutininas são: pneumonias produzidas
por legionelas ou vírus, anemias hemolíticas autoimunes, hepatite e cirrose
hepática. Esta determinação pode ser importante quando se vai infundir
transfusão de componentes a frio.

Referência: 

Positiva : = ou > 1/32

Negativa : <
1/32

 

CRIOGLOBULINAS – PESQUISA

Material: Soro

Método:
Precipitação

Coleta: Jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40308014

Interpretação:
investigação de sintomas relacionados ao frio; suspeita de doença por
imunocomplexos.

Crioglobulinas são
proteínas que se precipitam reversivelmente a 0-4oC. Existem três tipos de
crioglobulinas: tipo I (imunoglobulinas monoclonais – IgM, IgG, IgA e Bence
Jones), tipo II (crioglobulinas mistas nas quais uma imunoglobulina monoclonal
é complexada a uma imunoglobulina policlonal), e tipo III (proteínas
policlonais – uma ou mais imunoglobulinas, em misturas de IgG e IgM).
Crioglobulinas tipo I e II ocorrem em pacientes com gamopatias monoclonais. Os
tipos II e III são imunocomplexos circulantes produzidos em resposta a vários
antígenos (autólogos, virais e bacterianos).

Os sintomas
associados a crioglobulinemia são geralmente vasculares (púrpura, com tendência
a sangramentos, urticária a frio, fenômeno de Raynaud, dor e cianose terminal).

Valores
aumentados: macroglobulinemia de Waldenström, mieloma, leucemia linfocítica
crônica, LES, síndrome de Sjögren e doenças hepáticas (incluindo hepatite
crônica, cirrose e hepatite C).

Sua presença pode
interferir nos testes de laboratório (falsas elevações nas contagens de
leucócitos, alterações no complemento e alterações na viscosidade das amostras
com conseqüente erro de pipetagem quando a amostra é resfriada).

Referência:
Negativa

 

CROMO SÉRICO

Material: soro –
tubo trace

Método:
Espectrofotometria de absorção atômica

Coleta: Jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40313190

Interpretação:
avaliação de toxicidade por cromo.

A exposição à pele
pode provocar dermatite e ulceração. A ingestão resulta em vertigens, dor
abdominal, vômitos, anúria, convulsões, choque ou coma.

Valores diminuídos:
gravidez, crianças diabéticas.

Referência: até
5,0 ug/L

 

CROMO URINÁRIO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Sinônimo: Cromo
Hexavalente

Método: ICP-MS

Coleta: Coletar
urina de início de jornada do último dia de trabalho da semana. Coletar em
frasco estéril.

Código CBHPM:
40313190

Interpretação: Ver
Cromo Sérico.

Referência: VR*:
até 5,00 ug/g de creatinina

IBMP**: até 30,00
ug/g de creatinina

*Valor de
Referência para pacientes não expostos.

 

CROMOGRANINA A

Material: Soro

Método:
Enzimaimunoensaio

Coleta: Jejum
obrigatório

Interpretação:
Cromogranina A, também chamada de secretogranina I se constitui num grupo de
proteínas presentes em vários tecidos neuroendócrinos. É um marcador tumoral
com utilidade em neoplasias endócrinas, tipo feocromocitoma, síndrome
carcinóide, carcinoma medular da tiróide, adenoma hipofisário, carcinoma de
células da ilhota do pâncreas e na neoplasia endócrina múltipla.

Referência: <
100,0 ng/mL

CRYPTOSPORIDIUM – PESQUISA

Material: fezes

Sinônimo: Pesquisa
de Coccídio, protozoário

Método: Ziehl –
Neelsen Modificado

Coleta: Amostra
recente. Enviar em frasco coletor.

Código CBHPM:
40310116

Interpretação:
diagnóstico diferencial de diarréia crônica; diagnóstico de criptosporidiose.

A criptosporidiose
tem sido recentemente reconhecida como uma doença humana importante, primeiro,
pelo desenvolvimento de condições técnicas que corroborem este dado, segundo
pelo crescente contingente de indivíduos imunossuprimidos. O agente causal, Cryptosporidium
parvum, é um parasita identificado em amostras de crianças e adultos em muitas
partes do mundo, estando geralmente associado a diarréias crônicas em pacientes
portadores de HIV. Em indivíduos imunocompetentes, o organismo pode causar uma gastroenterite
autolimitada, com sintomas agudos de diarréia, dor abdominal, náuseas e
vômitos. Este quadro varia desde situações subclínicas a episódios importantes.
Em pacientes portadores de HIV, sua presença pode ser complicada, e a pesquisa
de cistos nas fezes pode ser útil na instituição de terapêutica apropriada. As
fezes são avaliadas microscopicamente após enriquecimento em meio hipertônico,
e a presença de grandes quantidades (eventualmente acompanhadas de leucócitos)
é indicativa de criptosporidiose.

Referência:
Negativa

 

CRYPTOCOCCUS – QUANTITATIVO

Material: soro ou
líquor

Sinônimo:
Cryptococcus – pesquisa de exoantig. criptocócicos

Método:
Aglutinação – quantitativo

Coleta: jejum não
obrigatório. Caso seja LCR, a coleta é feita pelo neurologista

Código CBHPM:
40309053

Referência: Não
reagente

COPROCULTURA

Material: Fezes –
Meio de Transporte (Cary Blair)

Método: Semeadura
em meios específicos e aglutinação em lâmina.

Coleta: Enviar as
fezes frescas

Código CBHPM:
40310183

Interpretação: diagnóstico
de processos infecciosos de trato gastrointestinal por bactérias
enteropatogênicas.

Os quadros
infecciosos do trato gastrointestinal podem ser causados por uma variedade de
microorganismos virais, bacterianos, parasitários e fúngicos, e o quadro
clínico associado é relativamente amplo. De todo modo, diarréia (crônica ou
aguda), febre e vômitos parecem ser os mais freqüentes.

Do ponto de vista
clínico e epidemiológico, é possível levantar suspeitas mais ou menos
específicas que, quando incluem agentes bacterianos, podem ser confirmadas por
coprocultura para bactérias fecais. São pesquisados E. coli invasora,
enteropatogênica, enterohemorrágica e enterotoxigênica, Salmonela spp, Shigella
spp, Vibrio spp e Staphylococcus aureus, além de pesquisa de leucócitos.

Referência:
Cultura Negativa indica ausência de crescimento de bactérias patogênicas.

Bactérias
pesquisadas: Salmonella sp., Shigella sp., Escherichia coli – enteroinvasora e
enterohemorrágica.

Para crianças
menores que 1 ano de idade, também é realizada a pesquisa de Escherichia coli 
enteropatogênica
(EPEC).

CURVA DE GLICOSE E INSULINA APÓS GLICOSE

Material: soro

Sinônimo: Curva
glicêmica com dosagem de insulina

Método:
Quimioluminescência e Enzimático

Coleta: Este exame
requer um jejum de oito horas (com exceção de água pura, que pode ser
ingerida). Para crianças menores de 9 anos de idade que não consigam ficar esse
período sem se alimentar, o tempo de jejum deve ser orientado pelo médico que
solicitou o exame. É passado o suco com glicose, após a ingestão vai colhendo
com repouso de 30,60,90, 120 e 180 min.
Preparo: manter dieta habitual, sem restrição de carboidrato (massas,
açúcar e doces) nas 72 horas que antecedem o exame. Não fazer uso de laxante na
véspera do exame. Não fazer esforço físico antes do exame (no mesmo dia do
exame). Atenção: caso o cliente apresente diarréia nos dois dias que antecedem
o exame ou no mesmo dia de sua realização, a prova deve ser agendada para outra
data. Recomendações durante o teste: o cliente deve evitar andar e não pode
fumar ao longo da prova. A ingestão de qualquer tipo de alimento é proibida
durante o exame.

Não realizado em
pacientes pós cirurgia bariátrica.

Código CBHPM:
40305228

Interpretação:avaliação
dos níveis circulantes de insulina.

Níveis elevados de
insulina na presença de concentrações baixas de glicose podem ser indicativos
de hiperinsulinismo patológico. Níveis elevados de glicose em pacientes em
jejum, com concentrações de glicose normais ou elevadas, e resposta exagerada
de insulina e glicose quando da administração exógena de glicose, são
características de formas de intolerância à glicose, diabetes mellitus ou
outras condições de resistência à insulina.

Referência:

Glicemia basal entre 75,0 a 110,0 mg/dL e glicemia inferior a 140 aos
120 minutos.

Insulinemia basal
entre 2,6 a 24,9 uUI/mL

Considerado
patológico seg. Bittar R.: Glicemia < 55,0 mg em qualquer momento do exame.

Glicemia entre 145
e 200 mg/dL na 2ª hora do exame

Insulinemia de
jejum > 50,0 uUI/mL

Soma das
insulinemias da 2ªe 3ª hora > 60,0 uUI/mL

 

CURVA DE HGH APÓS GLICOSE

Material: Soro

Sinônimo: Curva de
HGH após glicose

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Jejum
mínimo de oito horas. Punção venosa com cateter e repouso de 20 minutos.
Coletar a amostra basal. Administrar via oral 75 g de glicose em adultos ou
1,75 g/kg de peso em crianças até 42kg. Deverá ser ingerida rapidamente (5
minutos). Coletar amostras de soro nos tempos 30, 60, 90 e 120 minutos ou
conforme orientação médica. Dosar HGH em todas as amostras. Não realizado em
pacientes pós cirurgia bariátrica.

Código CBHPM:
40316203

Interpretação:
avaliação de casos com suspeita de hipersecreção autônoma de HGH. Até 10% dos
indivíduos com excesso de HGH (acromegalia) apresentam valores basais de GH dentro
dos parâmetros da normalidade. O excesso de GH pode ser estabelecido medindo-se
a resposta de HGH após resposta de sobrecarga de glicose. Os níveis de HGH
devem baixar até cerca de 2,0 ng/mL após esta supressão com carga de glicose. A
incapacidade de supressão é geralmente observada em pacientes com acromegalia,
embora resultados alterados também possam ser vistos em doença hepática, doença
renal crônica, diabetes mellitus não controlada, desnutrição, síndrome de
Laron, tirotoxicose ou ingestão de L-dopa.

Referência: 

Normal
: queda dos niveis de HGH

Nível basal <
1,0 ng/ml exclui acromegalia.

Valores Basais:
Masculino até 3,0 ng/mL

Feminino até 8,0
ng/mL

 

CURVA GLICÊMICA

Sinônimo: TESTE DE
TOLERÂNCIA A GLICOSE

Material: plasma
fluoretado

Método: Enzimático

Coleta: Após jejum
de oito horas, punção venosa com cateter e repouso de 20 minutos. Coletar a
amostra basal para dosagem de glicose. Administrar via oral 75 gramas de
glicose para adultos e 1,75 g/Kg de peso para crianças (máximo de 75 g). Colher
amostra após 120 minutos da ingestão de glicose. Para gestantes colher nos
tempos 0 (basal), 60 e 120 minutos.

Não realizado em
pacientes pós cirurgia bariátrica.

Código CBHPM:
40301680

Interpretação:
Diagnóstico de diabetes mellitus

Referência:
Glicemia basal entre 75 e 110 mg/dL, glicemia 
inferior a 140
mg/dL aos 120 min.

CURVA GLICÊMICA GESTANTE: TESTE DE TOLERÂNCIA A GLICOSE

Material: plasma
fluoretado

Sinônimo: CURVA
GLICÊMICA

Método: Enzimático

Coleta: Após jejum
de oito horas, punção venosa com cateter e repouso de 20 minutos. Coletar a
amostra basal para dosagem de glicose. Administrar 100 g de glicose por via
oral e colher amostras nos tempos 60, 120 e 180 minutos.

OBS : quando a
glicemia de jejum for superior ou igual a 126 mg/dL o teste é dispensável. Se
em pelo menos duas ocasiões já apresentaram estes resultados, indica
diagnóstico de diabetes

Não realizado em
pacientes pós cirurgia bariátrica.

Código CBHPM:
40301680

Interpretação:
Diagnóstico de diabetes mellitus gestacional.

Referência: Para o
diagnóstico positivo,duas ou mais das quatro glicemias devem ser alcançadas ou
excedidas.

Jejum : 95 mg/dL ,
1 hora : 180 mg/dL ,

2 horas : 155
mg/dL e 3 horas : 140 mg/dL.

 

D-DÍMERO

Material: plasma
citratado

Método:
Coagulométrico.

Coleta: Jejum de
04 horas.

Código CBHPM:
40304906

Interpretação:
teste de triagem para trombose venosa profunda; avaliação de infarto agudo do
miocárdio, angina instável, coagulação intravascular disseminada.

O dímero D é um
fragmento resultante da degradação da fibrina polimerizada especificamente.
Após a coagulação haver iniciado, a trombina cliva o fibrinogênio, gerando
monômeros de fibrina que se polimerizam, formando um coágulo. Existem outros
fragmentos derivados da fibrina monomerizada, mas o dímero D é específico para
a fibrina degradada após a polimerização, o que qualifica seu uso como marcador
de fibrinólise de coágulo.

É crescente a
associação entre os níveis de dímero D e a presença e a severidade de doenças
trombóticas. Contudo, sua interpretação deve levar em conta alguns pontos, a
seguir. A vida média do dímero D é de aproximadamente 6 horas em indivíduos com
função renal normal. Assim, pacientes com coágulos estáveis com esporádicas
degradações podem resultar em valores normais. Quanto maior o coágulo, maior
será o nível de dímero D circulante. Assim, coágulos muito pequenos, embora
potencialmente danosos à saúde podem resultar valores normais. A presença de
dímero D pressupõe processo de fibrinólise normal.

Valores
aumentados: deposições de fibrina em localizações extravasculares, condições
associadas à presença de coágulos de fibrina intravasculares, coagulação
intravascular disseminada(CIVD) aguda ou crônica, infarto agudo do miocárdio e
angina instável. Hematomas

Na suspeita clínica
de embolia pulmonar , resultados normais excluem esta possibilidade diagnóstica
( teste de triagem )

Referência:
Negativo : Igual ou inferior a 0,55 mg/L

Positivo : Igual
ou superior a 0,56 mg/L

 

DEFICIÊNCIA HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GENE GH1)

Código: GH1

Material: Sangue
total com EDTA

Método: Técnica
Sequenciamento

Coleta: Jejum não
obrigatório

Interpretação: O
hormônio do crescimento (GH) é um hormônio multifuncional produzidos na
hipófise anterior, que promove o crescimento pós-natal do tecido ósseo e
tecidos moles. A secreção e liberação de GH são processos complexos dependem de
muitos factores. Qualquer distúrbios genéticos e adquiridos que afetam a
secreção de GH ou sua ação, resultando em um fenótipo patológico caracterizado
por baixa estatura fornecidos e deficiência isolada de GH (IGHD) ou
hipopituitarismo (CPHD). O gene GH1, que codifica o GH, é um dos genes mais
estudados em casos de DGH. Foram detectadas mutações em cerca de 12,5% dos
casos familiares de IGHD e 10% nos casos esporádicos. Estas mutações causam
diferentes tipos de IGHD classificados como IA, IB e II. A forma mais severa de
IGHD IA, é caracterizada pela ausência completa de GH, é herdada em um
autossômica recessiva e os pacientes têm grandes deleções que remover todo o gene
ou um número pequeno de casos, as mutações nonsense. Formas menos graves, que
são caracterizadas por níveis muito baixos, mas detectáveis de GH, são os IGHD
IB, autossômica recessiva (a forma mais comum), e IGHD II, autossômica
dominante.

Referência: Ausência
da Mutação

 

DEHIDROEPIANDROSTERONA – DHEA

Código: DHEA

Material: soro

Método: ELISA

Coleta: Jejum
obrigatório de no mínimo 4h. Colher sangue de preferência pela manhã. Anotar
uso de medicamento, principalmente corticosteróide. Lipemia atua como interferente.

Código CBHPM:
40316211

Interpretação:
marcador da produção adrenal de andrógenos; avaliação da reserva adrenal após
estímulo com ACTH.

A
dehidroepiandrosterona é sintetizada pelo córtex da adrenal, sendo seu
principal andrógeno. Apresenta meia vida plasmática curta e é usualmente
convertida em DHEA-sulfato. Sua produção excessiva pode estar associada a
quadros de virilização com acne, hirsutismo, e conversão à testosterona.

Referência: 

Feminino: 1 a 12 ng/mL

Masculino: 3 a 11
ng/mL

DEHIDROEPIANDROSTERONA – DHEA – CURVA

Material: soro

Sinônimo: DHEA,
Androstenolona, Dehidroisoandrosterona

Método: ELISA

Coleta: Jejum
obrigatório de no mínimo 4h. Colher sangue de preferência pela manhã. Anotar
uso de medicamento, principalmente corticosteróide. Lipemia atua como
interferente. 

Código CBHPM: 40316211

Interpretação:
marcador da produção adrenal de andrógenos; avaliação da reserva adrenal após
estímulo com ACTH.

A
dehidroepiandrosterona é sintetizada pelo córtex da adrenal, sendo seu principal
andrógeno. Apresenta meia vida plasmática curta e é usualmente convertida em
DHEA-sulfato. Sua produção excessiva pode estar associada a quadros de
virilização com acne, hirsutismo, e conversão à testosterona.

Referência: 

Feminino: 1 a 12 ng/mL

Masculino: 3 a 11
ng/mL

 

DENGUE – ANTICORPOS IGG

Material: soro

Sinônimo:
Sorologia para dengue

Método: ELISA

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40306798

Interpretação:
Pode ser causada por contato com um dos quatro sorotipos do vírus da dengue:
DEN-1, DEN-2, DEN3 e DEN-4, molecularmente relacionados e pertencentes ao
gênero Flavivirus, família Flaviviridae (sendo, portanto, aparentada com os
vírus de encefalite viral e febre amarela).

Transmissão: pelos
mosquitos do gênero Aedes (em especial, o Aedes aegypti).

Período de
Incubação: depois da picada de um mosquito infectado, ocorre um período de
incubação de 2 – 9 dias, quando aparecem os sintomas.

Anticorpos IgM:
são encontrados em cerca de 80% dos pacientes no quinto dia e cerca de 99% dos
pacientes no décimo dia após o contato com o vírus e pode persistir na
circulação por até três meses.

Anticorpos IgG:
específicos tornam-se detectáveis dias após o aparecimento do IgM. Seus níveis
se elevam até um e geralmente continuam detectáveis pelo resto da vida.

Referência:

Índice
< 0,9 : Não Reagente

De 0,91 – 1,1:
Inconclusivo

Índice > 1,1 :
Reagente

 

DENGUE – ANTICORPOS IGM

Material: soro

Sinônimo:
Sorologia para dengue

Método: ELISA

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40306798

Interpretação:
Pode ser causada por contato com um dos quatro sorotipos do vírus da dengue:
DEN-1, DEN-2, DEN3 e DEN-4, molecularmente relacionados e pertencentes ao
gênero Flavivirus, família Flaviviridae (sendo, portanto, aparentada com os
vírus de encefalite viral e febre amarela).

Transmissão: pelos
mosquitos do gênero Aedes (em especial, o Aedes aegypti).

Período de
Incubação: depois da picada de um mosquito infectado, ocorre um período de
incubação de 2 – 9 dias, quando aparecem os sintomas.

Anticorpos IgM:
são encontrados em cerca de 80% dos pacientes no quinto dia e cerca de 99% dos
pacientes no décimo dia após o contato com o vírus e pode persistir na
circulação por até três meses.

Anticorpos IgG:
específicos tornam-se detectáveis dias após o aparecimento do IgM. Seus níveis
se elevam até um e geralmente continuam detectáveis pelo resto da vida.

Referência:

Índice
< 0,9 : Não Reagente

De 0,90 – 1,1:
Inconclusivo

Índice > 1,1 :
Reagente

DENGUE – NS1

Material: soro

Sinônimo: Teste
ELISA de captura do antígeno NS1 da dengue

Método: ELISA

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Interpretação: O
antígeno NS1 é uma glicoproteína altamente conservada que está presente em
elevadas concentrações no soro de pacientes infectados pelo vírus da dengue. ,
podendo ser detectado logo após o surgimento dos sintomas da doença e,
portanto, antes do aparecimento dos anticorpos específicos contra o agente
infeccioso. Dessa forma , é possível fazer o diagnóstico laboratorial da dengue
mais precocemente.

Referência:

Índice
< 0,9 : Não Reagente

De 0,9 a 1,2 :
Inconclusivo*

Índice > 1,2 :
Reagente

DETECÇÃO DO VÍRUS DA INFLUENZA A (H1N1)

Material: Secreção

Sinônimo: subtipo
H1N1, detecção por PCR

Método: RT-PCR em
Tempo Real – Sistema TaqMan

Coleta: Realizado
em: aspirado nasofaringeo, secreção de orofaringe e nasofaringe. Líquor em
frasco estéril.

Informações gerais
:O teste de detecção e caracterização do vírus H1N1 (Influenza A) utilizado no
Laboratório Álvaro é a técnica preconizada pela Organização Mundial da Saúde. A
sensibilidade e especificidade do método dependem da quantidade e qualidade de
material enviado para a análise. Por isso, sua coleta e transporte são
essenciais para o diagnóstico adequado.

Instrução de
coleta: As amostras de secreções respiratórias devem ser coletadas
preferencialmente no 3º dia após o início dos sintomas e no máximo até o 7º
dia.

Interpretação: A
influenza é uma infecção viral que afeta o trato respiratório superior com
apresentação clínica que varia de um quadro gripal auto-limitado (febre, dor de
garganta, tosse, mialgia, cefaléia, sintomas gastrointestinais e fadiga) até as
formas mais complicadas com evolução para Doença Respiratória Aguda Grave. O
diagnóstico laboratorial da infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) é
fundamental para a abordagem terapêutica individual e para as medidas de
controle coletivo. A fase de maior transmissibilidade da doença engloba o
período entre um dia antes do início dos sintomas até o sétimo dia de evolução.
O método RT-PCR em Tempo Real é um teste sensível e específico, capaz de
detectar a presença do vírus. As amostras de secreções respiratórias devem ser
coletadas preferencialmente entre o primeiro e o sétimo dia, após o início dos
sintomas. A presença do RNA Influenza A (H1N1) indica a presença do vírus na
amostra clínica. Este resultado deve ser interpretado juntamente com a clínica
do paciente e com outros exames laboratoriais. O resultado não detectado não
descarta a possibilidade da presença do vírus na secreção respiratória, mas que
a concentração viral está abaixo do limite de detecção do método.

Referência: Não
Detectado

 

FATOR VII

Material: plasma
citratado

Sinônimo: Dosagem
de Fator VII

Método:
Coagulométrico.

Coleta: Coletar
plasma citratado. Jejum obrigatório. Podem atuar como interferentes
anticoagulante heparina, epinefrina, contraceptivos orais, estreptoquinase

Código CBHPM:
40304680

Referência: 60 a
140 %

 

FATOR VIII

Material: plasma
citratado

Sinônimo: Dosagem
de Fator VIII

Método:
Coagulométrico.

Coleta: Jejum de
04 horas. Material : plasma citratado. Podem atuar como interferentes
anticoagulante heparina, Epinefrina, contraceptivos orais, estreptoquinase.

Código CBHPM:
40304183

Interpretação: diagnóstico
da deficiência de fator VIII.

A hemofilia A é
uma doença hereditária, recessiva ligada ao X, que resulta da deficiência de
fator de coagulação VIII funcional (VIIIC). É possível o encontro de síndromes
clínicas similares pela ação de mutações espontâneas e processos imunológicos
adquiridos. A morbidade e mortalidade associadas são resultados primariamente
de hemorragia, embora existam eventos (especialmente infecciosos) associados à
freqüência de transfusões. Com baixos níveis de fator VIIIC, disfunção do mesmo
ou presença de inibidores, ocorre uma interrupção do funcionamento normal da
cascata de coagulação, resultando em hemorragias espontâneas ou excessivas em
reposta a até pequenos traumas. Os sítios hemorrágicos mais freqüentes incluem
as juntas, músculos, sistema nervoso central, superfícies mucosas, sistema
gastrointestinal e sistemas gênito-urinário, pulmonar e cardiovascular.
Pacientes acometidos geralmente apresentam KPTT elevado e as dosagens de fator
VIIIC funcional encontram-se diminuídas. Note-se que este teste avalia a
funcionalidade deste fator de coagulação, portanto, em caso de inibidores ou
mutações, as dosagens imunométricas podem resultar normais com atividade
diminuída.

Valores
aumentados: uso de contraceptivos orais, doença hepática, reações da fase aguda
e pós-operatório.

Valores
diminuídos: em qualquer coagulopatia devida à ausência ou deficiência de fator
VIIC, alguns casos de lúpus eritematoso sistêmico, coagulação intravascular
disseminada.

Referência: 50 a
150 %

 

ANTI – ENDOMISIO – ANTICORPOS (IGA)

Material: Soro

Método:
Imunofluorescência Indireta

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40306259

Interpretação:
diagnóstico de doença celíaca.

Doença celíaca e
dermatites herpetiformes são doenças caracterizadas como enteropatias
glúten-sensíveis. Aproximadamente 70% dos pacientes com dermatites
herpetiformes e mais do que 95% dos pacientes com doença celíaca ativa
demonstram a presença de anticorpos IgA+IgG. Nestes pacientes, após dieta livre
de glúten, os anticorpos decrescem ou desaparecem.

A pesquisa de
anticorpos anti endomísio IgA+IgG e anticorpos anti gliadina detecta 100% dos
casos de doença celíaca.

 

ANTI – ENDOMISIO – ANTICORPOS (IGG)

Material: Soro

Método:
Imunofluorescência Indireta

Código CBHPM:
40306259

Interpretação:
diagnóstico de doença celíaca.

Doença celíaca e
dermatites herpetiformes são doenças caracterizadas como enteropatias
glúten-sensíveis. Aproximadamente 70% dos pacientes com dermatites
herpetiformes e mais do que 95% dos pacientes com doença celíaca ativa
demonstram a presença de anticorpos IgA+IgG. Nestes pacientes, após dieta livre
de glúten, os anticorpos decrescem ou desaparecem.

A pesquisa de
anticorpos anti endomísio IgA+IgG e anticorpos anti gliadina detecta 100% dos
casos de doença celíaca.

Referência: Não
Reagente:Inferior a 1/10

ELASTASE PANCREÁTICA – FEZES

Material: fezes

Método:
Enzimaimunoensaio

Coleta:
Recomenda-se o envio da amostra ao final do desarranjo intestinal.

Referência:
Superior a 200 ug/g fezes

 

ELETROFORESE DE HEMOGLOBINAS

Material: Sangue
total com EDTA

Sinônimo: Estudo
das hemoglobinopatias

Método:
Cromatografia Líquida de Alta Performance – HPLC

Coleta: Jejum
obrigatório no mínimo de 4 horas.

Código CBHPM:
40304353

Interpretação: diagnóstico
de hemoglobinopatias e talassemias; diagnóstico diferencial de anemias e
hemólise.

A eletroforese de
hemoglobinas é de essencial importância no diagnóstico diferencial de anemias,
microcitoses e hemólises, além de permitir análises familiares em parentes de
portadores de hemoglobinas anormais. Seus resultados permitem o estabelecimento
ou a exclusão de hemoglobinopatias e talassemias, constituindo importante e
amplo procedimento diagnóstico. A presença de variantes de hemoglobina e
alterações nas quantidades de hemoglobinas normais pode ser diagnóstica.

O método usado –
HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Performance) em substituição a eletroforese
em acetato de celulose permite a identificação de um grande número de Hb
anomalas que migram para áreas comuns na eletroforese. Outra vantagem está nas
diferenciações entre HbA2 e HbC, HbS e HbD, e entre a HbG e Hb Lepore.

Referência:
Hemoglobina A1 : > ou = 95,0%

Hemoglobina Fetal
:

1 a 7 dias : Até
84,0% 7 a 12 meses: Até 3,5%

8 a 60 dias : Até
77,0% 12 a 18 meses: Até 2,8%

2 a 4 meses: Até
40,0% Adulto: 0,0 a 2,0 %

4 a 6 meses: Até
7,0%

Hemoglobina A2 :
1,8 a 3,5 %

 

ELETROFORESE DE LIPOPROTEÍNAS

Material: soro

Método:
Eletroforese

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM: 40301788

Interpretação:
auxílio no diagnóstico das dislipemias primárias e secundárias.

A eletroforese de
lipoproteínas está indicada em determinadas situações: triglicérides no soro
> 300 mg/dL; soro de jejum lipêmico; hiperglicemia significativa, tolerância
à glicose alterada, glicosúria; ácido úrico sérico aumentado; nítida história
familiar de doença coronariana prematura; evidência clínica de doença
coronariana ou aterosclerose em pacientes com menos de 40 anos de idade.

Referência: 

Alfa
lipoproteinas : 22,3 a 53,3 % (HDL)

Pré-beta
lipoproteinas : 4,4 a 23,1 % (VLDL)

Beta lipoproteinas
: 38,6 a 69,4 % (LDL)

Lipoproteina-Lp(a)
: Ausente

ELETROFORESE DE PROTEÍNAS

Material: soro

Sinônimo:
Proteinograma

Método:
Eletroforese capilar (Sebia)

Coleta: Jejum
obrigatório. Hemólise e lipemia podem atuar como interferentes.

Código CBHPM:
40301761

Interpretação:
detecção e quantificação de bandas de paraproteínas em doenças
linfoproliferativas; detecção de estados fisiopatológicos como inflamação,
perda protéica, gamopatias e outras disproteinemias.

A eletroforese de
proteínas é um procedimento baseado na separação das proteínas do líquido
analisado (geralmente soro, urina ou líquido cefalorraquidiano). Trata-se de um
procedimento analítico amplo, cuja interpretação depende dos dados
clínico-epidemiológicos do paciente. De todo modo, existem perfis específicos
para cada alteração, correlacionados com patologias específicas. Seus quadros
mais característicos são a síndrome nefrótica e as gamopatias monoclonais, mas
outras alterações podem ser observadas e oferecer importantes dados
diagnósticos ao clínico.

Referência: 

Proteínas Totais : 5,7 a 8,2 g/dL

Relação A/G : 0,80
a 2,20

Albumina : 4,01 a
4,78 g/dL 55,1 a 65,7%

Alfa-1 Globulina :
0,22 a 0,41 g/dL 3,1 a 5,6 %

Alfa-2 Globulina :
0,58 a 0,92 g/dL 8,0 a 12,7%

Beta-1 Globulina :
0,36 a 0,52 g/dL 4,9 a 7,2 %

Beta-2 Globulina :
0,22 a 0,45 g/dL 3,1 a 6,1 %

Gama Globulina :
0,75 a 1,32 g/dL 10,3 a 18,2%

 

ELETROFORESE DE PROTEÍNAS – URINA

Material: urina –
amostra isolada

Sinônimo:
Proteinograma

Método:
Fracionamento com densitometria

Coleta: Coletar
urina amostra isolada.

Código CBHPM:
40311309

Referência:
Proteínas Totais : Até 10,0 mg/dL

ELETROFORESE DE PROTEÍNAS – URINA 24H

Material: urina 24
horas

Sinônimo: Proteinograma

Método:
Bioconcentração/Fracionamento com densitometria

Coleta: Coletar
urina de 24 horas.

Código CBHPM:
40311309

Referência:
Proteínas Totais : Até 141,0 mg/24 h

ENSAIOS ENZIMÁTICOS PARA ERROS INATOS – PLASMA

Material: urina e
plasma

Sinônimo: Screen
metabólico

Método: Diversos

Coleta: 

Urina :
Coletar 50,0 mL, congelar e enviar em frasco estéril.

Sangue : Coletar
5,0 mL de Sangue com heparina, separar o plasma, congelar e enviar.

ENTAMOEBA HISTOLYTICA – ANTÍGENOS

Material: fezes

Método: ELISA

Coleta: Frasco
estéril.

Interpretação:
diagnóstico de E. histolytica nas fezes.

No exame
microscópico das fezes as duas espécies de Entamoeba histolytica e E. dispar
são morfologicamente idênticas. O teste imunoenzimático para a pesquisa do antígeno
de E. histolytica (patogênica) faz a discriminação das espécies.

Referência:
Reagente : presença do antígeno

Não reagente :
ausência do antígeno

 

ENTEROBIUS VERMICULARES – PESQUISA

Material: fezes

Sinônimo: Oxiúros

Método:
Microscopia

Coleta: Paciente
deve comparecer no laboratório para realização do teste. (Fita gomada)

Interpretação:
diagnóstico de enterobíase.

O Enterobius
vermicularis é um helminto cuja infestação é associada, entre outros, a prurido
na região anorretal. Sua presença é diagnóstica, sugerindo-se tratamento para
todos os indivíduos que o hospedem. A coleta de swab anal com fita adesiva é
mais bem realizada pela manhã, antes de banho ou defecação. Menos de 10% dos
pacientes infestados por E. vermicularis apresentam ovos nas fezes.

Referência:
Negativa

ENZIMA CONVERSORA DE ANGIOTENSINA

Material: soro

Sinônimo: ECA

Método:
Espectrofotometria

Código CBHPM:
40305287

Interpretação:
diagnóstico de sarcoidose; acompanhamento da efetividade terapêutica.

A enzima
conversora da angiotensina (ECA) é uma enzima glicoprotéica zinco dependente,
que catalisa a remoção de aminoácidos de diferentes substratos peptídicos. É
responsável pela conversão da angiotensina I em angiotensina II (que estimula a
produção de aldosterona) e possui função vasoconstritora com efeitos
fisiológicos na filtração glomerular.

Valores
aumentados: portadores de sarcoidose (especialmente quando a doença está
ativa), hipertireoidismo, diabetes mellitus, doença de Gaucher, lepra,
amiloidose, mieloma múltiplo, cirrose biliar primária e hiperparatireoidismo.

Valores
diminuídos: alguns pacientes com hipotireoidismo.

Referência: 65,8 a
114,4 U/L

ERITROPOIETINA

Material: soro

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Coletar
pela manhã, entre às 7:00 e 12:00 horas, em jejum mínimo de 4 horas.

Código CBHPM:
40305295

Interpretação:
investigação diferencial de anemias; diagnóstico de policitemia; monitoramento
de terapia repositória.

A eritropoietina
(Epo) é um peptídeo de cadeia única, produzida pelas células próximas aos túbulos
proximais, sendo sua produção regulada pelos níveis de oxigênio sanguíneo.
Assim, episódios de hipóxia aumentam suas concentrações séricas em cerca de
duas horas. A Epo age como fato de diferenciação e crescimento nas células
progenitoras eritróides na medula óssea, causando sua maturação e aumento do
número de eritrócitos. Em insuficiência renal crônica, sua produção é
marcadamente reduzida, o que gerou o desenvolvimento de Epo recombinante humana
para reposição.

Valores
aumentados: tumores produtores de Epo (hemangioblastoma do cerebelo,
feocromocitoma, hepatoma, nefroblastoma, leiomiomas, cistos renais e
adenocarcinoma renal), policitemia secundária.

Valores
diminuídos: policitemia vera, doença renal crônica.

Referência: 5,4 a
31,0 mIU/mL

ERROS INATOS DE METABOLISMO

Material: urina
jato médio

Método:
Qualitativo- screening

ESTANHO URINÁRIO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método: ICP-MS

Coleta: Urina
final de jornada de trabalho.

Código CBHPM:
40313190

Referência:
Amostra isolada: 
< 6,0 ug/g
creatinina

ESTRADIOL – E2

Material: soro

Sinônimo: 17 Beta
estradiol, E2

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Para todas
as idades jejum mínimo necessário de 3 horas.

Código CBHPM:
40316246

Interpretação:
determinação da condição estrogênica feminina; monitoramento do desenvolvimento
folicular durante a indução ovulatória; avaliação da produção de estrogênio em
homens.

O estradiol
(estradiol-17B, E2) é o principal estrogênio bioativo produzido pelos ovários,
embora seja produzido também pelos testículos e placenta. Sua determinação é
realizada para determinar a condição estrogênica em mulheres, especialmente em
casos de amenorréia (dosado em conjunto com o hCG), e como guia para
monitoramento do desenvolvimento folicular durante a indução da ovulação. É
também produzido nas adrenais, nos testículos e a partir da conversão
periférica da testosterona.

Valores
aumentados: tumores ovarianos, tumores feminilizantes adrenais, puberdade
precoce, doença hepática e ginecomastia masculina.

Valores
diminuídos: insuficiência ovariana (inicialmente seus níveis urinários e
séricos diminuídos são acompanhados por altos níveis séricos de LH e FSH, em
contraste com a situação encontrada em doença hipotalâmica ou pituitária),
menopausa, síndrome de Turner, uso de contraceptivos orais e gravidez ectópica.

Sua avaliação
clínica deve ser realizada com o conhecimento do período menstrual da data da
coleta.

Referência:
Mulheres:

0 a 8 anos: <=
43,0 pg/mL

8 a 17 anos:

Pré Púberes: até
43,0 pg/mL

Fase Folicular:
19,5 a 144,2 pg/mL

Pico Ovulatório:
63,9 a 356,7 pg/mL

Fase Lútea: 55,8 a
214,2 pg/mL

Superior a 17
anos:

Fase Folicular:
19,5 a 144,2 pg/mL

Pico Ovulatório:
63,9 a 356,7 pg/mL

Fase Lútea: 55,8 a
214,2 pg/mL

Pós menopausa (sem
reposição): até 32,2 pg/mL

Homens:

– 9a:<= 29
pg/mL

9a – 20a: até 29,0
pg/mL

Adultos: até 39,8
pg/mL

*Limite mínimo de
detecção : 11,8 pg/ml

 

ESTRIOL – E3

Material: soro

Sinônimo: E3,
estrógenos em gestantes

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Jejum
mínimo necessário de 8 horas. Informar se a paciente está grávida e tempo de
gestação.

Código CBHPM:
40316254

 

Interpretação:
estabelecimento de risco fetal, em conjunto com outros marcadores como beta-HCG
e alfafetoproteína.

O estriol (E3), é
sintetizado no tecido placentário a partir da 16-alfa-OH-DHEA geralmente de
origem fetal. Assim, a produção normal pode servir como indicadora da
integridade da unidade fetoplacental. A partir disto, o estriol é liberado na
corrente circulatória materna e excretado na urina. Como o estradiol não é
produzido em quantidades significativas pela mãe, pode ser utilizado como
determinação paralela da função fetoplacentária e do bem estar fetal.

Sua determinação
pode ser útil nos seguintes casos: avaliação da unidade fetoplacentária em mães
diabéticas, avaliação de processos gestacionais tardios (os níveis se elevam
normalmente até a quadragésima semana, quando tendem a diminuir), avaliação de
retardamento de crescimento fetal (níveis são diminuídos e geralmente não
atingem o valor normal), avaliação de aplasia adrenal fetal e anencefalia
(níveis diminuídos), avaliação de hiperplasia adrenal congênita (níveis
aumentados). De modo geral, aceita-se que a interpretação dos níveis de
estradiol é melhorada quando se avaliam dosagens consecutivas, avaliando-se
tendências. Os níveis podem encontrar-se muito diminuídos ou zerados, mesmo em
bebês saudáveis quando existir deficiência enzimática nas sulfatases que
transformam o 16-alfa-OH-DHEA em estriol.

Valores
aumentados: gestações múltiplas, uso de ocitocina.

Interferentes:
penicilinas -, corticosteróides -, dexametasona -, betametasona -, diuréticos
-, probenecida -, estrogênios -, fenazopiridina -, fenolftaleína -, cáscara -,
sena -, glutedimida -, anemias -, doenças hepáticas -.

Muitos autores
defendem o abandono deste marcador devido à presença de outros métodos mais
adequados para o diagnóstico de bem estar fetal.

Referência:
Feminino:

De acordo com a
semana Gestacional:

27ª Semana: 2,3 a
6,4 ng/mL

28ª Semana: 2,3 a
7,0 ng/mL

29ª Semana: 2,3 a
7,7 ng/mL

30ª Semana: 2,4 a
8,6 ng/mL

31ª Semana: 2,6 a
9,9 ng/mL

32ª semana: 2,8 a
11,4 ng/mL

33ª Semana: 3,0 a
superior a 12 ng/mL

34ª Semana: 3,3 a
superior a 12 ng/mL

35ª Semana: 3,9 a
superior a 12 ng/mL

36ª Semana: 4,7 a
superior a 12 ng/mL

37ª Semana: 5,6 a
superior a 12 ng/mL

38ª Semana: 6,6 a
superior a 12 ng/mL

39ª Semana: 7,3 a
superior a 12 ng/mL

40ª Semana: 7,6 a
superior a 12 ng/mL

Mulheres não
grávidas: Inferior a 0,15 ng/mL

Masculino:
Inferior a 0,15 ng/mL

 

ESTRIOL – SALIVA

Material: Saliva

Método:
Enzimaimunoensaio

Referência:

Mulheres
pré-menopausa:

Período da manhã
(8h): 0,0 a 21,0 pg/mL

Período da
tarde (18h): 0,0 a 6,8 pg/mL

Idade gestacional:

22 semanas: 200 a
1200 pg/mL

24 semanas: 300 a
1500 pg/mL

26 semanas: 500 a
1900 pg/mL

28 semanas: 700 a
2300 pg/mL

30 semanas: 1000 a
2600 pg/mL

32 semanas: 1100 a
3300 pg/mL

34 semanas: 1900 a
4500 pg/mL

36 semanas: 2500 a
5700 pg/mL

37 semanas: 2800 a
6200 pg/mL

38 semanas: 3000 a
7000 pg/mL

39 semanas: 3300 a
7300 pg/mL

40 semanas: 3700 a
7700 pg/mL

 

ESTRONA – E1

Material: soro

Método:
Radioimunoensaio

Coleta: Jejum não
necessário.

Código CBHPM:
40316262

 

Interpretação:avaliação
de sangramentos vaginais pós-menopausa (devido à conversão de andrógenos
circulantes).

A estrona é um dos
três principais estrogênios, juntamente com estradiol e estriol. É produzida
primeiramente a partir da androstenediona originária das gônadas e córtex
adrenal. Em mulheres pré-menopausa, mais de 50% da estrona é secretada pelos
ovários (podendo também ser produzida a partir do metabolismo hepático do
estradiol). Em crianças pré-púberes, homens e mulheres pós-menopausa não
suplementadas de hormônio, a principal parte da estrona é produzida por
conversão periférica da androstenediona. O tecido adiposo é a principal fonte
de conversão.

A estrona
apresenta baixa atividade biológica quando comparada ao estradiol. Contudo, em
circunstâncias anormais (por exemplo, obesidade), a quantidade pode ser
suficiente para interferir no processo fisiológico causando quadros de
dismenorréia. Em homens, sua dosagem pode ser importante na avaliação de
ginecomastia ou detecção de tumores produtores de estrona.

Valores
aumentados: processo gestacional, fase lútea do ciclo menstrual.

Valores
diminuídos: hipogonadismo.

Referência:
Mulheres

Fase folicular:
50,0 a 100,0 pg/mL

Fase lútea: 100,0
a 300,0 pg/mL

Menopausa: 10,0 a
60,0 pg/mL

Homens: 10,0 a
60,0 pg/mL

ESTUDO MOLECULAR ALFA-TALASSEMIA

Material: Sangue
total com EDTA

Método: Multiplex
PCR

Coleta: jejum não
obrigatório

ETANOL

Material: soro ou
plasma

Sinônimo: Álcool
etílico

Método: Ensaio
imunoenzimático

Coleta: NÃO
REALIZAR a antissepsia com álcool. Coletar a amostra em tubo contendo
fluoreto/oxalato

Código CBHPM:
40313140

Interpretação:
diagnóstico diferencial em pacientes comatosos; diagnóstico de intoxicação por
etanol; uso forense em casos de determinação para fins legais; documentação de
intoxicação alcoólica trabalhista ou familiar.

O etanol é
rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal, com picos de níveis séricos
ocorrentes em 40-70 minutos após a ingestão em estômago vazio. Sofre
metabolismo hepático a acetaldeído, e uma vez atingido o pico plasmático, seu
desaparecimento é linear. A tabela abaixo relaciona concentrações séricas e
urinárias de etanol e condição comportamental/clínica.

Referência: Até
5,0 mg/dL = Negativo

 

ETANOL URINÁRIO

Material: urina

Sinônimo: Álcool
etílico

Método:
Cromatografia a gás

Coleta: Coletar
urina de final de jornada de trabalho ou aleatória em frasco de coleta de urina
limpo e sem aditivo.

Código CBHPM:
40313140

Referência:
Negativo : Inferior a 50,0 mg/L

Positivo :
Superior a 50,0 mg/L

FATOR ANTI-NUCLEAR (FAN)

Material: soro

Sinônimo: ANA
,FAN, AAN, anticorpos ou fator antinuclear

Método:
Imunofluorescência indireta em células epiteliais humanas (HEP2)

Coleta: Jejum não
obrigatório. Hemólise atua como interferente. Há drogas que podem induzir
formação de anticorpos anti-nucleares e síndrome semelhante ao lúpus
eritematoso, como procainamida, hidralazina, anticonvulsivantes, alfa metil
dopa e penicilinas.

Código CBHPM:
40306852

Interpretação:
diagnóstico de doenças autoimunes sistêmicas ou reumáticas.

A interpretação
dos resultados deverá sempre ser levado em consideração os títulos e os padrões
encontrados.

Um FAN positivo
não é necessariamente diagnóstico de patologia, principalmente quando os
títulos são baixos ( < 1:80) bem como resultados negativos também não são
necessariamente associados à normalidade. Os padrões de fluorescência
geralmente indicam o grupo de antígenos nucleares envolvidos, indicando
posterior investigação ou associação patológica. Os padrões encontrados podem
ser: homogêneo, nucleolar, salpicado, citoplasmático, periférico e
centromérico. O estabelecimento destes padrões é geralmente seguido pela
determinação mais específica dos anticorpos contra os antígenos a eles
associados (ver tabela I). O Hep-2 é encarado como o melhor substrato no
presente em virtude de fornecer melhor sensibilidade e virtualmente todos os
antígenos nucleares possíveis, ao invés de cortes e imprints de rato e macaco,
por exemplo.São considerados de importância clínica resultados superiores a
1:80. Resultados reagentes são associados a lúpus eritematoso sistêmico,
síndrome de Sjögren, esclerodermia, artrite reumatóide, artrite reumatóide
juvenil, lúpus discóide, vasculite necrosante, hepatite crônica ativa, fibrose
intestinal pulmonar, pneumoconiose e tuberculose. Algumas drogas podem estar
associadas ao desenvolvimento de FAN positivo, como procainamida, hidralazina,
fenotiazinas, difenilhidantoína, isoniazida, quinidina, entre outros, com
títulos detectáveis por meses e até anos após a interrupção de sua
administração.

Referência: Não
reagente

 

FATOR DE NECROSE TUMORAL ALFA (TNF-ALFA)

Material: Soro
congelado ref

Método:
Quimioluminescência

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação:
estudos relacionados com a ativação das células T, ativação da função dos
neutrófilos, pirogenicidade, indução de interleucina 6, interleucina 1, granulócitos
e interleucina 2.

O fator de necrose
tumoral (TNF) foi descrito baseado na observação de necrose hemorrágica de
tumores em animais e humanos, sendo também observado em pacientes com caquexia.
Valores aumentados: choque séptico, esclerose múltipla, meningites.

Referência:
Inferior a 8.1 pg/mL

 

FATOR DE VON WILLEBRAND

Material: plasma
citratado

Sinônimo: Antigeno
do Fator VIII de Von Willebrand

Método:
Coagulométrico.

Coleta: Jejum de
04 horas.

Código CBHPM:
40304191

Interpretação:
diagnóstico da doença de von Willebrand (em conjunto com outros dados clínicos
e laboratoriais).

O fator de von
Willebrand (vWf) consiste em um grupo de proteínas multiméricas de tamanho e
conformação protéica variados, que podem estar circulantes no sangue na forma
ativa ou inativa. Sua síntese ocorre em megacariócitos e células endoteliais, e
sua função está relacionada ao carreamento do fator VIII e à formação de uma
ponte entre o colágeno e as plaquetas (no processo de adesão plaquetária e
disseminação das plaquetas na região subendotelial).

Sua deficiência
primária ou secundária ou mesmo funcional está associada a distúrbios de
sangramento leves ou severos, dependente da origem. Os sintomas clínicos podem
ser por vezes confundidos com o quadro de hemofilia, o que salienta a
necessidade de um diagnóstico preciso. É possível quantificar o vWf por
técnicas imunométricas ou indiretamente pela agregação plaquetária alterada com
o uso de ristocetina.

Referência: 60% a
150%

 

FATOR NEUROTRÓFICO DERIVADO DO CÉREBRO (BDNF)

Material: Soro
congelado ref

Método:
Enzimaimunoensaio

Coleta: jejum não
obrigatório

Referência: 6186 a
42580 pg/mL

FATOR REUMATÓIDE

Material: soro

Sinônimo: Látex

Método:
Imunoturbidimetria

Coleta: Jejum
obrigatório.

Código CBHPM:
40308030

Interpretação:
marcador adicional no diagnóstico e avaliação de poliartrites inflamatórias.

Fator reumatóide
(FR) é o termo empregado para definir autoanticorpos humanos com especificidade
para a porção Fc de moléculas de IgG. Estes são usualmente da classe IgM, mas é
possível sua presença na forma IgA ou IgG. Estão presentes no soro da maioria
dos pacientes com artrite reumatóide, tanto que a presença do fator reumatóide
é um dos critérios incluídos no escore diagnóstico de artrite reumatóide do
Colégio Americano de Reumatologia, por exemplo.

A simples presença
de positividade para FR não é diagnóstico de artrite reumatóide: são
necessários outros sinais para o estabelecimento deste diagnóstico. Indivíduos
idosos, em especial mulheres, podem apresentar títulos significativos de FR sem
a presença de artrite reumatóide. Algumas neoplasias de células B, como mieloma
múltiplo, macroglobulinemia de Waldenstron e linfomas, além de leucemia
linfocítica crônica podem apresentar títulos significativos de FR. A presença de
títulos mais altos de FR pode ser considerada como marcador prognóstico e de
severidade da patologia. É possível o desaparecimento destes títulos, bem como
a flutuação dos mesmos com o andamento do tratamento ou progressão da doença
autoimune. Outras patologias associadas à presença de títulos significativos de
FR são: síndrome de Sjögren, lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia,
dermatomiosite, mononucleose infecciosa, sífilis, tuberculose, hepatites
virais, endocardites bacterianas, lepra, sarcoidose, leishmaniose e malária.

Referência: Não
Reagente : Até 14,0 UI/mL

Limite de detecção
da técnica: 9,3 UI/mL

 

FENOBARBITAL

Sinônimo: Gardenal

Método:
Imunoenzimático Colorimétrico

Coleta: Jejum não
necessário. Hemólise e lipemia podem atuar como interferentes. Colher antes de
uma das tomadas do medicamento (2 h antes) ou conforme orientação médica.

Código CBHPM:
40301834

Interpretação:
monitoramento de níveis terapêuticos e toxicidade ao uso de barbitúricos.

O fenobarbital é
um depressor não seletivo do sistema nervoso central, utilizado primariamente
como hipnótico e sedativo e como anticonvulsivante em doses sub-hipnóticas. Os
efeitos e riscos associados ao fenobarbital são relativamente bem conhecidos;
sabe-se que é imperativo manter níveis sanguíneos estritos no sentido de evitar
toxicidade por superdosagem e assegurar adequada ação terapêutica.

O fenobarbital
possui metabolismo hepático e excreção renal, podendo interagir com muitas
drogas, alterando suas características farmacodinâmicas. O fenobarbital pode
alterar o metabolismo da fenitoína, cloranfenicol, teofilina, anticoagulantes
orais, ciclosporina e contraceptivos orais. Além disto, pode reduzir a
concentração sérica e conseqüentemente o efeito de fenilbutazona,
griseofulvina, doxiciclina, beta-bloqueadores, teofilina, corticosteróides,
antidepressivos tricíclicos, quinidina, haloperidol, fenotiazina, ácido
valpróico e cloranfenicol.

O ácido valpróico,
os salicilatos e a piridoxina podem aumentar as concentrações de fenobarbital.

Referência: Niveis
terapeuticos : 15,0 a 40,0 ug/mL

 

FENOL URINÁRIO

Material: urina do
final da jornada de trabalho

Método:
Cromatografia Gasosa

Coleta: Não é
necessário uso de conservante. Coletar urina no final da jornada de trabalho.
Em frasco original.

Código CBHPM:
40313158

Interpretação:
indicador biológico de exposição ao fenol.

Este método é útil
na avaliação ocupacional de trabalhadores expostos aos três compostos acima
citados. O principal metabólito do benzeno é o fenol. O fenol e o para-cresol
ocorrem normalmente na urina. A faixa normal para níveis urinários de fenol
para humanos não expostos a benzeno, fenol e para-cresol é inferior a 20 mg fenol/g
creatinina (valor inferior ao índice máximo permitido).

As amostras devem
ser preferencialmente coletadas ao final do período de trabalho, sendo também
indicadas amostras do início da jornada, sem exposição presumida.

Referência: VR*:
até 20,0 mg/g de creatinina.

IBMP**: até 250,0
mg/g de creatinina

*Valor de
Referência para pacientes não expostos.

**Índice Biológico
Máximo Permitido (NR-7).

 

FERRITINA

Material: soro

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Para todas
as idades jejum mínimo necessário de 3 horas.

Código CBHPM:
403162-0

Interpretação:
diagnóstico e avaliação de anemias ferroprivas; diagnóstico e avaliação de
hemocromatoses; marcador de fase aguda.

Em condições
normais, cerca de 20% do ferro corporal está reversivelmente ligado a ferritina,
em uma forma de estoque intracelular de ferro. O restante se encontra livre ou
ligado a hemoglobina, mioglobina, transferrina ou enzimas. A ferritina
apresenta um PM de 450 kD e está localizada em vários tecidos como fígado,
baço, medula óssea e intestino. Uma única molécula de ferritina pode abrigar
até 4000 átomos de ferro, por conexão com resíduos hidroxifosfato. A molécula
não ligada ao ferro é conhecida como apoferritina. Em casos de necessidade de
ferro, este pode ser prontamente disponibilizado da ferritina para uso
metabólico. A molécula pode ser encontrada intracelularmente e na corrente
sanguínea, sendo um excelente parâmetro para avaliar os estoques de ferro.

A determinação da
ferritina é um importante parâmetro para o diagnóstico e acompanhamento
terapêutico de processos ferroprivos. Um balanço negativo do ferro (menor
oferta do que consumo) diminui os valores da ferritina sérica. Valores
inferiores a 12,0 ng/mL são associados a estados clínicos de deficiência de
ferro. Durante a terapia de reposição de ferro, os valores indicam o sucesso
terapêutico. A determinação é indicada para grupos de risco como doadores de
sangue, gestantes, hemodialisados e crianças. Pacientes anêmicos não
ferroprivos tratados empiricamente com ferro ou pacientes geneticamente
predispostos podem desenvolver processos de hemocromatose ou siderose
secundária, com valores muito elevados. Pacientes em vigência de processo
inflamatório (sobretudo crônico) podem apresentar valores elevados (a ferritina
funciona como proteína de fase aguda, aumentando em níveis). Doença hepática
aguda também pode estar associada a níveis extremamente elevados de ferritina,
assim como uso de substâncias tóxicas ao fígado.

Referência:
Feminino: 10,0 – 291,0 ng/mL

Masculino: 22,0 –
322,0 ng/mL

 

FERRO SÉRICO

Material: soro

Método:
Colorimétrico/automatizado

Coleta: Jejum
obrigatório. Hemólise e lipemia atuam como interferentes.

Código CBHPM:
40301842

Interpretação:
diagnóstico diferencial de anemias; diagnóstico de hemocromatose e hemosiderose.

O ferro é um
elemento essencial na manutenção da homeostase orgânica. A maioria do ferro
corporal está ligada à porção heme da hemoglobina, bem como mioglobina, algumas
enzimas que contém heme e outras proteínas que contém ferro. Uma porção
importante do ferro está contida na ferritina e hemossiderina (principalmente
na medula óssea, baço e fígado).

Sua manutenção no
organismo depende de etapas diversas de absorção, transporte, metabolismo e
perda, em um complexo mecanismo de equilíbrio. Suas principais funções estão
relacionadas à ligação com o oxigênio na hemoglobina, e outros heme-pigmentos.
Outras funções estão associadas à condição de cofator enzimático e processos
oxidativos. Sua avaliação é mais bem realizada em conjunto com dados clínicos e
outras determinações laboratoriais como TIBC, ferritina, IST e outras.

Referência: 35,0 a
150,0 ug/dL

 

FIBRONECTINA

Material: Plasma
citratado

Método:
Nefelometria

Interpretação: Uma
diminuição das concentrações de fibronectina no plasma pode aparecer em casos
de choque, nas infecções graves como septicemia, na cirrose do fígado,
deficiência alimentar, queimaduras, coagulação intravascular dissiminada (CIVD),
pancreatite aguda, assim como traumatismos e intervenções cirúrgicas
importantes. A diminuição relativa da concentração constitui um índice de
gravidade da doença, e um aumento da concentração é considerado como favorável
para o prognóstico. Um aumento da concentração plasmática da fibronectina na
mulher, constitui um indicador de risco de pré-eclampsia. A determinação da
fibronectina no líquido ascítico é utilizada para diferenciar uma origem maligna
de uma origem benigna.

Referência:
Plasma: 25,0 a 40,0 mg/dL

Soro: 20,0 a 35,0
mg/dL

 

FIBROSE CÍSTICA – MUTAÇÃO DELTA F508

Material: Sangue
total c/ EDTA – Biomol

Sinônimo:
Mucoviscidose, F508del, DF508; pesquisa

Método: PCR e
Sequenciamento

Coleta: Jejum não
obrigatório

Interpretação: A
Fibrose Cística (FC) ou mucoviscidose é a doença genética autossômica recessiva
mais comum em populações de origem européia. Em outras populações sua
frequência é mais rara. Caracteriza-se por ser autossômica recessiva,
necessitando que os alelos mutantes paternos e maternos estejam presentes na
prole, para que hajam manifestações clínicas devido à disfunção crônica
pulmonar e gastrointestinal. O gene controla a produção de uma proteína que
regula a transferência de cloreto de sódio através das membranas celulares.
Quando ambos os genes são anormais, a transferência de sódio e cloreto é defeituosa,
conduzindo a desidratação e ao aumento de viscosidade das secreções. A deleção
F508del é a mutação mais frequente, responsável por 70% dos casos e está
associada a apresentação clínica mais grave.

Referência:
Ausência da mutação Delta F508

 

FILARIOSE – SOROLOGIA

Material: soro

Método: IMUNNODOT

Coleta: Jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40306879

Interpretação:
diagnóstico da filariose.

A filariose é uma
doença comum nas áreas urbanas no sul da Ásia, transmitida pelo mosquito Culex.
A microfilária mede 245-295 um, com forma facilmente visualizada em microscopia
comum, (corada pelo Giemsa), especialmente se a coleta for realizada à noite
(entre 0:00 e 3:00 horas). Pode ser corada pela acridina orange (examinada por
microscopia de fluorescência), apresentando uma morfologia característica, com
núcleo na cauda.

Referência: Não
Reagente

 

FLUORETOS

Material: urina

Método: Eletrodo íon Seletivo

Coleta: Coletar
urina no último dia da jornada de trabalho.

Código CBHPM:
40313166

Interpretação:
avaliação de toxicidade por fluoreto.

O fluoreto é um
composto adicionado a pastas de dente e em alguns centros de distribuição de
água potável, com a intenção de diminuir a incidência de cáries na população
(porém, causando certa controvérsia). Alguns inseticidas são ricos em fluoreto.
Sua meia vida plasmática é de 2-9 horas. A intoxicação se dá geralmente por
ingestão. Os sintomas são variados e inespecíficos, e sabe-se que altas doses
(5-10g) podem ser imediatamente letais.

Referência: VR*:
até 0,5 mg/g de creatinina.

 

FOLATO ERITROCITÁRIO

Material: Sangue
total com EDTA

Sinônimo: Folato

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Para todas
as idades jejum mínimo necessário de 4 horas.

Interpretação:
detecção de deficiência de folato (condição inibitória da síntese de DNA
desencadeadora de anemia megaloblástica) em gestantes, usuários de medicamentos
inibidores do folato e pacientes com síndromes mal absortivas (doença celíaca,
doença de Crohn, outras); monitoramento de terapia com folato.

Os folatos atuam
como cofatores em reações de transferência. Geralmente absorvidos no trato
gastrointestinal, provenientes diretamente da dieta ou a partir de folato
sintetizado por bactérias intraintestinais, sua deficiência causa um quadro
hematológico quase indistinguível do causado pela deficiência de vitamina B12,
estando associada à diminuição da capacidade de síntese protéica e divisão
celular. A principal manifestação clínica da deficiência de folato é anemia
megaloblástica.

Valores
aumentados: dieta vegetariana, deficiência de vitamina B12, neoplasias.

Valores
diminuídos: deficiência primária de folato dietético, hipertireoidismo, anemia
perniciosa, alcoolismo, má nutrição, doenças hepáticas, deficiência de vitamina
B12, hemodiálise crônica, doença celíaca adulta, anemia hemolítica, carcinomas,
mielofibroses, gravidez.

Interferentes:
hemólise, lipemia, exposição à luz, anticonvulsivantes, metotrexato,
colchicina, estrogênios, contraceptivos orais, álcool, ácido aminosalicílico,
ampicilina, cloranfenicol, eritromicina, lincomicina, penicilina,
tetraciclinas.

Referência: 145 a
590 ng/mL

 

FOSFATASE ÁCIDA PROSTÁTICA

Material: soro

Método: Enzimático

Coleta: Jejum de 4hrs

Código CBHPM:
40301869

Interpretação: diagnóstico
de carcinoma prostático e hiperplasia prostática benigna.

O termo fosfatase
ácida se refere a um grupo de enzimas hidrolíticas de função catalítica similar
em fosfomonoésteres, em meio ácido, o que a diferencia da fosfatase alcalina.
Suas principais fontes orgânicas são: próstata, osso, fígado, baço, rins,
eritrócitos e plaquetas. A próstata é a fonte mais rica de fosfatase ácida na
forma da isoenzima fosfatase ácida prostática.

Outrora utilizada
como marcador tumoral para próstata, esta determinação não é mais justificada
devido a sua baixa sensibilidade e mau desempenho diagnóstico, quando comparada
à determinação do PSA.

Referência:
Fosfatase acida total normal : < 6,5 U/L

Fosfatase acida
fração prostática normal : < 2,6 U/L

 

FOSFATASE ÁCIDA RESISTENTE AO TARTARATO (TRAP)

Material: soro

Método:
Espectrofotometria Cinética

Coleta: jejum de 4hrs

Referência:
Homens:

Fosfatase ácida
total: até 10 U (37ºC)/L

Fosfatase ácida
tartarato-resistente: até 6.5 U (37ºC)/L

Mulheres:Fosfatase
ácida total: até 9 U (37ºC)/L

Fosfatase ácida
tartarato-resistente: até 5.8 U (37ºC)/L

FOSFATASE ÁCIDA TOTAL

Material: soro

Método:
Colorimétrico

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40301877

Interpretação:
diagnóstico, acompanhamento e monitoração terapêutica de câncer de próstata.

A fosfatase ácida
é um grupo de enzimas localizadas principalmente na próstata e suas secreções.
Pequenas quantidades podem ser encontradas na medula óssea, baço, fígado, rins,
hemácias e plaquetas. Possui duas isoenzimas: a prostática e a eritrocitária.

Valores
aumentados: câncer de próstata, hiperplasia prostática benigna, pós-cirúrgico
de próstata ou trauma prostático, manipulação prostática, infartamento
prostático, fraturas ósseas, metástases ósseas, doença de Gaucher, leucemia das
células cabeludas (hair cells), hepatites virais, hiperparatireoidismo, púrpura
trombocitopênica idiopática, icterícias obstrutivas, cirrose de Laënnec,
leucemias mielocíticas, mieloma múltiplo, osteogênese imperfeita, doença de
Paget, trombocitose, tromboflebite e uso de esteróides anabolizantes.

Valores
diminuídos: sem significado clínico.

Referência:
Fosfatase acida total normal : < 6,5 U/L

 

FOSFATASE ALCALINA

Material: soro

Método: Enzimático

Coleta: Jejum não
obrigatório. Hemólise pode atuar como interferente.

Código CBHPM:
40301885

Interpretação:
diagnóstico diferencial de hepatopatias e icterícias obstrutivas; diagnóstico
de doenças ósseas; diagnóstico do metabolismo mineral.

A fosfatase
alcalina é uma enzima da família das zinco-metaloproteínas e tem como função
retirar um fosfato terminal de um éster fosfatado orgânico. Esta enzima
funciona otimamente em um ambiente alcalino. Possui cinco isoenzimas (óssea,
hepática, intestinal, placentária e Regan), que aumentam durante os períodos de
crescimento, doença hepática e obstrução do ducto biliar. A atividade
intestinal ocorre somente em indivíduos de grupo sanguíneo tipo O ou A. Ocorrem
aumentos fisiológicos no crescimento e na gravidez.

Valores
aumentados: crescimento ósseo, cicatrização de fraturas, acromegalia, sarcoma
osteogênico, metástases hepáticas ou ósseas, leucemia, mielofibroses,
raquitismo ou osteomalacia, hipervitaminose D, Doença de Paget,
hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, pseudo-hiperparatireoidismo, ingestão
crônica de álcool, obstrução biliar, cirrose, síndrome de Gilbert, hepatites,
diabetes mellitus, citomegalovirose, câncer gástrico, câncer do cólon, câncer
de fígado, câncer do pâncreas, câncer de pulmão, câncer ósseo, câncer de mama,
pneumonias virais, abscessos hepáticos, colecistites, colangites, obstrução
biliar extra-hepática.

Valores
diminuídos: doença de Whipple, hipotireoidismo, doença de Zollinger-Ellison,
desnutrição protéica, deficiência de vitamina C, osteodistrofia renal.

Referência: Idade
: Mulheres (U/L) : Homens (U/L)

RN : 150,0 a 600,0
: 150,0 a 600,0

5 meses a 9 anos:
250,0 a 950,0 : 250,0 a 950,0

10 a 11 anos :
250,0 a 950,0 : 250,0 a 730,0

12 a 13 anos :
200,0 a 730,0 : 275,0 a 875,0

14 a 15 anos :
170,0 a 460,0 : 170,0 a 970,0

16 a 18 anos :
75,0 a 720,0 : 125,0 a 720,0

> 18 anos :
35,0 a 104,0 : 40,0 a 129,0

FOSFATASE ALCALINA – FRAÇÃO ÓSSEA

Material: soro

Método:
Quimioluminescência – CLIA

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40301907

Interpretação: A
Fosfatase Alcalina Óssea consiste num marcador sérico para a formação de
osteoblastos. A atividade sérica da fosfatase alcalina total é devida à ação de
várias isoenzimas. Cada perfil de isoenzimas sugere uma localização de sua
liberação, por isso, seu uso também é aplicável a diferenciação entre
patologias hepáticas e ósseas que condicionam aumento na fosfatase alcalina.

É útil no
diagnóstico da doença de Paget e da osteoporose, bem como na monitorização da
resposta a terapêutica.

Falos é utilizada
para monitorizar a formação óssea em doentes com doença renal, dado que é um
dos poucos marcadores que não é influenciado por variações na função renal.
Verifica-se um aumento da utilidade clínica da BAP na discriminação de doença
óssea adinâmica (produção óssea baixa), de osteíte fibrosa (produção óssea
alta) e mulheres osteoporóticas pós-menopáusicas tratadas com bisfosfonatos ou
terapêutica de substituição de estrogênio.

Referência: Homens
: 16,1 a 25,2 ug/L

Mulheres pré
menopausa : 16,9 a 26,6 ug/L

Mulheres
pós-menopausa : 17,8 a 25,0 ug/L

 

FOSFATASE ALCALINA – ISOENZIMAS

Material: soro

Método:
Eletroforese em Gel de Agarose

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40301893

Referência: Mulher
Homem Criança

Hepática 2 : 1 a
14% 1 a 9% 1 a 7%

Hepática 1 : 18 a
72% 15 a 71% 1 a 31%

Óssea : 20 a 74%
23 a 75% 23 a 100%

Intestinal Total :
< 14 %

Placentária : a
fração placentária se observa unicamente em gravidez e algumas neoplasias.

FOSFOLIPÍDIOS

Material: soro

Método:
Colorimétrico

Coleta: Jejum obrigatório.

Código CBHPM:
40301923

Interpretação:
avaliação de doença hepática obstrutiva, abeta ou hipobetalipoproteinemia,
doença de Tangier, deficiência de LCAT.

Os fosfolipídios
são importantes componentes da membrana celular. Geralmente são resultado de
conjugação de dois ácidos graxos com um glicerol fosforilado. Diferentes
composições resultam em diferentes compostos, como lecitinas, esfingomielinas
(que não contém glicerol), cefalinas, etc.

Valores
aumentados: doenças obstrutivas hepáticas, deficiência de LCAT.

Valores
diminuídos: abeta ou hipobetalipoproteinemia, doença de Tangier.

Referência: 100,0
a 300,0 mg/dL

FÓSFORO

Material: soro

Sinônimo: Fosfato

Método:
Colorimétrico

Coleta: Jejum não
obrigatório. Soro sem hemólise.

Código CBHPM: 40301931

Interpretação:
avaliação do metabolismo do fósforo.

Os compostos que
contém fósforo estão presentes em todas as células e participam de muitos
processos bioquímicos importantes, fazendo com que os fosfatos exerçam papel
fundamental no metabolismo humano. DNA e RNA contêm fósforo, assim como a
maioria das coenzimas e moléculas de reserva energética, por exemplo.

É difícil
compreender completamente as causas de concentrações alteradas de fósforo
sanguíneo, devido ao fato de que mudanças transcelulares são a maior causa de
hipofosfatemia. O fósforo sanguíneo pode ser resultado de absorção intestinal,
liberação do espaço intracelular e perda óssea. Em indivíduos sadios, estes
processos são relativamente constantes e facilmente regulados pela excreção
renal ou reabsorção do fosfato. Distúrbios nestes processos podem alterar as
concentrações de fósforo no sangue, sendo a perda da função regulatória renal o
fator mais importante neste processo. Outro fator importante na regulação do
fósforo é a ação do PTH, embora outros fatores também possam estar associados a
esta regulação, como vitamina D, calcitonina, hormônio do crescimento e estado
ácido-básico. O PTH aumenta a excreção renal, diminuindo os valores séricos. A
vitamina D aumenta a absorção intestinal e a reabsorção renal, aumentando seus
valores séricos. O hormônio do crescimento diminui a excreção renal aumentando
os níveis. Cerca de 20 – 25% do fósforo sérico está na forma inorgânica, e o
fósforo é o ânion intracelular predominante. Níveis diminuídos de fósforo
sérico são comuns em pacientes hospitalizados, e embora a maioria dos casos
seja moderada, quando em níveis severos podem requerer reposição.

Valores
aumentados: diminuição da filtração glomerular, aumento de reabsorção tubular
(hipoparatireoidismo primário e secundário, pseudohipoparatireoidismo, doença
de Addison, acromegalia, anemia falciforme), aumento da liberação intracelular
(neoplasias, lesão tecidual, doença óssea -fraturas, mieloma, doença de Paget,
tumor ósseo osteolítico, infância), aumento da carga de fosfato (intravenoso,
oral, síndrome do leite-álcali), obstrução intestinal alta, sarcoidose,
deficiência de magnésio.

Valores
diminuídos: perda renal ou intestinal (uso de diuréticos, defeitos tubulares
renais, síndrome de Fanconi, neoplasia, uso de medicamentos,
hiperparatireoidismo, hipercalciúria idiopática, hipocalemia, hipomagnesemia,
diálise, hipofosfatemia primária, gota), diminuição da absorção inicial (má
absorção, deficiência de vitamina D, resistência à vitamina D, desnutrição,
vômitos, diarréia, antiácidos ligantes ao fosfato), absorção intracelular de
fosfato (alcoolismo, diabetes mellitus, acidose, hiperalimentação, alcalose,
uso de salicilatos, esteróides anabolizantes, androgênios, epinefrina,
glucagon, insulina, síndrome de Cushing, hipotermia prolongada).

Referência:
Adultos : 2,5 a 4,5 mg/dL

Crianças : 4,0 a
7,0 mg/dL

FRUTOSAMINA

Material: soro

Método:
Colorimétrico cinético (Redução do NBT)

Coleta: Jejum
obrigatório. Caso o exame não for realizado no mesmo dia refrigerar a amostra.

Código CBHPM:
40301958

Interpretação:
monitoramento do controle glicêmico em curto prazo (1-2 semanas); monitoramento
de controle glicêmico em diabete gestacional.

A glicose forma, por
rearranjo de Amadori, glicoproteínas estáveis com muitas proteínas plasmáticas,
sem a necessidade de reações enzimáticas. A albumina (proteína abundante e de
meia vida curta – uma a duas semanas) também é alvo desta reação de glicação,
resultando numa molécula conhecida como frutosamina. Sua determinação permite o
conhecimento do status glicêmico do paciente nos últimos 15 dias, sendo,
portanto, mais precocemente afetada por mudanças terapêuticas e dietéticas do
que a hemoglobina glicosilada. Esta característica permite também que se
utilize este marcador em quadros de diabetes gestacional, onde prazos maiores
são de menor interesse, dada a transitoriedade da situação. Seu uso pode ser
benéfico em casos de pacientes portadores de hemoglobinas anormais, o que pode
dificultar a interpretação da HbA1c.

Valores
aumentados: episódios duradouros de hiperglicemia.

Valores
diminuídos: bom controle glicêmico no período da quinzena anterior.

Até o presente não
há dados que associem frutosamina ou HbA1c ao diagnóstico de diabetes mellitus,
e sim ao acompanhamento glicêmico.

Referência: 205,0
a 285,0 umol/L

 

GENE GH1- DEFICIÊNCIA HORMÔNIO DO CRESCIMENTO

Material: Sangue
total com EDTA

Método: Técnica
Sequenciamento

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação: O
hormônio do crescimento (GH) é um hormônio multifuncional produzidos na
hipófise anterior, que promove o crescimento pós-natal do tecido ósseo e
tecidos moles. A secreção e liberação de GH são processos complexos dependem de
muitos factores. Qualquer distúrbios genéticos e adquiridos que afetam a
secreção de GH ou sua ação, resultando em um fenótipo patológico caracterizado
por baixa estatura fornecidos e deficiência isolada de GH (IGHD) ou
hipopituitarismo (CPHD). O gene GH1, que codifica o GH, é um dos genes mais
estudados em casos de DGH. Foram detectadas mutações em cerca de 12,5% dos
casos familiares de IGHD e 10% nos casos esporádicos. Estas mutações causam
diferentes tipos de IGHD classificados como IA, IB e II. A forma mais severa de
IGHD IA, é caracterizada pela ausência completa de GH, é herdada em um
autossômica recessiva e os pacientes têm grandes deleções que remover todo o
gene ou um número pequeno de casos, as mutações nonsense. Formas menos graves,
que são caracterizadas por níveis muito baixos, mas detectáveis de GH, são os
IGHD IB, autossômica recessiva (a forma mais comum), e IGHD II, autossômica
dominante.

Referência:
Ausência da Mutação

GALACTOCEREBROSIDASE, LEUCÓCITOS (DOENÇA DE KRABBE)

Material: sangue
total c/ Heparina

Método: Enzimático

Coleta: jejum não
obrigatório

Referência:
GALACTOCEREBROSIDASE: 14 a 53 nmol/h/mg prot

BETA-GALACTOSIDASE*:
78 a 280 nmol/h/mg prot

GAMA GLUTAMIL TRANSFERASE

Material: soro

Sinônimo: GGT,
gama GT, Gama glumatil transpeptidase

Método: Enzimático

Coleta: Jejum
obrigatório. Suspender medicamentos a base de fenitoína, fenobarbital e
acetaminofen.

Código CBHPM:
40301990

Interpretação:
diagnóstico de doenças obstrutivas hepáticas (especialmente nos casos onde a
fosfatase alcalina está basalmente elevada nos idosos, crianças, gestantes e
acometidos por patologias ósseas, por exemplo); marcador auxiliar de alcoolismo
crônico.

A gama glutamil
transferase (gama GT) é uma enzima envolvida na transferência de um resíduo
gama glutamil de alguns peptídeos para outros compostos (água, aminoácidos e
outros peptídeos menores). Fisiologicamente, está envolvida na síntese protéica
e peptídica, regulação dos níveis teciduais de glutation e transporte de
aminoácidos entre membranas.

É encontrada em
vários tecidos: rins, cérebro, pâncreas e fígado (quase a totalidade da gama GT
corpórea está presente nos hepatócitos). No fígado, esta enzima está localizada
nos canalículos das células hepáticas e particularmente nas células epiteliais
dos ductos biliares. Devido a esta localização característica, a enzima aparece
elevada em quase todas as desordens hepatobiliares, sendo um dos testes mais
sensíveis no diagnóstico destas condições. Nas células do parênquima hepático,
a enzima é localizada tipicamente no retículo endoplasmático liso, estando
sujeita a indução microssomal hepática e fazendo dela um marcador sensível a
agressões hepáticas induzidas por medicamentos e álcool.

Devido aos efeitos
do consumo de álcool nos níveis de gama GT, aceita-se este como um marcador
sensível de alcoolismo crônico (embora não seja um marcador específico),
especialmente quando seus aumentos não são acompanhados de aumentos similares
de outras enzimas hepáticas. Portanto, sua determinação parece mais efetiva no
monitoramento do tratamento de indivíduos já diagnosticados. Os níveis de gama
GT usualmente retornam ao normal após 15-20 dias da cessação da ingestão
alcoólica, podendo elevar-se em curto prazo se a ingestão alcoólica é retomada.

Valores
aumentados: doenças hepáticas em geral (hepatites agudas e crônicas,
carcinomas, cirrose, colestase, metástases etc.), pancreatites, infarto agudo
do miocárdio, lúpus eritematoso sistêmico, obesidade patológica,
hipertireoidismo, estados pós-operatórios, carcinoma de próstata, uso de
medicamentos hepatotóxicos ou capazes de ativar indução enzimática
(barbituratos, fenitoína, antidepressivos tricíclicos, acetaminofen).

Referência:

Homens
: 10,0 a 71,0 U/L

Mulheres : 8,0 a
42,0 U/L

GASTRINA

Material: Soro

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Jejum
obrigatório 12 horas. Devem ser suspensos medicamentos a base de atropina e
cálcio( a critério médico). Enviar as amostras congeladas.

Código CBHPM:
40316297

Interpretação:
diagnóstico de gastrinomas; diagnóstico de doença ulcerosa péptica e tumores
secretores de gastrina; diagnóstico diferencial de síndrome de
Zollinger-Ellison. A gastrina é um polipeptídio hormonal secretado pelas
células G da mucosa antral e células duodenais proximais. Tem como função o estímulo
de secreção ácida antral, além de ações em células parietais e outras células
da mucosa gástrica. Seus níveis estão associados à ingestão alimentar e idade.
Valores aumentados: gastrinoma, anemia perniciosa, gastrite atrófica, síndrome
de Zollinger-Ellison, anemia perniciosa.

Referência: 13,0 a
115,0 pg/mL

 

GENOTIPAGEM DE HBV

Material: Plasma
com PPT BD

Sinônimo: Hepatite
B; mutação pre-core; subtipagem HBV

Método: PCR /
Sequenciamento Direto

Coleta: jejum não
obrigatório

Interpretação: A
caracterização molecular do genoma HBV permite a identificação dos principais
genótipos circulantes em determinadas regiões além das mutações associadas à
resistência a medicamentos antivirais. É sabido que alguns genótipos estão
associadas às formas mais graves da infecção pelo HBV e outros por formas mais
brandas. Estes dados são essenciais na interpretação do quadro clínico do
paciente e consequente seguimento do tratamento. Este método identifica os 6
subtipos denominados de A a F, para determinação dos mutantes pré-core/core.
Realiza-se a amplificação por PCR de dois segmentos virais e sequenciamento das
regiões. O teste detecta também mutações no gene da DNA polimerase do HBV que
levam à resistência aos antivirais, permitindo o reaparecimento do DNA do vírus
no soro, principalmente em indivíduos submetidos a uma terapia prolongada. 

GENOTIPAGEM DE HCV

Material: Plasma
com PPT BD

Sinônimo: Hepatite
C, Genótipo, subtipo

Método: PCR em
Tempo Real – Abbott Real Time HCV Genotype II

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40314111

Interpretação: Com
a introdução da terapia para as hepatites causadas pelo HCV (uso de Interferon
e Ribavirina), constatou-se uma grande variabilidade quanto à resposta
terapêutica obtida. Estudos recentes têm atribuído esta variabilidade à
existência de tipos de HCV mais ou menos responsivos à terapia. Entre os seis
genótipos caracterizados (nomeados de 1 a 6 e subclassificados em subtipos como
1a, 1b, 2a, 2b, etc.), os HCV de genótipo 1 estão ligados a um prognóstico
desfavorável, além de serem reconhecidamente refratários a terapêutica,
enquanto os HCV do tipo 2 apresentam uma melhor resposta aos medicamentos.

 

GENOTIPAGEM DE HIV

Material: sangue
total com EDTA + Plasma com PPT

Sinônimo: HIV –
sequenciamento

Método: RT-PCR e
Sequenciamento Automático de cDNA

Coleta: jejum não
obrigatório

 

Código CBHPM:
40314146

Interpretação: A
metodologia conhecida como genotipagem do HIV-1, tornou-se uma ferramenta
essencial para o tratamento anti-retroviral dos pacientes HIV positivos. A ausência
de efeito antiviral do tratamento em indivíduos infectados pelo HIV associa-se
a presença de mutantes virais resistentes às drogas utilizadas. Desta forma, a
detecção de mutações associadas a resistência do HIV aos antivirais constitui
um marcador precoce da eficácia do tratamento, servindo como orientação para as
alterações no esquema terapêutico que se façam necessárias.

Referência: NNRTIs
– Inibidores da Transcriptase Reversa não Análogos de Nucleosídeos.

NRTIs – Inibidores
da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos.

PIs – Inibidores
da Protease.

GENTAMICINA

Material: soro

Método:
Imunoensaio de Inibição Turbidimétrica Melhorada por Partículas

Coleta: jejum não
obrigatório

Código CBHPM:
40301346

Interpretação:
diagnóstico e monitoramento de exposição e intoxicação por compostos
organofosforados e carbamatos (utilizados em agricultura comercial); triagem
pré-operatória de pacientes com sensibilidade a succilcolina (genética ou
secundária à exposição de inseticidas); estudos familiares de anomalias
moleculares das colinesterases.

Ver Colinesterase
Sérica.

A colinesterase
intraeritrocitária (também conhecida como colinestarase verdadeira) é
irreversivelmente inibida pelos organofosforados e reversivelmente inibida
pelos carbamatos. Embora a dosagem sérica (da pseudocolinesterase ou
colinesterase sérica) seja mais útil no diagnóstico de intoxicações agudas por
estes compostos, a colinesterase intraeritrocitária é mais sensível a processos
crônicos.

Valores
aumentados: estados hemolíticos como talassemias, esferocitose, anemia
falciforme ativa, outras hemoglobinopatias e anemias hemolíticas adquiridas.

Valores
diminuídos: toxicidade por organofosforados, hemoglobinúria paroxística
noturna, em alguns casos de anemias megaloblásticas.

Referência:

Pico:
4,0 a 8,0 ug/mL

Após o pico: 1,0 a
2,0 ug/mL

 

GIARDIA – PESQUISA

Material: fezes

Método: ELISA

Código CBHPM:
40306895

Interpretação:
diagnóstico de infecção por Giardia lamblia.

O quadro de
giardíase está clinicamente associado à diarréia crônica, flatulência,
anorexia, déficit ponderal, ausência de febre e presença de trofozoítos e
cistos nas fezes. É uma infecção comum no mundo todo, ocorrendo por transmissão
fecal-oral (pode estar associada a surtos alimentares ou por contaminação da
água). Sua prevalência no Brasil é grande, em especial entre crianças de
famílias de menor poder aquisitivo e/ou internadas em creches.

O diagnóstico
desta parasitose é por vezes difícil, uma vez que em processos diarreicos são
liberados trofozoítos menos resistentes, e por vezes a emissão de cistos é
pequena ou até ausente em certos períodos (\”janelas negativas\”).
Desta forma, resultados negativos em exames parasitológicos de fezes não
excluem a possibilidade de giardíase. O teste de Elisa para antígenos de
Giardia sp nas fezes aumenta consideravelmente a sensibilidade do diagnóstico,
com natural vantagem na instituição terapêutica e controle dos doentes.

Referência: Não
Reagente

GLICOSE

Material: plasma
fluoretado

Sinônimo: Glicemia

Método: Enzimático/automatizado

Coleta: Jejum
obrigatório de 8 horas.

Código CBHPM:
40302040

Interpretação:
diagnóstico e acompanhamento de diabetes mellitus ou condições hiperglicêmicas;
diagnóstico de condições que levam a processos de hipoglicemia.

A glicose é a
fonte energética primária do organismo. O tecido nervoso depende exclusivamente
desta molécula como fonte energética (não é capaz de estocar carboidratos, nem
transformá-lo a partir de outras fontes), portanto a concentração de glicose é
crítica na manutenção da capacidade vital. A maioria dos carboidratos ingeridos
ocorre na forma de glicogênio ou amido. As amilases são encarregadas de digerir
esta forma polimérica, que é posteriormente metabolizada por outras enzimas
específicas, para a produção de açúcares na forma de monossacarídeos. Os
açúcares são absorvidos no intestino e transportados ao fígado, para posterior
conversão em glicose.

A glicose, ao
entrar na célula, é decomposta a dióxido de carbono e água, com liberação de
energia, através de três diferentes vias enzimáticas (dependendo do tipo
celular e do seu status bioquímico). O organismo depende da manutenção dos
níveis extracelulares de glicose em uma faixa relativamente estreita, o que é
conseguido a partir da ação de um mecanismo multiorgânico e relativamente
complexo, envolvendo a transformação de compostos em glicose, sua estocagem na
forma de glicogênio e a decomposição de glicogênio em glicose funcional. A
insulina e o glucagon são compostos chave na manutenção deste equilíbrio, assim
como outras substâncias endócrinas.

Referência: 70,0 a
99,0 mg/dL

GLICOSE URINÁRIA – 24H

Material: urina 24
horas

Sinônimo: Glicose
na urina, Glicosúria

Método:
Enzimático/automatizado

Coleta: Não
precisa de conservante. Coletar urina durante 24 horas.

Código CBHPM:
40302040

Interpretação:
monitoramento do metabolismo da glicose.

A presença de
níveis detectáveis de glicose na urina significa que os níveis plasmáticos
excederam o limiar renal da glicose (devido ao fato de que este limiar tenha
transitoriamente baixado ou ainda pelas altas concentrações séricas de glicose
– o limiar renal situa-se em torno de 175-190 mg/dL). É possível a utilização
deste teste em urinas ao acaso e em coletas de tempo marcado (2 horas, 24
horas). Sua comparação com a creatinina urinária permite uma melhor
interpretação.

Este exame foi
utilizado durante muito tempo para a avaliação do controle glicêmico em
pacientes diabéticos. Com o advento de marcadores mais adequados (HbA1c), o
teste passou a ter uma utilidade limitada para o caso.

Valores
diminuídos: gestantes, síndrome de Fanconi.

Referência: <
0,50 g/24h

 

GLOBULINA LIGADORA DE HORMONIOS SEXUAIS

Material: soro

Sinônimo: SHBG

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Para todas
as idades jejum mínimo necessário de 4 horas.

Código CBHPM:
40316300

Interpretação:
avaliação de estados de hiperandrogenismo; avaliação dos estados de
hipertireoidismo.

A SHBG é uma
proteína sintetizada a nível hepático, tendo como função o transporte
plasmático de alguns hormônios sexuais (estradiol, testosterona, outros
andrógenos).

Valores
aumentados: uso de medicamentos (estrogênios, tamoxifen, fenitoína, hormônios
tireoidianos), hipertireoidismo, cirrose hepática, gravidez.

Valores
diminuídos: uso de medicamentos (androgênios, glicocorticóides, hormônio de
crescimento), hirsutismo, síndrome do ovário policístico, hipotireoidismo,
acromegalia, obesidade.

Referência: 

MULHERES pré-menopausa : 27,8 a 146 nmol/L

MULHERES
pós-menopausa : 12,0 a 166 nmol/L

HOMENS : 17,3 a
65,8 nmol/L

GLOBULINA LIGADORA DE TIROXINA

Material: soro

Sinônimo: TBG,
Globulina transportadora de T4

Método:
Quimioluminescência

Coleta: Para todas
as idades jejum mínimo necessário de 3 horas. O cliente deve informar os
medicamentos em uso, especialmente hormônios tiroidianos, antiarrítmicos,
anticoncepcionais, andrógenos e corticóides.

Código CBHPM:
40316319

Interpretação:
avaliação dos casos onde os níveis de algum hormônio tireoidiano não se
correlacionam com a condição clínica e metabólica do paciente.

A globulina
ligadora de tiroxina (TBG) é uma glicoproteína produzida no fígado, que liga
com alta afinidade T4 e T3. Devido ao fato de que esta proteína é a principal
ligadora de hormônios tireóideos, aumentos ou diminuições em sua concentração
podem alterar os resultados de T3 e T4 totais no plasma (causando potencial
confusão sem a existência de disfunção tireóidea).

Valores
aumentados: gravidez, infância, excesso familiar, hepatites, tratamento com
estrogênios, uso de alguns medicamentos.

Valores diminuídos:
tratamento com esteróides androgênicos, uso de glicocorticóides, síndrome
nefrótica, acromegalia, deficiência familiar.

Referência: 15,3 a
35,9 ug/mL

 

GLUCAGON

Material: plasma
com EDTA

Método:
Radioimunoensaio

Coleta: Jejum de 8
horas.

Código CBHPM:
40305368

Interpretação:
Diagnostico de glucagonoma. Glucagonomas são tumores que em geral se originam
no pâncreas, secretam quantidades excessivas de glucagon e podem causar a
síndrome do glucagonoma, caracterizada por eritema necrolítico migratório,
emagrecimento. intolerância à glicose e anemia normocrômica normocítica.A
confirmação diagnóstico é feita por dosagem de glucagon, radiologia e
histopatologia de pele e do tumor.

Existem três
diferentes síndromes. A primeira consiste em um característico prurido de pele
, uma eritema necrolítico migratório , diabete mellitus ou tolerância a glicose
alterada, perda de peso, anemia e trombose venosa. Esta forma mostra geralmente
níveis muito elevados do glucagon, > 1000 pg/mL. A segunda forma está associada
com o diabetes severa, e a terceira forma com síndrome múltipla da neoplasia da
glândula endócrina. Esta forma pode ter níveis relativamente mais baixos do
glucagon.

Referência: 60,0 a
170,0 pg/mL

GRUPO SANGÜÍNEO E FATOR RH

Material: Sangue
total com EDTA

Sinônimo: Sistema
ABO-Rh

Método: Microplaca
e Gel Centrifugação.

Coleta: Jejum não
obrigatório.

Código CBHPM:
40304299

Interpretação:
determinação da tipagem sanguínea do indivíduo, em relação aos principais
antígenos de membrana eritrocitária. Estes dados poderão ser utilizados em
rotinas pré-natais ou condições transfusionais.

Os resultados
dizem respeito à presença de proteínas de membrana eritrocitária dos tipos A, B
e D. Assim, é possível o encontro de diferentes situações: A (Rh positivo ou
negativo), B (Rh positivo ou negativo), AB (Rh positivo ou negativo) e O (Rh
positivo ou negativo). Todos os testes cuja determinação de Rh resultar
negativa serão testados para DU (pesquisa de antígeno Rh de reação
\”fraca\”).

Embora a tipagem
sanguínea obedeça a técnicas classicamente utilizadas, raríssimos casos podem
determinar resultados incorretos. Estados inflamatórios agudos, proteínas
plasmáticas anormais e presença de autoanticorpos podem estar associados a
estes casos.

HCG – GONADOTROFINA CORIÔNICA FRAÇÃO BETA LIVRE

Material: soro

Sinônimo:
Gonadotrofina coriônica humana fração Beta, B-HCG

Método:
Eletroquimioluminescência

Coleta: Jejum não
é necessário.

Código CBHPM:
40305759

Interpretação:
teste de determinação de gravidez (em situações normais); monitoramento de
inseminação artificial ou fertilização em vitro; diagnóstico e monitoramento de
tumores trofoblásticos gestacionais; teste de triagem pré-natal para síndrome
de Down; diagnóstico de gravidez ectópica na diferenciação de outras causas de
dor aguda abdominal; diagnóstico e acompanhamento de aborto espontâneo.

O hCG é um
hormônio protéico produzido pela placenta e células trofoblásticas, composto de
subunidades alfa e beta. A subunidade alfa está presente em outros hormônios,
enquanto que a beta está presente exclusivamente no hCG. A secreção de hCG
serve para estimular a produção de progesterona pelo corpo lúteo, na fase
inicial da gravidez, sendo fundamental para o desenvolvimento do processo. No
período em que as concentrações de hCG começam a diminuir, a placenta está
suficientemente desenvolvida para produzir quantidade suficiente de
progesterona, para manter o endométrio e permitir que a gestação continue. Além
disto, o hCG estimula o desenvolvimento fetal das gônadas e a síntese de
androgênios pelos testículos fetais.

A dosagem de hCG é
utilizada primariamente para o diagnóstico da gravidez. Com o aprimoramento das
técnicas quantitativas do mercado, é possível a detecção de hCG em cerca de 1-4
dias após a fertilização, o que permite um diagnóstico da condição antes mesmo
do atraso menstrual. As concentrações de hCG praticamente dobram a cada 48
horas durante uma gestação inicial normal, até em torno da 6a semana, quando
seus níveis começam a decrescer lentamente. Com a finalidade da determinação da
gravidez, níveis acima de 30 mUI/mL são associados a processos gestacionais
(outrora chamados \”testes positivos\”). Níveis inferiores a este valor
podem estar associados a processos gestacionais muito recentes, a ponto de não
haver hCG suficiente para o estabelecimento do diagnóstico (especialmente antes
do atraso menstrual). Em condições precoces, é necessária a dosagem repetida,
em duas ou três ocasiões, separadas por dois ou três dias cada. A observação de
um padrão crescente da concentração do hormônio pode ser facilmente associada à
gravidez. A mesma lógica segue o diagnóstico de aborto espontâneo; em
determinações seriadas durante as primeiras semanas gestacionais, a
concentração sérica do hormônio encontra-se decrescente.

A determinação
quantitativa do hCG no segundo trimestre da gravidez pode ser utilizada como
marcador de risco para o desenvolvimento de síndrome de Down (realizada em
associação com alfafetoproteína), embora esta modalidade seja discutível e
sujeita a uma série de interferentes.

Valores
aumentados: tumores gestacionais trofoblásticos benignos ou malignos
(coriocarcinoma, carcinoma embrional, mola hidatiforme, mola parcial, etc.),
outros tumores (especialmente tumores testiculares).

Resultados
falso-positivos: uso de medicamentos (pregnil, por exemplo), em estados
pós-orquiectomia (secundário à diminuição de testosterona), usuários de
maconha. Em mulheres grávidas, valores inesperadamente diminuídos de beta-hCG
podem estar associados a gestações ectópicas.

Referência:

10ª semana
gestacional : 13,6 a 85,0 ng/mL

11ª semana
gestacional : 16,7 a 104,3 ng/mL

13ª semana
gestacional : 27,5 a 78,6 ng/mL

14ª semana
gestacional : 16,5 a 47,0 ng/mL

15ª semana
gestacional : 12,5 a 35,8 ng/mL

16ª semana
gestacional : 9,9 a 28,2 ng/mL

17ª semana
gestacional : 8,0 a 23,0 ng/mL

18ª semana
gestacional : 6,9 a 19,8 ng/mL

19ª semana
gestacional : 6,1 a 17,3 ng/mL

20ª semana
gestacional : 5,4 a 15,5 ng/mL

21ª semana
gestacional : 5,0 a 14,3 ng/mL

 

GENE DA APOLIPOPROTEÍNA E

Material: Sangue
total com EDTA

Sinônimo:
Genotipagem da ApoE; Gene da Apolipoproteína E

Método: PCR
(Reação em Cadeia da Polimerase)

Coleta: Jejum não
obrigatório

Interpretação:
Sabemos hoje que os polimorfismos no gene da apolipoproteína E (apoE) são
importantes fatores de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer
(DA). O gene apoE humano, mapeado no braço longo do cromossomo 19 (19q13.2),
codifica uma glicoproteína com 317 aminoácidos, a qual desempenha um papel
fundamental para o catabolismo de componentes ricos em triglicérides no corpo
humano. Em humanos, existem três alelos principais do gene apoE, decorrentes de
apenas duas alterações no DNA, chamados de e2, e3 e e4. A identificação da
variante e4 do gene apoE como o fator genético de risco mais comum para a DA de
início tardio sugere que o colesterol deva ter um papel direto na patogênese da
doença. Contudo, a simples presença do alelo apoE e4 não é necessária nem
suficiente para causar DA; este alelo apenas aumenta o risco de o indivíduo vir
a desenvolver a doença, indicando que existem outros fatores ambientais e
genéticos importantes no desenvolvimento da mesma.

 

HAPTOGLOBINA

Material: Sangue
(soro) – 1.00 mL – Refrigerar

Descrição:
Diagnóstico dos quadros de hemólise intravascular. A Haptoglobina é uma Alfa-2
globulina que liga a hemoglobina livre do plasma. Elevando-se nos processos
inflamatórios agudos, pode prejudicar o diagnóstico de hemólise. Cerca de 15%
dos pacientes tem seus níveis normais na vigência de quadros leves de hemólise.

Informações
importantes: medicação atual e quadro clínico.

Metodologia: –
Imunoturbidimetria Automatizada

Interferentes:
Hemólise.

Alterações
patológicas: a) Elevações: Processos inflamatórios agudos: Diabete Mellitus,
Doenças auto-imunes, Infecções, Inflamações inespecíficas, Necrose, Neoplasias,
Síndrome Nefrótica , TRA e TRH. Quadros de obstrução biliar.

b) Diminuições:
Quadros de hemólise, doença hepática grave, como cirrose e neoplasias hepáticas
primárias ou metastáticas, Perda protéica, por lesões cutâneas extensas ou
perdas gastrointestinais. Deficiências ou falta de produção da proteína de
fundo genético.

Preparo: Coletar
pela manhã com jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada. A coleta deve ser feita até às 12:00 horas.

Sinonímias: ALFA 2
HAPTOGLOBINA 

HBC IGG, ANTI

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Interferentes:
Hiperlipemia, hiperbilirrubinemia (superior a 15 mg/dL) e hemólise acentuada.

O anti-Hbc IgG
aparece, na maioria dos casos na seqüência do desaparecimento do Anti-Hbc IgM
(este pode ser indetectável após períodos variáveis, mas em geral após 4 a 6
meses do início do quadro). Persiste pela vida toda na grande maioria dos
indivíduos, representando infecção atual ou prévia. Pode haver casos (bastante
freqüente) que pacientes tenha o Anti-Hbc IgG reagente e ausência do HbsAg e do
Anti-ABs. Esse tipo de resultado pode ocorrer em testes falso-positivos, por
doenças auto-imunes, mononucleose, outras viroses e hipergamaglobulinemia. Pode
ocorrer em casos de transmissão passiva de anticorpos, infecções recentes com
janela imunológica (fase em que ocorre a negativação do HbsAg e a positivação
do Anti-Hbs) e nos casos de infecção crônica com níveis de HbsAg indetectáveis
, indivíduos com anti-Hbs indetectável ou a presença dos dois marcadores mas
complexados. Nos indivíduos vacinados, aparece o anti-Hbs sem aparecer o
anti-Hbc.

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: ANTI
CORE IGG 

HBC IGM, ANTI

Material: Sangue
(soro) – 1.00 – Refrigerar

Descrição: Surge
no início da infecção, podendo durar por 4 a 6 meses, quando cede lugar, na
maioria dos indivíduos, para o Anti-Hbc IgG. Pode muitas vezes ser o único
marcador sorológico positivo no período da _Janela Imunológica_, indicando
infecção aguda ou menos frequentemente infecção crônica com alto nível de
replicação viral.

Metodologia:
Quimioluminescência

Interferentes:
Hiperlipemias, hiperbilirrubinemia (> 15 mg/dL) e hemólise acentuada.

Coleta: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: ANTI
CORE IGM 

HBE, ANTI (HEPATITE VIRAL B)

Material: Sangue
(soro) – 1.00 mL – Refrigerar

Descrição: A
presença do anti-Hbe indica final da fase de replicação e o fim da presença
sérica do HbeAg. A sua presença pode ficar por muitos anos após a recuperação
da infecção viral, e no portador do vírus, representa baixa infectividade ou
mesmo inatividade viral. Sua presença em pacientes que apresentam mutação
viral, não mais tem o mesmo significado de pacientes sem mutação do HBV.

Metodologia:
Quimioluminescência

Interferentes:
Hiperlipemia, Hiperbilirrubinemia (> 15 mg/dL) e Hemólise acentuada.

Coleta: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima coleta.

Sinonímias: ANTI
ANTíGENO DO ENVELOPE

 

HBEAG

Material: Sangue
(soro) – 1.00 mL – Refrigerar

Descrição: A
detecção do HbeAg é concomitante ao HbsAg, indicando replicação viral e
portanto estado de transmissão da doença. Contrariamente o seu desaparecimento
da circulação sanguínea indica redução ou final da replicação do vírus.
Geralmente o seu desaparecimento está relacionado com o aparecimento do
anti-HbeAg (soroconversão). Quando há evolução para cronicidade com a
persistência do HbsAg por pelo menos 6 meses, a persistência do HbeAg é sinal
de maior gravidade. Quando o vírus apresenta mutação do tipo pré-Core, isto é
vírus que não produzem a proteína do envelope (e), este marcador não pode ser
detectado, mesmo na presença de replicação viral.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:
ANTIGENO DO ENVELOPE DA HEPATITE B

 

HBS, ANTI

Material: Sangue
(soro) – 3.00 mL – Refrigerar

Descrição: O
anti-HBs passa a ser detectado no soro 2 a 6 meses após o início da infecção
viral, geralmente concomitante ao desaparecimento do HbsAg. Sua presença indica
a cura e persiste, na maioria dos indivíduos, pela vida toda. Nos casos de
vacinação é o único marcador de Hepatite B presente no soro. Níveis inferiores
a 10 UI/mL requerem reforço vacinal.

Metodologia:
Quimioluminescência

Interferentes:
Hiperlipemia, Hiperbilirrubinemia (> 15 mg/dL) e Hemólise acentuada.

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: ANTICORPOS
ANTI HBV 

HBSAG – ANTÍGENO DE SUPERFÍCIE DO VÍRUS DA HEPATITE B

Material: Sangue
(soro) – 3.00 – Refrigerar

Metodologia: Eletroquimioluminescência e/ou  Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã com jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: ANTÍGENO AUSTRÁLIA 

HCG BETA (GONADOTROFINA CORIÔNICA – FRAÇÃO BETA)

Material: Sangue
(soro) – 1.00 mL – Refrigerar

Metodologia:
Quimioluminescência

Interferentes:
Resultados falso-positivos podem ocorrer com lipemia e hemólise.

Preparo: Não é
necessário jejum.

Anotar D.U.M.

Sinonímias: BETA
HCG ; GONOTROFINA CRORIÔNICA-FRAÇÃO BETA; BHCG

 

HCV, PCR QUALITATIVO PARA VÍRUS DA HEPATITE C

Material: Plasma
colhido em tubo PPT – 2.00 mL – Refrigerar

Descrição: Como a
infecção pelo HCV é geralmente inaparente e grande parte dos infectados, após
20 anos, em média, vão desenvolver a doença, a utilização da pesquisa do RNA
viral é de extrema importância. Serve para a confirmação da presença da
infecção ativa, com infectividade real (replicação viral) quando de um
resultado positivo ou indeterminado para anticorpos anti-HCV, para a
confirmação da infecção em pacientes com imunodeficiências, como HIV, pacientes
transplantados que podem ter a sorologia negativa, mesmo na presença do vírus
ativo e detectar precocemente a infecção, logo após a exposição ao vírus. Muito
embora de ocorrência rara, resultados falso-positivos ou negativos podem
ocorrer com esta técnica, como qualquer teste imunológico.

Metodologia: PCR
Real Time

Interferentes:
Hemólise em qualquer grau e falta de esterilidade na separação do material
clínico.

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:PCR
PARA HCV

 

HCV, PCR QUANTITATIVO PARA VÍRUS DA HEPATITE C

Material: Plasma
colhido em tubo PPT

Descrição:
Determinação da carga viral para acompanhamento da resposta terapêutica e
avaliação do paciente infectado. Quanto mais alta for a carga viral pior será o
prognóstico.

Informações
importantes: quadro clínico e dados laboratoriais anteriores. O teste é
sensível a partir de 50 cópias por mL.

Metodologia: PCR
Real Time

Interferentes:
Hemólise de qualquer grau ou contaminação durante a coleta.

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes de próxima mamada.

Sinonímias: CARGA
VIRAL PARA HCV 

HELICOBACTER PYLORI – IGG

Material: Sangue
(soro)

Sangue Total –
EDTA

Descrição: Os métodos
imunológicos séricos para pesquisa de anticorpos anti-Helicobacter pylori
possibilitam o diagnóstico de infecção sem a endoscopia. Para confirmação da
erradicação o teste deve ser quantitativo. O critério de erradicação da
infecção consiste em queda dos títulos em mais de 20% em pelo menos 6 meses
após o tratamento.

Metodologia:
Quimioluminescência

Interferentes:
Hemólise, hiperbilirrubinemia e hiperlipemia.

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:
HELICOBACTER IgG

 

HELICOBACTER PYLORI – IGM

Material: Sangue
(soro)

Sangue Total –
EDTA

Descrição: Os
métodos imunológicos séricos para pesquisa de anticorpos anti-Helicobacter
pylori possibilitam o diagnóstico de infecção sem a endoscopia. Para
confirmação da erradicação o teste deve ser quantitativo. O critério de
erradicação da infecção consiste em queda dos títulos em mais de 20% em pelo
menos 6 meses após o tratamento.

Metodologia:
Imunoensaio Enzimático

– Enzimaimunoensaio
automatizado

Interferentes:
Hemólise, hiperbilirrubinemia e hiperlipemia.

Preparo: coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:
HELICOBACTER IgM

 

HEMATÓCRITO

Material: Sangue
Total – EDTA

Metodologia: –
Dispersão Polarizada Multiangular Automatizada

Preparo: Jejum
dispensável. Relatar medicação.

 

HEMÁCEAS, CONTAGEM DE

Material: Sangue
Total – EDTA

Metodologia:
Dispersão Polarizada Multiangular Automatizada

HEMOCROMATOSE PLUS, ESTUDO GENÉTICO DA, C282Y, H63D E S65C

Material: Raspado
Bucal

Sangue Total –
EDTA

Descrição:
Diagnóstico molecular das principais mutações da Hemocromatose.

Metodologia: PCR +
RFLP

Interferentes:
Hemólise.

Preparo: Não
necessita preparo do paciente.

Sinonímias:
DIAGNÓSTICO MOLECULAR DA HEMOCROMATOSE

 

HEMOCULTURA

Material:

Sangue
Total (1° Amostra)

Sangue Total (2°
Amostra)

Sangue Total (3°
Amostra)

Metodologia:
Automatizado Bact/Alert 3D Biomerieux

Interferentes:
Antibioticoterapia anterior, contaminação durante a coleta.

Sinonímias:
CULTURA DE SANGUE 

HEMOGLOBINA FETAL

Material: Sangue
Total – EDTA

Descrição: A HbF é
formada por duas cadeias tipo alfa e duas tipo gama. Normalmente o valor da HbF
para crianças no primeiro mês de vida é de 40% a 90%. Este valor decresce
gradativamente atingindo o valor normal de adulto aproximadamente no 5º mês de
vida. Sua determinação está indicada no diagnóstico das beta-talassemias
(minor, intermediária e major) quando serão encontrados valores aumentados de
HbF. Também se presta para o diagnóstico da Persistência Hereditária de
Hemoglobina Fetal. Taxas altas de HbF podem ser encontradas em alguns casos de
esferocitose hereditária, anemia falciforme, leucemias agudas e crônicas.

Metodologia:
Singer

Preparo: Jejum
mÍnimo de 4 horas.

Sinonímias: HBF

 

HEMOGLOBINA GLICADA (HBA1C)

Material: Sangue
Total – EDTA

Metodologia: HPLC
– Cromatografia Líquida de Alta Performance por Troca S


Imunoturbidimetria (ADVIA 1800 Chemistry System)

Sinonímias: HBA1C ; GLICOHEMOGLOBINA 

HEMOGRAMA

Material: Sangue
Total – EDTA – 2.00 mL – Refrigerar

Metodologia: Automatizado por polarização (Advia® 120)

 Interferentes:
Medicações que podem alterar a produção sanguínea, transfusões de sangue,
hemorragias crônicas ou agudas, doenças hematológicas, doenças sistêmicas que
podem cronicamente alterar a hematopoiese ou destruição celular, etc.
Interferência podem ocorrer no período pré-analítico, como período
pré-menstrual, uso de bebidas alcoólicas, tabaco, exercícios, problemas na
coleta, como período longo de estase, coagulação do sangue, etc. Muitas
considerações podem ser lidas no item sobre indicações do exame.

Preparo: Coletar
preferencialmente pela manhã, para os exames de rotina, com jejum mínimo de 4
horas. Lactentes podem coletar imediatamente antes da próxima mamada. Como o
Hemograma é um dos itens laboratoriais mais solicitados em casos de
emergências, o exame pode ser coletado a qualquer momento, pois as variações de
valores de referência, com ou sem jejum passam a ser desprezíveis frente a um
quadro clínico de emergência, como hemorragias, infecções agudas, etc.

Sinonímias:
HEMATOLÓGICO

 

HEMOSSIDERINA

Material: Urina
não cronometrada

Sangue total –
EDTA + Lâminas

Descrição: A
pesquisa da hemossiderina, principalmente no material de medula óssea, serve
para avaliação da reserva de ferro no mielograma. Sideroblastos em anel, podem
ser vistos nas anemias sideroblásticas congênitas ou adquiridas, leucemia
mielóide crônica, alcoolismo crônico, anemias refratárias, hemoglobinúria
paroxística noturna e outras síndromes mielóide-proliferativas.

Preparo: Coletar o
sangue periférico, pela manhã, sob jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem
coletar imediatamente antes da próxima mamada. A urina deve ser
preferencialmente a primeira da manhã, não havendo necessidade de desprezar o
primeiro jato. A medula óssea pode ser coletada a qualquer hora, independente
de jejum.          

 

HEPATITE A – HAV IGG, ANTI

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico laboratorial das Hepatites virais. Os anticorpos do isotipo IgG
aparecem 1 a 2 semanas após o início dos sintomas, geralmente tendo um pico
após 30 dias, persistindo REAGENTE como cicatriz sorológica por décadas. A sua
presença indica imunidade à Hepatite A, que está presente em mais de 90% da
população em geral. Pesquisa de pacientes que apresentam infecções
concomitantes de Hepatite A, HIV e Hepatite C.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 Sinonímias: HVA
IGG

 

HEPATITE A – HAV IGM, ANTI

Material: Sangue
(soro) – 1.00 mL – Refrigerar

Descrição:
Diagnóstico laboratorial das Hepatites virais. Os anticorpos do isotipo IgM
inicia sua elevação durante o período prodrômico ou imediatamente no início dos
sintomas. Geralmente permanecem sendo detectados por 2 a 24 semanas, na maioria
dos casos. Podem persistir, atualmente com as técnicas muito sensíveis, por até
dois anos. É um marcador de doença ativa ou recente. Pesquisa de pacientes que
apresentam infecções concomitantes de Hepatite A, HIV e Hepatite C.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: HVA IgM

 

HEPATITE A – HAV TOTAL – ANTI

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Jejum de
4 horas.

 

HERPES SIMPLES VÍRUS 1 E 2, PCR E GENOTIPAGEM

Material: Líquor

Sangue Total –
EDTA

Descrição:
Determinação do genótipo específico para a discriminação entre o herpes simplex
1 e 2. Os Herpes simples vírus (HSV) dos tipos 1 e 2 estão relacionados a uma
grande variedade de manifestações clínicas, variando desde uma estomatite leve
até uma doença fatal. A encefalite e o herpes neonatal são fatais em 70% dos
casos, com sequelas neurológicas na maioria dos sobreviventes. Lesões
mucocutâneas podem ser graves e de evolução prolongada no paciente
imunocomprometido. Como o tratamento anti-viral pode alterar o curso da
infecção pelo HSV, o diagnóstico precoce é de extrema importância. O uso da PCR
é necessário nos casos de:

– Encefalite
herpética: apresenta sensibilidade em detectar o DNA do HSV no líquor de 98% e
especificidade de 99%. A PCR é, atualmente, método \”padrão-ouro\”
recomendado para o seu diagnóstico.

– Síndromes
neurológicas em pacientes com AIDS (apesar de incomum) ou nos pacientes com
meningites recorrentes.

– Suspeita de herpes
neonatal (líquor, aspirado nasofaringeo).

– Presença de
lesões cutâneas de etiologia indefinida ou duração prolongada.

Metodologia:
PCR-Nested

Preparo: Não
necessita preparo do paciente. 

HERPESVÍRUS SIMPLES I E II – IGG

Material: Líquor

Sangue (soro)

Líquor + Sangue
(soro)

Descrição: Quase
90% da população brasileira apresenta anticorpos anti-Herpes simplex HSV-1, até
30 anos de idade, e 15 a 30% apresenta anticorpos anti-HSV-2, principalmente os
que tem vida sexual ativa. O HSV-2 geralmente atua nos genitais e o HSV-1 pode
produzir lesões em áreas próximas de mucosas, como mucosa bucal, nariz, lábios,
etc. A presença de anticorpos do isotipo IgM nas primeiras semanas de vida
indica infecção congênita. Na infecção neonatal os anticorpos são detectados 2
a 4 semanas após o nascimento. Em indivíduos mais velhos a presença de
anticorpos do isotipo IgM ´pode ser exceção. Entretanto muitos infectologistas
entendem que coletas de sangue em dias diferentes pode facilitar o estudo da
curva sorológica, coletado-se uma amostra na fase aguda e outra pelo menos 15
dias, onde a diferença de pelo menos 2 vezes o título basal é critério de
infecção.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: HVS
I/II IGG

 

HERPESVÍRUS SIMPLES I E II – IGM

Material: Líquor

Sangue (soro)

Líquor + Sangue
(soro)

Descrição: Quase
90% da população brasileira apresenta anticorpos anti-Herpes simplex HSV-1, até
30 anos de idade, e 15 a 30% apresenta anticorpos anti-HSV-2, principalmente os
que tem vida sexual ativa. O HSV-2 geralmente atua nos genitais e o HSV-1 pode
produzir lesões em áreas próximas de mucosas, como mucosa bucal, nariz, lábios,
etc. A presença de anticorpos do isotipo IgM nas primeiras semanas de vida
indica infecção congênita. Na infecção neonatal os anticorpos são detectados 2
a 4 semanas após o nascimento. Em indivíduos mais velhos a presença de
anticorpos do isotipo IgM ´pode ser exceção. Entretanto muitos infectologistas
entendem que coletas de sangue em dias diferentes pode facilitar o estudo da
curva sorológica, coletado-se uma amostra na fase aguda e outra pelo menos 15
dias, onde a diferença de pelo menos 2 vezes o título basal é critério de
infecção.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: HVS
I/II IGM

 

HIALUNORIDASE, ANTICORPOS ANTI

Material: Sangue
(soro)

Metodologia: Hemoaglutinação Indireta

 

HISTAMINA – DOSAGEM DE

Material: Urina de
24 horas

Plasma em EDTA

Metodologia: Radioimunoensaio 

HISTONA, ANTICORPOS ANTI

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Pode
ocorre no Lúpus Induzido por Drogas, atingindo 96% dos casos, sempre associado
ao anti-DNA dupla-hélice (sendo a Procainamida a droga mais envolvida). No
Lúpus Eritematoso Sistêmico pode variar de 50 a 70 % dos casos, caído para 20 a
25% dos casos na Artrite Reumatóide.

Metodologia: ELISA

– Imunoensaio
Enzimático

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima coleta.

Sinonímias: ANTI
HISTONA; HISTONA 

HISTOPLASMOSE, SOROLOGIA PARA

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico sorológico da histoplasmose.

Metodologia:  Aglutinação

– Imunoensaio
Enzimático

– Imunodifusão
Simples, Tipo Ouchterlony

Interferentes:
Hiperlipemia, pode haver resultados falso-positivos com o Paracoccidioides
brasiliensis, Coccidioides immitis ou Blastomyces dermatitidis. Medicação
anti-fúngica específica.

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:
SOROLOGIA PARA HISTOPLASMOSE

 

HIV 1 E 2, SOROLOGIA

Material: Sangue (soro)

Descrição:
Pesquisa de anticorpos anti-HIV I/II.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente antes da
próxima mamada.

Sinonímias: HIV
SOROLOGIA 

HIV, PESQUISA DE (WESTERN BLOT)

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Teste
confirmatório para anticorpos anti HIV-1. Resultados indeterminados devem ser
seguidos em função do tempo com correlação do quadro clínico, epidemiológico e
sorológico dos pacientes.

Metodologia:
Western Blot

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:
WESTERN BLOT PARA HIV 

HIV, PCR QUANTITATIVO

Material: Plasma
colhido em tubo PPT

Descrição: A carga
viral é utilizada para a detecção da síndrome retroviral aguda, para pacientes
em fase anterior à soroconversão. A carga viral pode ser detectada em 2 semanas
após o contacto positivo. Nesta fase, em que a carga viral é geralmente alta,
resultados falso-positivos são devidos a contaminações durante o processo de
separação ou triagem.

Metodologia: PCR
em Tempo Real (TaqMan)

Preparo: Coletar
pela manhã sob jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: CARGA
VIRAL DO HIV

 

HOMOCISTEÍNA TOTAL

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Jejum
mínimo de 4 horas

Lactantes podem
coletar antes da próxima mamada.

Sinonímia:
HOMOCISTEINEMIA

 

HORMÔNIO DE CRESCIMENO – GH

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Pode
ser utilizado no diagnóstico de distúrbios do crescimento, quando associado ao
exame radiográfico para estudo da idade óssea. Pode ser indicado para o
diagnóstico etiológico-laboratorial dos níveis de GH, da sua secreção
nictemeral, com testes de estimulação de sua secreção e a dosagem do IGF-1 e da
IGFPB-3. Como o GH tem uma variação nictemeral, que pode provocar até 8 picos
diários, uma amostra isolada pode não refletir o real estado de secreção do
hormônio, tanto para diagnósticos de deficiência como de excesso de produção,
como em adultos na acromegalia.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada. Paciente deve repousar por 30 minutos antes da coleta.

Sinonímias: GH 

HOMA (AVALIAÇÃO DE MODELO HOMEOSTÁTICO)

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Estudo
da capacidade funcional das células beta e resistência periférica à insulina.

Metodologia:
Espectrofotométrico e Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 8 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:
AVALIACÃO HOMEOSTÁTICA DA GLICOSE

 

HPV, DETECÇÃO E GENOTIPAGEM

Material: Raspado
Cervical, Vaginal e Vulvar

Raspado Perianal

Metodologia: PCR +
RFLP

Preparo: Os
pacientes devem estar a pelo menos 5 dias sem utilização de medicação tópica, 3
dias de abstinência sexual e 5 dias da procedimentos médicos, como US
trans-vaginal, trans-retal, toque ou colposcopia, etc. Não realizar assepsia
tanto em locais externos como internos, pelo menos com 18 horas de
antecedência.

Sinonímias:
PAPILOMA VÍRUS HUMANO

 

HTLV I E II, ANTICORPOS

Material: Sangue
(soro)

Descrição: O HTLV
= Human T-Cell Lymphoma vírus. São transmitidos por via sexual, por transfusões
de sangue, por transmissão vertical e por uso de drogas injetáveis, sendo esta
via a mais envolvida na propagação desses vírus. Diagnóstico laboratorial da
presença de anticorpos anti-HTLV I e II.

O HTLV-I é
associado a leucemias de células T em adultos, alveolites linfocitárias e
paraplegia espástica tropical (TSP).

O HTLV-II é
associado à tricoleucemia (hairy cells) ou leucemia dos tricô-leucócitos.

Cerca de 95% dos
indivíduos que apresentam esses anticorpos a infecção não resulta em quadro
clínico, permanecendo como portadores sãos. Somente 5% dos infectados irão
apresentar evolução clínica.

A confirmação pode
ser feita ou por PCR específico ou Western Blot test, que discriminarão também
o tipo de HTLV, I ou II.

Metodologia:
Quimioluminescência


Enzimaimunoensaio

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: ANTI
HTLV I/II 

IGA, IMUNOGLOBULINA – A

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Pode-se
utilizar a dosagem da IgM na saliva ou outros líquidos biológicos. Há
praticamente uma compensação, com valores de IgM superiores aos da IgA
secretória nos casos de deficiência da imunoglobulina A. Pacientes com
deficiência de IgA secretória geralmente sofrem de Síndrome de má absorção
intestinal, infecções intestinais de repetição e infecções respiratórias. Na
ataxia-telangectasia os níveis são sempre muito baixos ou há ausência
detectável de IgA secretória.

Metodologia:
Nefelometria

– Imunoturbidimetria
Automatizada

Preparo: Coletar
preferencialmente período da manhã, em jejum.

Sinonímias:
IMONOGLUBULINA IgA

 

IGE TOTAL, IMUNOGLOBULINA E

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Para
confirmação de uma doença atópica, testes cutâneos negativos com quadro clínico
sugestivo de atopia, risco de anafilaxia, quadros de hipersensibilidade a
substâncias não constante nos testes cutâneos ou na pesquisa de IgE-específico.

OBSERVAÇÕES
IMPORTANTES: Uma dosagem elevada de IgE não é diagnóstico de alergia. Mas
níveis elevados aumentam a chance de um diagnóstico alergológico. A aspergilose
pulmonar pode ser excluída com níveis normais ou baixos de IgE. Deve ser
lembrado que reações alérgicas podem ser desencadeadas na presença de níveis
normais de IgE. A IgE está presente nas reações anafiláticas do tipo I, mas
reações anafilactóides podem prescindir da sua atuação.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:
IMUNOGLOBULINA E

 

IGG, IMUNOGLOBULINA – G

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A IgG é
a principal imunoglobulina circulante, produzida por linhagem linfocítica do
tipo B, em cooperação ou não com linfócitos T. As IgG apresentam grande número
de propriedades, como: fixação com o complemento sérico, opsonização e
citotoxicidade, pela sua ligação a uma série de receptores celulares. A IgG é
subdividida em 4 sub-classes, com propriedades biológicas distintas.

Metodologia:
Nefelometria


Imunoturbidimetria Automatizada

Sinonímias:
IMUNOGLOBULINA IgG

 

IGM, IMUNOGLOBULINA – M

Material: Sangue
(soro)

Descrição: As
imunoglobulinas M estão ligadas à primeira resposta imune humoral. São
produzidas por linhagem linfocítica do tipo B e seu aparecimento ocorre alguns
dias após o contacto com antígenos. Seu aumento é muito rápido. Estão ligados à
infecções primárias. Alguns tipos de antígenos chamados timo-dependentes,
principalmente polissacarídeos, só provocam a síntese de IgM. As suas principais
propriedade são: aglutinação de antígenos, não atravessam a placenta (por isso
seu aparecimento no período neonatal é patognomônico de infecção congênita) e
ativam o complemento pela via clássica.

Metodologia:
Nefelometria


Imunoturbidimetria Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias:
IMUNOGLOBULINA IgM

 

ILHOTA DE LANGERHAS, ANTICORPOS ANTI

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico laboratorial dos casos de auto-imunidade no Diabetes mellitus do
tipo I (tipo infanto-juvenil). Pode ser usado na predição do DM I, em fase
pré-clínica, em parentes de primeiro grau de diabéticos do tipo I, para
diagnóstico de adultos com DM I, virgens de tratamento, nos casos de
hiperglicemia transitória da infância.            

Metodologia:
Imunofluorescência Indireta

Preparo: Coletar
pela manhã, em jejum de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente antes da
próxima mamada.

Sinonímias: ICA ;
ANTI CÉULAS BETA DO PÂNCREAS

 

INDICE DE SATURAÇÃO DE TRANSFERRINA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Colorimétrico

Preparo: Adultos:
Jejum de 8 horas.

Crianças: Jejum de
4 horas.

Lactentes: Não
necessita de jejum.

 

INSULINA

Material: Sangue
(soro) – 0.30 mL – Refrigerar

Descrição A
insulina é um hormônio do tipo polipeptídico produzido nas ilhotas de
Langerhans, nas células beta.

É um potente
hipoglicemiante havendo um feed-back negativo entre a insulina e a glicose
sérica, glucagon e o HGH.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum de 6 a 8 horas. Valores inferiores e superiores a este
intervalo podem interferir nos resultados. Lactentes podem coletar
imediatamente antes da próxima mamada.

INSULINA PÓS – GLICOSE

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Jejum de
08 horas.

Insulina basal:
fornecer ao paciente 75g , V. O. de glicose. Coletar para insulina aos 60
minutos após a ingestão da glicose. 

ITL ÍNDICE DE TIROXINA LIVRE

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo:Jejum de 4
horas.

 

KPTT (TEMPO DE TROMBOPLASTINA PARCIAL ATIVADO)

Material: Plasma
Citratado TAP/KPTT

Sinônimo: TTPA

Método:
Coagulométrico.

Coleta: Jejum de
04 horas. Informar se o paciente faz uso de algum tipo de anticoagulante.

Código CBHPM:
40304639

Interpretação:
monitoramento da terapia com heparina; triagem para defeitos da coagulação (via
intrínseca).

Isoladamente, é o
melhor teste para detectar problemas na coagulação, obtendo resultados anormais
em 90% dos casos.

Valores
aumentados: deficiências de um ou mais fatores (I – fibrinogênio, II –
protrombina, V – fator lábil, VIII, IX, X, XI e XII).

Referência: 0,80 a
1,25

 

LACTOSE, TESTE DE TOLERÂNCIA (ABSORÇÃO)

Material: Sangue
(soro)

Swab Bucal

Metodologia:Enzimático-Automatizado

Preparo: Jejum de
8 horas.

Administrar
ingestão via oral de 50 gramas de Lactose diluída em água numa concentração
máxima de 10%.(adultos). Para crianças, fornecer 2,0 g/Kg de peso, até 50
gramas, sempre mantendo a concentração da solução aquosa em 10% no máximo.

Coletar nos tempos
de 30, 60 e 90 minuto após a ingestão da lactose.

 

LDH – DEHIDROGENASE LÁCTICA

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Infarto
agudo do miocárdio, com atividade máxima após 72 horas , podendo atingir até 5
vezes os valores basais, com 7 a 14 para a volta aos valores normais. O aumento
ocorre por conta da Isoenzima LDH-1.

Metodologia: U.V.
Cinético a 37ºC Automatizado. IFCC – AD

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Estabilidade da
amostra: até 24 horas sob refrigeração

Sinonímias: LDH

 

LDL-OXIDADA, ANTICORPOS

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Imunoensaio Enzimático


Enzimaimunoensaio

 

LEISHMANIOSE, IGG E IGM

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Imunoensaio Enzimático

– Ensaio
imunoenzimático

 

LEPTINA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Radioimunoensaio

Preparo: Jejum de
04 horas.

 

LEUCOGRAMA

Material: Sangue
Total

Metodologia:
Multiparamétrico Automatizado por Dispersão Polarizada Multi

Preparo: Jejum de
4 horas.

 

LH – HORMÔNIO LUTEINIZANTE

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Avaliação do ciclo ovulatório, Puberdade Precoce, Estudo de Retardo Pubertários,
Hipogonadismo Primário ou Secundário, Tumores hipofisários, Tumores ectópicos
secretores de LH, Menopausa.

O LH é uma
glicoproteína produzida na hipófise anterior, e controla a produção de
esteróides sexuais na gônadas.

Metodologia:
Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada. Homens a partir de 11 anos: Repouso por 15 a 30
minutos. Programar 3 coletas com intervalo de 30 minutos, para produção de pool
de amostras. Mulheres: para mulheres seguir a orientação médica, geralmente com
indicações para a fase folicular (7° dia do ciclo menstrual), fase ovulatória
(14° dia do ciclo) e fase luteínica (21° dia do ciclo menstrual).

Sinonímias: HÔRMONIO
LUTEINIZANTE ; HÔRMONIO LUTEOTRÓFICO

 

LICOPENO

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Utilizado com anti-oxidante e transportado no sangue pela lipoproteína LDL e
uma das substâncias capazes de prevenir e reparar as lesões produzidas por
radicais livres. Estudo dos níveis ideais de Licopeno.

Metodologia: HPLC

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 8 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada. Proteger da luz direta.

LINFÓCITOS T E B

Material: Sangue
Total – EDTA

Metodologia:
Citometria de Fluxo com anticorpos monoclonais

 

LIPASE

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico laboratorial das patologias pancreáticas. Elevações dos níveis de
Lipase são observadas nas pancreatites agudas,(após as primeiras 3 a 7 horas há
um aumento significativo, atingindo um pico por volta das 24 às 48 horas após o
início do quadro agudo, podendo alcançar até 20 vezes os valores normais. Após
a resolução do quadro, a lípase retorna aos níveis referenciais por volta de 7
a 14 dias), crônicas, obstruções do duto pancreático e obstrução do esfíncter
de Oddi.

A lipase se eleva
mais precocemente, apresenta valores maiores e dura mais tempo que amilase. A
lipase pode se elevar também em patologias extra-pancreáticas, como nas insuficiências
renais agudas ou crônicas, nas patologias abdominais obstrutivas, traumáticas
ou inflamatórias, como perfuração de úlcera péptica, Colicistite aguda, Infarto
intestinal, Alcoolismo, nos transplantes de órgãos, como rins, coração e
fígado, principalmente se houver rejeição, infecções oportunistas, com maior
gravidade nos casos de CMV, toxicidade à Ciclosporina, cetoacidose diabética e
obstrução do intestino delgado ou duodeno.

Metodologia:
Espectrofotométrico automatizado

Preparo: Coletar
pela manhã, salvo urgências, em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem
coletar imediatamente antes da próxima mamada.

LIPIDOGRAMA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Enzimático-Automatizado

Preparo: Jejum de
12 horas.

Se o paciente já
tiver alterações nos Lípideos, recomenda-se jejum de 14 horas.

 

LIPOPROTEÍNA A – LPA

Material: Sangue
(soro) – 1.00 mL – Refrigerar

Descrição: A LPa é
uma lipoproteína que tem a sua estrutura molecular muito parecida com a LDL,
sendo formada por duas apolipoproteínas, a Apo B-100 e a Apo (a). A primeira
com constituintes LDL e VLDL, e a segunda que apresenta uma grande
variabilidade estrutural. Os níveis da LPa podem ser determinados geneticamente
ou ser adquiridos (diabetes, renais crônicos, etc).

A LPa é
considerada como um fator aterogênico independente, não se alterando, na
maioria dos casos com ações dietéticas ou terapêuticas. Geralmente é indicada a
sua determinação a indivíduos com histórico familiar de doença vascular, como
doença coronariana, acidente vascular cerebral, trombose arterial profunda,
hiperlipemias, etc. Outras patologias podem cursar com níveis elevados de LPa,
como na IRA ou IRC, tromboembolismo e pré-eclâmpsia.

Metodologia:
Turbidimetria

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 8 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

LÍTIO

Material

Sangue (soro)

Descrição:
Controle terapêutico laboratorial para o uso do lítio, em pacientes com
distúrbio bipolar, hipertimias, distímicos e alguns casos de esquizofrenia.

Metodologia:
Eletrodo Seletivo

Preparo: Coletar
em jejum mínimo de 4 horas, imediatamente antes da próxima dose do medicamento
(geralmente 12 horas após a última dose), ou conforme orientação médica.

MAGNÉSIO

Urina de 24 horas

Metodologia:
Espectrofométrico Automatizado 

MAGNÉSIO SÉRICO

Material: Sangue
(soro)

Descrição: O
magnésio é um cátion bivalente com grande poder redutor. É um cofator de muitas
enzimas mitocondriais. Tem ação na contratilidade muscular, com propriedades
anti-tetanizante. Tem também participação na agregação plaquetária e na redução
da aterosclerose e como antagonista do cálcio. Quase 65% do magnésio está nos
ossos. Os depósitos intracelulares chegam a 35% e somente 1% é circulante.
Avaliação dos distúrbios hidro-eletrolíticos.

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

MALÁRIA, ANTICORPOS IGM E IGG

Material: Sangue
(soro)

Metodologia: –
Imunofluorescência Indireta 

MANGANÊS

Material: Sangue
(soro)

Urina final
jornada de trabalho

Descrição: O
manganês é considerado essencial na dieta humana por compor o núcleo de uma
série de enzimas do metabolismo. Em indivíduos não expostos níveis elevados
podem ocorrer em quadros de colestase e insuficiência hepática crônica,
especialmente em crianças. Níveis baixos podem ser encontrados em pacientes
submetidos à hemodiálise, indivíduos que fazem uso de Hidralazina ou Ácido
Valpróico. Não há correlação entre os níveis séricos e urinários, histórico de
exposição anterior e a gravidade do quadro clínico. Valores de referência em
pessoas não expostas ainda não estão totalmente definidos. Em muitos casos de
quadros neurológicos de manganismo, com níveis cerebrais elevados, os níveis
séricos e/ou urinários podem estar normais. Fontes de exposição (fabricação e
uso): de borracha, catalisadores, cerâmicas, conservantes de madeira, esmaltes
e tintas, fármacos, Fósforos, fungicidas, magnetos, materiais elétricos, pilhas
secas e soldas.

Metodologia:  Espectrofotometria de Absorção Atômica

Preparo

URINÁRIO:

A amostra de urina
deve ser coletada ao final da jornada de trabalho, após pelo menos 2 dias
seguidos de exposição, em sanitário afastado do local de trabalho, ou conforme
orientação médica, que deverá ser feita por escrito. Lavar muito bem as mãos
antes da coleta. Colocar a tampa do frasco, invertida, sobre um papel
absorvente durante a coleta de urina. Coletar em frascos de plástico fornecidos
pelo Laboratório. Refrigerar imediatamente após a coleta.

SÉRICO:

A amostra de
sangue pode ser coletada a qualquer momento, pois o horário de coleta não é
crítico, não havendo necessidade de jejum. Lactentes podem coletar
imediatamente antes da próxima mamada.

 

MERCÚRIO

Material: Urina de
24 horas

Sangue total
Heparinizado

Metodologia:
Espectrofotometria de Absorção Atômica

Preparo

URINÁRIO: Coletar
a urina em sanitário afastado do local de trabalho. O Quadro I da NR-7 do MT,
recomenda a coleta da primeira urina da manhã, ou segundo orientação médica por
escrito. Coletar em frascos plásticos fornecidos pelo Laboratório. Lavar muito
bem as mãos antes da coleta.

METAHEMOGLOBINA

Material: Sangue
total Heparinizado

Descrição: Quando
ocorre a oxidação do ferro ferroso da hemoglobina em ferro férrico, há a formação
da metahemoglobina, que é incapaz de transportar o oxigênio. Sempre, uma
pequena quantidade de metahemoglobina está presente na circulação, pela ação
das enzimas intraeritrocitárias, metemoglobina redutase I e II. Esta dosagem
está indicada nos casos de intoxicações que cursa com cianose aguda e nos
pacientes com deficiência congênita da metemoglobina redutase I e nos
indivíduos sensíveis a agentes metamoblobinizantes.

Os sinais clínicos
estão intimamente ligados às porcentagens de metahemoglobina detectados no
sangue dos pacientes: 5 a 10% = leve cianose; 10 a 30% = cianose severa; 30 a
50% = sinais funcionais de anóxia ; 50 a 70% = acometimento do SNC com lesões
neurológicas e Superior a 70% = coma e morte. Níveis elevados são encontrados:
a) nas intoxicações: profissionais, anilina , hidrazinas, nitrobenzeno e
polifenóis. b)Alimentares: agentes oxidantes: cloratos, nitritos e nitratos; c)
medicamentos, acetanilida, antipirina, fenacetina,quinina e sulfamida. d)
deficiência congênita de metemoglobina-redutase I (nos RN a atividade desta
enzima é 2 vezes mais fraca que no adulto, o que explica a toxicidade dos
nitratos, reduzidos a nitritos pela flora intestinal. e) Hemoglobina M:
hemoglobinopatia genética dominantes encontrada em todas as raças, tem níveis
entre 20 a 40%. Em termos laborais, a metahemoblobina é um indicador biológico
da exposição à anilina e ao nitrobenzeno. A metahemoglobina aparece mais
tardiamente no sangue que o paraminofenol na urina , que também é um bom
indicador do efeito da anilina.

Metodologia:
Espectrofotometria Ultravioleta/Visível

Preparo: Coletar
amostra ao final da jornada de trabalho de uma semana. Não coletar na primeira
jornada do colaborador. Pode-se fazer diferenciação entre pré e pós-jornada.
Sob orientação médica, por escrito, os horários de coleta poderão ser
alterados.

METANEFRINAS

Material: Plasma
em EDTA

Metodologia: HPLC
– Cromatografia Líquida de Alta Performance

– Radioimunoensaio


Enzimaimunoensaio

– Cromatografia
Líquida Espectrometria de Massa

Preparo: 

Dieta: 24
HORAS ANTES E DURANTE A COLETA – não (fumar, café, chá refrigerantes). o
paciente deverá manter sua rotina diária evitando fazer esforço físico durante
a coleta. Não é necessário aumentar a ingestão de líquidos, exceto sob
orientação médica. Informar horário inicial e final da coleta, peso,
medicamentos em uso, dosagem, dia e hora da ultima dose. 

METANEFRINAS URINÁRIAS

Material: Urina de
24 horas

Descrição: As
metanefrinas, formadas pela normetanefrina e a metanefrina são metabólitos da
norepinefrina e epinefrina respectivamente. É indicado no diagnóstico de
feocromocitomas, paragangliomas e neuroblastomas.

É indicado que o
paciente fique sete dias sem ingerir qualquer medicamento por 7 dias. Somente
com conhecimento médico.

Metodologia: HPLC
– Cromatografia Líquida de Alta Performance

– ELISA

– Cromatografia
Gasosa acoplada a Espectrofotometria de massa

Preparo: 

Dieta: 24
HORAS ANTES E DURANTE A COLETA – não (fumar, café, chá refrigerantes). O paciente deverá manter sua rotina diária evitando fazer esforço físico durante
a coleta. Não é necessário aumentar a ingestão de líquidos, exceto sob
orientação médica. Informar horário inicial e final da coleta, peso, medicamentos
em uso, dosagem, dia e hora da ultima dose 

METANOL

Material: Urina
final jornada de trabalho

Descrição:
Controle laboral de colaboradores expostos ao metanol e derivados.

Metodologia:
Cromatografia Gasosa

Preparo: Coletar
uma amostra de urina pré-jornada e outra pós-jornada de trabalho, com pelo
menos dois dias seguidos de exposição, ou conforme orientação médica, por
escrito. Completar o volume do frasco de coleta com urina, não deixando espaço
vazio dentro do mesmo. FRASCOS COM ESPAÇO VAZIO SERÃO REJEITADOS.

METILETILCETONA (QUANTITATIVO)

Material: Urina
final jornada de trabalho

Metodologia:
Cromatografia Gasosa

Preparo: Coletar
uma amostra de urina pós-jornada de trabalho coletadas após no mínimo dois dias
seguidos de exposição. 

MICOPLASMA PNEUMONIAE – (IGG), SOROLOGIA

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Cerca
de 20 a 25% das pneumonias comunitárias são produzidas pelo Mycoplasma
pneumoniae.

Testes
falso-positivos podem ocorrer em pacientes com infecções estreptocócicas,
quadros de infecção aguda, como meningites e encefalites.Quadros de pancreatite
aguda também podem produzir reações falso-positivas. Pacientes imunodeprimidos
podem ter resultados falso-negativos. A pesquisa de crioaglutininas tem menor
sensibilidade que a procura dos anticorpos específicos.O M.pneumoniae está
ligado a quadros de pneumonia atípica primária, traqueobronquite aguda,
inflamação timpânica aguda e faringite.

Metodologia:
Enzimaimunoensaio

Preparo: Jejum 04
horas.

Sinonímias:
MICOPLASMA GG

 

MICOLPLASMA PNEMONIAE – (IGM), SOROLOGIA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Imunoensaio Enzimático


Enzimaimunoensaio

Preparo: coletar
pela manhã, em jejum mínimo de 4 horas.

Sinonímias:
MICOPLASMA IgM

 

MICROALBUMINÚRIA

Material: Urina de
24 horas – 20.00 mL – Refrigerar

Descrição: A
microalbuminúria indica valores de albumina urinária compreendidos entre os
valores fisiológicos de eliminação da albumina, que é inferior a 20 mg/24
horas, e a albuminúria que caracteriza nefropatia diabética, que é definida
como eliminação de albumina em níveis superiores a 50 mg/24 horas para alguns
autores e 300 mg/24 horas definido por outros. Muito embora essa nefropatia
possa ser potencialmente reversível, pela melhora do quadro glicêmico, é uma
microangiopatia, ao lado da retiniana e em nervos periféricos, considerada uma
complicação nefasta, dependente do tempo de diabetes não controlado e
hipertensão arterial.

A microalbuminúria
tem um valor preditivo de aparecimento de lesões microantiopáticas em 10 anos,
levando a insuficiência renal. Assim um bom controle das complicações do
diabetes é formado por uma tríade formada pelo controle da glicemia, controle
da pressão arterial e uma alimentação protéica adequada.

Metodologia:
Turbidimetria automatizada

Interferentes: A
presença de proteinúria acentuada os valores da microalbuminúria podem sofrer
_efeito gancho_ produzindo resultados falsamente diminuídos. Outras condições
clínicas podem produzir resultados falsamente elevados, como infecções
urinárias, quadros infecciosos sistêmicos, hematúria, após exercícios físicos e
proteinúria postural.

Preparo: Coletar
urina de 24 horas

 

MIOGLOBINA SÉRICA – DOSAGEM

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A
mioglobina é uma hemoproteína encontrada nos músculos estriados, principalmente
no miocárdio. Logo após a lise de células musculares, por infarto do miocárdio
ou rabdomiólise a mioglobina é encontrada no sangue periférico, com liberação
massiva e precoce, já na terceira hora de uma necrose miocárdica. Em comparação
com os demais marcadores cardíacos, como a fração MB da CK ou a Troponina I,
que são detectadas 5 e 4 horas após o infarto do miocárdio, respectivamente, a
Mioglobina é o primeiro marcador a estar presente na circulação após o infarto
do miocárdio.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas, salvo urgências. Lactentes podem coletar
imediatamente antes da próxima mamada.

MONONUCLEOSE – SOROLOGIA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Hoff-Bauer

Preparo: Jejum de
04 horas.

Pacientes do grupo
sanguíneo A, podem não produzir anticorpos heterófilos anti-mononucleose,
devendo-se indicar Pesquisa de anticorpos para Vírus Epstein-Barr.

 

MUCOPROTEÍNAS (ORSOMUCÓIDE)

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Colorimétrico

Preparo: Sangue:
Volume mínimo 4,0 mL. Jejum de 04 horas. 

MUTAÇÃO DO GENE DA HOMOCISTEÍNA (A1298C)

Material: Sangue
Total – EDTA

Descrição: A
mutação A1298C, em homozigose, e responsável pela redução da atividade da
MTHFR, aumentando os níveis de homocisteína. Efeitos similares aos observados
para os homozigotos 677TT, ocorrem na combinação de heterozigose para as duas
mutações da MTHFR. Está combinação é de grande relevância clinica para os
eventos vasculares, visto que a frequência de A1298C e C677T varia de 40 a 50%,
conforme as referências bibliográficas.

Metodologia: PCR +
RFLP

Interferentes:
Tubo sem líquido coletor ou swab bucal, hemólise, amostra congelada, volume
baixo; Armazenamento da amostra (temperatura e período); Transporte (prazo para
entrega e temperatura de transporte).

Preparo: Não
necessita preparo do paciente.

MUTAÇÃO DO GENE DA PROTROMBINA (G20210A)

Material: Sangue
Total

Descrição: Como as
Trombofilias compõem um grupo de patologias multifatoriais, onde fatores
genotípicos e fenotípicos determinam a susceptibilidade individual a quadros
trombóticos venosos. Em conjunto, o Fator V de Leiden e a Mutação do gene da
Protrombina são as duas patologias genéticas que mais frequentemente produzem
quadros de trombose venosa. Para trombose arterial, a mutação do gene da
metilenotrtrahidrofolato redutase-MTHFR e a Homocisteína são as mais
freqüentes.

Metodologia: PCR +
RFLP

Preparo: Não
necessita preparo do paciente.

MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS – SOROLOGIA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Mycodot

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

N-METILFORMAMIDA

Material: Urina de
24 horas

Sangue total
Heparinizado

Descrição:
Controle laboral de colaboradores que são expostos à dimetilformamida (DMF),
utilizado na fabricação de acrílicos, tintas, resinas, indústria farmacêutica,
poliuretanos e outros polímeros plásticos.

Metodologia:
Espectrofotometria UV-Vis

Preparo: Coletar
amostra de urina em sanitário afastado do local de trabalho ao final da jornada
de trabalho, após no mínimo dois dias seguidos de exposição, ou conforme
orientação médica.

NEISSERIA GONORRHOEAE, PCR

Material: Esperma

Secreção Vaginal

Raspado Cervical,
Vaginal e Vulvar

Descrição:
Diagnóstico das infecções gonocóccicas com baixo índice bacteriano.

Metodologia: PCR
(Reação em Cadeia da Polimerase) 

NÍQUEL

Material: Sangue
(soro)

Urina final
jornada de trabalho

Metodologia:
Espectrofotometria de Absorção Atômica

Preparo: A amostra
de urina deve ser coletada no último dia da semana de trabalho antes do início
da jornada em sanitário afastado do local de trabalho.

 

NT-PROBNP – PEPTÍDEO NATRIURÉTICO CEREBRAL

Material: Sangue
Total – EDTA

Metodologia:
Imunoenzimático

– Imunoanálises de
eletroquimioluminescência

Preparo: Jejum de
04 horas.

Lactentes colher
entre as mamadas.

 

NIACINA -VITAMINA B3

Material: Soro

Sinônimo: Niacina

Método:
Enzimaimunoensaio

Coleta: – Jejum
não necessário.

Referência: 17,0 a
85,0 ug/L

1 umol/L = 8,12
ug/L

 

OLIGOSSACARÍDEOS – QUALITATIVO

Material: Urina não
cronometrada

Metodologia:
Cromatografia em Camada Delgada

Preparo: Colher
jato médio da primeira urina da manhã

 

OSMOLALIDADE

Material: Sangue
(soro)

Urina de 24 horas

Urina Recente

Metodologia:
Osmometria

– Enzimático

Preparo: Jejum
mínimo 04 horas.

 

OSTEOCALCINA

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico laboratorial das formas assintomáticas de hiperparatireoidismo
primário, podendo ter o PTH e AMP cíclico normais.

Diagnóstico e
controle laboratoriais da osteodistrofia renal, associado à dosagem do PTH.
Auxiliar a classificação dos casos de osteosporose em função do tipo
histológico. Controle após corticoterapia prolongada.

Os níveis de
osteocalcina refletem o _turn-over_ ósseo. Pode haver elevações dos níveis de
osteocalcina em: Doença de Paget, Fratura óssea, Hemodiálise,
Hiperparatireoidismo primário ou no Hiperparatereoidismo Secundário de origem
renal, Hipertireoidismo, Metástases ósseas, Osteroartropatias, Osterodistrofias
de origem renal, Osteomalácia e Osteosporose. Níveis baixos são encontrados em:
Hipoparatireoidismo, Hipotireoidismo, Mieloma, Osteosporose com baixo nível de
remanejamento ósseo, Osteosporose após corticoterapia de longa duração), e
algumas patologias hepáticas.

Metodologia:
Eletroquimioluminescência

– Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada. 

OXIÚRIUS – PESQUISA DE (ANAL SWAB)

Material: Swab Anal

Metodologia: Anal
Swab 

PARACOCCIDIOIDOMICOSE -SOROLOGIA (BLASTOMICOSE SUL-AMERICANA)

Material: Líquor

Sangue (soro)

Descrição:
Diagnóstico e seguimento de casos de Paracoccidioidomicose (Paracoccidioides
brasiliensis) ou Blastomicose Sulamericana.

Metodologia:
Imunodifusão Radial Dupla

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: REAÇÃO
DE FAVA NETO 

PARASITOLÓGICO DE FEZES

Material: 

Fezes
(1ª amostra)

Fezes (2ª amostra)

Fezes (3ª amostra)

Fezes (4ª amostra)

Fezes (5ª amostra)

Metodologia:
Hoffman-Faust-Willis 

Hoffman-Faust-Willis, Kato-Katz

Preparo: Fezes
recentes.

Quando solicitado
mais de uma amostra, orientar o paciente que, deve-se coletar em dias
intercalados ( pelo menos um dia de intervalo).

 

PARATORMÔNIO INTACTO (MOLÉCULA INTEIRA) – PTH

Material: Sangue
(soro)

Descrição: As
glândulas paratireóides produzem e liberam o PTH que tem um papel principal da
manutenção da homeostase do fósforo e cálcio, agindo sobre o esqueleto,
intestino e rim.

A secreção do PTH
é estimulada pela calcitonina, as catecolaminas, o magnésio e o próprio cálcio.
Seus níveis são diminuídos pela ação da Vitamina D. Age sobre os ossos
estimulando a reabsorção óssea em conjunção com a vitamina D, estimulando os
osteoclastos e inibindo os osteoblastos. Estimula a absorção do cálcio pelos
intestinos.

No rim a sua ação
estimula a reabsorção tubular de cálcio, aumentando a fosfatúria, inibindo a
hidroxilação da 25- hidroxi-vitamina D3. Inibe a reabsorção tubular do
bicarbonato e a excreção dos íons Hidrogênio.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

PARVOVÍRUS B19 (IGG) – SOROLOGIA

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico sorológico das infecções pelo Parvovírus B 19. É um vírus de uma só
hélice de DNA, incompleto, sem envelope, com um grande tropismo por células
eritroblásticas, podendo provocar doença eruptiva denominada megaleritema
epidêmico, infecções fetais com possíveis abortamentos, infecções crônicas em
pacientes imunodeprimidos, crises eritro-blastopênicas em pacientes das doenças
de Minkowski-Chauffard, pacientes talassêmicos e com anemia falciforme, etc.

Metodologia:
Imunoensaio Enzimático

Preparo: Coletar
sangue pela manhã, em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar
imediatamente antes da próxima mamada.

 

PARVOVÍRUS B19 (IGM) – SOROLOGIA

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico sorológico das infecções pelo Parvovírus B 19. É um vírus de uma só
hélice de DNA, incompleto, sem envelope, com um grande tropismo por células
eritroblásticas, podendo provocar doença eruptiva denominada megaleritema
epidêmico, infecções fetais com possíveis abortamentos, infecções crônicas em
pacientes imunodeprimidos, crises eritro-blastopênicas em pacientes das doenças
de Minkowski-Chauffard, pacientes talassêmicos e com anemia falciforme, etc.

Metodologia:
Imunoensaio Enzimático

Preparo: Coletar
sangue pela manhã, em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar
imediatamente antes da próxima mamada.

PARVOVÍRUS B19, PCR QUALITATIVO

Material: Sangue
Total – EDTA

Descrição:
Diagnóstico laboratorial das infecções por Parvovírus B19

Metodologia: PCR
(Reação em Cadeia da Polimerase)

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada. Enviar sob refrigeração.

PEPTÍDEO C

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Durante
a produção da insulina, nas células beta do pâncreas, a pró-insulina sofre uma
clivagem liberando a insulina e o Peptídeo C como molécula de conexão, em uma
proporção equimolar. Devido ao metabolismo dos dois produtos e diferenças na
depuração da insulina, a concentração do Peptídeo C no sangue periférico é
sempre maior que o da insulina.

O Peptídeo C de
forma bem diversa que a Insulina, é um peptídeo inerte. Dessa forma a
concentração do Peptídeo C indica a atividade do pâncreas na produção de
insulina, mesmo na presença de anticorpos anti-insulina. No início do quadro de
diabetes tipo II ou no diabetes juvenil, os níveis de insulina ou peptídeo C
são muito baixos.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

PEPTÍDEO C – TESTE DE ESTÍMULO COM GLICOSE

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
distinção entre tumores secretores de insulina e diabetes tipo 1 e 2; avaliação
da reserva insulínica pancreática. O peptídeo-C é uma cadeia de 31 aminoácidos,
com massa molecular de aproximadamente 3020 daltons. Metabolicamente inerte,
ele se origina nas células beta pancreáticas, como um produto da clivagem
enzimática da pró-insulina a insulina. Valores aumentados: insulinoma, diabetes
do tipo 2. Valores diminuídos: administração de insulina exógena, diabetes do
tipo 1. Avaliação da reserva insulínica pancreática: em muitas circunstâncias
clínicas, pode ser interessante determinar a existência ou não de uma reserva
secretora de insulina. Tal informação pode ter importância, no que concerne à
estratégia terapêutica a ser adotada em relação a determinado paciente, em
especial aqueles em uso de insulina, em que se antevê a possibilidade de
substituição terapêutica. A medida do peptídeo C, em condições basais ou após
estímulo, é considerada o melhor método para estudo da reserva insulínica
pancreática, por não sofrer interferências.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Jejum de
8 horas.

 

PEPTÍDEO NATRIURÉTICO ATRIAL

Material: Sangue
Total – EDTA

Metodologia:
Radioimunoensaio

Preparo: Jejum de
04 horas. 

PESQUISA DE CÉLULAS LE

Material: Líquido
Pleural

Sangue (soro)

Descrição:As
células LE podem ser positivas em 70% dos pacientes com Lúpus Eritematoso
Sistêmico (LES), 21% dos pacientes com Doença Mista do Tecido Conjuntivo,
aproximadamente 15% dos pacientes com Artrite Reumatóide do adulto e até 5% dos
pacientes com outras doenças auto-imunes, como Síndrome de Sjögen, Poliarterite
Nodosa, Dermatopolimiosite, Espondilite Anquilosante e Artrite Reumatóide
Juvenil. Aproximadamente 1% dos indivíduos normais podem apresentar LE
positivo. Logo, um teste de LE positivo não é patognomônico de LES.

Metodologia:
Hargraves

Preparo: Coletar
pela manhã, com jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: LE;
CÉLULA DE HARGRAVES; LÚPUS ERITEMATOSO

 

PESQUISA DE SANGUE HUMANO OCULTO

Material: 

Fezes
(1ª amostra)

Fezes (2ª amostra)

Fezes (3ª amostra)

Metodologia:
Enzimaimunoensaio

PREPARO DO
PACIENTE

1- A coleta da
amostra não deve ser realizada em algumas condições, como: a) Durante ou dentro
de três dias de um período mentrual; b) Se o paciente sofre de hemorróidas
sanguinolentas; c) Com sangue na urina; d) Sangramentos gengivais. Os
resultados nessas condições, podem ser falso-positivos.

2- Restrições a
dietas NÃO são necessárias.

3- Bebidas
alcoólicas, aspirina ou outros medicamentos podem causar irritação
gastrointestinal, resultando em um sangramento oculto. Suspender, com
conhecimento médico, o uso dessas substâncias 48 horas antes do teste (coleta
de fezes).

 

PLAQUETAS – CONTAGEM

Material: Sangue
Total – EDTA

Descrição:
Avaliação rotineira da contagem de plaquetas, em casos de plaquetose,
plaquetomenias, alterações de morfologia , etc (Ver Plaquetograma).

Metodologia:
Dispersão Polarizada Multiangular Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã com jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

PLASMINOGÊNIO

Material: Sangue
(Plasma Citratado)

Metodologia:
Nefelometria

– Colorimetria. Substrato
cromogênico

 

PLASMODIUM – PESQUISA

Material: Sangue
total – EDTA + Lâminas

Descrição:
Diagnóstico de malária e da espécie de Plasmódio presente: Plasmodium
falciparum, Plasmodium vivax e Plasmodium malariae.

Metodologia:
Coloração segundo Romanovsky e gota espessa

Medicação
específica prévia e coleta fora dos períodos de parasitemia.             

Preparo: As
coletas devem ser realizadas nos picos febris, ou nos pródromos dos picos de
febre, quando o número de parasitas periféricos aumenta muito.

 

POTÁSSIO

Material: Sangue
(soro)

Urina de 24 horas

Metodologia: íon
Seletivo

– Fotometria de
Chama

 

PPD-2 UT REAÇÃO INTRADÉRMICA

Material: Reação
Intradérmica

Metodologia: IDR

Preparo: Após
aplicação o paciente voltará em 72 horas.

Segunda e
terça-feira até as 17:00 hs.

Quarta – feira até
as 11:30 hs.

Quinta – feira (
Não aplica).

Sexta – feira até
às 17:00 hs.

Sábado até as
11:30 hs .

Obs.: Atenção aos
feriados.

 

PROGESTERONA

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A
Progesterona é um hormônio que tem três momentos de produção, sendo dois
ovarianos e um placentário além de uma produção supra-renal: a) produzido pelo
corpo amarelo no período ovulatório do ciclo menstrual, b) pelo corpo amarelo
gravídico e c) pela placenta. Sua produção é dependente do LH.

O LH se eleva no
pico pré-ovulatório e o corpo amarelo começa a se desenvolver aumentando os
valores séricos da Progesterona, cujo pico máximo de produção ocorre no sétimo
dia após a ovulação. Com a senescência do corpo amarelo, por falta de
fecundação, os níveis de progesterona vão caindo e vão subir novamente no pico
ovulatório do novo ciclo menstrual. O seu principal papel é preparar o útero
para uma gravidez e as glândulas mamárias para a lactação em associação com a
Prolactina. Os valores da Progesterona podem estar baixos, principalmente nos
casos de insuficiência luteínica, devido a ciclos anovulatórios, hipogonadismo
secundário, devido a insuficiência de LH e FSH, e ciclos menstruais muito
curtos, com valores de FSH e Estradiol baixos. Estes quadros geralmente tem
etiologia na insuficiência funcional dos ovários, Hiperandrogenismo,
Hiperprolactinemia e deficiência da secreção do LH.

Metodologia: ELISA


Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar

imediatamente
antes da próxima mamada. Coletas relacionadas ao ciclo menstrual devem ter
orientação médica.

 

PROLACTINA

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A
Prolactina é um hormônio polipeptídico hipofisário, que apresenta semelhança molecular
com o hormônio do crescimento e o lactogênico placentário. Com controle
hipotalâmico, é inibido pela Dopamina e estimulado pelo TRH (Fator de Liberação
da Tireotrofina). Age iniciando e mantendo a lactação, por sua ação sobre as
glândulas mamárias. Para tanto os níveis de estradiol e progesterona devem
alcançar certas taxas para que as glândulas possam receber os estímulos da
prolactina. De forma diversa, os quadros de hiperprolactinemia levam a
diminuição dos níveis de progesterona.

Na mulher grávida,
a queda brusca dos estrógenos no pós-parto permite a ação direta da Prolactina
iniciando a lactação.

No homem tem ação
sobre a regulação do LH influenciando indiretamente a produção de Testosterona.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas, coletando o material somente após
descanço de pelo menos 30 minutos.

 

PROTEINÚRIA

Material: Urina de
12 horas

Urina de 24 horas

Descrição:
Pesquisa de proteinúria nas doenças renais tubulares e/ou glomerulares, como
nas Síndromes Nefróticas, glomerulopatias, nefrites túbulo-intersticiais,
hipertensão arterial, nefropatia gravídica, nefropatia diabética, nas
paraproteinemias como presença de Proteínas de Bence Jones. Nos casos de
mioglobinúrias e hemoglobinúrias, podem ocorrer proteinúria por excesso de
filtração dessas proteínas, sem , necessariamente ocorrer doença renal. Nas
alterações tubulares, a proteinúria não costuma ser superior a 2 g/24 horas, e
as perdas geralmente são de pequeno peso molecular, tal como a
Beta-2-Microglobulina. Os níveis anormais de albuminúria, que ainda não sejam
detectadas pelos métodos comuns, são rotulados como microalbuminúria e podem
ser preditivas de nefropatia diabética em desenvolvimento (ver
Microalbuminúria).

Metodologia: Colorimétrico

– Colorimétrico
Automatizado


Espectrofotométrico automatizado 

PROTEÍNA C FUNCIONAL (TOTAL)

Material: Sangue
(Plasma Citratado)

Descrição:
Avaliação de estados de hipercoagulabilidade, trombose profunda e trombose.
Como a Proteína C age após a ativação da superfície endotelial, como
anticoagulante e tem ação fibrinolítica, a deficiência de Proteína C pode levar
a quadros graves de trombofilia. Esta deficiência pode ser hereditária ou
adquirida. As causas adquiridas mais freqüentes são: Síndrome nefrótica, uso de
anticoncepcionais orais, Insuficiência Hepática, Diabetes Mellitus insulina
dependente, fase aguda da angina péctoris, período pós-operário e nas crises
hemolíticas e sequestração da Anemia Falciforme, em alguns casos de hipertensão
arterial (principalmente Síndrome Metabólica) e Coagulação Intravascular
Disseminada.

Metodologia:
Coagulométrico

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

RESISTÊNCIA À PROTEÍNA C

Material: Sangue
(Plasma Citratado)

Metodologia:
Coagulométrico

– Detecção de
coágulo

Preparo: Plasma
Citratado (02 frascos)

Coleta: Jejum de
04 horas.

É desejável que o
paciente esteja sem medicação anticoagulante oral pelo menos 02 semanas e
heparina por pelo menos 48 horas.

 

PROTEÍNA C REATIVO QUANTITATIVA

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Normalmente ausente da circulação, a PCR é uma proteína alfa-2 globulina,
indicadora de fase aguda do soro, de processos inflamatórios e infecciosos.
Elevações ocorrem nas doenças do colágeno, pósoperatórios, infarto do
miocárdio, doenças infecciosas agudas e neoplasias. Pode ser usada no
seguimento do tratamento terapêutico das doenças reumáticas, como febre
reumática, nos períodos de remissão ou reagudização e ainda nas vasculites
sistêmicas e prognóstico do IAM.

Metodologia:
Turbidimetria


Imunoturbidimetria Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

PROTEÍNA S (LIVRE)

Material: Sangue
(Plasma Citratado)

Descrição: A
proteína S Livre é uma glicoproteína produzida no fígado e nas células
endoteliais, Vitamina K dependente. Ela se apresenta sob forma livre (35 a 40%)
e sob a forma transportada pela Proteína C ativada, inativando os fatos Va e
VIIIa e inibindo a formação da Protrombina e os complexos tenases, na presença
de fosfolípides e do Cálcio. Aproximadamente 2 a 7% dos pacientes com quadro de
trombose venosa profunda apresentam deficiência congênita autossômica
dominante.

Metodologia:
Imunoturbidimetria

– Imunoenzimático

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

PROTEÍNA S TOTAL (FUNCIONAL)

Material: Sangue
(Plasma Citratado)

Descrição: A
deficiência da Proteína S proporciona o aparecimento de quadros
tromboembólicos. A Proteína S é um co-fator da Proteína C ativada, acionando o
seu efeito anticoagulante e degradando os fatores Va (Fator V ativado) e VIIIa
(Fator VIII ativado) e a estimulação do sistema fibrinolítico. Nos quadros de deficiências
hereditárias homozigóticas há a ocorrências de púrpura fulminante após o
nascimento. As deficiências heterozigóticas em risco elevado de fenômenos
tromboembólicos, quando atinge a idade adulta.

Metodologia:
Coagulométrico

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

PROTEÍNAS DE BENCE JONES – PESQUISA

Material: Urina de
12 horas

Urina de 24 horas

Descrição:
Diagnóstico laboratorial da presença de proteínas de cadeia leve (Proteínas de
Bence _ Jones) na urina, para casos de Mieloma.

Metodologia:
Putman e Cols.

Preparo: Coletar
urina de 24 horas, refrigerando durante a coleta.

Sinonímias:
PROTEINAS DE BENCE-JONES

CADEIAS LEVES
KAPPA E/OU LAMBDA

 

PROTEÍNAS TOTAIS E FRAÇÕES

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Valores
superiores a 9 g/dL sugere hiperimunoglobulinemia, gamopatias poli ou
monoclonais.

Elevações podem
ocorrer nas desidratações pronuniciadas (pseudohiperproteinemia). Níveis
inferiores a 6 g/dL são associados com perda de protínas (perdas maciças:
gastroenteropatias perdedoras de proteínas, queimaduras agudas, Síndrome
Nefrótica), Redução de síntese na deficiência protéica grave, doença hepática
crônica, Síndromes de Malabsorção. Hipo ou agamaglobulinemia. As Proteínas
Totais podem estar diminuídas nas gestações (hemodiluição) e nas infusões I.V.
maciças. Em relação específica à albumina, elevações podem ocorrer com
ampicilina, heparina, fenazopiridina, e nas hiperlipemias. Diminuições da
albumina, ocorrem nas terapias com estrógenos, anticoncepcionais orais,
Penicilina, Cefalotina, Aspirina e Sulfonamídicos. A albumina pode ser
utilizada para avaliação dos estados nutricionais, muito embora a pré-Albumina
se apresente como um marcador mais sensível.

Metodologia:
Colorimétrico Automatizado


Espectrofotométrico automatizado

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

PROTOPORFIRINA LIVRE ERITROCITÁRIA

Material: Sangue
Total – EDTA

Descrição: A
Protoporfiria eritrocitária é uma forma de Porfiria leve, devido à deficiência
de uma enzima denominada ferroquelatase, que cursa com elevados níveis de
Protoporfiria. Pode ser congênita ou adquirida, com intoxicações por chumbo,
que inibe a precocemente a enzima ferroquelatase, sendo um dos primeiros exames
a se alterar na intoxicação por este metal.

Metodologia:
Espectrofotometria UV-Vis

Preparo: A hora da
coleta não é crítica. Seguir orientação médica. Jejum não é necessário.

 

PRÓ-INSULINA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Radioimunoensaio

Preparo: Jejum de
10 horas ou conforme orientação médica

 

QUERATINA, ANTICORPOS ANTI

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Imunofluorescência Indireta

Preparo: Jejum de
4 horas.

 

RENINA (ATIVIDADE PLASMÁTICA)

Material: Plasma
em EDTA

Descrição: A
renina é produzida e liberada por células do aparelho justa-glomerular, em
resposta a diversos estímulos, entre eles temos queda do fluxo renal,
alterações no conteúdo eletrolítico dos túbulos distais, ação de catecolaminas,
estímulo beta-adrenérgico. Diagóstico diferencial da hipertensão arterial. Está
diminuída no hiperaldosteronismo primário. A renina se encontra elevada na
hipertensão renovascular e nas fases de malignização da hipertensão. Pode ser
usada no diagnóstico da Síndrome de Bartter e no hipoaldoesteronismo
hiporreninorrênico.

Metodologia:
Quimioluminescência

– Radioimunoensaio


Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Deixar o paciente em repouso por 2
horas. O exame pode ser coletado com o paciente em pé por 2 horas. Lactentes
podem coletar imediatamente antes da próxima mamada.

 

RETICULÓCITOS – CONTAGEM

Material: Sangue
Total – EDTA

Descrição: Na
cadeia de maturação das hemácias, os reticulócitos são os precursores imediatos
das hemácias, situando-se entre os eritroblastos acidófilos e a hemácia madura.
Tem o seu volume um pouco maior que os eritrócitos normais e uma diminuição de
sua carga total de RNA. É utilizado para o diagnóstico das alterações da função
eritropoiética na medula óssea. Ocorre reticulocitose na Esferocitose, Anemia
Falciforme, Eritroblastose Fetal, Anemia aguda pós-hemorrágica, Anemia
Hemolítica auto-imune adquirida, hemoglobinúria paroxística noturna e nas
respostas terapêuticas às anemias carenciais. Reticulocitopenia ocorre na
anemia aplástica, nas crises aplásticas das anemias hemolíticas e nas anemias
megaloblásticas. Tratamento com eritropoetina.

Metodologia: Laser
automatizado e Fônio

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

RETRAÇÃO DO COÁGULO

Material: Sangue
total (Sem anti-coagulante)

Descrição:
Diagnóstico indireto da atividade plaquetária modificada pela concentração
plaquetária. A retração está diminuída quando a concentração plaquetária for
inferior a 100 mil plaquetas por mm³, hipofibrinogenemia e nas alterações
qualitativas como na Púrpura Trombocitopênica Idiopática (Doença de Werlhof),
Púrpuras Trombocitopênicas Sintomáticas ou secundárias à drogas, como a
fenilbutazona, fenobarbital, quinino e sulfonamidas. A retração também está alterada
nas anemias acentuadas, leucoses, LES, Septicemia, Carcinomas, Doença de
Glanzmann ou Trombocitoastenia e na Hipofibrinogenia.

Metodologia:
Stefanini-Dameshek

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

ROTAVÍRUS – PESQUISA

Material: Fezes

Interpretação:
Diagnóstico laboratorial diferencial das diarréias virais.

Metodologia:
Imunocromatográfico

Preparo: As fezes
devem ser coletadas por emissão natural, após o terceiro dia do aparecimento do
quadro diarréico.

 

RUBÉOLA IGG, ANTICORPOS ANTI

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Jejum
mínimo de 4 horas.

RUBÉOLA IGM, ANTICORPOS ANTI

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Jejum
mínimo de 4 horas.

SACCHAROMYCES CEREVISIAE – ANTICORPOS

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Imunoensaio Enzimático


Enzimaimunoensaio

Preparo: Jejum de
4 horas

SARAMPO IGG – SOROLOGIA

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Diagnóstico
sorológico da fase aguda do Sarampo.

Metodologia:
Enzimaimunoensaio

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

SARAMPO IGM – SOROLOGIA

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico sorológico da fase aguda do Sarampo.

Metodologia:
Enzimaimunoensaio

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

SELÊNIO

Material: Sangue
(soro)

Urina de 24 horas

Descrição:
Controle laboral de colaboradores contactantes.

Metodologia:
Espectrofotometria de Absorção Atômica

 

SEROTONINA TOTAL

Material: Sangue
(soro)

Urina de 24 horas

Descrição: A
principal indicação para a dosagem da Serotonina é o diagnóstico laboratorial
de tumores carcinóides (Síndrome Carcinóide). Alguns médicos tem utilizado a
determinação da Serotonina (valorizando valores baixos) para controle de
pacientes com patologias psiquiátricas.

Metodologia: HPLC
– Cromatografia Líquida de Alta Performance; Enzimaimunoensaio 

SÓDIO

Material: Sangue
(soro)

Urina de 24 horas

Metodologia: Íon
Seletivo Automatizado

Preparo: jejum
mínimo de 04 horas.

SULFATO DEHIDROEPIANDROSTERONA – SDHEA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

T3 LIVRE

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Somente
0,3% do T3-Total é fração livre, ou T3-Livre. Com o aumento da TBG, os níveis
de T3-Total se eleva, daí a indicação da determinação do T3-Livre. Ele vai
confirmar se há hipertireoidismo real ou se o aumento da concentração do
T3-total se deve ao aumento da TBG. O T3-Livre está diminuído nos casos de
hipotireoidismo, nos Eutiroidianos doentes. Valores elevados de T3-Total é
praticamente diagnóstico de hipertereoidismo, mas é necessária a determinação
de outros parâmetros associados, para se ter uma idéia do real diagnóstico. Na
Doença de Graves, triiodotiroxicose, adenomas produtores de T3 e na resistência
periférica ao T3, os níveis geralmente são bastantes elevados. O T3-Livre é a
fração funcional do hormônio.

Metodologia:
Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada

T3 TOTAL

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico de Hipertireoidismo, mas pode estar normal em aproximadamente 30%
dos pacientes com Hipotireoidismo. Como o T4 total, pode estar alterado nas
alterações da TBG. Nas doenças graves em geral, período pós-operatório, jejum
prolongado, pode-se encontrar diminuído. Está elevado na Doença de Graves, no
hipertireoidismo secundário, com elevação do TSH, Triidrotoxicose, nos casos
que há aumento da TBG e na gravidez.

Metodologia:
Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

T4 LIVRE

Material: Sangue
(soro)

Descrição: O
efeito metabólico dos hormônios tireoidianos é realizado pela sua fração livre.
A determinação dos níveis de T4-Livre é indicada no diagnóstico laboratorial de
hipotireoidismo ou hipertireoidismo, não sendo influenciada pelos níveis de
TBG.

Metodologia:
Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

T4 TOTAL

Material: Sangue
(soro)

Descrição: O T4 é
o principal hormônio da tireóide, que é carreado no sangue periférico pela TBG,
Albumina e pré-albumina. A sua concentração reflete a capacidade de produção da
glândula, mas 99,97% do T4 fica inativo devido a sua ligação com as proteínas.

Elevado no
Hipertireoidismo e diminuída no Hipotereoidismo, variações de sua concentração
está ligada à variação da TBG. Elevações do T4 podem ocorrer também nos
aumentos da TBG, no aumento da pré-albumina e na disalbuminemia familiar.
Diminuições podem ocorrer também nos quadros com redução da TBG e nas doenças
sistêmicas graves.

Metodologia:
Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente antes da
próxima mamada.

TAXA DE FILTAÇÃO GLOMERULAR

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Equação de Cockcroft-Gault 1 *

Preparo: Jejum de
8 horas

 

TEMPO DE ATIVIDADE DE PROTROMBINA – TAP

Material: Sangue
(Plasma Citratado)

Descrição:
Controle dos pacientes submetidos à terapêutica com dicumarínicos, avaliação da
função hepática e pesquisa de alterações do sistema de coagulação.

Avaliação da via
extrínseca da coagulação: O TAP se encontra prolongado nas deficiências dos
fatores de coagulação como o Fator VII,V,X, II (Protrombina) e Fibrinogênio, e
na presença de anticoagulantes naturais da circulação , como Proteína C e
Proteína S. Nas doenças hepáticas, com envolvimento da função dos hepatócitos e
nas deficiências da Vitamina K (deficiências da Síntese, absorção ou tratamento
com anticoagulantes dicumarínicos _ Produção de Vitamina K defectiva). Útil no
diagnóstico da terapia coma anticoagulantes orais.

Padronização
Internacional do TAP: O sistema INR normatiza os resultados do TAP em relação a
padrões internacionais da OMS, fazendo com que a monitoração dos pacientes que
estão sob terapêutica oral, com anticoagulantes dicumarínicos tenham o mesmo
significado, com qualquer reativo tromboplastínico, desde que este tenha sido
testado em relação ao Padrão Internacional. ( INR= Relação de Normatização
Internacional).

Metodologia:
Coagulométrico Automatizado

 

TEMPO DE COAGULAÇÃO – TC

Material: Sangue
total (Sem anti-coagulante)

Descrição: Permite
avaliação da via intrínseca da coagulação, entretanto, apresenta pouca
sensibilidade. Está aumentadonas deficiências graves de qualquer um dos fatores
da coagulação (exceto os fatores XIII e VII), nos casos de deficiência de
fibrinogênio, no uso de heparina em doses elevadas e na presença de
anticoagulantes naturais.

Metodologia: Terra
Sílica

Preparo: Não
necessita jejum.

TEMPO DE TROMBOPLASTINA ATIVADA – KPTT

Material: Sangue
(Plasma Citratado)

Descrição:
Avaliação da Via Intrínseca da Coagulação (Fatores I, II, V, VIII, IX, X, XI,
XII), no controle com terapia com heparina, e presença de anticoagulantes
endógenos (Anticoagulante Lúpico), etc.

Metodologia:
Coagulométrico Automatizado

Preparo: coletar
pela manhã, salvo urgências, em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem
coletar imediatamente antes da próxima mamada. Separar imediatamente o plasma
após a coleta.

TESTE ALERGOLÓGICO PARA ALIMENTOS

Metodologia:
Puntura

Preparo: 15 dias
sem medicamento via oral (anti-alérgicos e corticóides).

 

TESTE ALÉRGICO INALANTES

Metodologia:
puntura

Preparo: 15 dias
sem medicamento via oral ( anti alérgicos e corticóides ).

 

TESTE DE CONTATO POR FOTOSSENSIBILIZAÇÃO

Preparo: Aplicado
e lido em 48hrs e 96 hrs.

HORÁRIOS: Segunda
– feira 08:00 às 18:00hrs.

Quarta- feira
08:00 às 18:00 hrs.

Sexta – feira
08:00 às 18:00 hrs.

Procedimento: 15
dias sem medicamento via oral ( anti-alérgicos e corticóides ).

 

TESTE DE SEXAGEM FETAL

Material: Plasma
colhido em tubo PPT

Descrição: O teste
pode ser realizado em qualquer fase da gravidez, a partir de oito semanas
gestacionais.

Metodologia: PCR
Real Time

Preparo: Não é
necessário jejum.

TESTOSTERONA LIVRE

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A
testosterona livre representa uma pequena parte da testosterona total, que
representa a porção metabolicamente ativa, que não está ligada às proteínas
transportadoras, que a ligam com grande afinidade (SHBG), e com afinidade menor
(albumina). A dosagem não é influenciada pelas alterações patológicas das
proteínas transportadoras, como na cirrose hepática, síndromes inflamatórias e
síndrome nefrótica. No hipogonadismo , como na Síndrome de Kleinefelter,
insuficiência hipotalâmico-hipofisária e na anorquidia e na estrogenoterapia,
no tratamento com os derivados do LHRH e no hipertireoidismo.

Metodologia:
Calculado de acordo com Equação de Vermeulen

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

TESTOSTERONA TOTAL

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A
testosterona é o andrógeno mais potente. No homem é produzida principalmente
pelas células de Leydig nos testículos e secundariamente pelas supra-renais. Na
mulher é produzida pelas supra-renais e ovários e deriva da conversão
periférica da delta-4-androstenediona e da dehidroepiandrosterona
respectivamente. A testosterona, no sangue periférico liga-se à SHBG e à
albumina. Somente a fração livre (Testosterona Livre) é ativa metabolicamente.
Na célula, a ação da testosterona pode variar, dependendo do tecido onde ela
está agindo e também pela presença de uma enzima, a 5-alfa-redutase. De uma
forma geral, a testosterona é transformada em DHT que representa a forma
hormonal ativa. No tecido hepático a testosterona é metabolizada em
17-cetosteróides. No homem a testosterona total , é transformada no sangue
periférico, sob a ação de uma aromatase , em estrógeno, sendo a principal fonte
de produção de estradiol. A secreção da testosterona (produzida pelas células
de Leydig) é controlada pelo LH, e por sua vez, em conjunto com o FSH controla
a espermatogênese, por ação direta sobre as células de Sertoli.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

TIREOGLOBULINA

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
seguimento de pacientes com carcinoma papilar ou folicular residual,
recorrente, misto ou ainda metastático da tireóide, pós-tereoidectomia. É um
indicador importante, pois a tireóide é a única fonte de tireoglobulina
circulante. Da mesma forma, as determinações de tireoglobulina são utilizadas
para complementar a digitalização de radioidodina e outras técnicas, como
imunohistoquímica ou mesmo técnicas de imagem por ultrassonografia da tireóide,
na identificação de presença ou ausência de tecido ativo ou ainda no aumento do
referido tecido em relação a valores de base de referência estabelecidos
individualmente. O diagnóstico diferencial de hipotireoidismo congênito é um
bom exemplo para uso da dosagem de tireoglobulina sérica.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente

 

TIREOGLOBULINA, ANTICORPOS ANTI

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Jejum de
04 horas.

Sinonímias: ATT

 

TIROSINA -DOSAGEM

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Espectrofotométrico; HPLC; Espectrofotométrico UV-Vis 

TOXOCARÍASE – TOXOCARA – IGG

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A
toxocaríase é produzida por um parasita do cachorro (Toxocara canis) ou do gato
(Toxocara cati), sendo considerada uma parasitose cosmopolita. A infestação
ocorre pela ingestão de ovos embrionados no meio ambiente, através de alimentos
mal preparados ou, principalmente em crianças que colocam as mãos a boca nas
brincadeiras com areia. O diagnóstico laboratorial geralmente é solicitado após
o achado de uma hipereosinofilia em hemograma de rotina, ou o encontro de
valores muito elevados de IgE total. Resultados falso-positivos podem ocorrer
por infestação de outros helmintos. Os níveis de anticorpos podem variar de
acordo com o local da infestação. Nos quadros meníngeos ou oculares os níveis
de IgE geralmente são levemente elevados. Nas infestações intestinais os níveis
são bastante elevados. Um resultado Não Reagente/Negativo não exclui quadro de
toxocaríase. Níveis baixos de anticorpos podem não ser detectados pela
sensibilidade natural do método, principalmente no início da infestação. Se o
quadro clínico e laboratorial (hipereosinofilia e altos níveis de IgE total)
mesmo com a sorologia negativa, é sugestivo uma nova amostra deve ser coletada
e ensaiada após 3 semanas. Tratamento precoce da infestação pode alterar a
curva sorológica.

Metodologia:
Enzimaimunoensaio

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

TOXOCARÍASE – TOXOCARA – IGM

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A
toxocaríase é produzida por um parasita do cachorro (Toxocara canis) ou do gato
(Toxocara cati), sendo considerada uma parasitose cosmopolita. A infestação
ocorre pela ingestão de ovos embrionados no meio ambiente, através de alimentos
mal preparados ou, principalmente em crianças que colocam as mãos a boca nas
brincadeiras com areia. O diagnóstico laboratorial geralmente é solicitado após
o achado de uma hipereosinofilia em hemograma de rotina, ou o encontro de
valores muito elevados de IgE total. Resultados falso-positivos podem ocorrer por
infestação de outros helmintos. Os níveis de anticorpos podem variar de acordo
com o local da infestação. Nos quadros meníngeos ou oculares os níveis de IgE
geralmente são levemente elevados. Nas infestações intestinais os níveis são
bastante elevados. Um resultado Não Reagente/Negativo não exclui quadro de
toxocaríase. Níveis baixos de anticorpos podem não ser detectados pela
sensibilidade natural do método, principalmente no início da infestação. Se o
quadro clínico e laboratorial (hipereosinofilia e altos níveis de IgE total)
mesmo com a sorologia negativa, é sugestivo uma nova amostra deve ser coletada
e ensaiada após 3 semanas. Tratamento precoce da infestação pode alterar a
curva sorológica.

Metodologia:
Enzimaimunoensaio

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. 

TOXOPLASMOSE – TESTE DE AVIDEZ IGG

Material: Sangue
(soro)

Descrição: É um
teste útil para diferenciar infecção aguda de infecção crônica com mais de 4 a
6 meses de tempo. Na infecção aguda os anticorpos da classe IgG são de baixa
avidez. Com o progredir da infecção, os anticorpos aumentam a sua avidez. Essa
mudança geralmente acontece por volta dos 6 meses de doença.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

TOXOPLASMOSE IGA

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Sua
determinação está indicada para casos de toxoplasmose congênita, já que esta
classe de imunoglobulina não atravessa a barreira placentária. Geralmente é
detectada nos casos agudos, podendo ser detectada e com títulos elevados por
até 7 meses. Atualmente é um teste pouco pedido pois não consegue discriminar,
de forma efetiva, infecção aguda da infecção antiga, com IgM residual.

Metodologia:
Enzimaimunoensaio

– Ensaio
imunoenzimático

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

TOXOPLASMOSE IGG, ANTICORPOS

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

 

TOXOPLASMOSE IGM, ANTICORPOS

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar 
imediatamente
antes da próxima mamada.

TPO – MICROSSOMAL, ANTICORPOS ANTI

Material: Sangue
(soro)

Descrição: O TPO é
encontrado em 95% dos pacientes com Tireoidite de Hashimoto e 85% dos pacientes
com Doença de Graves, ambas com títulos elevados de TPO. Até 10% de indivíduos
normais podem apresentar estes anticorpos, em títulos baixos, o mesmo podendo
acontecer em pacientes com carcinoma tireoidiano , adenomas e bócio
multinodular.

Metodologia:
Quimioluminescência – Automatizada

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: ANTI-TPO ; ANTI-TIREOPEROXIDASE 

TRANSAMINASE OXALACÉTICA – TGO (AST)

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Utilizado juntamente com a TGP nas doenças hepáticas e musculares. A TGO (AST)
é também encontrada no músculo esquelético, rins, cérebro, pulmões, pâncreas,
baço e leucócitos. Valores elevados ocorrem na ingestão alcoólica, cirrose,
deficiência de piridoxina, hepatites virais, hemocromatoses, colescistite,
colestase, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo do miocárdio,
insuficiência cardíaca, doenças musculoesqueléticas, nas esteatoses e hepatites
não alcoólicas. Na hepatite alcoólica os valores de TGO são, em geral,
inferiores a 250 U/L, sendo, entretanto, superiores às elevações da TGP. Várias
drogas e hemólise da amostra podem causar aumento espúrio da TGO.

Metodologia: U.V.
Cinético a 37º C Automatizado

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar

imediatamente
antes da próxima mamada.

Sinonímias: AST 

TRANSAMINASE PIRÚVICA – TGP (ALT)

Material Sangue
(soro)

Descrição: A
transaminase TGP localiza-se principalmente no fígado. A TGP é mais sensível
que a TGO na detecção de injúria do hepatócito. Valores elevados são
encontrados no etilismo, hepatites virais, hepatites não alcoólicas, cirrose,
colestase, hemocromatose, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo
do miocárdio, insuficiência cardíaca, doenças musculoesqueléticas, Doença de
Wilson e na deficiência de alfa-1-tripsina. Os níveis de TGP são superiores à
TGO nas hepatites e esteatoses não alcoólicas. Várias drogas e hemólise da
amostra podem causar aumento espúrio da TGO.

Metodologia: UV
Cinético a 37ºC 

TRANSFERRINA

Material: Sangue
(soro)

Descrição: a
transferrina é uma proteína do grupo das Beta-globulinas (Beta-1), com produção
hepática, cuja função é o transporte de ferro, principalmente e secundáriamente
do cobre e zinco. A sua síntese é controlada inversamente com a quantidade de
ferro circulante, sendo importante para a avaliação do metabolismo do ferro.
Isto ajuda o diagnóstico diferencial da anemias e a avaliação nutricional, no
contexto protéico.

Metodologia:
Imunoturbidimetria Automatizada

Preparo: em jejum
mínimo de 4 horas

TRANSGLUTAMINASE TECIDUAL – ANTICORPOS IGG (TTG)

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Teste
indicado para diagnóstico laboratorial da Doença Celíaca e Dermatite
Herpetiforme. Esses anticorpos séricos podem ser usados para seguimento do
tratamento daquelas duas doenças. O teste para determinação dos anticorpos
anti-Transglutaminase tem uma sensibilidade de 98,2% , sendo mais sensível que
os testes que detectam os anticorpos anti-Endomísio, porém a sua especificidade
é um pouco menor que este, mas de maior especificidade que os anticorpos
anti-Gliadina. Os teste para anticorpos da classe IgG devem sempre ser
ensaiados em conjunto com os de classe IgA, pois frequentemente, pacientes com
Doença Celíaca ou Dermatite Herpetiforme apresentam deficiência desta classe de
imunoglobulinas. Os três tipos de anticorpos, Anti-Gliadina, Anti-Endomísio e
Anti-Transglutaminase tornam-se negativos após 3 a 6 meses após a retirada do
Glúten da alimentação dos pacientes afetados. A biópsia intestinal fecha o
diagnóstico de quadros sorológicos indeterminados.

Metodologia: ELISA

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar

imediatamente
antes da próxima mamada.

 

TRANSGLUTAMINASE TECIDUAL – ANTICORPOS IGA (TTG)

Material: Sangue
(soro)

Metodologia: ELISA

Preparo: Jejum de
08 horas.

 

TREPONEMA PALLIDUM – PESQUISA

Material: Raspado
de Lesão

Metodologia:
coloração Fontana Tribondeau

Preparo: Material:
raspado de lesões genitais ou Orais.

Procedimento: o
paciente devera comparecer ao laboratório sem uso de medicações tópicas por
pelo menos 3 dias.

 

TRICHOMONAS VAGINALIS – PESQUISA

Material: Diversos

Descrição: O
Trichomonas vaginalis é um flagelado patogênico, de transmissão sexual que acomete
homens em mulheres. Os homens são em sua maioria assintomáticos, e nas mulheres o
parasita desenvolve vaginite persistente com secreção purulenta. A sensibilidade
da pesquisa varia entre 40% e 80%, sendo menor quando o intervalo entre a coleta
e a pesquisa é prolongado. A coleta deve preferencialmente ser realizada antes
do toque vaginal.

Preparo: Paciente
deverá comparecer ao laboratório, sem realizar higiene íntima, desde o banho
normal do dia anterior.

TRIGLICÉRIDES

Material: Sangue
(soro)

Descrição: os
triglicérides são formados por ácidos graxos e glicerol, sendo a principal
reserva de energia. São estocados no tecido adiposo, com origem externa através
da alimentação e endógena, através da síntese hepática. A biossíntese dos
quilomícrons ocorre nos intestinos, em resposta à absorção de gorduras da
alimentação. O fígado produz as VLDL ricas em triglicérides de origem endógena,
ininterruptamente. Sob a ação da enzima Lipoproteína-lipase, os quilomícrons e
as VLDL liberam ao ácidos graxos e outros compostos que são levados ao fígado
para a catabolização. Ainda no fígado, os ácidos graxos livres são
reesterificados em triglicérides. Uma certa quantidade de ácidos graxos livres
vão para os tecidos como composto energético.

Metodologia:
Enzimático-Automatizado

Interferentes:
Dieta e/ou jejum não cumpridos, medicação que pode interferir nos resultados,
patologias não cardíacas que podem alterar os níveis de Triglicérides.

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 12 a 14 horas. 

TROPONINA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Jejum
mínimo de 08 horas, ou conforme orientação médica.

TRYPANOSOMA CRUZI IGG, DOENÇA DE CHAGAS (IMUNOFLUORESCÊNCIA)

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Imunofluorescência Indireta

 

TRYPANOSOMA CRUZI IGG, SOROLOGIA – DOENÇA DE CHAGAS

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico sorológico da Tripanosomiase Sulamericana. A fase aguda requer a
demonstração do parasita, pois os testes sorológicos tem valor limitado nesta
fase. Os níveis de anticorpos da classe IgM tornam-se positivos por volta de 20
a 40 dias após o início dos sintomas. Na fase crônica a presença de anticorpos
específicos, da classe IgG e mais quadro clínico completam o diagnóstico. Esta
fase apresenta parasitemia intermitente. Os testes reagentes devem ser testados
por outras técnicas antes de serem considerados definitivamente Positivos.
Segundo a literatura, somente 25% dos pacientes soro-positivos para Chagas vão
desenvolver alguma doença. Daí vem o conceito de Chagas doença e Chagas
infecção.

Metodologia:
Quimioluminescência ; Turbidimetria

Preparo: Coletar
pela manhã com jejum mínimo de 4 horas.

Sinonímias:
TRIPANOSOMIASE SULAMERICANA

 

TRYPANOSOMA CRUZI IGM, SOROLOGIA – DOENÇA DE CHAGAS

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico sorológico da Tripanosomiase Sulamericana. A fase aguda requer a
demonstração do parasita, pois os testes sorológicos tem valor limitado nesta
fase. Os níveis de anticorpos da classe IgM tornam-se positivos por volta de 20
a 40 dias após o início dos sintomas. Na fase crônica a presença de anticorpos
específicos, da classe IgG e mais quadro clínico completam o diagnóstico. Esta
fase apresenta parasitemia intermitente. Os testes reagentes devem ser testados
por outras técnicas antes de serem considerados definitivamente Positivos.
Segundo a literatura, somente 25% dos pacientes soro-positivos para Chagas vão
desenvolver alguma doença. Daí vem o conceito de Chagas doença e Chagas
infecção.

Metodologia: ELISA

Preparo: Coletar
pela manhã com jejum mínimo de 4 horas.

Sinonímias:
TRIPANOSOMIASE SULAMERICANA

 

URÉIA

Material: Sangue
(soro)

Urina de 24 horas

Descrição: É a
principal fonte de excreção do nitrogênio. Produto do metabolismo hepático das
proteínas, é excretada nos rins. Desta forma, a uréia é diretamente relacionada
à função metabólica hepática e excretória renal. Sua concentração pode variar
com a dieta, hidratação e função renal.

Metodologia:
Enzimático-Automatizado ; Espectrofotométrico

Preparo: Sangue:
jejum de  hrs.

Coletar urina de
24 horas, fornecendo aos pacientes frasco de urina de 24 horas, sem
conservante, estocado sob refrigeração durante a coleta.

URINA 1 – PARCIAL DE URINA

Material: Urina
não cronometrada – 1º Jato

Urina não
cronometrada – 2º Jato

Metodologia: Fita
reativa e miscroscopia

Interferentes: O
jejum extremo, mais de 12 horas, produz urina muito ácida. A vitamina C pode
interferir em várias reações como nas proteínas e Glicose. Medicamentos que
produzem alterações na cor da urina, podem inviabilizar o teste, através da
leitura das reações. A ingestão hídrica pode alterar a densidade urinária,
assim com contrastes radiológicos.

Sinonímias: URINA
1 ; PARCIAL DE URINA ; URINA TIPO 1 ; URINÁLISE 

UROBILINOGÊNIO – PESQUISA

Material: Urina
Recente

Metodologia:
Colorimétrico

Preparo: Urina.
Coletar em frasco próprio do Laboratório

 

UROCULTURA

Material: Urina

Descrição:
diagnóstico laboratorial das infecções urinárias bacterianas.

Metodologia: Semeadura em Meio Específico

Interferentes:
Contaminação durante a coleta por erro de assepsia.

Preparo: Não
necessita jejum, de preferência primeira ou segunda urina da manhã, ou seguir
orientação médica.

VANCOMICINA

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Jejum de
4 horas

VARICELLA ZOSTER IGG, ANTI

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Esses
Herpesvírus, são responsáveis pela infecção de caráter epidêmico e de
primo-infecção, que ocorre na infância, produzindo a doença Varicela. No
adulto, como recidiva, produz o quadro de Herpes Zoster. A presença desta
classe de anticorpos confirma a infecção. Nos adultos com Herpes Zoster os
anticorpos da classe IgG sobe mais rápida e intensamente que durante a
varicela. Os anticorpos específicos da classe IgM raramente podem se apresentar
positivos.

Metodologia: Quimioluminescência ; Enzimaimunoensaio

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. 

VARICELLA ZOSTER IGM, ANTI

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Esses
Herpesvírus, são responsáveis pela infecção de caráter epidêmico e de
primo-infecção, que ocorre na infância, produzindo a doença Varicela. No
adulto, como recidiva, produz o quadro de Herpes Zoster. Na varicela os
anticorpos (IgM) podem ser detectados a partir do quinto dia após o início da
erupção.

Metodologia:
Quimioluminescência ; Enzimaimunoensaio

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas.

 

VASOPRESSINA

Material: Plasma
em EDTA

Descrição: Nas
elevações : diagnóstico da Síndrome da secreção inapropriada do ADH (Síndrome
de Schwartz- Bartter): de origem hipotalâmica por neoplasia ou processo
infeccioso, ou origem tumoral ectópica por câncer brônquico. Processos
inflamatórios e/ou infecciosos do SNC, Traumatismos crânio-encefálico,
epilepsias, crise psicótica aguda, Síndromes poliuro-polidípsicas com
hipoosmolalidade: diabetes insipidus, traumatismos hipofisários. Potomania.

Metodologia:
Radioimunoensaio

Preparo: Deixar o
paciente em repouso por uma hora antes da coleta; jejum dispensável. 

VDRL, REAÇÃO DE (LUES)

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Teste
útil para o diagnóstico e acompanhamento de pacientes com Sífilis. Os títulos
se apresentam elevados na fases agudas, normalizando-se após o tratamento.
Títulos baixos (soro puro, ½, ¼, etc) persistentes, podem permanecer após
tratamento caracterizando uma _cicatriz sorológica_. Reações falso-positivas
como vimos acima podem ocorrer com o teste do FTA-ABS IgG: Não Reagente. As
reações de VDRL são feitas em diluições seriadas. Variações de uma diluição
entre duas determinações, não tem valor sorológico de elevação de títulos de
anticorpos.

Metodologia:
Aglutinação-quantitativa com antígeno cardiolipínico

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas

VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO – VHS

Material: Sangue
Total – EDTA

Descrição: A VHS
só tem valor apenas quando elevado. Muito pouco específico e sensível é um
teste utilizado como triagem. É ainda utilizado como _sinal de doença_ para
algumas escolas médicas. Pode ser utilizado como acompanhamento de melhora de
algumas doenças, devido à resposta terapêutica, como Polimialgia Reumática,
Artrite Reumatóide e Artrite Temporal.

Algumas patologias
cursam com valores muito elevados de VHS (geralmente superiores a 100 mm), como
Neoplasias sólidas metastáticas, Mieloma Múltiplo, Hiperfibrinogemia, outras
neoplasias, Polimialgia Reumática, Poliarterite Nodosa, macroglobulinemia,
doenças renais, Tuberculose pulmonar, broncopneumonias agudas, Lúpus Eritematose
Sistêmico, doenças arteriais agudas, períodos de reagudização de parasitoses
(como Malária, Kala-Azar), doença de Crohn, etc.

Metodologia:
Capilaridade

Preparo: coletar
pela manhã com jejum mínimo de 8 horas.

Sinonímias:VHS

VITAMINA A

Material: Sangue
(soro)

Descrição: A
vitamina A é lipofílica e fica depositada no tecido gorduroso periférico e do
fígado. Na circulação liga-se fracamente a uma globulina tipo Alfa-2, que é a
Proteína Ligadora do Retinol (RBP) (95%) e Pré- Alumina (5%). Tem uma função
somática, atuando como catalizadora do crescimento, ação sobre os epitélios e
ossos, devido à sua ação mitogênica. Na visão age sobre a visão de cores e
sobre a visão crepuscular.

Metodologia: HPLC
– Cromatografia Líquida de Alta Performance ; HPLC – Cromatografia Líquida de
Alta Performance (in house)

Interferentes: Luz
direta sobre o material clínico, anticoagulantes de coleta.

Elevações: bebidas
alcoólicas, anticoncepcionais orais e estrogênios.

Preparo: Coletar
pela manhã com jejum mínimo de 8 horas. Não ingerir bebidas alcoólicas nas 24
horas que antecedem a coleta. Lactentes podem coletar imediatamente antes da
próxima mamada.

VITAMINA B1 (TIAMINA)

Material: Sangue
Total – EDTA

Metodologia: HPLC
– Cromatografia Líquida de Alta Performance 

VITAMINA B12 (COBALAMINA)

Material: Sangue
(soro)

Descrição: as
fontes alimentares são basicamente as proteínas de origem animal, como fígado,
rins, peixes, frutos de mar, ovos e leite e derivados. A reserva hepática pode
durar 3 anos. Para a absorção da Vitamina B12, é necessário a associação da
acidez e da pepsina, ambas no suco gástrico, para a liberação dos alimentos e
posterior transporte na circulação. No estômago, a Vitamina A, liga-se a duas
glicoproteínas, o fator intrínseco e a haptocorrina, ambas secretadas pelas
células parietais. O complexo Vitamina B12-Haptocorrina é dissociado pela ação
das proteases pancreáticas no intestino delgado. A Vitamina B12 liga-se então
ao Fator Intrínseco, permitindo a absorção da Vitamina na altura do íleo. Uma
vez no enterócito a Vitamina é enviada à corrente sanguínea pelo pólo interno,
onde se liga às transcobalaminas I e II, chegando ao Fígado, onde é excretada
através da bile, realizando um ciclo entre o intestino e o fígado. A excreção
urinária é bem pequena.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas.

 

VITAMINA B2 (RIBOFLAVINA)

Material: Sangue
total Heparinizado

Metodologia: HPLC

Preparo: Jejum de
12 horas.

 

VITAMINA B6 (PIRIDOXINA)

Material: Plasma
em EDTA

Metodologia:- HPLC

Preparo: jejum de
12 horas. 

VITAMINA C

Material: Sangue
(soro)

Descrição: É um
dos principais anti-oxidantes, proporciona a hidroxilação da lisina, para a
síntese do colágeno estrutural. A carência da Vitamina C desencadeia uma série
de paradas de sínteses, como vimos do colágeno, estruturas endoteliais, ósseas,
desenvolvendo a síndrome da atrofia dos pequenos vasos sanguíneos (escorbuto).
Seu consumo mínimo diário é de 75 mg. Todos os mamíferos sintetizam a Vitamina
C, com exceção do homem e do cobaio. É encontrado em verduras e frutas
cítricas. Valores diminuídos são encontrados na cirrose hepática, na Doença de
Addison, em grandes queimados, nos pacientes que fazem diálise peritonial ou
hemodiálise, alcoolismo, Síndrome Nefrótica, quadros de má-absorção intestinal,
descompensação diabética, etc.

Metodologia:
Espectrofotometria

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 8 horas. Lactentes podem coletar

imediatamente
antes da próxima mamada.

 

VITAMINA D 1,25 DIHIDROXI

Material: Soro
Vit. D

Sinônimo:
Calcitriol,1,25-dihidroxicolecalciferol

Método:
Imunoensaio

Coleta: Jejum
recomendado, mas não obrigatório.

Código CBHPM:
40305015

Interpretação:
Auxiliar no diagnóstico de hiperparatiroidismo primário, hipoparatiroidismo,
pseudoparatiroidismo,

Os níveis de 1,25
dihidroxi vitamina D está aumentada na sarcoidose e hiperparatiroidismo. Pode
também estar elevada nos casos de hipercalcemia associada com linfoma.

Referência:

18,0 a 78,0 pg/mL

 

VITAMINA D-25 OH (D3)

Material: Sangue
(soro)

Descrição: O
conteúdo de Vitamina D do organismo, vem da síntese da pele, através da ação
dos raios UV sobre o colecalciferol e da Vitamina D absorvida pela alimentação,
principalmente dos vegetais. No fígado a Vitamina D é hidroxilada e forma o
25-hidroxicolecalciferol e o 25-hidroxiergocalciferol, cujo conjunto é
denominado 25- Hidroxi Vitamina D. Na circulação periférica os metabólitos
25-Hidroxi são transportados por uma proteína Alfa-2 Globulina. Nos rins a
25-Hidroxi Vitamina D sofre uma outra a hidroxilação, agora na posição 1,
produzindo o metabólito mais ativo que é a 1,25 dihidroxi Vitamina D e uma
terceira hidroxilação na posição 24, produzindo um metabólito pouco ativo, que
é a 24-25- dihidroxi Vitamina D3. A hidroxilação renal é realizada pelas 1-25
Hidroxilase e 24-25- Hidroxilase, ambas estimuladas pela hipofosfatemia e pelo
PTH. A ação da Vitamina D é aumentar a absorção intestinal e renal de Cálcio e
a absorção intestinal de Fósforo. O feed-back envolve o PTH, o cálcio, o
fósforo e as hidroxilases hepáticas e renais. A Calcitonina, a insulina, as
IgFs e os hormônios sexuais também tem papel na síntese desta Vitamina.

Metodologia:
Quimioluminescência

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas.

 

VITAMINA E

Material: Sangue
(soro)

Descrição: Controle
laboratorial das carências de Vitamina E, como desnutrição em todos os níveis,
casos de malabsorção intestinal, por mucovicidose, pancreatite crônica e
resseções intestinais, abetalipoproteinemia, alcoolismo, hepatites crônicas,
cirrose e prematuridade.

Controle
laboratorial da hipervitaminose E: diabetes mellitus, hipercolesterolemia e
patologias tireoidianas. A Vitamina E tem uma atividade antioxidante intensa.
Sua queda pode produzir quadros de abortamentos de repetição, anemias
hemolíticas, aterosclerose, colagenoses, insuficiência de espermatogênese e
visão alterada.

Metodologia:  HPLC – Cromatografia Líquida de Alta
Performance

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas. Lactentes podem coletar

imediatamente
antes da próxima mamada.

WAALER ROSE

Material: Sangue
(soro)

Metodologia:
Turbidimetria

Preparo: Coletar
pela manhã em jejum mínimo de 4 horas.

 

WIDAL, REAÇÃO DE

Material: Sangue
(soro)

Descrição:
Diagnóstico laboratorial de Febre tifóide e paratifóide. Os anticorpos somáticos,
(A,B e O) são os primeiros a aparecer, o que acontece no final da segunda
semana de doença. Esses anticorpos costumam desaparecer da circulação no final
de um mês de doença. Os anticorpos flagelares surgem do final da segunda para o
início da terceira semana, com títulos em elevação até o trigésimo dia, quando
iniciam uma queda lenta que pode durar vários anos. Como o teste não discrimina
anticorpos da classe IgG e IgM, elevações do título entre dois testes coletados
no início da doença e após 15 dias fecha o diagnóstico sorológico.